Castelo de Windsor, Stonehenge e Bath em um dia

Em um dos nossos dias vagos em Londres, e já tendo conhecido o principal da cidade, resolvemos passar um dia fora da Inglaterra. E ficamos super interessados em ir em Stonehenge, mas eu achei tão longe e tão complicado de chegar lá de forma independente, que achei melhor pegar um tour. Acontece que o tour fica lá 1h, sendo que são pelo menos 2hs pra ir e mais 2hs pra voltar (dando 5-6hs no total e “perdendo-se” quase o dia todo nisso).

Por um pouco a mais, dava pra fazer excursões combinando com outros lugares e deixar o dia mais interessante: foi aí que decidi fazer o tour Castelo de Windsor, Stonehenge e Bath. E eu adorei conhecer cada lugar. Então aqui nesse post eu conto não só como foi minha experiência em cada lugar, como também ir de forma independente caso você prefira.

Castelo de Windsor

A primeira parada da excursão foi no Castelo de Windsor, que é a mais antiga e maior fortaleza da Europa ainda em uso. Além de ser usado ainda para finalidades governamentais, é uma das residências favoritas da Rainha Elizabeth II, que frequentemente passa seus finais de semana lá.

O castelo foi construído no final do século XI, e desde então foi continuamente habitado por dezenas de monarcas. Ou seja, são quase mil anos de história da monarquia inglesa (e da própria Inglaterra!). Ali já residiram a Rainha Elizabeth I, a Rainha Victoria e muitos outros.

Ao contrário do Palácio de Buckingham, o castelo fica aberto o ano todo para visitações, exceto em alguns feriados e em datas de eventos oficiais. Obviamente, nem todas as áreas são acessíveis, até porque a Rainha pode estar lá. De toda forma, há muito o que ver pelo castelo: a casa de bonecas da Rainha Mary, alguns dos apartamentos reais, a Capela de São Jorge, os pátios e o jardim.

Quando fomos estava acontecendo a troca da guarda, que me pareceu bem menos caótica do que a de Londres! A troca da guarda acontece às 11h de segunda a sábado, de abril a julho, e em dias alternados, de agosto a março.

Como ir de forma independente

A entrada custa £23.50 e vale a pena comprar com antecedência para evitar filas.

As estações mais próximas são ‘Windsor & Eton Central’ ou ‘Windsor & Eton Riverside’. Ambas ficam a 5 minutos à pé do castelo.

A partir da estação de Waterloo em Londres (perto do Big Ben), há trens a cada meia hora) e a passagem ida e volta custa a partir de £12,70 (em trens fora dos horários de pico). Outra estação de partida é Paddington (perto do Hyde Park), tendo 3 partidas por hora em média, com valores semelhantes. A diferença é que o trem partindo de Paddington é um pouco mais rápido, mas há uma pequena baldeação no caminho em Slough, com 5 minutos para trocar de trem. Dá pra conferir os horários e comprar com antecedência aqui.

Há ônibus também saindo de Victoria Station, mas a viagem demora no mínimo 1h30min e pode demorar bem mais dependendo do horário.

Stonehenge

Nossa segunda parada foi em Stonehenge, que é um dos monumentos pré-históricos mais famosos do mundo e talvez o mais importante da Europa. O lugar até hoje continua sendo um mistério. Desde lugar de adoração à construção feitas por extra-terrestres, as teorias são muitas e ninguém sabe muito bem porque Stonehenge foi construída há cerca de 4 ou 5mil anos.

Há arqueólogos que pensam que era um elaborado relógio solar, já que no solstício de inverno (o dia mais curto do ano), o sol se põe exatamente entre as pedras mais altas. E no solstício de verão (o dia mais longo do ano) o sol nasce à nordeste também entre as pedras.

Outro mistério que ronda Stonehenge é a sua própria construção, já que cada pedra pesa toneladas e toneladas e seriam necessários centenas de homens para carregá-las. Mais surpreendente ainda é que ao que tudo indica, as pedras de Stonehenge foram trazidas do País de Gales, a muitos kilômetros de distância.

Para quem se amarra nesses mistérios da humanidade que permeiam o período pré-histórico, esse é um lugar a ser visitado!

Stonehenge na prática

Infelizmente, hoje em dia já não é mais possível chegar bem pertinho das pedras, justamente para evitar o desgaste do local. Mas para quem fizer muita questão, há ingressos vips que permitem entrar no círculo. Mas são sempre bem cedo (às 5 ou 6 da manhã) ou no último horário no final da tarde, o que torna toda a logística difícil já que o lugar fica no meio do nada, não servido por transporte público.

Chegando em Stonehenge, você anda em volta do círculo e já não há muito o que fazer ali. Então já é hora de encarar todo o transporte de volta à Londres. A maioria dos tours fazem uma parada de cerca de 1h ali, que é mesmo o suficiente, e voltam para Londres em mais 2 ou 2hs e meia de ônibus. E eu achei que não valia muito a pena ir tão longe pra ver só o círculo por menos de 1h e voltar. Por isso mesmo resolvi fazer um tour maior e aproveitar pra conhecer outros lugares!

Pra quem prefere ir por conta própria, é necessário comprar os ingressos com antecedência. E a forma é ir de trem ou ônibus até Salisbury, que é a cidade mais próxima e dali pegar o ônibus turístico Stonehenge Tour. Mas na época eu pesquisei e só as passagens já ficavam mais caras que o tour já com ingresso incluso (a entrada custa £20), e ainda gastaríamos ainda mais tempo do que indo de excursão.

Bath

A última parada do dia foi em Bath. Diz a lenda que um antigo rei celta descobriu as propriedades curativas das águas de Bath muito antes dos romanos chegarem. Seja como for, por volta dos anos 60 a.C., os romanos chegaram e construíram banhos romanos, saunas e templos no local. O coração da cidade era justamente a casa de banhos, que até hoje está de pé!

Com o fim do Império Romano, a cidade passou séculos esquecida, até que no século XVIII a Rainha visitou a cidade em busca das águas termais e Bath foi “redescoberta”, tornando-se novamente o spa da Inglaterra. Vários prédios foram construídos no estilo georgiano para agradar a elite que vinha passar férias em Bath.

Ainda hoje a principal atração turística continua sendo Roman Baths (Termas Romanas). As termas estão super bem preservadas, estando entre as termas romanas mais bem preservadas da Europa. No local há ainda um museu com artefatos encontrados nas ruínas, bem como o que sobrou do Templo Romano.

