Um dia na Lagoa Azul

Uma viagem à Islândia não seria completa caso não incluísse uma parada na Lagoa Azul:

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Não, não é essa lagoa azul não! E garanto que a Lagoa Azul do Ártico é bem mais azul que a do filme estrelado por Brooke Shields, e tão ou mais interessante quanto!

Nós sabíamos que a Blue Lagoon seria uma parada obrigatória. E acabou sendo mesmo a nossa primeira! Chegamos em um voo vindo de Copenhagen no domingo de madrugada, depois de virmos da Suécia (que vai render um post próprio). Então sabíamos que iríamos querer algo mais “café-com-leite” para o primeiro dia. Ainda mais que o plano era – e foi – caçar aurora boreal na noite de segunda. Assim, sem pestanejar, escolhemos passar a segunda-feira na lagoa azul.

Chegamos lá ainda cedo. Logo antes da bilheteria há essa lagoa azul amaciante, já nos anunciando que o dia seria muito bem aproveitado!

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Trocamos nosso voucher adquirido no site pelas pulseirinhas e entramos. Com essa pulseira poderíamos escolher qualquer locker do vestiário, deixar nossas coisas no armário e trancar sem problemas. Ainda, tudo que quiséssemos consumir dentro do spa seria passado nessa pulseira, de forma que você não precisa carregar carteira, ou que quer que seja. Aí é só aproveitar suas horas por lá!

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É obrigatório tomar banho antes de adentrar nas áreas de banho a fim de evitar a proliferação de bactérias. Inclusive, ficam algumas funcionárias fiscalizando isso. E não é passar numa chuveirada não! É banho mesmo, com direito à lavagem de cabelo e tendo que ensaboar tudo!

No banheiro feminino, haviam cabines individuais felizmente. Nos vestiários até tinham cartazes explicando como tomar banho, o que achei muito engraçado. E eu até teria tirado fotos, mas tinha muita gente peladona em volta hahaha

Dentro das cabines, condicionadores para passar no cabelo todo. A água e o vapor ressecam muito o cabelo, então eles sugerem que você prenda bem seu cabelo depois de lavar e passar muito condicionador sem enxaguar. Passei o próprio condicionador deles, que realmente era bom e que eles também vendem, e deixei para passar minha máscara poderosa de hidratação quando fosse embora. Deu super certo.

Bem, aí saindo do vestiário encontrei com o David e demos de cara para uma piscininha que já é para ir acostumando com a água e que dá passagem para fora, ou seja, para a lagoa em si. Desse modo, essa funciona como uma zona intermediária e você não precisa sair andando/correndo/congelando do prédio até a lagoa.

Muito embora já fosse inverno e a temperatura estivesse próxima de zero, a água permanece sempre a quase 40 graus. Então foi legal ver tudo em volta frio/congelante, enquanto estávamos numa lagoa super quentinha.

A água da lagoa não é exatamente aquecida de forma natural, na verdade vem da usina geotérmica ao lado que, além de produzir energia limpa e renovável, abastece a lagoa azul de água quentinha. É possível avistar a usina ao chegar próximo do spa.

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O chão da lagoa é composto de sílica, mas é bem firme. E a sílica das máscaras é tirada dali mesmo. Alguns funcionários ficam com os potinhos de sílica dentro da lagoa e vc pode usar mais de uma vez se quiser. Realmente, a pele fica bem macia e limpa. Ainda mais que depois usei a máscara de algas. Aí ficou mesmo uma beleza.

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O spa tem uma super estrutura que permitem que vc fique lá quanto tempo quiser. Tem restaurante e uma cafeteria a preços justos (para os padrões islandeses), no qual comemos uma refeição leve antes de voltar para o Reykjavík. Também tem sabonetes, shampoos, condicionadores e secadores nos vestiários. Conta, ainda, com um grande número de funcionários, sempre dispostos a ajudar.

Não fosse estarmos esgotados, e ainda termos que descansar para a caça das auroras a noite, acho que teríamos ficado ainda mais por lá. Gostamos muito e recomendamos demais! Não é sem razão que esse é um dos maiores cartões postais da Islândia!

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Algumas dicas práticas

Comprei as entradas pelo site, após ler relatos de filas e espera em alguns blogs. Mesmo não sendo alta temporada, resolvi não arriscar. Até porque já havíamos decidido que era isso mesmo, os preços variavam um pouco conforme o horário e de toda forma teríamos que também organizar o transporte (que é particular). Dessa forma, compramos com horário marcado, já com transporte pegando no hotel incluso e ainda tive tempo de escolher com toda calma do mundo qual entrada fazia mais sentido.

