Nossa ida pra Suíça não teve nada de planejada. A ideia era passar a Páscoa na Bélgica, mas um atentado terrorista em Bruxelas fez com que mudássemos os planos do dia pra noite (literalmente!), já que viajaríamos no dia seguinte. E aí na busca do que fazer a partir de Luxemburgo de carro pensamos na Suíça! E escolhemos como base a cidade de Lucerna, já com planos de fazer um bate e volta para Zurique e Liechtenstein.
E sem ter pesquisado absolutamente nada sobre Lucerna, pegamos o carro e seguimos viagem! O que encontramos foi uma cidade estonteante! E nem que eu tivesse planejado a viagem teria dado tão certo!
A cidade de Lucerna (ou Lucerne) é absolutamente LINDA, tendo tudo que a gente espera da Suíça: montanhas, lago, bom vinho, bom queijo e bom fondue de queijos! E pra todo lugar que se olha você vai ver montanhas com picos cobertos de neve (mesmo indo na primavera!).
A cidade em si já não é muito grande, com apenas 80mil habitantes, sendo que as atrações estão todas concentradas no centro histórico ou Cidade Antiga (Altstad).
O cartão postal da cidade é a Ponte da Capela (Kapellbrücke), uma ponte de madeira construída em 1360, que atravessa o Rio Reuss, bem no meio da Cidade Antiga. A ponte foi construída diagonalmente e passa ao lado da Torre da Água. Ao cruzar a ponte há várias pinturas do século XVII que contam a história e mitologia da Suíça. Muito do que está ali foi totalmente reconstruído, embora ainda haja algo de original, devido à um grande incêndio em 1993 que destruiu parte da ponte e o telhado da Torre. Mas sendo o símbolo da cidade e um dos pontos turísticos de toda a Suíça, a ponte foi totalmente restaurada e é considerada a ponte de madeira com telhado mais antiga de toda a Europa.
A ponte recebeu o nome de Ponte da Capela por ligar a Capela de São Pedro (Peterskapell) ao outro lado da Cidade Antiga. Bem perto dela fica a Antiga Prefeitura (Rathaus). Ande mais um pouco e logo você encontrará a Ponte Spreuer (Spreuerbrücke). Essa ponte também de madeira foi construída em 1408 e é menor que a Kapellbrücke, mas ainda está toda original!
A partir da Ponte Spreuer você tem uma bela vista da Kapellbrücke e do Rio Reuss, bem como consegue ver bem as torres e o que sobrou da muralha da cidade. E se você quiser, pode visitar as muros da cidade, que apenas ficam fechados nos meses de inverno.
Ou você pode atravessar a Ponte Spreuer e seguir por ruas medievais até a Igreja Jesuíta (Jesuitenkirche), uma igreja barroca do século XVII caracterizada por ter 2 torres.
E pronto, chegando ali você já estará a 2 quarteirões da Ponte da Capela novamente!
Dali são uns 10 minutos à pé até outra igreja importante da cidade, a Hofkirche St. Leodegar. As igreja que tem o nome do padroeiro da cidade, também tem duas torres e fica já bem em frente ao lago.
A Igreja de St. Leodegar foi originalmente construída em 735, a estrutura atual foi erguida em 1633, mas as torres são remanescentes de uma estrutura anterior. O interior é toda em branco e cheio de pinturas, o que a torna ainda mais bonita.
À uns 5 ou 10 minutos dali há o Lion Monument, um leão esculpido em homenagem aos Guardas Suíços que morreram defendendo o Rei Louis XVI durante a Revolução Francesa.
Depois de passarmos pelos principais pontos turísticos,fizemos um passeio de barco pelo lago que chega mais perto do Monte Pilatus, uma montanha de mais de 2mil metros! Alternativamente, há também passeios de teleféricos montanha acima.
Por fim, passamos o resto da tarde simplesmente andando em volta do lago e curtindo a paisagem!
Lucerna na prática
– Onde ficar
Como nós fomos no feriado da Páscoa e ainda reservando na véspera, só encontramos 2 ou 3 hotéis ainda com vaga. Então reservamos o Magic Hotel da Rede Altstadthotels, que tem outros hotéis no centro histórico, quase que colados (tanto que a entrada era pelo hotel ao lado, no Hotel des Balances). Reservei pelo booking porque estava com preço melhor.