Além disso, se estiver com mais tempo, há o Pump Room, que era onde antigamente os romanos se encontravam para conversar e beber água termal. Hoje é uma casa de chá, que serve o chá inglês completo.

Bem ao lado das Termas Romanas fica a Abadia de Bath (Bath Abbey). Essa igreja medieval já conta com mais de um milênio de história, tendo sido totalmente reformada no século XV.

E passada a Abadia basta andar 3 minutos praticamente pela mesma rua que você já chega no Rio Avon e já vai avistar a Pulteney Bridge. A ponte é de 1774 e logo abaixo dela foi feito um açude no rio, que já serviu de cenário para o filme Os Miseráveis.

Nós tivemos pouco tempo por lá, mas pra quem tiver mais tempo, perto do centro histórico fica o Centro Jane Austen, que viveu 5 anos na cidade. Também ali perto fica o Royal Crescent, 30 casas idênticas germinadas em estilo georgianos que formam juntas um grande edifício com vista para o Royal Victoria Park.

Como ir para Bath de forma independente

A entrada das Termas Romanas custa em média £25, podendo ser um pouco mais ou menos dependendo do dia da semana e época do ano.

A estação de trem de Bath (Bath Spa) fica bem perto do centro histórico, a cerca de 7 minutos a pé das Termas Romanas. As passagens custam a partir de £50 ida e volta se compradas com antecedência (link aqui). O trem sai da estação de Paddington.

Conclusão: como foi a experiência em uma excursão

Eu fiz a excursão com a Evan Evan Tours. Na época reservei pelo site veltra (que nem existe mais) porque estava com um bom desconto e o tour todo saiu basicamente o valor só das entradas.

Pra gente acabou sendo mais econômico e prático, já que o tour saiu de Victoria Station e estávamos hospedados a um ou dois quarteirões da estação.

Chegando lá, quando fomos fazer o check-in, a atendente viu que falávamos português e perguntou se não queríamos o tour em inglês/português já que o ônibus estava mais vazio. Acabou que no ônibus todo mundo falava inglês e o tour acabou sendo em inglês mesmo, mas a diferença foi que o ônibus estava praticamente vazio, enquanto o outro saiu lotado. No fim, fizemos o passeio com um grupo pequeno o que foi ótimo. E justamente por isso o guia (José, eu acho) foi super atencioso com todos!

Tivemos cerca de 1h em cada lugar, o que foi o suficiente em Stonehenge e Bath, mas muito corrido em Windsor. Poderia ser 1h30min, ou mesmo 2hs, e aí realmente não haveria o que criticar no tour. Mesmo entrando por uma entrada separada pra tours e sem fila, 1h em Windsor foi muito pouco.

Não há tempo para almoço. Em Windsor o guia nos falou pra comprar um sanduíche em uma das lojas ali e comemos no ônibus a caminho de Stonehenge. O que gostamos porque realmente otimizou o tempo.

Em geral, achei o tour bom e a única crítica realmente foi a correria em Windsor. No mais, foi uma ótima forma de conhecer um pouco do interior da Inglaterra em um dia.

Roteiro de 2 dias (ou mais) em Londres

Londres é uma cidade que não precisa de maiores apresentações. Afinal, quem nunca ouviu falar na “Terra da Rainha”!? E o que dizer de Londres que ainda não foi dito!? Quem nunca ouviu falar na Rainha Elizabeth II em seu Palácio de Buckingham, ou Westminster Abbey!?

Enquanto alguns vão atrás da parte histórica da capital da Inglaterra, visitando a Torre de Londres e os muitos museus (gratuitos!), outros vão por ser uma cidade cosmopolita, moderna e cheia de vida, onde artistas “nativos” como Paul McCartney, Rolling Stones, Coldplay, Elton John, Adele e muitos outros fazem shows em sua terra natal de tempos em tempos.

Seja qual for o motivo da visita, é inegável é que Londres é uma das maiores e mais importantes cidades do mundo, capital cultural por séculos e que segue atraindo milhões de viajantes todos os anos. Sendo assim, a capital da Inglaterra é parada quase que obrigatória em uma viagem pela Europa!

Eu já fui algumas vezes para Londres, e muito embora eu não seja uma londrina expert no assunto, já passei pelos principais pontos turísticos algumas vezes. Inclusive, esse roteiro aqui já foi testado na prática em uma viagem há alguns anos e cobre bem o basicão turístico! Mas é claro que como em toda grande metrópole, ainda mais com centenas de anos de história, sempre tem algo a mais pra fazer ou pra se descobrir.

A maioria das pessoas passa poucos dias em Londres, em razão do custo. E por isso mesmo elaborei esse roteiro de 2 dias. Não vou mentir pra você, Londres realmente é uma cidade cara, mas com um bom planejamento é possível conhecer o melhor da cidade sem ir à falência! Muitas das melhores atrações de Londres (como parques, pontes e museus), são totalmente gratuitas!

Esclarecido isso, vamos logo a esse roteirão de 2 dias, com aquilo que você não pode perder numa primeira visita à Londres!

Dia 1: Palácio de Kensington, Kensington Gardens, Hyde Park, Buckingham Palace Gardens/ Green Park, Palácio de Buckingham, Big Ben/ Palácio de Westminster, Westminster Abbey, London Eye, Trafalgar Square, Piccadilly Circus

Comece sua manhã pela região de Kensington. Lá está o Palácio de Kensington, local de nascimento da icônica Rainha Victoria e casa da monarquia por mais de 300 anos. O Palácio já serviu de moradia para Lady Diana e que hoje abriga o Príncipe William e Kate Middlenton. Se você tiver interesse, é possível visitar algumas áreas do palácio no verão, e o ingresso você compra aqui.

Em frente ao Palácio fica Kensington Gardens, o bonito jardim do Palácio! E passear pelo jardim vale muito a pena! No passado, os jardins eram parte da residência real e apenas a monarquia tinha acesso. Hoje, o lugar é aberto e gratuito à quem quiser visitar.

Bem no meio, entre o Kensington Gardens e o Hyde Park você encontrará o Memorial à Princesa Diana. É uma fonte em forma de riacho, representando a forma livre de viver de Lady Di.

E do outro lado do memorial você já encontra o Hyde Park. Embora também fosse parte dos jardins da realeza, esse parque já abriu suas portas ao público em 1637. Ao longo dos séculos já foi lugar de duelos, batalhas e corrida de cavalos. Hoje em dia, além de ser uma área ótima para picknick, ocasionalmente recebe artistas e festivais. Queen, Rolling Stones, Bruce Springsteen, Pink Floyd e Madonna são alguns dos nomes que já se apresentaram ali.