O site do Blue Lagoon é esse: http://www.bluelagoon.com/

Optei pela entrada Comfort + transporte que incluía:

  • entrada no spa;
  • máscara de sílica e máscara de algas;
  • uso de toalha;
  • uma bebida
  • transporte ida e volta.

A entrada standard apenas dá direito à entrada e a máscara de sílica, não à de algas e não inclui o uso de toalhas.

Perdemos nossas toalhas lá algumas vezes, pois por serem brancas eram misturadas com outras que estavam penduradas, e acabavam sendo removidas. Isso não foi um problema porque bastavam pedir e forneciam uma novinha.

Quanto ao transporte, uma van chegou pontualmente ao hotel e nos levou onde ficam os ônibus da FlyBus/Reykjavík Excursions. De lá pegamos o ônibus para a Lagoa Azul, chegando em cerca de 45min. Tudo bem organizado. Muita gente já estava com malas e de lá já iria direto para o aeroporto, ficando as malas com a FlyBus, principal responsável pelo transfer para o aeroporto. A Lagoa fica mais próxima do aeroporto do que de Reykjavík. Mas você nem vê o tempo passar, afinal a paisagem da Islândia é deslumbrante!

Não havíamos levado capa a prova d’água para o celular, o que não foi um problema. Primeiro, descobrimos que havia uma funcionária que ficava com um IPad tirando fotos e que enviava na hora a foto por e-mail para quem pedisse. Só que logo depois disso, também descobrimos que no bar vendia. Compramos assim que vimos e foi só alegria!

Game of Thrones tour: film location

Começo dizendo que esse passeio foi o que mais gostamos de fazer na Islândia! E mesmo que você não seja lá tão fã assim de Game of Thrones, tenho certeza que irá gostar do tour, pois passa por lugares lindos! Como esses:

Em um primeiro momento, havia pensado em alugar um carro. Então já havia visto alguns pontos de filmagem e cogitado ir por conta. Mas ainda bem que não fiz isso. Os lugares mais legais eram inacessíveis praticamente de carro e não conseguiríamos fazer tudo que fizemos em um só dia, tendo que nos virar com mapas, direções e condições de estrada e clima.

Ademais nosso guia era muito muito simpático! Um cara chamado Theo, super engraçado, que faz mestrado em história medieval, trabalha como guia e é figurante em GoT. Ele sendo também fã e trabalhando na série, sabia muito do que rolou nos bastidores. De forma que mesmo quando estávamos no ônibus indo de um ponto a outro, não ficava nem um pouco cansativo, já que ele falava sobre a série, atores, história da Islândia e dos islandeses,etc. Enfim, o cara era sensacional.

Ainda acho que ele era Thoros of Myr na verdade e estava se fazendo de guia e figurante! hahaha

O tour nos pegou no hotel no horário marcado e as 10 saímos de Reykjavík. Depois de 45 min de estrada, que mal percebendo ouvindo as histórias e vendo a paisagem maravilhosa, fizemos a primeira parada. Não vou me lembrar o nome da cachoeira, mas lá foi gravada a cena em que o Drogon aparece, aterroriza o menino que estava onde o David está e sai voando com uma ovelha.

O vídeo você confere aqui se quiser relembrar e comparar:

https://www.youtube.com/watch?v=RN1tVhQuzDw

Bem, depois disso seguimos em direção Parque Nacional Thingvellir para andar pelo desfiladeiro de Thingvellir. Além de ser um lugar bonito por si só, afinal essa são fissuras deixadas pelo encontro de placas tectônicas, também é a entrada do Vale. Fácil lembrar da Sansa chegando com o Mindinho, ou mesmo da Arya com o Clegane.

Confesso que o caminho é um pouco escorregadio. Adicionalmente, com a quantidade de pedras pontiagudas demanda um pouco de atenção atravessar o desfiladeiro todo. Mas vale a pena. Ao invés de dar pro Vale e encontrar a Lysa, vc encontra algo melhor: uma bela cachoeira!

Depois de uma breve pausa para almoço em uma lanchonete bem boa e que também não era cara (para padrões islandeses!), seguimos para vale o Thjorsárdalur. Ali foi filmada a cena em que a vila do Olly é violentamente atacada por selvagens, como Ygritte, Tormund e os Thenns, que eram canibais.

