Cabo Sounion

O Cabo Sounion (também chamado em português de Cabo Sunião/Súnion/Súnio), é uma ótima opção para um bate e volta a partir de Atenas, e que vai te permitir ver um pouco do Golfo Sarônico. Se tiver algumas horas disponíveis para sair da cidade, eu recomendo demais a visita! Além das ruínas do Templo de Poseidon (que por si só já poderia ser motivo para ir!), a região é lindíssima! E a vista que se tem do Templo em cima de um penhasco em frente ao mar foi uma das mais bonitas que já vi em toda a Grécia!

O Cabo Sounion foi por milênios um ponto estratégico marítimo controlado por Atenas, que podia avistar de longe quem passava do Mar Egeu ao Pireu e quem adentrava a Cidade-Estado de Atenas. E por isso mesmo o local é mencionado em diversas obras da Antiguidade, a começar por Homero.

Sendo um local tão importante, o local já era um santuário desde que Grécia era Grécia. E ali já tinha um templo em homenagem ao deus Poseidon. Acontece que quando as tropas persas lideradas por Xerxes invadiram a Grécia (sim, o “mesmo” Xerxes do Rodrigo Santoro em 300 hahaha), o antigo templo foi destruído.

Com a vitória contra os persas, além de expandir a Acrópoles de Atenas, o estadista Péricles mandou reconstruir um templo novo e ainda maior em 444a.C no Cabo. E assim surgiu o Templo de Poseidon, projetado pelo mesmo arquiteto do Templo de Hefesto que fica na Acrópole. Das 36 colunas originais em mármore, 15 ainda estão de pé.

Como disse antes, o templo por si só já poderia valer a visita. Maaas o grande lance que faz mesmo valer a pena é a vista. Estar ao lado de um templo de milênios, em cima de um penhasco e olhar o mar azul turquesa é a experiência mais grega que alguém pode ter!

Nós fomos no inverno e foi super fácil pra gente pegar o por-do-sol. Às 5hs o sol já estava se pondo e tivemos a chance de ver o pôr-do-sol, sentados bem ao lado do templo! E justamente por ser inverno, o local também não estava abarrotado de gente e a experiência toda foi ótima!

Sounion é tão maravilhoso que todas as fotos ficam ótimas, sem precisar nem de filtro de instagram ou de fotoshop!

Cabo Sounion na prática : como ir de Atenas para o Cabo Sounion

O local fica a 60km de Atenas, o que dá 1h30m do centro da cidade até lá, mas o trajeto pode demorar mais ou menos conforme o trânsito no dia/época.

Teoricamente, a ida ao cabo Sounion é bem tranquila. Os ônibus da empresa Ktel Attikís saem da Rua Patision 68 – Kotsika 2, que fica próxima ao Museu Nacional de Arqueologia e da estação de metrô Victoria (mais longe do centrinho). O trajeto custa 7 euros cada perna, dando 14 ida e volta. Em tese, os horários dos ônibus seriam:

  • De Atenas para Sounion: 7:05 (exceto domingo), 8:05, 10:05, 11:30, 13:05, 14:05, 15:30, 17:05.
  • De Sounion para Atenas: 08:00, 10:00 (exceto domingo), 11:00, 13:00, 14:00, 16:00, 17:00, 19:00, 20:00.

Maaas li que os horários mudam frequentemente, especialmente no inverno. Sendo véspera de ano novo, auge do inverno, sem conseguir informações nem no site da empresa e nem pelo telefone, achei melhor não me arriscar e resolvi ir com um dos muitos tours disponíveis pelas agências próximas a Acrópoles.

Pagamos 45 euros indo pela empresa Key Tours, com entrada inclusa (o ingresso custa 10 euros). A agência fica bem perto da Acrópoles e é de onde sai o ônibus. Embora eu tenha escolhido ir com a agência apenas pela conveniência, achei a guia boa e o micro-ônibus confortável e limpinho. E como a guia deu a explicação no caminho, o tempo no Cabo foi totalmente livre (acho que tivemos algo como 1h).