Provavelmente, você encontrará muuuitos esquilos no Hyde Park. E como eles já estão acostumados com muita gente por lá, eles podem ser bem amigáveis.

E bem próximo do Kensington Gardens e do Hyde Park, quase em frente ao Memorial à Princesa Diana fica o Royal Albert Hall, que é uma das casas de espetáculos mais importantes do mundo. Eu já fui em uma apresentação lá e a parte interna impressiona muito mais do que a externa. Foi inaugurado em 1871 pela Rainha Victoria, após o falecimento do seu marido Albert. 150 anos depois, as apresentações mais importantes e pomposas em Londres ainda são feitas ali. É possível visitar a parte interna do Albert Hall e a reserva é feita no site oficial.

A poucos quarteirões dali está o Victoria & Albert Museum, é considerado o maior museu de arte decorativa do mundo. E em frente à ele fica o Natural History Museum, também com um dos melhores acervos de história natural do mundo. Ambos são gratuitos.

Caso não tenha interesse, seguindo pelo Hyde Park você já vai dar de encontro com o Buckingham Palace Gardens/Green Park, o parque que dá justamente no (advinha!?) Palácio de Buckingham. Bem no meio do caminho, o Wellington Arch (Arco Wellington) dá acesso do Hyde Park aos jardins do Buckingham Palace.

Durante o verão, quando a Rainha Elizabeth II “sai de férias” para Balmoral, partes do Palácio de Buckingham são abertas para visitação em tour guiado, passando pela escadaria principal, sala do trono e mais outras muitas salas (olá fãs de The Crown! hahaha) e os ingressos podem ser reservados aqui.

E para saber se ela está em casa, basta ver se a bandeira da realeza está hasteada ( a bandeira é amarela, vermelha e azul com o brasão de Windsor). Quando a realeza está ausente coloca-se a bandeira do país. Quando fomos ela estava “em casa” e, portanto, o palácio estava “fechado” pra tours.

A Troca da Guarda acontece em dias alternados às 11hs. Durante os meses de verão acontece diariamente. E se quiser ver, chegue com uma boa antecedência porque o lugar fica completamente lotado. Nós nem cogitamos ir…

Bem em frente ao Palácio de Buckingham, fica o Victoria Memorial, um monumento em homenagem à Rainha Victoria e que fica no encruzamento entre o Green Park, o Buckingham Gardens e St. James’s Park.

Junto ao Palácio de Buckingham, fica um outro parque, chamado St. James’s Park. Basta atravessá-lo e você já vai avistar o famoso Big Ben, que fica no Palácio de Westminster.

E bem na lateral do Palácio de Westminster fica a Westminster Abbey, uma igreja gótica onde acontecem as coroações e casamentos da realeza desde 1066. E ali também estão enterrados vários monarcos. Para quem quiser visitar, a entrada custa £18.

Big Ben é o apelido dado ao Grande Sino na Torre do Relógio (Clock Tower), a torre principal do palácio. E é no Palácio de Westminster que fica o Parlamento Britânico, formado pelas Câmara dos Lordes e Câmara dos Comuns. O palácio é um dos maiores parlamentos do mundo, tendo mais de 1000 salas, 5km de corredores e 100 escadarias!

Atravesse o River Thames (Rio Tamisa) pela famosa Westminster Bridge (Ponte Westminster). Você terá uma ótima vista tanto do Palácio de Westminster/Parlamento, quanto da London Eye.

A London Eye é uma das maiores roda-gigantes do mundo e uma das principais atrações turísticas de Londres. O ingresso custa £24 e vale a pena reservar antecipadamente para evitar filas. Outra opção para se ter uma vista aérea de Londres é subir o arranha-céu The Shard, que mais perto da Torre de Londres, e custa também £25. Eu não subi nenhum dos dois.

Caso opte por visitar a London Eye, vale a pena comprar combinado com outros ingressos como o Madame Tussauds, o Sea Life Aquarium, o passeio de ônibus ou barco, já que 3 atrações saem pelo valor de £45, comprando diretamente no site oficial ou em lojas turísticas.

Perto da London Eye fica o Sea Life Aquarium, que também custa £24 e eu achei divertido. É um programa ótimo quando se viaja com crianças. Mas mesmo nós gostamos de conhecer!

Seguindo esse roteiro você possivelmente já estará no fim da tarde, quando estiver nas cercanias do London Eye. Atravesse novamente o Rio Tamisa, dessa vez pela Hungerford Bridge e siga para a Trafalgar Square.

Foto tirada da Hunferford Bridge

A Trafalgar Square é onde um pouco de tudo acontece e pode-se dizer que é a praça principal de Londres. É ali que é feita a contagem para o Ano Novo, que manifestações e protestos acontecem, bem como apresentações artísticas e cinema ao ar livre.

Próximo a Trafalgar Square fica a National Gallery. A Galeria Nacional tem pinturas que remontam ao século XIII e inclui obras assinadas por Leonardo da Vinci, Michelangelo, Van Gogh and Renoir. Também tem entrada gratuita.

Com a noite caindo vá para Piccadilly Circus. Originalmente desenhada para ser uma área elegante da cidade, hoje é uma área cheia de vida, com bares, letreiros luminosos e muuuuita agitação!

E foi aí mesmo que paramos em um pub, tomamos uma cerveja e demos o dia por encerrado!

Dia 2: Torre de Londres, Tower Bridge, British Museum e alguns extras

Nós começamos o dia indo diretamente para a Tower of London(Torre de Londres), um castelo do século XI que na verdade conta 22 torres! Mas o castelo ganhou esse nome devido à Torre Branca central, que é mesmo a torre principal. No passado, o lugar serviu por séculos como residência real e posteriormente como prisão. Foi ali no pátio do castelo que Ana Bolena foi decapitada. Anos depois, a Torre também serviria de prisão para sua filha Elizabeth I, antes de se tornar Rainha da Inglaterra.

Hoje a Torre de Londres é um dos pontos turísticos mais importantes de Londres. Algumas áreas do castelo ainda são fechadas para o público até hoje, mas é possível visitar os pátios, ver a exposição com as jóias da coroa, bem como o de armas da coroa, visitar a Torre Branca e a Torre sangrenta, etc. Caso decida entrar, prepare o bolso. A entrada custa 30 libras! Dependendo da época, vale a pena comprar com antecedência para evitar filas.