Lembram da cena:  “_ Do you know where is the Castle Black. I’m gonna eat your dead mom and your dead papa. Go tell the crows!”

Curiosidade ecológica: essa é uma greenhouse. Por dentro é bem confortável e quente e plantas podem ser plantadas no telhado. Foi a inspiração do Tolkien para as tocas dos hobbits. Na verdade, o Tolkien se inspirou em várias lendas islandesas e, até mesmo, um pouco na língua.

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Voltando a GoT, depois disso seguimos até um lugar ermo, de difícil acesso, para vermos o local em que foi filmada a cena em que o Clegane dá uma lição na Arya em mais um dos sensacionais diálogos deles. Convenhamos, Clegane é ótimo!

As duas fotos de cima são de GoT e as duas de baixo são nossas. Depois de visitar esse lugar, começamos o caminho de volta para Reykjavík.

No trajeto, passamos pelo Lago Thingvallavatn, o maior lago natural da Islândia. O curioso é que dentro desse lago tem uma ilha, que é a maior ilha do mundo dentro de um lago. Só que dentro da ilha tem outro lago….que é o maior lago dentro de uma ilha que fique dentro de um lago do mundo. É provável que dentro desse lago que fica em uma ilha em lago também tenha uma ilha…que seria a maior ilha dentro de um lago dentro de uma ilha dentro de um lago do mundo! hahaha e tudo isso é verdade, e não uma piada/trava-língua.

Fizemos uma breve parada em uma fazenda que faz exibição de cavalos. Claro que não era nada relacionado com o tour, muito embora insistissem em contar como foi sofrível gravar todas as cenas com esses cavalinhos, especialmente com o Clegane, e que não podiam trazer cavalos de fora porque os cavalos islandeses são puros, etc etc. Mesmo assim adoramos a pausa para esticar as pernas e ver os cavalinhos, que acabou sendo mesmo nossa única oportunidade de vê-los, já que no dia que iríamos para uma fazenda ver, choveu e acabamos ficamos em Reykjavík mesmo.

Como disse no outro post, os cavalos são de uma das raças mais puras do mundo. Apesar de pequenos, esses cavalos são extremamente fortes! E fazem parte da história e da cultura da Islândia. Afinal, esse povo passou séculos dependendo deles e das ovelhas para sobrevivência!

E eles são um tanto neuróticos com isso. Uma vez que o cavalo sai, ele não pode mais regressar ao país. Então, em torneios os cavalos saem pra não mais regressarem. Pra filmarem GoT precisam de cavalo grande para o Sir Clegane (O Cão), mas eles não permitiram a entrada e tiveram que fazer vários jogos de câmera e correções com computação gráfica para não parecer que ele estava andando em algo um pouco maior que um pônei.

Muito embora os cavalos sejam um pouco apenas maiores que pôneis, não ouse dizer que o cavalo é um pônei a um islandês. Ele ficará ofendido a ponto de dizer que pessoas baixinhas são só um pouco maiores que anões, mas que há uma diferença! hahahah

Depois dessa breve pausa, pegamos a estrada para Reykjavík de vez. Chegando na capital, nos deixaram a 2 ou 3 quarteirões do hotel na volta. Enfim, o tour acabou. Só posso dizer que o guia Theo foi um dos melhores que tivemos na vida e que esse tour foi o melhor que fizemos na Islândia.

Fizemos pela Grayline, mas compramos com um descontinho pela Viator.

Islândia: um outro mundo dentro do nosso mundo!

Nossa segunda viagem para Escandinávia teve como foco a Islândia. O David faria 30 anos e o plano era  tentar ver a Aurora Boreal. Vocês não podem imaginar o perrengue que é a caça pelas Luzes do Norte, que vai render um post próprio! Cogitamos ir para Tromso, na Noruega, mas não me animei muito, pois quase não teria luz solar, ficaria caríssimo e se não víssemos nada eu ficaria frustradíssima, já que Tromso não tem quase nada para fazer no inverno!

Pesquisando, ocorreu a ideia da Islândia. Parecia um lugar lindo, com muita beleza natural pra ver (exatamente meu tipo de viagem), local de filmagem de Game of Thrones, lagoa azul, povo interessante,… Ah, fechou Islândia! A Aurora Boreal passou a ocupar lugar secundário, ou seja, seria legal se víssemos e também legal se não víssemos. E olha, não poderia ter escolhido melhor!