Além disso, o trajeto foi todo feito pela costa e sem nenhuma parada, o que fez com que também fosse mais bonito, agradável e rápido do que ônibus de linha normal. Na volta, o motorista fez algumas paradas extras e descemos em uma mais próxima do nosso hotel.

Nos arredores do Cabo Sounion/ Templo não tem nada por perto a uma distância andável. Então não há muito mais o que ver ou fazer ali e vc não vai gastar mais do 1 ou 2hs antes de voltar para Atenas.

A última dica pra quem vai fazer o trajeto pela costa é: sente-se na ida ao lado direito do ônibus para ter a vista espetacular do mar o tempo todo!

Conheça Olímpia, berço das Olimpíadas

A última parada do nosso cruzeiro foi em Katakolon, uma pequena cidade portuária que eu nunca tinha ouvido falar, mas que é a porta de entrada para Olímpia. Sim, a mesma Olímpia que já atraía pessoas de todos os cantos da Grécia Antiga para os Jogos Olímpicos!

E embora eu tenha descoberto que há praias e vinícolas por perto de Katakolon, o que eu queria mesmo era me juntar aos milhares de outros passageiros do cruzeiro e visitar Olímpia e ver o local onde começaram as Olimpíadas.

Afinal, era ali que aconteceram as Olimpíadas por mais de um milênio a cada quatro anos. No ano 393d.C. o evento foi banido pelo Imperador Romano Teodósio I, que fez do catolicismo a religião oficial do Império e queria apagar traços da cultura pagã.

Após o fim dos jogos, o local entrou em declínio econômico e social. Não bastasse isso, sofreu com invasões bárbaras, um grande incêndio, um grande terremoto e foi, enfim, abandonado pelos habitantes. De forma que hoje apenas sobraram as ruínas do que foi um dos lugares mais importantes da Grécia Antiga.

Mas nem só de Olímpiadas vivia Olímpia! Antes mesmo de abrigar o maior evento esportivo do mundo antigo, Olímpia já era um importante Santuário, que assim como Delos atraía peregrinos de toda a Grécia. Então, no Sítio Arqueológico de Olímpia você também encontra ruínas de templos, estátuas e outros objetos que faziam parte da religião.

Ali ficava a Estátua de Zeus, que foi uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo. A estátua tinha 13m de altura, feita em mármore e ouro no século V a.C. e ficava dentro do Templo de Zeus. Com o fechamento dos templos pelo Império Romano, cogita-se que ou a estátua tenha sido desmontada e levada para Constantinopla (e depois perdida), ou que tenha desaparecido durante o incêndio e terremoto. Fato é que nada restou na estátua, exceto o altar em que se encontrava.

Próximo ao Templo de Zeus, estão as ruínas do Templo de Hera, esposa de Zeus e rainha dos deuses. Era o templo mais antigo de Olímpia e foi um dos mais importantes da Antiguidade.

E justamente devido à sua importância que a Tocha Olímpica era acesa pela luz do sol em frente ao Templo de Hera já na Antiguidade. As Olimpíadas modernas trouxeram a Tocha Olímpica de volta que hoje continua a ser acesa em frente ao templo, novamente usando a luz do sol e espelho. A tocha é acesa meses antes da abertura das Olímpiadas e viaja o mundo, somente sendo apagada na cerimônia final dos jogos. E quem não lembra que a tocha rodou o Brasil nas Olímpiadas no Rio em 2016 com celebridades se voluntariando pra carregar!? hahahah

Maaas voltando ao assunto, além dos templos e local onde se acende a tocha, em Olímpia há ruínas de local de oferendas, memoriais e muitas outras coisas que compunham o Santuário na época.

E todos esses templos e locais sagrados também ficam no mesmo complexo em que estão as ruínas relacionadas aos jogos, como o Estádio. O arco em que competidores de toda a Grécia passavam para adentrar à Arena ainda está de pé e é por ali que nós também passamos!