Logo em frente ao castelo fica a Tower Bridge e de dentro do castelo mesmo você tem boas vistas para a ponte.

A Tower Bridge (Ponte da Torre), possivelmente a ponte mais famosa do mundo. Por incrível que pareça, Londres já foi uma cidade portuária importante, mesmo que para se chegar ao mar fosse necessário primeiro percorrer o Rio Tamisa. E justamente por causa da importância do Porto de Londres, a Tower Bridge foi erguida em 1894.

Desde o início foi projetada para ser uma ponte que pudesse ser elevada, a fim de melhor controlar a passagem de navios. E ainda hoje está em funcionamento para pedestres, motoristas e navios!

Hoje é possível visitar uma das duas torres, onde fica uma exibição permanente sobre a Tower Bridge. E bem perto da Tower Bridge fica a London Tower (Torre de Londres), e é bem comum que turistas e desavisados confundam uma e outra.

Saímos de lá e pegamos o metrô (ou o tube) para o British Museum, que além de ser um dos melhores museus do mundo, é totalmente grátis.

O museu tem cerca de 3 km de corredores e 7 milhões de peças. Entre as muitas antiguidade imperdíveis estão a Pedra Roseta (que permitiu decifrar os hieróglifos egípcios) junto com muuuuuitas peças do Antigo Egito e as polêmicas esculturas retiradas das paredes do Partenon (reivindicadas pela Grécia há décadas).

tendo passado pela Torre de Londres, Tower Bridge e British Museum, aliado à tudo que já viu no dia anterior, você terá visto os principais de Londres e ainda terá à tarde toda (ou pelo menos algumas horas nesse segundo dia para incluir algumas atrações extras, conforme seu interesse.

Extras

Baker Street

Nós saímos do British Museum e pegamos novamente o metrô e seguimos para Baker Street, a rua do detetive Sherlock Holmes. Quase na saída do metrô (Baker Street Station) está a estátua em homenagem à Sherlock Holmes. Aproveitamos pra almoçar por ali. A região é cheia de ótimos pubs.

Madame Tussauds

Bem perto da saída da Baker Street também fica o museu de cera Madame Tussauds, sendo o mais completo deles (há outros menores espalhados pelo mundo), já que foi o primeiro. Se você curte esculturas em cera, esse é o Madame Tussaud a ser visitado.

Abbey Road

Embora eu não tenha visitado nessa primeira vez em Londres, em uma outra ida à Londres visitei e achei divertido. Pode ser que estátuas de cera não sejam sua praia, mas quem sabe Beatles seja!?

Esse era o meu caso! De Baker Street pegamos novamente o tube e fomos para a porta do Abbey Road Studios. Bem ali na frente do estúdio fica a famosa Abbey Road Crossing, a famosa faixa de pedestres da capa do disco Abbey Road.

A estação de metrô mais próxima é a St John’s Wood.

King’s Cross

Se você for fã de Harry Potter, pegue o metrô e siga para a estação de trem King’s Cross. No interior da estação tem uma loja do Harry Potter e ao lado dela a Plataforma 9 3/4 (Pottermaníacos entenderão!).

Se você for fã de carteirinha de Harry Potter não deixe de ir aos estúdios em um day trip. Como os estúdios ficam fora da cidade é necessário um dia só pra isso.

DICAS FINAIS: LONDRES NA PRÁTICA

  • Quanto tempo ficar

Eu já fui à Londres algumas vezes, sendo que na primeira vez fiz esse roteiro de 2 dias inteiros. Nas outras passei vários dias, mas mesmo assim fiquei apenas 1 ou 2 dias na cidade e aproveitei para outras atrações nos arredores (os estúdios do Harry Potter, Stonehenge, Castelo de Windor) ou mesmo outras cidades na Inglaterra como Oxford, Bath e Stratford-upon-Avon. Ou mesmo combinei com uma viagem para o País de Gales (que tem posts aqui e aqui). Ou seja, em Londres sempre só fiquei mesmo poucos dias.

Então, pra mim, essa história que “não dá pra fazer Londres em menos de uma semana” e que “você vai precisar de pelo menos 3 ou 4 dias lá” é meio balela. Ainda mais que, em geral, as atrações estão umas relativamente perto da outra e que dá mesmo pra fazer boa parte andando (como fizemos no primeiro dia!). Assim, pra um passeio mais rápido, cobrindo o basicão as principais atrações turísticas, 2 dias completos dão conta do recado. Mas é claro que se você tiver mais tempo pode curtir a cidade com mais tranquilidade, ou ir pra outras cidades/regiões próximas.

Se tiver uma semana disponível eu sugiro que faça alguns bate-e-voltas que eu mesma já fiz e que logo vou escrever todos aqui no blog nos próximos posts.

  • Onde se hospedar

Londres é uma dessas cidades que a gente sente que está pagando muito por uma hospedagem ruim. Ainda mais se for alta temporada e em categoria econômica. Aí não vou mentir pra vc: melhor abstrair e realmente passar o dia todo fora e só voltar acabado pra dormir!

Pra dizer que nunca fiquei bem hospedado, da primeira vez quis ficar em um hotel melhor, já que era minha lua de mel, mas que não me levasse à falência. Fiquei no Hide Hotel London, que era ótimo! Quartos de bom tamanho, confortáveis, banheiro grande e moderno com produtos da L’occitane e um café da manhã inglês maravilhoso. O inconveniente era a distância: 40 ou 50 minutos de metrô até o centro da cidade.

Depois fiquei no Sheriff Hotel, que entra na categoria “muquifo arrumadinho”. Fica em um prédio vitoriano bonito e super bem localizado! Perto da Victoria Station (onde chega do trem Aeroporto Heathrow, que era o que tinha usado), a 15 minutos à pé do Buckingham Palace. Mas o quarto era beeem pequeno e a limpeza não era das melhores.

Em seguida, fiquei no Ibis Earls Court, já que não era muito longe do Royal Albert Hall (10 minutos de táxi) e fui pra Londres especificamente pra ir em um show lá. O hotel era bom, com quartos confortáveis. Inclusive, superior à categoria Ibis padrão. Fica a uns 15 minutos de metrô do centro e alguns tours passavam por ali pra fazer passeios pra fora da cidade. Peguei uma promoção e a diária saiu com 30% de desconto + café da manhã incluso. O próprio hotel tinha um pub com uma boa comida, mas a cozinha fecha às 9hs em ponto!