A Islândia deveria ser considerada um mundo dentro do nosso mundo! É tudo tão lindo, diferente e de tirar o fôlego! Ao mesmo tempo que você está vendo um vulcão, daqui a pouco está vendo uma geleira, daqui a pouco um geysir, daqui a pouco placas tectônicas, depois cachoeiras, etc. Enfim, inacreditável!

A Islândia passou séculos isolada e esquecida. E naquele ambiente inóspito, a população aprendeu a viver com o que tinha. Daí que até hoje quase tudo é importado e quase tudo é caro.

Para se ter uma idéia do quão isolado esse povo viveu, quando você vê um islandês, basicamente está vendo um viking. Eles são todos descendentes de um assentamento viking estabelecido no século IX. A língua deles é tão pura que eles conseguem ler manuscritos medievais escritos na língua nórdica antiga.

A coisa é mais engraçada ainda quando eles nos contam que todos são primos, já que todos descendem dos mesmo vikings que se estabeleceram na ilha. Curiosidade ótima também: nenhum deles tem sobrenome. Então, para não confundirem as pessoas, eles se denominam pelo nome próprio mais o nome do pai normalmente (às vezes, da mãe). Por exemplo, eu seria a Talita filha do Tarcísio. Pronto, esse seria meu nome na Islândia. E nas listas telefônicas, ou entes governamentais, fica nome + nome do pai + profissão. Então, eu seria Talita filha do Tarcísio Advogada.  hahah divertido ne!?

Os cavalos são de uma das raças mais puras do mundo. Apesar de pequenos, esses cavalos são extremamente fortes! E fazem parte da história e da cultura da Islândia. Afinal, esse povo passou séculos dependendo deles e das ovelhas para sobrevivência!

E eles são um tanto neuróticos com isso. Uma vez que o cavalo sai, ele não pode mais regressar ao país. Então, em torneios os cavalos saem pra não mais regressarem. Pra filmarem GoT precisam de cavalo grande para o Sir Clegane (O Cão), mas eles não permitiram a entrada e tiveram que fazer vários jogos de câmera e correções com computação gráfica para não parecer que ele estava andando em algo um pouco maior que um pônei.

Além de toda beleza natural, de toda peculiaridade da Islândia, esse é um povo muito alegre e receptivo! Enfim, não tem como não gostar da Islândia! E é por isso que escolhi começar a falar dessa viagem no início do ano, que renderá vários post muito provavelmente. Nada melhor que começar o ano relembrando um pouco da viagem mais épica de nossas vidas até agora! E do lugar mais sensacional que já conhecemos!

Nos próximos posts falarei do roteiro que escolhemos, o que visitamos, como se vestir para o frio extremo, alugar ou não alugar carro, a caça/saga/luta para se ver a Aurora Boreal, como chegar na Islândia, onde se hospedar, entre outros.

 

Roskilde – um dia como Viking

Além do show do Coldplay, o que motivou nossa viagem para o Norte Europeu foi a série Vikings do History Channel. Assim, quando soubemos que em uma cidade próxima de Copenhagen não só há um museu com barcos originais vikings, como também é possível velejar em um barco viking em um fiorde, sabíamos que teríamos que fazer isso! Foi assim que fomos parar em Roskilde.

É possível fazer um bate e volta de trem para Roskilde tranquilamente. A partir de Copenhagen leva-se menos de uma hora para chegar lá. O município tem pouco mais de 50 mil pessoas e foi até o século XVI a capital da Dinamarca. Inclusive, o ponto turístico mais visitado é a Catedral da cidade, visto que, muitos monarcas dinamarqueses ainda estão enterrados lá. É por isso que Roskilde entrou no circuito turístico, pois a facilidade de se chegar lá, aliado ao seu centro histórico todo perfeitinho, somado ao Museu Viking e a Catedral são um prato cheio pro turista, ainda que não goste das histórias vikings.

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O passeio de barco só é feito no verão. Apesar de termos ido no verão, só no dia anterior ao fim da viagem que o tempo prometia abrir e não chover – pelo menos, não chover forte e cancelar o passeio. Vendo que o tempo estava em condições favoráveis, acordamos cedo e fomos para lá!

Não ficamos muito tempo andando pela cidade porque queríamos fazer o passeio que tinha horário e, ademais, só seria para 20 pessoas por horário. Então, queríamos garantir que faríamos isso. Além disso, era um domingo e a cidade ainda parecia não ter acordado. Assim, seguimos em direção ao museu e pequeno porto. Chegamos lá, acertamos o passeio, pegamos a entrada do museu e ficamos a toa aguardando dar a hora de tudo começar. Há várias réplicas de barcos vikings no porto, construídos perfeitamente, então aproveitamos para dar uma olhada enquanto o tempo passava.

