Muralha da China

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Sempre que pensava na China sempre me vinha à cabeça a imagem de sua imensa muralha. Então, para mim, visitar a China era sinônimo de visitar a Muralha. E essa viagem sempre esteve na minha “bucket list”, um dos lugares que sonhava em ir para subir a Grande Muralha.

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A Muralha foi sendo construída ao longo de séculos, mas seu início foi no século VII a.C. Desde então, a muralha foi aumentada, reformada, reconstruída várias vezes e a maior parte do trecho que podemos ver hoje foi feita ou reformada pela  Dinastia Ming, durante os séculos XIV a XVII.

A Muralha se extende por 8.850km, dos quais 2.232 km são barreiras naturais, como montanhas e rios. Pondo em perspectiva, o Brasil tem metade disso do extremo Norte ao Sul. Ou seja, a Muralha daria o mesmo de extensão que uma ida e volta de Norte a Sul do  Brasil! E o mais surpreendente é que um bom pedaço dela já foi destruído. Acredita-se que ela já chegou a ter mais de 20000km de extensão!

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O objetivo pelo qual a Muralha foi erguida foi a de proteger a China dos mongóis. Mas aí quando a chega lá e se depara com a Muralha se vê que ela é bem baixinha (apenas 7m de altura) e um tanto quanto estreita. Aí a gente percebe que realmente é meio mito isso que dá pra ver a Muralha a olho nu do espaço.

Na verdade, a Muralha funcionava mais como um ponto estratégico de defesa do que como defesa realmente. A Muralha foi construída junto à defesas naturais, como no alto de montanhas. Daí o exército chinês avistava os inimigos mais facilmente, que ainda teriam que subir as montanhas antes de efetivamente atacarem. E mesmo com toda essa magnitude, a Muralha não foi capaz de impedir sucessivos ataques, especialmente dos mongóis.

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No início, presos e agitadores eram enviados como mão de obra, posteriormente camponeses, desempregados e vários outros trabalhadores. Estima-se que foram mais de 2 milhões de pessoas que ajudaram a erguer a Muralha, dos quais 80% veio a falecer pela fome ou pelo frio.

As torres da muralha foram construídas para servirem como depósito de alimentos e abrigo para os trabalhadores.  Uma torre tinha que visualizar os sinais emitidos pela torre vizinha, que poderiam ser por uma chama acessa, uma bandeira, etc (tipo o que acontece no Senhor dos Aneis III hahaha).

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Muito dela hoje está perdida. Esteve abandonada por alguns séculos e mesmo Mao Tsé Tung estimulou que as pedras fossem sendo retiradas para a construção de casas, o que ainda acontece mais no interiorzão do país. Então a ideia de preservar é um tanto quanto recente.

 Ainda assim, não é a toa que a Muralha da China é uma das 7 Maravilhas do Mundo. Por isso, assim que o David veio com a ideia de ir pro Japão eu sabia que teria que dar um jeito de incluir a China só pra visitar a Muralha!

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A partir de Pequim a Muralha já está bem próxima e é possível ir a Badaling (o ponto mais próximo de Pequim) mesmo por transporte público. Pesquisando vi que por isso mesmo o lugar está sempre apinhado de gente, que vão com tours ou por transporte público.

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E não era nem de perto a Muralha que eu sonhava em conhecer, até porque é uma parte mais artificial, totalmente reformada, com varias lojinhas de lembrancinhas no caminho. Nada do que eu queria.

Entretanto, para quem quiser ir ali mesmo para economizar, ou porque está sozinho, esse link aqui explica bem como chegar lá:

http://www.melhoresdestinos.com.br/muralha-china-como-visitar.html

Pesquisando mais, descobri que Mutianyu é um ponto mais afastado, em que você deve ir de carro, porém muito mais tranquilo. Aí resolvi contratar um motorista/guia particular para esse passeio.

Li que muitos desses turistas em Badaling seriam chineses porque é a única parte da Muralha que eles costumam visitar. O engraçado foi que uma colega chinesa me explicou o caminho pra Badaling como descrito no link acima, mas quando perguntei de Mutianyu ela nunca tinha ouvido falar! Foi aí que eu soube que tinha que ir pra Mutianyu mesmo!

O motorista nos pegou bem cedo e às 9 e pouca já estávamos chegando lá. Demoramos muito mais tempo no transito para sair de Pequim do que na rodovia para chegar lá. Acho que ele havia nos encontrado no hotel por volta de 7:30h.

Chegando lá, você sobe por um teleférico como aqueles de ski (que me deram um pouquinho de medo) e então aproveite a Muralha!

 

Eu andei pra lá e pra cá toda feliz feito criança! Não havia praticamente ninguém quando chegamos! A Muralha era nossa, exceto por uns gatos pingados aqui e ali! Ficamos lá mais de 2hs felizes da vida, aproveitando cada momento daquele lugar que já quisera tanto conhecer!

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E era exatamente assim que queria conhecer a Muralha. Sem ter que me degladiar por um espaço, podendo ficar sozinha em alguns pontos, podendo fazer poses de Kung Fu Panda e o que bem entendesse! hahah

 

Para descer, escolhemos descer de tobogã, o que foi super divertido. Você pode controlar a velocidade do carrinho e é bem tranquilo descer. Só alegria e super divertido descer a Muralha assim! Uma delícia!

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Depois de descermos, almoçamos no restaurante chinês na base dela mesmo. Tem um subway também lá também, a prova de que a China realmente abriu as portas e que o capitalismo chegou até na Muralha!

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Voltamos para Pequim ainda a tempo de visitarmos o Templo do Céu e comprar pérolas, que serão os temas dos próximos posts.

Muralha da China na prática

Como disse, contratamos um guia para nos levar até a Muralha no ponto de Mutianyu. Eu aproveitei e também fechei com ele os transfer de ida e volta do aeroporto. Pequei o contato no blog da Dri Everywhere. Ele nos cobrou 800rmb para a Muralha mais 200 cada trecho do transfer, dando 1200rmb.

Ele é bem pontual e tira qualquer dúvida bem rápido por e-mail (levando-se em conta o fuso horário). O nome dele é Michael Dong e o e-mail é china_cits@hotmail.com.

 

 

 

 

 

 

2 comentários sobre “Muralha da China

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