Só escolhemos esse hotel porque a localização era ótima (no meio do centro histórico!) e o preço estava bom. Quando chegamos lá fomos surpreendidos com os quartos divertidos e temáticos. O nosso era tema Piratas e todo o quarto era decorado com baús, pistolas, bússolas, sendo a própria cama um barco. Nós viajamos com um casal de amigos que acabou ficando em um quarto com decoração fazenda hahah. Nos divertimos muito com a decoração do hotel!
O hotel tinha um bom café da manhã. Também tinha estacionamento, mas não era incluso no preço. E pra estacionar o carro foi meio estressante porque fomos informados de que poderíamos entrar no centro histórico em horário comercial. Mas o problema é que eram ruazinhas pietonais e estreitas com dezenas de pessoas! Fora isso, excelente hotel e que eu recomendo demais!
– Quantos dias ficar em Lucerna
Lucerna pode ser um bate e volta rápido pra quem está em Zurique e quer conhecer uma cidade mais autêntica da Suíça, já que fica a 1h de trem ou de carro. Mas eu acho mesmo é que Lucerna uma ótima base para explorar a região em uns 2 ou 3 dias, ainda mais se você estiver de carro.
Algumas horas são o suficiente para ver os principais pontos turísticos, andar pelo lago e até fazer um passeio na cidade. Mas ficando uma noite você já terá a oportunidade de ir à um dos muitos restaurantes que servem fondue e tomar um bom vinho da região.
No segundo dia, pensamos em fazer o passeio de teleférico, mas mudamos de ideia e resolvemos fazer um bate e volta para Zurique e Liechtenstein! Já no terceiro e último dia, voltamos pra Luxemburgo, mas antes fizemos um pit stop em Berna.
O Principado de Liechtenstein é um micro-estado encravado entre a Alemanha e a Áustria. Tem cerca de 35mil habitantes e é um dos menores países do planeta. A capital se chama Vaduz e tem uma população de apenas 5mil pessoas! E sendo tão perto da Suíça, Vaduz dá um bate e volta bem tranquilo de Zurique ou Lucerna, que foi o que fizemos!
Vaduz está encravada nas montanhas e mesmo tendo ido já na primavera, os picos estavam encobertos de neve. Cercada de montanhas e alpes a cidade tem uma localização deslumbrante e parece tudo que a gente espera da Suíça, mas em escala menor: ou seja, uma Suíça em miniatura!
E até culturalmente o país realmente parece uma Suíça em miniatura: a língua falada em Liechtenstein é o alemão e a moeda é o franco suíço. Espere tomar muito vinho branco e a mesma culinária da região germânica da Suíça. A representação internacional de Liechtenstein também é feita pela Suíça (embora eles tenham seu próprio exército com quase 100 homens!)
A cidade em si não tem muitos pontos turísticos e atrações pra bater ponto. O legal é realmente curtir o visual! A rua principal corta toda a cidade (em 10 minutinhos à pé!) e se chama Stadtle Strasse. Ali fica tudo: centro de turismo, restaurantes, Museu de Arte, Museu do Selo (Liechtenstein se orgulha de produzir selos há séculos), a Catedral (St. Florinskirche), a Prefeitura(Rathaus), Landtag (o Parlamento e sede do governo) e a praça principal Peter-Kaiser-Platz.
O centro de turismo Liechtenstein Center oferece carimbos no passaporte, que custam 3 francos. Na época eu carimbei meu passaporte, mas acho que hoje não faria isso! Há relatos de pessoas na internet que não puderam embarcar/desembarcar por terem sido barradas por policiais federais pelo mundo (por não ser um carimbo oficial). Mas na época me pareceu super divertido e eu nem pensei nisso! hahah
E pra quem é colecionador de selos, Liechtenstein é o lugar certo para se comprar! Além do Museu do Selo, há vaaarios selos nas lojinhas de souvenir e até no centro de turismo.
Mas o ponto alto da capital do país (tanto no sentido de ser o ponto mais alto da cidade, quanto o mais importante!) é Castelo de Vaduz(Schloss Vaduz).
O castelo fica no alto da montanha e é fechado ao público, já que o monarca ainda reside lá, mas o que vale a mesmo é a subida para ter uma vista simplesmente ESPETACULAR das cercanias e dos alpes!