No horário estabelecido, apareceram 2 guias que nos deram os coletes salva-vidas, as instruçōes de segurança e nos levaram para o barco. Explicaram como tínhamos que remar, movimentos do corpo que teríamos que fazer e tudo parecia tranquilo em teoria. Assim que saímos remando, percebi que não estava fazendo nada direito. Remava pro lado errado, quase era derrubada pelo remo com a força da água, quando o cara gritava em dinamarquês para as pessoas da direita remarem, eu que estava no esquerdo remava, e quando ele falava para os da esquerda remarem, eu parava. Enfim, eu morreria se dependesse das minhas qualidades de velejamento hahahahaha

Mas foi muito divertido! Uma das coisas mais legais que fizemos pelo Norte. E se vc tiver oportunidade de estar lá no verão, não deixe de fazer porque vale a pena, especialmente se for um aficcionado por histórias vikings. Imagina, remar em um barco viking em um fiorde!? Legal ne!

Depois disso, fomos ao museu fazer o tour guiado, que foi muito legal. O guia era ótimo, tinha muito conhecimento e transmitia de uma forma muito bacana e leve. E não, não foi só sobre barcos, mas sobre todo o estilo de vida da era viking. Além disso, esse tour é gratuito. E tudo que ele falava, percebíamos como a série do History Channel está realista.

Quer um exemplo? Ele nos disse que vikings não usavam capacetes com chifres – coisa que realmente nunca apareceu na série. Tanto que até hoje só foram encontrados 2 capacetes, dentre inuuumeros artefatos, o que é mais uma prova de que eles não usavam. O que aconteceu é que a Dinamarca era um reino muito grande, mas que perdeu graaande parte de seu território e passou por um período de declínio. Foi nessa época que eles precisaram de um símbolo que remetesse aos tempos áureos e que melhorasse o ânimo do povo. Os vikings não só eram exímios navegadores e guerreiros, como também eram comerciantes. Quem iria fazer negócios com um bando de selvagens!? Mas essa imagem do viking feroz foi a que se difundiu no imaginário coletivo, dada a necessidade de um símbolo de força e heroísmo naquele momento.

Quanto aos barcos em si, são fruto de um esforço para sua recuperação e restauração. Isso porque, os mesmos foram afundados propositalmente na entrada do fiorde há alguns séculos. Eram barcos velhos que serveriam de proteção contra possíveis invasores, já que quem tentasse invadir ficaria ali bloqueado.

Até hoje não se sabe qual a técnica usada para que os escudos permanecessem alinhados na borda do barco, embora existam várias teorias. Mas o que se sabe é que eram barcos resistentes, e que fizeram com que os vikings conseguissem navegar no mar aberto e em rios, chegando assim à Inglaterra, França, Itália e até na América. (sim, foi um viking que descobriu a América, muito antes de Colombo, mas mais sobre isso depois nos posts da Islândia).

Ao fim do passeio, percebemos que haviam artefatos vikings numa tenda, e claro, quisemos colocar tudo e ter a experiência completa! Inclusive eu, pois as mulheres vikings exerciam importante papel naquela sociedade e também eram guerreiras.

Impossível não lembrar de uma das cenas mais emblemáticas da série, que é o Rollo com o choro/lema/grito de guerra dos vikings: “Up onto the overturned keel, clamber with a heart of steel, cold is the ocean’s spray, and your death is on its way, with maidens you have had your way, each man must die some day!”

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Depois disso, almoçamos um belo salmão no próprio restaurante do lugar porque: 1) estávamos mortos de fome; 2) nada mais típico depois desse dia do que um salmão.

Para concluir esse post, se um dia você puder ter essa experiência e se interessar, vá! Ainda que não seja verão, a cidade é um charme e ver um barco viking autêntico desses permite visualizar como esse povo vivia naquela época difícil e como eles conseguiram fazer tanto, tendo tão poucos recursos.

Ah e se você está a afim de começar a ver uma série nova, vikings é uma boa pedida – exceto pela primeira parte da 4a temporada rs.

Para maiores informações sobre horários e o que fazer em Roskilde, segue o link do site oficial de turismo: http://www.visitroskilde.com/ln-int/roskilde-lejre/tourist.