Nossa segunda viagem para Escandinávia teve como foco a Islândia. O David faria 30 anos e o plano era tentar ver a Aurora Boreal. Vocês não podem imaginar o perrengue que é a caça pelas Luzes do Norte, que vai render um post próprio! Cogitamos ir para Tromso, na Noruega, mas não me animei muito, pois quase não teria luz solar, ficaria caríssimo e se não víssemos nada eu ficaria frustradíssima, já que Tromso não tem quase nada para fazer no inverno!
Pesquisando, ocorreu a ideia da Islândia. Parecia um lugar lindo, com muita beleza natural pra ver (exatamente meu tipo de viagem), local de filmagem de Game of Thrones, lagoa azul, povo interessante,… Ah, fechou Islândia! A Aurora Boreal passou a ocupar lugar secundário, ou seja, seria legal se víssemos e também legal se não víssemos. E olha, não poderia ter escolhido melhor!
A Islândia deveria ser considerada um mundo dentro do nosso mundo! É tudo tão lindo, diferente e de tirar o fôlego! Ao mesmo tempo que você está vendo um vulcão, daqui a pouco está vendo uma geleira, daqui a pouco um geysir, daqui a pouco placas tectônicas, depois cachoeiras, etc. Enfim, inacreditável!
A Islândia passou séculos isolada e esquecida. E naquele ambiente inóspito, a população aprendeu a viver com o que tinha. Daí que até hoje quase tudo é importado e quase tudo é caro.
Para se ter uma idéia do quão isolado esse povo viveu, quando você vê um islandês, basicamente está vendo um viking. Eles são todos descendentes de um assentamento viking estabelecido no século IX. A língua deles é tão pura que eles conseguem ler manuscritos medievais escritos na língua nórdica antiga.
A coisa é mais engraçada ainda quando eles nos contam que todos são primos, já que todos descendem dos mesmo vikings que se estabeleceram na ilha. Curiosidade ótima também: nenhum deles tem sobrenome. Então, para não confundirem as pessoas, eles se denominam pelo nome próprio mais o nome do pai normalmente (às vezes, da mãe). Por exemplo, eu seria a Talita filha do Tarcísio. Pronto, esse seria meu nome na Islândia. E nas listas telefônicas, ou entes governamentais, fica nome + nome do pai + profissão. Então, eu seria Talita filha do Tarcísio Advogada. hahah divertido ne!?
Os cavalos são de uma das raças mais puras do mundo. Apesar de pequenos, esses cavalos são extremamente fortes! E fazem parte da história e da cultura da Islândia. Afinal, esse povo passou séculos dependendo deles e das ovelhas para sobrevivência!
E eles são um tanto neuróticos com isso. Uma vez que o cavalo sai, ele não pode mais regressar ao país. Então, em torneios os cavalos saem pra não mais regressarem. Pra filmarem GoT precisam de cavalo grande para o Sir Clegane (O Cão), mas eles não permitiram a entrada e tiveram que fazer vários jogos de câmera e correções com computação gráfica para não parecer que ele estava andando em algo um pouco maior que um pônei.
Além de toda beleza natural, de toda peculiaridade da Islândia, esse é um povo muito alegre e receptivo! Enfim, não tem como não gostar da Islândia! E é por isso que escolhi começar a falar dessa viagem no início do ano, que renderá vários post muito provavelmente. Nada melhor que começar o ano relembrando um pouco da viagem mais épica de nossas vidas até agora! E do lugar mais sensacional que já conhecemos!
Nos próximos posts falarei do roteiro que escolhemos, o que visitamos, como se vestir para o frio extremo, alugar ou não alugar carro, a caça/saga/luta para se ver a Aurora Boreal, como chegar na Islândia, onde se hospedar, entre outros.