E por falar no monarca, vale lembrar que Liechtenstein é até hoje uma monarquia encabeçada pelo Príncipe Hans-Adams, em que o príncipe ainda é chefe de Estado E de governo, sendo a última monarquia dessa forma na Europa! E ele detém grande poder em dos países mais ricos do mundo, sendo ele mesmo um dos homens mais ricos do planeta!
Depois disso, ainda passeamos mais um pouco pelas estradinhas menores em Liechtenstein, curtindo aquela vista maravilhosa de montanhas com topos em neve, cercado de muito verde e então voltamos para a Suíça.
Liechtenstein na prática
Liechtenstein não tem ferrovia. As estações de trem mais próximas ficam na Suiça, nas cidades de Buchs e Sargans, que estão já perto da fronteira de Liechtenstein. De ambas é necessário pegar um ônibus até Vaduz.
Nós estávamos em Lucerna de carro na verdade e aproveitamos pra fazer um bate e volta pra Liechtenstein. Aproveitamos e demos uma passada por Zurique de manhã e seguimos viagem para Liechtenstein (que fica a 1h30m de Zurique). Batemos perna à tarde por Vaduz e depois voltamos para Lucerna. O carro realmente é a opção mais prática (e provavelmente econômica) numa viagem Suíça-Liechtenstein!
A moeda é o franco suíço, mas vários restaurantes e lojas aceitam o euro.
Da última vez em que estivemos em Londres tivemos um dia livre e aproveitamos pra conhecer mais um pouco do interior da Inglaterra. Eu queria conhecer Stratford-upon-Avon ou Oxford de forma independente, mas depois de pesar vantagens e desvantagens (e como só tinha 1 dia livre na cidade!) resolvi pegar logo um tour e fazer uma excursão que incluísse as duas cidades e ainda passasse pelas Cotswolds. E embora tenha sido mesmo muito corrido, foi uma boa introdução à toda região! Então nesse post vou falar um pouco da minha experiência indo com o tour, bem como ir por conta caso vc prefira ter mais tempo em cada lugar!
Stratford-upon-Avon
A primeira parada da excursão foi em Stratford-upon-Avon, que além de ser uma típica cidade inglesa da Era Tudor também era a cidade de William Shakespeare, o maior escritor/dramaturgo da língua inglesa nasceu ali em 1564.
Shakespeare Birthplace
Foi em Stratford que Shakespeare cresceu, se casou e voltou para passar os anos finais de sua vida depois de ter morado em Londres por cerca de 20 anos. E como já é de se esperar muitas das atrações turísticas são centradas na vida de Shakespeare. Mas mesmo que Shakespeare nunca tivesse passado por ali, a cidade já valeria a visita por si mesma! Afinal, a Stratford tem construções com séculos de idade que estão em pé até hoje!
O centro histórico está super bem conservado e é um dos poucos lugares em que ainda podemos ver como eram as casas inglesas séculos atrás. Londres já foi assim em um passado distante, mas depois de um grande incêndio que queimou quase toda a cidade, nada restou da época.
Já na Era Tudor, Stratford era uma cidade de mercado, visto que ficava já na entrada de Cotswolds onde havia plantações e criações de ovelhas. Então a cidade tinha uma posição estratégica pra ser um local de troca de mercadorias. Até hoje os nomes das ruas são os mesmos da época e refletem o que era vendido na época. Então tem a Wood Street (“Rua da Madeira”, que vendia artigos em Madeira), Sheep Street (“Rua da Ovelhas”), Cooks Alley (“Beco dos Cozinheiros”) e assim por diante.
A casa em que Shakespeare nasceu ainda está de pé e é provavelmente o ponto turístico principal da cidade. Basta procurar por “Shakespeare Birthplace” e pronto, você já acha a casa e de quebra estará no coração do centro histórico!
Bem em frente à casa, fica a loja de luvas e artigos de couro de seu pai, John Shakespeare. Apesar de não ser da nobreza, John Shakespeare era um comerciante influente, que fazia parte da Guilda de Stratford (uma assembléia comercial que administrava a cidade) e chegou inclusive a ser prefeito da cidade. Por isso mesmo, a família vivia numa casa considerada confortável para os padrões da época e William Shakespeare teve a oportunidade de estudar (o que era algo apenas para famílias nobres ou abastadas).