Justamente por ser um santuário e uma cidade-Estado mais neutra, Olímpia foi escolhida para sediar os jogos. Na época, a civilização grega era considerada a mais avançada do mundo e, por isso, apenas gregos livres podiam participar dos jogos para honrar aos deuses, em particular Zeus. Era um evento único em que havia trégua nas guerras entre as Cidades-Estado e gregos de todos os cantos iam até Olímpia prestigiar os atletas.

Além do Estádio, há ruínas do local em que os atletas treinavam, de seus “alojamentos” e de alguns “locais esportivos” da época.

E uma vez visitado tudo isso, você pode ir ao Museu Arqueológico, que além de vasos e objetos escavados, conta com a Estátua de Hermes, esculpida no século IV a.C e ainda em bom estado de conservação. E também ir ao Museu da História dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, que também tem mosaicos e esculturas relacionados aos jogos.

Estátua de Hermes

Como visitar Olímpia em uma parada de cruzeiro

Quase todos que chegam a Olímpia vêm pelos muitos cruzeiros atracam em Katakolon. E a distância entre o Porto de Katakolon e Olímpia é de 40km. Na época a opção que tínhamos era de ir caminhando até a estação de trem que fica a 5 minutos do porto (na mesma “avenida do porto”) e seguir até Olímpia. E dá pra conferir os horários aqui. Chegando a Olímpia haveria uma caminhada de uns 15 minutos até o Sítio Arqueológico.

Quando fomos só haviam trens de hora em hora e custavam só um pouco menos que o transfer do próprio navio. Então, usamos o transfer (sem excursão guiada) até porque deduzimos que o trem poderia estar muito lotado. Assim, optamos por evitar o risco e reservamos o transfer ida e volta no navio.

Mas pelo que li agora há um ônibus (e o ponto de ônibus fica bem em frente ao porto) que leva os passageiros também diretamente para Olímpia com uma boa frequência. Mas não sei dizer se é suficiente para tantos passageiros desembarcando e voltando ao mesmo tempo.

O ingresso de entrada custa 12 euros e dá acesso ao Sítio Arqueológico e aos museus.

Um dia em Mykonos: a ilha mais badalada da Grécia

Mykonos foi uma das paradas do nosso cruzeiro pela Grécia. Tivemos 10hs em terra, que foi o suficiente pra visitar a Ilha de Delos, dar umas voltas pela cidade de Mykonos e sair com um gostinho de “quero mais!”.

Assim como Santorini, Mykonos é muito disputada pelos turistas, que chegam às centenas todos os dias, seja de cruzeiro, ferry ou avião. Super badalada, Mykonos conta com beach clubs, festas no verão, vários estabelecimentos para a comunidade LGBT e muuuuitos turistas.

Nós passamos por lá em meados de Maio e a coisa não estava fervendo ainda, mas eu diria que já tinha uma quantidade significativa de turistas, o que me fez pensar que deve ser meio caótico no verão. Afinal, a ilha toda tem apenas 10 mil habitantes e pode receber milhares em um único dia no auge do verão.

E apesar de ser super badalada, eu não acho que Mykonos tenha perdido sua identidade, ou pelo menos não foi essa a minha impressão. Ainda dá pra sentir aquela vibe de interior da Grécia, mesmo sendo uma ilha suuuper turística!

Por outro lado, como não poderia ser super turística quando é exatamente tudo aquilo que se espera da Grécia!? Mykonos tem praias maravilhosas em água transparente, casinhas brancas e azuis, ruelas estreitas e muita animação (seja pela forma calorosa dos gregos em si, ou pelas muitas festas que acontecem na ilha). E pra quem gosta de história, Delos, uma das cidades mais importantes da Grécia Antiga, está bem ali ao lado!

Mykonos Town/ Chora

Como acontece frequentemente na Grécia, a cidade principal e capital da Ilha de Mykonos também se chama Mykonos. Os habitantes se referem à ela como “Chora”, que significa justamente “cidade” em grego.