  • Como se locomover

Como disse, muitas das atrações estão próximas umas das outras e muitas coisas são feitas à pé mesmo. Para as mais distantes, o melhor é pegar o metrô. E aí, prepare o bolso: cada passagem custa cerca de 5 libras. Melhor já comprar logo o passe pro dia todo que custa 12 libras (zonas 1-4) ou 18 libras (zonas 1-6).

  • O que comer

Não deixe de experimentar o famoso fish and chips, peixe frito acompanhado de batatas fritas ou purê de batata. Tem também a Shepard Pie, que lembra um pouco nosso escondidinho: carne moída com ervilhas, purê de batata em cima, gratinada com queijo. E isso com cerveja, claro!

Mas o que você precisa mesmo experimentar é o café da manhã ou chá da tarde: bolinhos, muffins, scones e muito mais se juntam à muito chá preto com leite!

E por falar em bolo, “fica mais que vai ter bolo!” hahaha. Nos próximos posts vou falar de opções de bate e volta de Londres!

Dicas práticas de Atenas

Onde comer em Atenas

A Grécia tem uma das melhores culinárias do Mediterrâneo. Espere comer gyros (churrasquinho grego), moussaka (tipo uma lasanha de beringela), queijo feta, spanakopita (um folheado de queijo e espinafre) e muito mais. E tudo acompanhado de muito azeite, iogurte e, claro, muito vinho!

Chegamos em Atenas já no fim da tarde e a primeira coisa que fizemos foi procurar um restaurante relativamente perto do nosso hotel, com boa comida e vista para a Acrópole iluminada! Foi assim que encontramos o Restaurante Olive Garden, que fica no topo do Hotel Titania!

Assim já chegamos em Atenas tomando um bom vinho, comendo um bom prato com a vista DESLUMBRANTE de Atenas iluminada à noite. Pra isso ligamos antes e pedimos uma mesa grudada na varanda.

E gostamos tanto desse restaurante que no nosso último dia em Atenas (que só choveu!) voltamos nesse restaurante para almoçar e ter a mesma vista, só que dessa vez durante o dia!

Além disso, ao lado do restaurante tem um bar pra quem apenas quiser um drinque e aproveitar a vista.

Outro restaurante que nós gostamos foi o Thissio View Cafe Restaurant, que também fica no topo de um hotel. Esse hotel fica bem nos pés da Acrópole e fica aberto o dia todo (do café da manhã até jantar). Serve um pouco de tudo, desde um café até pratos locais. E claro, tem vista pra Acrópole!

O legal do Thissio é que o cardápio tinha fotos, então era mais fácil escolher os pratos sem ficar com medo de não saber o que estava pedindo. Além disso, não era caro (mesmo estando debaixo da Acrópole) e tudo que pedimos estava saboroso.

Onde se hospedar em Atenas

Nós resolvemos nos hospedar perto da Praça Monastiraki, já que dali poderíamos fazer tudo à pé, mas sem ser exatamente colado na praça para também termos sossego.

Outra opção é Plaka, bem aos pés da Acrópole, porém mais caro do que os arredores da Praça Monastiraki. E se você quiser ficar ainda mais colado na Acrópole tem o bairro Makrygianni, que fica bem na entrada da Acrópole.

Em Monastiraki, Plaka e Makrygianni estão hotéis menores e mais locais. Se quiser algum hotel de cadeia, ou hotéis mais novos e modernos vai encontrar nos arredores da Praça Syntagma.

Eu fiquei em Monastiraki, mas não recomendo muito o hotel. Fiquei no hotel Athens 21, que parecia ótimo: novo, bem localizado, ótimas recomendações e a 50 euros a diária. Maaas estava muito bom pra ser verdade….

Realmente o quarto era ótimo, espaçoso, super limpo e confortável. Em 2 ou 3 minutos estávamos na Praça Monastiraki. Também ficava perto da linha de metrô que vai pro aeroporto (que acabamos não usando). E no quarteirão ao lado tinha uma padaria ótima local (Beneth), onde tomamos café todos os dias.

O problema foi que no segundo dia o quarto deixou de ter água quente e quando ligamos reclamando o recepcionista simplesmente disse que tudo parecia normal. No outro dia de manhã, lá estava a água fria novamente. Reclamamos novamente e quando chegamos à tarde tinha água quente, que mal durou o meu banho (e o David já teve que tomar banho frio). Reclamamos novamente e simplesmente disseram que não poderiam fazer nada, já que não havia outro quarto disponível e era véspera de feriado (ainda era 30 de dezembro e não 31).

Pra piorar, estava muito frio em Atenas. Inclusive bem no dia que a água acabou, foi a primeira vez que nevou em Atenas em 10 anos! Logo, não foi nada agradável tomar banho gelado.

E embora a gente possa entender que problemas assim possam acontecer, o que não dá pra entender é que o hotel decida não lidar com o problema e mandar um: sinto muito, mas não posso fazer nada.

Enfim, minha hospedagem poderia ter sido melhor…

Como se locomover em Atenas

Embora Atenas seja uma cidade grande, as principais atrações turísticas ficam todas concentradas no centro histórico. Como escrevi aqui sobre nosso roteiro em Atenas, a principal atração é a Acrópole e o resto fica justamente aos pés da Acrópole. Ou seja, fizemos tudo à pé.

Não usamos transporte público pra nada, mas eu me lembro que era coisa de 1 euro a passagem de metrô. Usamos uber uma vez na cidade e foi bem baratinho.

Como ir do aeroporto de Atenas para o centro da cidade

Do aeroporto para o centro da cidade, basta pegar a Linha Azul do metrô (linha 3) que liga o aeroporto ao centro à Praça Monastiraki em 40 minutos. A passagem custava 10 euros e tinha um desconto se comprasse pra 2 passageiros.

Essa seria nossa opção, maaas viemos de um vôo taaao atrasado do Egito (e com conexão) e estávamos taaao cansados que simplesmente pegamos um táxi. A tarifa era fixa em 35/38 euros durante o dia e 50 à noite. E o trajeto durou cerca de 1h e pouco por causa do trânsito.

Na volta como nosso vôo era muito cedo, pegamos um uber para o aeroporto que também ficou na casa dos 30 euros. Como era ainda madrugada, em 50 minutos chegamos no aeroporto.