E foi ali que William Shakespeare morou com a família por muitos anos. Mesmo depois de casado com Anne Hethaway, eles continuaram morando por ali por 5 anos e foi onde tiveram seus filhos. Shakespeare só se mudou pra Londres devido às dificuldades financeiras que a família atravessava e foi então que se tornou conhecido.
Embora a casa fosse considerada confortável e grande para os padrões da época, parecia que estávamos em na Casa dos 7 Anões, com a camas, mesas e cadeiras pequenas e portas estreitas. Principalmente para o David, com seus 1,83 de altura! hahahah
Felizmente, graças à influência da família de Shakespeare, a casa foi mantida. Hoje está restaurada tal qual era na medida do possível, com objetos recuperados da época. Os funcionários se vestem à caráter, com roupas bem típicas da época de Shakespeare. Para complementar a experiência, a companhia de teatro da casa, chamada Shakespeare Aloud, faz apresentações no jardim encenando trechos de peças famosas de Shakespeare!
Saindo da Casa de Shakespeare (Shakespeare Birthplace), passamos em frente Shakespeare’s New Place, que foi a casa em que ele morou depois de voltar de Londres e onde faleceu.
Bem ao lado, fica a Shakespeare Schoolroom and Guindhall, local em que Shakespeare estudou e que até hoje ainda funciona como escola! Na esquina fica a The Guild Chapel, a capela da Guilda.
A Guidhall foi construída em 1417 para servir de escritório para a Guilda e serviu de conselho municipal por 300 anos. Mas além disso também funcionava como escola de gramática e língua inglesa e foi ali que Shakespeare foi educado. Ainda, foi ali que Shakespeare teve as primeiras experiências de teatro profissional. Hoje, 500 anos depois, o local ainda é uma escola!
E descendo mais um pouco você chega em Hall’s Croft, casa de Susanna Hall, que foi filha de Shakespeare. Atualmente a casa serve como pinacoteca, com pinturas do século XVI e XVII.
À um quarteirão de Hall’s Croft, você já encontra a Holy Trinity Church, a igreja em que Shakespeare foi batizado e em que se casou. Também ali ele foi enterrado, no pequeno cemitério em frente da igreja. Além disso, essa igreja foi construída em 1210, sendo uma das mais antigas e visitadas da Inglaterra.
Saindo da igreja e voltando pelo Rio Avon, a alguns quarteirões estará o Royal Shakespeare Theatre, um teatro dedicado à peças de Shakespeare com apresentações quase que diárias, inclusive no período da tarde para quem está na cidade apenas em um bate e volta de Londres!
Chegando no Royal Shakespeare Theatre você já estará novamente no centrinho histórico e perto da Casa de Shakespeare, e terá visto o principal da cidade. E no caminho de volta vc pode passar por Tudor World, uma rua com edifícios da época dos Tudors.
Nessa pequena caminhada também terá visto alguns pubs e restaurantes, que funcionam já há séculos, bem como dezenas de casas históricas.Uns dos pubs mais antigos é o The Garrick Inn, que fica bem perto da prefeitura. O pub está aberto há séculos. Outro que vimos foi o Greene King, também com séculos de história!
Pra quem quem estiver com mais tempo, vale a pena ir a Anne Hathaway’s Cottage, que era a casa da família da esposa de Shakespeare e onde ela viveu até se casar. A Cottage era a casa da fazenda da família Hathaway, na época muito abastada, e ainda está super bem preservada!
Como estávamos em um tour não tivemos tempo de ir na Cottage, e nem de parar em um dos pubs, o que foi realmente uma pena! Pra quem tiver mais tempo, vale a pena comprar o ingresso com desconto pra visitar todas as casas (Shakespeare Birthplace, Hall’s Croft e Anne Hathaway’s Cottage), que custa £26, sendo que só o ingresso avulso para a casa de Shakespeare custa £20.
Como ir de forma independente
A estação de trem de Stratford-upon-Avon fica a 10 minutos a pé do centro histórico. As passagens custam a partir de £30 ida e volta se compradas com antecedência (link aqui). Há trens diretos saindo de Marylebone, mas são bem poucos no dia. A opção com mais horários e mais barata é fazendo uma troca rápida e aí o trajeto demora 2hs e meia, ao invés de 2hs.