E o apelido da ilha é Ilha dos Ventos porque, meus amigo, realmente venta muito por lá! Tanto que os barcos, ferries, grandes ou pequenos, indo pra perto (Delos) ou pra longe (Santorini ou Atenas) podem ser cancelados de uma hora pra outra devido ao vento!

A cidade de Mykonos (Mykonos Town/Chora) não tem muitos pontos turísticos pra serem visitados. É uma cidade pra ser mais “experimentada” do que “visitada”, no sentido de que vc não vai sair de um lado pro outro atrás de pontos turísticos. A graça está justamente em se perder nas muitas vielas que constituem a Cidade Antiga.

Curiosamente, Mykonos Town foi construída em forma de labirinto pra despistar e atrapalhar piratas que apareciam pela ilha para saquear. E isso foi justamente o mais divertido pra gente: entrar em uma viela, que dá em outra viela, sem saber onde iríamos cair.

Mas na dúvida basta procurar onde estão os Moinhos. Os Moinhos de Vento são o símbolo de Mykonos e, embora estejam espalhados por toda ilha, os mais famosos se encontram bem perto de Mykonos Town e da Pequena Veneza. E é só ir mais pro lado do mar que você já avista os moinhos e pronto: vc já se localiza!

E por falar nos Moinhos de Vento não deixe de passar por lá e tirar uma foto. Os moinhos foram construídos pelos venezianos no século XVI, quando a República de Veneza dominou a região. É a primeira coisa que a gente avista na costa da ilha. E não por coincidência, ali perto fica a Pequena Venez. O bairro também foi criado pelos venezianos no século XVI, e lembram mesmo a arquitetura de Veneza. O caminho entre os Moinhos e Pequena Veneza são apenas 5 minutos a pé, mas nós paramos no meio só pra ficar admirando o mar maravilhoso azul-esverdeado!

Hoje, a Pequena Veneza é um bairro cheio de bares e restaurantes, muitos com vista pro mar. Foi ali que escolhemos almoçar, vendo aquele marzão lindo e os moinhos ao mesmo. Embora a comida não tenha sido das melhores no restaurante que escolhemos, isso não fez a menor diferença porque sempre lembro das cercanias deslumbrantes! Ah e, claro, o bairro está cercado de mais casinhas brancas e vielas labirínticas.

Bem ali perto está também o Porto Antigo, que tem barcos e ferries que levam as pessoas para os outros cantos da ilha. Também há ferries que saem para Delos (20 euros ida e volta), numa viagem de 45 minutos até a ilha. Nós visitamos Delos e achamos que foi uma ótima pedida!

Ilha de Delos

Delos foi uma das Cidades-Estado mais importantes da Grécia Antiga. Por isso mesmo, a Ilha de Delos é um dos sítios arqueológicos mais importantes da Grécia.

Delos foi considerada uma cidade sagrada por mais de um milênio e teria sido o local de nascimento dos deuses Apolo e Artemis, irmãos gêmeos e filhos de Zeus. Assim, o santuário de Apolo foi criado ali e já atraía peregrinos de toda a Grécia desde o século 3 a.C., sendo um dos santuários mais ricos e reverenciados do Período Antigo.

Com a ocupação romana, mudança de rotas marítimas, dificuldades econômicas, Delos entrou em declínio e a ilha foi abandonada. Foi apenas em 1872 que o local foi redescoberto e as escavações continuam até hoje.

Aliás, até hoje o local é totalmente inabitado e ali restam “apenas” as ruínas de antigos palácios, templos, mercearias, banhos e banheiros públicos, dentre outros vestígios do mundo antigo.

Um dos pontos mais importantes de Delos é a Avenida dos Leões, onde as estátuas de mármore dos leões ofertadas pelo povo Naxian guardavam o Caminho Sagrado do local em que a deusa Leto teria dado luz aos deuses Apolo e Artemis). Hoje as estátuas ali são réplicas e as originais foram guardadas dentro do museu da ilha.

Existem muitos outros monumentos interessantes, como o Templo de Apolo, antigas casas, mosaicos em bom estado de conservação, mesmo estando tudo ao ar livre. Ou ver como os banheiros já existiam na Antiguidade, inclusive com encanamento, algo que seria esquecido por toda a Idade Média.