Segurança

Por fim, eu li muito na blogosfera que Atenas não era segura, mas achei a cidade tranquila. Talvez por ter ido no inverno e as coisas estarem mais sossegadas. De toda forma, nada que nós brasileiros não estejamos acostumados. Eu evitaria algumas ruas à noite estando com equipamentos eletrônicos, mas nada que já não façamos em cidades maiores como Paris.

Roteiro em Atenas

Já vou iniciar o post dizendo que achei Atenas uma capital vibrante! É uma cidade antiga e moderna ao mesmo tempo, em que bares noturnos agitados têm vista para monumentos que contam com milênios de anos! Cheia de cultura e história, uma gastronomia maravilhosa, povo receptivo e uma cidade barata (em comparação à outras capitais européias), Atenas me surpreendeu!

Ainda mais porque li vários relatos na blogosfera de que Atenas seria uma cidade suja, perigosa e decaída, uma cidade de passagem para conhecer a Acrópole bem rápido e correr logo para alguma ilha grega. Embora eu tenha notado que a crise nos últimos anos realmente deixou a cidade um pouco mais caótica, não vi essa decadência toda!

O que encontrei foram pessoas alegres e receptivas, mesmo com toda crise econômica e social que a Grécia vem enfrentando há anos. Em nenhum momento me senti insegura, mesmo fazendo tudo à pé; ou assediada por vendedores (ainda mais que estávamos vindo de uma viagem pelo Egito em que nos sentimos como presas sendo caçadas! hahah).

Passamos 3 dias/4 noites em Atenas, sendo que no último deles não fizemos nada de muito turístico por causa da chuva e aproveitamos pra ir em restaurantes e fazer algumas comprinhas. Já os outros 2 usamos pra conhecer o principal de Atenas e ainda fazer um bate e volta para o Cabo Sounion.

Roteiro – Parte 1: Praça Monastiraki, Biblioteca de Adriano, Plaka, Acrópole (Odeon de Herodes/ Propileu/ Partenon/ Erecteion/ Teatro de Dionísio), Arco de Adriano e Templo do Zeus Olímpico

Como ficamos em um hotel muito próximo da Praça Monastiraki, começamos nosso roteiro por ali! Essa é uma das praças principais de Atenas e é um lugar que mostra bem a mistura que formou a cultura grega. Bem no meio da praça você vai ver a Mesquita Tzistarakis, que fica próxima de uma igreja ortodoxa. Dali você também já consegue ver a Biblioteca de Adriano e se olhar pra cima vai ver a Acrópole. Fora isso, também vai notar que os prédios em volta da praça são neoclássicos. Ou seja, uma praça só resume milênios de história grega e mostram o caldeirão cultural que formou Atenas!

Além disso, a região toda é ótima pra compras. Ali tem o Mercado de Monastiraki, que mais parece uma 25 de Março dos paulistas ou a Saara dos cariocas. Na Rua Pandrossou há muitas lojas de souvenirs e quinquilharias diversas. Mas bem ali perto, na Rua Ermou, você também encontra as principais marcas internacionais. E no meu terceiro dia, que apenas choveu, eu fiquei andando de loja em loja pelo bairro por horas!

Foto por Alfie Sta em Pexels.com

Da Praça Monastiraki fomos direto para a Biblioteca de Adriano, que fica logo atrás/lado da Mesquita. A Biblioteca foi construída em 134-132 a.C. pelo Imperador Adriano, mas foi completamente destruída “apenas” alguns séculos depois. No local não restou muita coisa: algumas colunas e partes do muro.

O valor da entrada para a Biblioteca de Adriano é de 6 euros/ 3 euros a meia por ser inverno. E não tinha nenhuma fila! Zero pessoas na nossa frente! Aproveitamos pra já comprar o ingresso de 30 euros que dá direito à entrada em todos os monumentos de Atenas por 5 dias. Essa opção não tem o desconto de inverno, então em termos de custo nem era vantajoso já que não pretendíamos ir em todas as atrações, mas evitaríamos as filas da Acrópole já comprando ali! E se me lembro bem, eu não paguei nada pelo ingresso de 5 dias por ser estudante de mestrado da União Europeia.

Dali seguimos para a Acrópole, em uma caminhada ladeira acima de uns 10 minutos. No caminho você vai passar pelo bairro de Plaka. Esse bairro fica aos pés da Acrópole e é um dos mais charmosos de Atenas, cheio de cafés e pequenos restaurantes. Na Rua Adrianou há muitas lojinhas de souvenirs (que eu deixei para o meu último dia em Atenas).

Chegando em Plaka, praticamente de qualquer ponto de vê a Acrópole, mas só tem uma entrada que é pela Rua Theorias. E como já tínhamos comprado o ingresso na Biblioteca de Adriano, só tivemos que pegar a fila da entrada (e não bilheteria + entrada), que foi super rapidinha.

Felizmente por ser inverno e não ser domingo, a Acrópole estava bem tranquila. Eu não diria que estava vazia porque tinha sim muita gente, mas nada comparado com a multidão de pessoas que visitam o local de abril à outubro.

Ao contrário do que se imagina, a Acrópole não é só o Paternon ou outro templo, mas é todo o complexo de ruínas no topo da colina. Basta entrar no complexo e começar a subida que vc vai ver diversas ruínas!

Na verdade, a palavra Acrópole significa “cidade alta” e era isso mesmo que estava lá em cima na Antiguidade: o centro da cidade-Estado de Atenas. Embora fosse comum que cidades gregas fossem formadas em forma de Acrópole (e ainda há várias ruínas de antigas cidades espalhadas pelas colinas do país), essa com certeza tornou-se a mais famosa da Grécia!

A Acrópole de Atenas foi reconstruída pelo estadista Péricles em 450a.C. , o mesmo que mandou construir o Templo de Poseidon no Cabo Sounion na mesma época. Como não poderia deixar de ser, a Acrópole foi dedicada à deusa Atena, que dava nome e era a padroeira da cidade. Com o tempo, a maior parte das estruturas da cidade antiga desapareceu, mas ali ainda estão as ruínas do Partenon e do Erecteion, que hoje estão entre as construções mais importantes do mundo antigo.

A primeira parada o Odeon de Herodes Ático, um teatro do ano 174, capaz de receber até 5mil expectadores. Depois de ser arrasado, o teatro foi coberto de entulho e ficou esquecido até o século XIX. Depois de uma extensa restauração, o local voltou a ser usado para shows.

Continuando a subida, você encontrará o Propileu, que é a porta de entrada para a “Acrópole”, e que literalmente era o portão de entrada para a cidade antiga. Já aviso que os degraus são bem íngremes e escorregadios (afinal, são de mármore). Logo, pode não ser uma boa ideia visitar a Acrópole em um dia chuvoso!