É bem tranquilo e ir e voltar no mesmo dia, mas para quem quiser pernoitar na cidade, há vários hoteis em edíficios históricos no centro da cidade, que são super charmosos! E mesmo um Mercure pode ser assim!
As atrações são bem concentradas, então não só pode como se deve fazer tudo à pé!
A Anne Hathaway’s Cottage é a atração que fica mais distante, a cerca de meia hora à pé. E pra quem não quiser andar basta pegar um táxi ou o Hop on Hop Off.
O centro de turismo da cidade oferece walking tours que contam tudo sobre a cidade e Shakespeare. O passeio dura 2hs e custa £7, saindo todos os dias às 11:00. Normalmente, bastava aparecer no local de encontro (próximo ao Royal Shakespeare Theatre), mas desde a pandemia é necessário reservar e pode ser que essa medida tenha vindo pra ficar. Então vale a pena conferir as informações atualizadas direto no site deles.
The Cotswolds
Cotswolds até hoje ainda é considerada uma região rural da Inglaterra, mesmo com todo o turismo que a região tem recebido nos últimos anos. A região se estende desde Bath até Stratford-upon-Avon e é absolutamente linda: cheia de ovelhas em colinas verdes, igrejas e casinhas de pedras e muita tranquilidade.
Há tours que fazem apenas a região, parando em vários vilarejos. E justamente porque são vilarejos pequenos no meio do nada, não é o tipo de lugar que dá pra pegar um trem e ir e voltar rapidinho de trem. Pra quem quiser conhecer melhor o aluguel de um carro é imprescindível! No nosso apenas passamos rapidamente de van por algumas vilas e fizemos uma parada rápida para fotos de cerca de 10-15 minutos em 2 delas.
Um dos vilarejos foi Tredington, uma pequena vila de 1500 habitantes, bem no meio do caminho entre Stratford e Oxford. O centro da vila é a igreja de St Gregory, construída no ano 1000!
Em volta estão as cottages de pedras construídas também há centenas de anos! O vilarejo não é turístico, então não nenhuma loja, restaurante, transporte público regular ou qualquer coisa. E nas vielas realmente só tinha nosso tour de 10 pessoas andando com os moradores olhando meio ressabiados! hahaha
Oxford
A última parada foi Oxford. Tendo uma das universidades mais prestigiadas e antigas do mundo, Oxford é repleta de histórias e edifícios antigos, mas que parece jovem ao mesmo tempo graças ao alto número de universitários transitando de um lado pro outro!
Os prédios antigos das faculdades datam do século XIII. São edifícios com séculos de história, e pouca coisa parece ter mudado por lá desde que foram construídos. Você pode entrar em quase todas as faculdades e conhecer o interior. Algumas são grátis, enquanto outras cobram cerca de £3 a entrada.
Se do lado de fora encontramos estudantes conversando, rindo e andando apressados; do lado de dentro encontramos tranquilidade nas muitas bibliotecas, pátios, jardins e espaços dedicados aos estudos. E dá pra ver que toda a cidade é dedicada aos livros, dado o número de livrarias que encontramos pelo caminho!
Pra quem está se perguntando onde fica exatamente a Universidade de Oxford, a resposta é basicamente todo o centro histórico! São 38 faculdades que atendem milhares de alunos. Naturalmente, as mais antigas são justamente as mais visitadas e ficam nas imediações da Catte Street. São elas: Balliol, Merton, Trinity College, Exeter College e University. Outro lugar muito visitado é a Biblioteca Bodleian, onde foram gravados vários filmes, inclusive Harry Potter.
E por falar em filmes, como tínhamos apenas 2hs na cidade, combinamos com a guia que exploraríamos Oxford por conta e encontraríamos o grupo no ponto de encontro ao final porque queríamos ver locais relacionados à Tolkien. Pra quem não sabe, o David e eu somos super fãs de Tolkien e nos conhecemos na internet quando eu tinha 15 anos exatamente por causa do Senhor dos Anéis. E sendo essa a cidade em que Tolkien estudou e morou até sua morte, é claro que queríamos conhecer mais coisas ligadas à sua vida!