Além disso, na ilha também tem o Museu de Delos, com vários artefatos que foram escavados, ou peças e estátuas que foram levadas para o museu para uma melhor conservação.

Saímos de Delos com a impressão que o lugar não é nem um museu, nem uma página de um livro de mitologia grega, mas pura história. E achei que valeu muito a visita.

Um dia em Mykonos e Delos: como é a experiência em uma parada de cruzeiro

Como disse antes, nós só tivemos um dia em Mykonos, já que foi uma das paradas do nosso cruzeiro. Felizmente, essa parada foi mais longa e tivemos 10hs (chegando às 8hs da manhã e partindo às 18hs!). Assim, reservamos com o próprio navio uma excursão para Delos já para às 8hs da manhã.

Eu sabia que havia a opção de ir de ferry, mas a ferry saía do Porto Antigo (pelo menos quando fui), sendo que estávamos descendo pelo Porto Novo. Teríamos que nos deslocar pra lá, comprar ingressos, esperar a próxima ferry… Já na excursão, tudo seria mais organizado. Então resolvemos ir de excursão pela praticidade, embora saísse o dobro do preço do que por conta.

Pegamos uma ferry particular para os passageiros do navio que saiu justamente ao lado de onde nosso navio estava ancorado, sem nenhuma perda de tempo. Depois de sermos saculejados na ferry, já que estava uma manhã bem ventosa, chegamos em Delos. Já com ingressos nas mãos e sem ter que pegar fila nenhuma (e já havia uma fila significativa). O ingresso dava direito a ver as ruínas e o museu e custava 12 euros, mas já estava incluso na nossa excursão.

Ilha de Delos

Encontramos nosso guia, um senhor grego super simpático, arqueólogo por formação, que passou a vida estudando Delos e mitologia, inclusive com livro publicado. Ou seja, foi praticamente uma aula de história ao vivo! Infelizmente, não peguei o contato dele. Mas sei que a experiência não teria sido tão interessante como foi se não fosse por essa visita guiada.

Se for a Delos, use sapatos bem confortáveis. O tour durou 2 horas de subidas e descidas em meio a ruínas e terreno acidentados. Leve uma garrafa de água porque lá realmente só tem o museu e as ruínas.

Visitadas as ruínas e o museu, pegamos a mesma ferry particular de volta que já nos deixou de cara para Mykonos Town por volta de meio dia. Assim, tivemos a tarde toda pra explorar Mykonos e suas vielas. Deu tempo de sobra pra almoçar em Pequena Veneza, ver os Moinhos e andar muito pelas vielas labirínticas!

Dicas finais

Sendo uma ilha bem pequena e super turística, assim como Santorini, os preços de tudo (hotéis, restaurantes, lojas) são bem mais salgados do que o resto da Grécia. Espere pagar 2 ou 3x mais em um restaurante do que em Atenas ou alguma outra ilha grega mais desconhecida (especialmente se tal refeição for na Pequena Veneza).

É possível chegar a Ilha de Mykonos vindo de ferry desde Atenas ou Santorini, mas isso leva algumas horas. A opção mais usada é o avião, em vôos de menos de uma hora de Atenas. O aeroporto fica a 10 minutos de carro de Mykonos Town. E se for esse o caso, você terá mais tempo na ilha, podendo aproveitar as praias e beach clubs, então vale a pena ir em meses mais quentes.

Pra quem vai de navio, se a parada for curta, foque em Mykonos Town. Mas se a parada for longa, como a nossa, dá pra combinar Mykonos Town com Delos, ou com algum beach club, ou praia pública. Se a opção for Delos, recomendo fechar uma excursão com o navio pra otimizar o tempo e ter uma visita guiada (consequentemente, entender melhor o que vc está vendo). Se a opção for beach club/praia, vale a pena pesquisar alguma mais próxima e simplesmente pegar um táxi. Mas o navio também tinha um transfer pra uma praia um pouco mais longe e pode ser uma opção dependendo de quanto tempo vc tem na ilha.