E passando o Propileu você já vai dar de caras com o Partenon, o Erecteion e o Templo de Atena Nice! Bem no meio fica o Partenon, coroando a Acrópole!

Quando Péricles resolveu reconstruir e aumentar a Acrópolis, decidiu fazer o Partenon, que seria um templo maior que o anterior e bem no centro da Acrópolis, em homenagem à deusa Atena, patrona da cidade. No interior e exterior do templo, várias esculturas foram acrescidas nos séculos seguintes, inclusive por Alexandre, o Grande.

Por volta do século III ou IV, Atenas foi invadida e o interior do Partenon foi incendiado e completamente destruído. Com a ascensão do Cristianismo, o local foi convertido em igreja e depois com o domínio do Império Otomano-Turco, virou uma mesquita. Pra completar, além de mesquita, os turcos também fizeram do lugar depósito de pólvora, que acabou explodindo e destruiu o teto, parte das laterais e muitas esculturas.

E não bastasse tudo isso, o Embaixador da Inglaterra fez um acordo com os turcos e levou para Inglaterra dezenas de esculturas, colunas e outras peças importantíssimas para a estrutura do monumento. Hoje essas peças estão em exibição no Museu de Londres. Há décadas os gregos contestam a posse das peças que estão no Museu de Londres e pedem que elas sejam restituídas. Tanto que o Museu da Acrópole deixou uma sala gigante vazia, à espera das esculturas!

E eu fui pra Atenas bem na época do meu mestrado, em que tive uma disciplina sobre arte, cultura e direito patrimonial e que envolvia apropriação nazista, colonialismo e demais questões em relação à obras de arte. E justamente me lembrei dos gregos da minha sala, completamente revoltados numa aula, dizendo que era um absurdo ver que pedaços do maior símbolo da cultura deles tenham sido roubados e estarem expostos em outro país, ainda mais considerando-se que a Grécia está totalmente afundada em dívidas e que vive de turismo. E já tendo visto a coleção grega em Londres e vendo o Partenon ao vivo, eu super entendi a revolta dos gregos!

Ao lado do Partenon fica o Erecteion, outro templo em homenagem à deusa Atenas, mas também a Poseidon. Ele é famoso por ser o templo com as Cariátides, que são esculturas femininas no lugar de colunas. Ali no interior era sempre tinha uma serpente e os atenienses ofereciam comidas sagradas à ela. Caso não fosse comido, era sinal de mau presságio.

E lado do Erecteion também há ruínas do Antigo Templo de Atenas (anterior ao Partenon), mas é só isso mesmo o que tem: algumas pedras e a base do que teria sido o templo.

Dali descendo pela direção oposta você chega no Teatro de Dionísio, que em seu apogeu recebia 17mil expectadores para assistir peças gregas. Foi também o primeiro teatro feito em pedra, ao invés de madeira, algo que se tornaria costume também pelos romanos posteriormente.

E descendo o Teatro de Dionísio você já estará perto da saída da Acrópole e onde fica o Museu da Acrópole, com peças que foram guardadas para melhor conservação. Eu acabei não entrando porque queríamos aproveitar o dia de sol para fazer o bate e volta até o Cabo Sunion.

Também resolvemos não entrar porque o ingresso não inclui a entrada no museu e a fila da bilheteria e do museu estava muito grande! O ingresso do Museu da Acropolis custa 10 euros, mas sai por 5 euros no inverno. Já a entrada da Acropolis custa 20 euros, mas também tem meia a 10 euros no inverno. E lembrando que compramos o ingresso de 30 euros que já inclui todas as atrações, inclusive a Acropolis.

E bem ali perto da saída e do museu, fica o Arco de Adriano, o portão antigo da cidade, que ligava a estrada antiga ao Templo do Zeus Olímpico. Esse foi no passado o maior templo da Grécia, que teve a construção iniciada no século VI a.C., mas apenas foi terminado por Adriano 700 anos depois. Por isso mesmo, o portão da cidade ganhou o nome de Arco de Adriano. Hoje só sobraram algumas poucas colunas do templo, que ficam no início do parque e perto do arco.

Próximo ao Arco de Adriano ficam várias agências que fazem passeios em Atenas e fora de Atenas. Escolhemos uma e fomos para o Cabo Sounion aproveitar o dia ensolarado. Por isso, demos o dia por encerrado em Atenas e deixamos o resto para o outro dia.

Roteiro – Parte 2: Ágora Antiga, Templo de Hefesto, Museu da Ágora Antiga (Stoa), Prisão de Sócrates, Areopagus, Ágora Romana

Roteiro Atenas – Parte 2

Começamos nosso segundo dia em Atenas exatamente de onde paramos no dia anterior: aos pés da Acrópole. Bem perto da entrada da Acrópole fica o Parko Thiseio (Parque Tissio/Teseu), que é um outro complexo da cidade antiga de Atenas, contemplando a Ágora Antiga e o Templo de Hefesto.

Aliás, quando estiver na Acrópole com certeza você olhará pra baixo e verá todo o complexo, e enquanto estiver na região da Ágora, vai ver a Acrópole em cima!

A Ágora era o coração da Antiga Atenas. Era ali que aconteciam as atividades sociais, políticas e comerciais. A sede do governo estava ali, bem como o mercado municipal e os principais palácios da cidade. Era nesse lugar que Sócrates expunha suas ideias, que Platão se desenvolveu e que Paulo de Tarso buscou converter novos fiéis ao Cristianismo.

Além das muitas ruínas, o local em si é muito bonito, cheio de árvores, com vista para Acrópole e para as montanhas. É uma caminhada bem mais agradável do que a da Acrópole, sem nenhum sobe e desce e locais escorregadios! hahaha

Bem no centro do parque fica o Templo de Hefesto, em homenagem ao deus do fogo e dos metais e também da época de Péricles (o mesmo que mandou construir o Partenon). É considerado o templo grego mais bem conservado, com suas colunas até hoje intactas e tendo boa parte do teto ainda lá. No entanto, perdeu toda a decoração interior quando o templo foi convertido em igreja ortodoxa no século VII.

O mais legal é que apesar de ter uma corda como limite, podemos ver o templo de muito mais perto do que o Partenon. E também, apesar de ser muito menor que o Partenon, o Templo de Hefesto está bem melhor preservado, o que nos deixa mais próximos de ver como era realmente um templo grego.