Exeter College
Então, depois de andar um pouco pelo centro histórico e vermos algumas das faculdades por fora entramos na Exeter College (que custava £3) e vimos o pátio e os jardins, onde era comum o autor ser visto caminhando diariamente. Afinal, foi em Exeter que Tolkien depois de voltar da Segunda Guerra Mundial lecionou literatura e criou a Terra Média. Inclusive, Tolkien gostava muito de escrever em uma mesa nos jardins próximo ao campo de futebol e, claro, fomos lá conferir!
Depois disso fomos até o pub The Eagle and Child, um pub aberto em 1650! Não bastasse isso, era o local onde Tolkien, C.S. Lewis e outros amigos se encontravam toda terça-feira para discutir literatura e os livros que estavam escrevendo ou lendo. Como chegamos cedo (ainda era meio da tarde), o pub estava praticamente vazio e pudemos sentar na mesa que Tolkien costumava sentar.
Vendo nossa empolgação, o garçon nos ofereceu a cerveja que ele gostava de tomar. Ficamos lá felizes da vida tomando cerveja e comendo alguns petiscos, vendo fotos, manuscritos e referências à Tolkien, até a hora de termos que voltar pra encontrar nossa van.
Claro que queremos voltar! E claro que 2hs não foram o suficiente! Recentemente li que com a pandemia (e o fechamento obrigatório de todos os pubs na Inglaterra), The Eagle and Child resolveu fechar de vez e fazer uma reforma geral até 2022, mas que quando reabrir também será um Inn (uma pousada)! Com total certeza eu ainda volto lá! hahah
Como ir de forma independente
A estação de trem de Oxford fica a 10 minutos a pé do centro histórico. As passagens custam a partir de £15 ida e volta se compradas com antecedência (link aqui). Há trens diretos saindo de London Marylebone e London Paddington, mas são bem poucos no dia. O trajeto dura cerca de 1h e é um bate e volta tranquilo a partir de Londres.
CONCLUSÃO: COMO FOI A EXPERIÊNCIA EM UMA EXCURSÃO
Eu fiz a excursão com a Anderson Tours. Na época reservei pelo site diretamente e peguei uma promoção em que o passeio saiu por £54, já incluída a entrada em Shakespeare Birthplace. Então acabou sendo super econômico, já que só a entrada pra casa de Shakespeare já custava £20 e as passagens de trem mais de £30 . Ou seja, uma pechincha pra conhecer Stratford E Oxford!
Também acabou sendo muito prático, já que o tour saiu de Earls Court e estávamos hospedados a um ou dois quarteirões da estação (estávamos no Ibis Earls Court). Vi pessoas reclamando do tour justamente porque anda por Londres inteira pegando pessoas por 2hs antes de sair, mas Earls Court é justamente a última parada. Então a van nos pegou às 9hs e logo já estávamos saindo de Londres.
Considerando que levamos 2hs de Earls Court até Stratford-upon-Avon acabou sendo até mais rápido do que se tivéssemos de trem (afinal, ainda teríamos que pegar metrô até a estação Marylebone). Na volta também fomos deixados relativamente perto do hotel. Ou seja, acabamos economizando dinheiro e tempo!
Tivemos cerca de 2h em cada lugar em Stratford e 2hs em Oxford. Em Stratford, a guia explicou tudo no caminho e nos deixou em frente à casa de Shakespeare com mapa da cidade. Então embora tenha super corrido, fomos super rápidos e conseguimos ver as principais atrações andando por ali mesmo. E como disse em Oxford nos desligamos do grupo e encontramos eles direto na van porque preferimos ver coisas mais relacionadas à Tolkien e como o tempo era curto, era um ou outro! Não há tempo para almoço, então só comemos alguma bobeirinha bem rápida em Stratford.
O tour foi numa van pequena e éramos em 10 ou 12 pessoas, mais a guia e motorista. A guia foi bem atenciosa e gentil, inclusive nos dando o mapa com a indicação de onde ficava Exeter e o pub!
Em geral, achei o tour bom e a única “crítica” é que realmente é corrido. Se vc quer só ter uma boa introdução da região e conhecer ambas cidades, ainda passando pelos Cotswolds, esse tour é pra vc. Afinal, é uma forma cômoda (e na época também econômica de conhecer um pouco do interior da Inglaterra em um dia. Mas se você preferir algo mais tranquilo e com mais tempo, vale mais a pena escolher uma das duas cidades e ir por conta.