Santorini: um dia na ilha mais famosa da Grécia

Santorini é um lugar que todo mundo já viu fotos e sabe que é Grécia, ainda que não saiba que tratava-se de Santorini! Afinal, sempre que pensamos na Grécia, logo vem a imagem de casas brancas e telhados azuis, frente à um penhasco e ao azul do Mar Egeu. E muita gente vai pra outras partes da Grécia achando que vai encontrar isso em qualquer lugar, mas não! Essa “imagem da Grécia” vc encontra só em Santorini!

A ilha de apenas 15 mil habitantes fica em uma caldeira de vulcão submersa no mar, cercada por penhascos com camadas de lava. E no alto dos penhascos estão as muitas casinhas e igrejas brancas de teto azul, que compões o nosso imaginário da Grécia.

Assim, a Ilha de Santorini é um arquipélago bem em cima de uma caldeira vulcânica, e não uma cidade. Na verdade, a “capital” da ilha de chama Fira (ou Thira), mas a “cidade” mais famosa e cartão postal é Oia (pronuncia-se Iá).

Fira também fica no topo da caldeira. Eu diria que é uma vila mais vibrante (entupida de turistas), com suas ruas estreitas cheias de pequenos hotéis, lojas e restaurantes (inclusive muitos fast food). É ali que estão as opções mais amigas do bolso, mas que também tem ótimas vistas da cidade.

Mas a estrela de Santorini é inegavelmente Oia! O vilarejo é o cartão postal da ilha e encarna tudo que a gente imagina que seja a Grécia: vistas deslumbrantes, um mar azul maravilhoso, casas e igrejas branco e azul e um pouco menos de agito do que Fira.

A vila tem uma rua principal, que leva às ruínas do castelo (de onde as pessoas curtem fotografar o principalmente o pôr-do-sol e está sempre lo-ta-da-ço!). E no caminho tem uma porção de vielas que dão em outras vielas. E embora houvessem certos pontos turísticos a serem visitados, no nosso tempo livre por lá apenas quisemos ir de um lado pro outro tirando fotos, subindo e descendo as muitas vielas. E pra todo lado que se olha, vc tem uma vista mais espetacular que a outra, que não vai precisar nem de filtro e nem de fotoshop!

E mesmo tendo ido com vários cruzeiros aportando (inclusive o nosso) e a vila estar absurdamente lotada, basta se afastar um pouco da rua principal que leva ao castelo, ir pelas vielas, e pronto: dá pra achar um canto pra vc sem vários paus de self e dezenas de pessoas em volta!

A mesma coisa vale pra Fira: também é abarrotada de gente e é preciso se distanciar das vias principais pra conseguir aproveitar melhor o lugar.

Um dia em Santorini: como é a experiência da excursão em uma parada de cruzeiro

Nós tivemos pouco tempo na Ilha. Chegamos de cruzeiro (que já teve um post aqui) com uma parada de apenas 9-10hs, mas estávamos determinados a aproveitar ao máximo Santorini. Pra otimizar o tempo contratamos um tour no navio mesmo, que passava pelo principal e mais uma vinícola, mas que ao final nos dava tempo livre. Nossa parada estava agendada para às 13hs e, pra otimizar mais ainda, já almoçamos antes e ficamos só esperando dar a hora de sair.

O interessante é que diferente das outras paradas, em que descemos diretamente nos portos, em Santorini os cruzeiros ancoram no meio do mar por falta de espaço no porto. E ali mesmo os passageiros entram em barcos menores e lanchas, que levam ao porto (que estava mais pra um pier maiorzinho! hahah).

Ali encontramos nossa guia, uma inglesa super simpática que largou a vida corporativa em Londres pra ser guia turística em Santorini. E subimos de ônibus direto pra Oia. Ela mostrou o “centrinho” de Oia, a rua principal, as ruínas do castelo e nos deu um bom tempo pra andarmos por Oia por conta (algo entre 1 ou 2hs).