No mesmo complexo também fica o Museu da Ágora Antiga. Mais precisamente, o museu fica no local onde era a Stoa Helenística de Atallos, que era um mercado fechado do século II a.C. em que um pouco de tudo era vendido. Ou seja, o predecessor do shopping center! O Stoa foi reconstruído do zero em 1950, com características de arquitetura ao que teria sido originalmente (forma retangular, em colunas, fachada semelhante, etc).

A finalidade do museu é armazenar artefatos descobertos ali mesmo nas escavações da Ágora e abrigar esculturas e peças delicadas demais para ficar ao ar livre. Ali você encontra objetos da vida cotidiana ateniense, desde vasos de cerâmica, jóias, moedas, estátuas, até coisas relacionadas ao nascimento da democracia, como pedras de votação e a lei que instituiu Atenas como a primeira democracia do mundo.

Se me lembro bem, a entrada no museu já estava incluso no ingresso da Ágora e também no ingresso de 30 euros. A entrada apenas da Ágora é 10 euros no verão e 5 no inverno.

Paramos para almoçar ali por perto, no restaurante do Hotel Thissio (que vai ser o tema do próximo post), e então seguimos para a Prisão de Sócrates.

Saindo da Antiga Ágora basta ir subindo a encosta do Monte Filopappou em direção ao Monumento de Philopappos e encontrará o Monte das Musas. Reza a lenda que ali foi onde Sócrates ficou preso antes de seu julgamento em 399 a.C. São três quartos em forma de caverna, bem perto da Ágora, o que leva muitos a acreditarem que talvez tenha mesmo sido a prisão de Sócrates.

Na história mais recente de Atenas, ali foram escondidos várias peças tiradas da Acrópole e do Museu Nacional de Arqueologia durante a Segunda Guerra Mundial, para que os nazistas não encontrassem e levassem os artefatos. Foi feita uma parede de concreto na entrada e as peças ficaram lá despercebidas até acabar a guerra.

E na subida, no meio do caminho entre a Ágora e a Prisão de Sócrates, fica o Areopagus, onde na Antiguidade era o funcionava como um tribunal, que julgava casos de homicídio, lesões e questões religiosas. Supostamente, também teria sido ali que Paulo de Tarso teria feito o Sermão de Areópago, que inclusive está ali transcrito.

Além do valor histórico e cultural, vale a pena ir até o Areopagus pela vista MA-RA-VI-LHO-SA que se tem da Acrópole, da Ágora e arredores. Pra mim foi sem dúvidas uma das melhores vistas de Atenas. A gente até conseguia ver de lá as pessoas subindo as escadas do Propileu pro Partenon na Acrópole!

Voltamos pelo exato mesmo caminho, até chegar na Ágora Romana, que fica bem em frente à Antiga Ágora (e bem atrás da Biblioteca de Adriano). Com a ascensão do Império Romano, os romanos decidiram construir uma nova Ágora bem próxima da Antiga, com uma série de prédios e estruturas, para ocupar as mesmas funções da Antiga Ágora. Apesar de não estar completamente escavado, pouco sobrou da Ágora Romana em comparação com a Antiga Ágora.

Na entrada da Ágora Romana ainda está de pé o Portão de Atenas Archegetis, erguido no século I d.C. e financiado por Júlio César. E perto do portão também está a Torre dos Ventos, um monumenti super bem preservado do século 1 a.C. e que é considerada a primeira estação metereológica do mundo, por permitir fazer a previsão do tempo através da análise dos ventos.

E bem ali perto da Ágora Romana há uma porção de lojas que vendem lembrancinhas de viagens e demais quinquilharias com preços ótimos. E foi justamente numa dessas lojinhas que eu encerrei meu segundo dia em Atenas.

Dicas finais

Extras: Estádio Panetenaico e Museu Arqueológico Nacional

No nosso terceiro dia, o plano era ir ao Estádio Panetenaico, que é um estádio do ano 330 a.C., feito completamente em mármore e que até hoje está em uso. Maaas estava chovendo muito e então resolvemos ir ao Museu Arqueológico Nacional. Só que todas as pessoas em Atenas resolveram ter a mesma ideia! Depois de ficar 10 minutos na fila que estava dobrando o quarteirão e mal termos nos mexido 1metro (e na chuva), desistimos de entrar.

Resolvemos ir para os arredores da Praça Monastiraki fazer compras em geral, voltar nos arredores da Ágora Romana pra comprar lembrancinhas de viagem. E fomos novamente no restaurante do hotel Titania (que também vai ganhar um post próprio!).

Quantos dias ficar em Atenas?

No fim conhecemos Atenas em 1 dia e meio. E eu acho que 1 dia fica muito corrido, a menos que a ideia seja apenas ver a Acrópole e mais alguma coisa. Em 2 dias se vê “tudo” (ou pelo menos o que tem de mais importante). E se quiser, pode fazer como a gente e tirar meio dia pra ir pro Cabo Sounion, que eu achei que valeu muito a pena. Em 3 dias você vai até o Cabo Sounion e ainda conhece Atenas com calma. Como fomos no inverno, nem cogitamos passeio de barco, mas há passeios para a Ilha de Hydra. E também dá pra ir a Delfos em um dia. Outra possibilidade é ir para Meteora de trem em um dia, mas são 4 horas de trem na ida e mais 4 na volta.

Enfim, eu diria que se você tiver apenas 1 dia na cidade vai conseguir ver o principal, que realmente é a Acrópole, mas que 2 dias é o ideal. Por outro lado, eu passei 3 dias e 4 noites lá e achei ótimo: fui à vários restaurantes, visitei os principais pontos turísticos com calma e realmente tive uma experiência mais tranquila em Atenas, mas sempre encontrando o que fazer (e olha que era inverno!).

Quando ir à Atenas?

Eu fui bem no inverno, uns dias antes do Ano Novo, e a cidade estava super tranquila. Demos o azar de ter chovido um dia inteiro, mas pegamos um dia bem ensolarado no início da viagem e outro nublado e choviscando. Pra mim que moro em Luxemburgo que está sempre chovendo não foi um problema. E eu até preferi pegar a cidade vazia. Fora a Acrópole, todos os lugares que fomos estavam vazios. Eu imagino que subir a Acrópole no auge do verão de 40 graus com uma multidão de gente, deva ser um suplício. Eu não iria no verão! Se possível tente ir na primavera e outono, mas se a sua única opção for ir no inverno, não deixe de ir!