Coincidentemente vi o primeiro filme de Harry Potter quando tinha a mesma idade que ele quando entra para a escola de magia (meus 11/12 anos). E depois de ver o filme passei a adolescência vendo cada filme e lendo cada livro novo que saía a cada ano. Idem o David! Obviamente que em uma das nossas idas à Londres a gente TINHA que visitar os estúdios!
E tudo ainda está lá! A plataforma, as roupas, o Beco Diagonal, o Salão Comunal, os dormitórios, quase todos os objetos usados nos filmes e muito mais!
Passando a bilheteria, alguém dá algumas explicações mais gerais e já leva o grupo para a entrada do Salão Comunal. E se houver algum aniversariante no dia, essa pessoa as portas do Salão. Por coincidência, era aniversário do David, que abriu as portas de Hogwarts pro grupo! E dali pra frente cada um fica livre para explorar Hogwarts como bem entender!
E tem muita coisa pra ver! Saindo salão comunal você já encontra os grandes portões de Hogwarts, que dão em várias áreas do “castelo”. Você vai passar pelos dormitórios, pela Sala do Dumbledore (onde ainda está a Penseira), pelas salas de aula como a Sala de Poções e muito mais!
Ao longo do percurso há ainda algumas coisas extras, como o “quarto” do Harry debaixo da escada (que está bem no início, antes da entrada no Salão Comunal) e o “Conselho de Voldemort” (que fica mais pro final). Em todo o caminho há muitos objetos do filme, como vassouras e bolas dos jogos, figurinos de todos os anos, etc etc.
Passada a parte do complexo dedicada ao interior do castelo, você chega na Plataforma 9 3/4 em que verdadeiramente as cenas foram filmadas. Embora em King’s Cross haja uma loja com a plataforma ao lado (e que eu já falei dela no roteiro em Londres), nenhuma cena foi gravada ali. Pode-se entrar nesse mesmo trem que foi o usado nas filmagens e visitar os vagões.
Depois disso há uma cafeteria, em que obviamente dentre as opções está a Cerveja Amanteigada! E mesmo a criançada pode tomar porque parece um refrigerante de baunilha!
Feita uma pausa, há uma área externa, onde fica a Ponte de Hogwarts, a casa dos tios do Harry Potter, o ônibus roxo para bruxos e mais alguma coisinhas.
E quando a gente pensa que acabou, ainda tem o Beco Diagonal, inclusive com a loja de varinhas! Ao final você encontra a “maquete” do Castelo de Hogwarts, que originou as filmagens externas do castelo!
Harry Potter Studios na prática
A compra dos ingressos pode (e deve) ser feita com antecedência no site oficial e custa £47. Os ingressos são com horário marcado e realmente é necessário chegar na hora.
Para chegar lá optamos pela forma mais fácil: com o shuttle dos próprios estúdios. Na época em que fui dava pra reservar o ingresso já com o shuttle incluso. Hoje em dia, não se compra no próprio site, mas o site ainda indica a empresa parceira Golden Tours e ainda dá pra comprar o ingresso + shuttle com eles, que saem por £89 (sim, é bem caro!!). De vez em quando rolam umas promoções: agora, por exemplo, está por £75 comprando diretamente no site da Golden Tours.
Apesar de caro é a forma mais conveniente. Os ônibus saem de alguns pontes de Londres, são temáticos e confortáveis e vc vai na viagem assistindo “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, o que é ótimo logo antes de ver o estúdio! Como estávamos hospedados a 1 ou 2 quarteirões da Victoria Station, pegamos o shuttle ali mesmo e foi super tranquilo tanto pra ir quanto pra voltar!
A opção um pouco mais econômica é pegar o metrô até a estação London Euston, o que já vai custar quase £5 cada trajeto. De lá basta pegar o trem para Watford Junction. O trajeto de trem dura 20 minutos e custa cerca de £11 cada perna. De lá pegue o shuttle que sai da entrada de Watford para os estúdios e custa £3 ida e volta, demorando 15 minutos. Ou seja, vc vai gastar cerca de £35 para ir por conta. Lembrando que tem que se programar bem pra chegar no horário agendado.
Indo com o shuttle da Golden Tours, você tem que marcar apenas o horário da ida, mas a volta pode ser em qualquer ônibus. Basta pegar o primeiro que estiver voltando para Londres.