Como Oia é super pequeninha (um vilarejo de 1500 habitantes), deu pra andar toda a cidade nesse tempo e tirarmos dezenas de fotos (inclusive sem ninguém por perto).

Depois disso, encontramos novamente a guia e fomos pra uma vinícola. Santorini é conhecido por ter um dos melhores vinhos da Grécia desde a Antiguidade, em razão do solo extremamente fértil de terras vulcânicas. Por isso mesmo, fiz questão de escolher uma excursão que incluísse uma parada para degustação de vinhos.

Os vinhos mais famosos de Santorini são seus brancos secos, como o Asyrtiko, e o vinho de sobremesa Vinsanto. Na maioria das vinícolas, você pode saborear 3 ou 4 tipos, incluindo esses 2 mais famosos, acompanhados de produtos locais, como azeitonas. E foi exatamente o que fizemos.

Embora eu estivesse super empolgada pra experimentar os vinhos (como boa fã de vinícolas que sou), no fim o que eu mais gostei foi da vista! Afinal, quando conhecemos uma vinícola o mais comum é entrar em uma cave subterrânea e ficar ouvindo explicações. Mas não em Santorini. Depois de uma explicação bem curtinha, o vinho é servido em mesas pequenas bem de frente ao mar! E apesar de eu já ter feito dezenas de degustações em vinícolas pelo mundo, nenhuma ainda bateu a vista da vinícola que fui em Santorini! Ou seja, talvez a vinícola mais memorável que já fui e eu nem me lembro muito bem do vinho em si! hahaha

Terminada a degustação, a guia nos levou pra Fira, onde também mostrou o principal e nos entregou o ingresso pro cable car pra descermos pro porto mais tarde e a excursão terminou ali. Adoramos pq assim tivemos tempo pra explorar Fira no nosso ritmo!

A única coisa que vale a pena estar atento é que as filas do cable car podem chegar a mais de 1h. Então é bom voltar com tempo de sobra pq senão vc corre o risco de literalmente ficar a ver navios. Já sabendo disso, voltamos com certa antecedência (antes do grande fluxo de todos os passageiros de navios descendo ao mesmo tempo) e pegamos uma fila de apenas 15 minutos.

Pra concluir, eu acho que a excursão valeu mt a pena. Foi super organizada, passando pelos pontos turísticos principais, e dando tempo de sobra pra gente também explorar no nosso ritmo (1-2hs ao invés daquelas em que as paradas são de 10-15minutos pra fotos!).

A sensação que tive foi que teria sido muito confuso e teria muita perda de tempo por conta. E realmente notei que quando descemos estava uma confusão de guias, taxis e uma fila gigantesca pro cable car, que teria feito toda a situação bem estressante por conta. Exatamente o que não queríamos na nossa lua de mel. Por isso, se vc estiver em um cruzeiro, mesmo sendo caro eu recomendo uma excursão do próprio barco pra otimizar o tempo.

Dicas finais

Pra quem vai por conta, o aeroporto de Santorini fica bem no meio da ilha, a 20 minutos de Oia e 10 minutos de Fira.Se o orçamento estiver apertado, Fira tem opções mais econômicas do que Oia.

Ambas as cidades são bem pequenas e ficam lotadas de Maio a Setembro. Por isso mesmo, Santorini é o local mais caro da Grécia (coisa que eu mesma constatei e um colega grego também me confirmou). Espere pagar o dobro ou triplo em um restaurante em Santorini do que em Atenas e arredores.

2 ou até 3 dias são mais que o suficiente por lá. Afinal, depois de andar por suas ruelas, não tem muito mais o que fazer ou o que visitar. O legal realmente são as vistas. As praias pelo que vi e li não são grandes coisas (mesmo sendo Grécia). Mas mesmo numa parada de navio de 9hs conseguimos ver o principal.

Por fim, água, protetor solar e tênis são essenciais! Mesmo em Maio (um mês ameno) estava um sol de rachar, muito calor, muita gente e muito sobe e desce.