Roteiro de 20 dias na Ásia: Japão, Coreia do Sul e China

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Acabamos de retornar da nossa viagem para a Ásia! Esse é o maior continente do planeta em extensão e em população. Não bastasse isso, a civilização asiática teve início há mais de 4000 anos, fundando as cidades mais antigas, estabelecendo mecanismos econômicos, fazendo descobertas científicas, criando a escrita e a matemática. Não só o passado desse povo que esteve à frente de seu tempo inspira curiosidade, como também o presente que sabe combinar tradição e modernidade, especialmente no Japão. Por tudo isso, a expectativa era alta. E olha, nossa, que viagem!

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Nosso roteiro envolveu o Japão, a Coreia do Sul e a China. Como  não rola conhecer a Ásia toda em 19/20 dias, na nossa primeira ida, escolhemos um roteiro que abrangesse aquilo que mais tivéssemos interesse. O David sempre sonhou em conhecer o Japão. De outro lado, eu sempre quis ver a Muralha da China. A viagem para o Japão começou como uma hipótese remota e foi cada vez se tornando mais um plano. Foi assim que decidi começaria essa viagem por Tóquio e a terminaria em Pequim, unindo o que nós dois gostaríamos de conhecer.

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Com meeeeses de antecedência apareceram passagens com ótimos preços, irresistíveis demais para não serem compradas. A partir daí tive muito tempo para planejar o roteiro e ir reservando voos internos e hotéis aos poucos.

Enquanto decidia o roteiro percebi que havia passagens do Japão para a Coréia e de lá para a China pelo mesmo preço ambos os vôos juntos do que se fosse diretamente para a China. Mais um país na lista!? Topamos! E o roteiro ficou tão redondinho que aí a Coreia realmente entrou nos planos. O tempo na China e no Japão ficaria ainda mais corrido, mas eu estava otimista!

Por isso mesmo, o tempo teve que ser otimizado. Então sabe aquela vila no Japão que o amigo do colega foi e disse que é imperdível!? Pois é, rodou e ficou pra lá. No fim o roteiro ficou assim:

Tóquio

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Quioto

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Seul

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Pequim

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Como disse, acredito que o roteiro contemplou aquilo que mais tínhamos vontade de conhecer. Claro que algumas coisas ficaram de fora, especialmente no Japão. Exemplo disso foi o Monte Fuji. Quando pesquisei vi que o Senhor Fuji apenas fica visível em 30% do ano. Para piorar, perde-se um dia inteiro indo pra lá, pois primeiro se pega trem, depois ônibus. Aí você desce no ponto de ônibus que fica em frente o lago, mas sem muito o que fazer em volta. Se tiver sorte vê o Monte Fuji, tira algumas fotos e começa todo o trajeto de volta. Como achei meio furada, decidi que só iria se sobrasse tempo. Mas acabou que pegamos dias bem nublados em Tóquio e acabamos não indo mesmo. Outra coisa que ficou de fora foram os parques, como Disney e Universal. Vilarejos longínquos, que envolvessem constantes trocas de hotel, também rodaram. E daí por diante.

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Não visitamos todos os templos de Quioto. Até porque seria impossível já são mais de 300! E convenhamos, depois de visitar alguns a coisa começa a ficar meio cansativa. Portanto, também escolhi os principais templos e os que mais me chamou atenção. Idem Seul, em que escolhi o principal palácio para visitar, já que também eram 4 ou 5 palácios.

Nas próximas semanas vou postar como foram os deslocamentos entre as cidades, sobre o famoso trem bala, os hotéis que ficamos e tudo que visitamos por lá. Além, é claro, da comida, dos costumes, impressões gerais, das compras (uhul Canon kiss X9 e Shiseido!), etc. Então, se você se interessa pela cultura oriental, especialmente a japonesa, não deixe de dar uma passada aqui no blog e conferir os próximos posts!

Obernai

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Obernai é uma pequena vila da Alsácia, contando com apenas 10 mil habitantes. Apesar de seu pequeno tamanho, sua história remonta aos tempos do Império Romano, quando essa pequena vila era um ponto de passagem para os romanos.

Desde então, tal qual outras cidades da Alsácia, já foi uma cidade independente, posteriormente curvou-se à França, depois foi anexada à Alemanha, e daí por diante trocando de mãos algumas vezes.

Daí também essa vila tem todo o charme da Alsácia, com suas casas de enxaimel. Além disso, várias vinícolas da rota do vinho da Alsácia encontram-se próximas a Obernai. Algumas delas são tão próximas que chegam a ser acessíveis à pé ou de bicicleta.

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No nosso terceiro dia pela Alsácia, estávamos pescando o que fazer, pois já tínhamos visto tudo em Estrasburgo e em Colmar. Então, vi que seria muito fácil visitar de trem Obernai a partir de Estrasburgo e lá fomos nós.

A partir da estação de trem pode-se fazer tudo à pé. O primeiro lugar que avistamos foi a atual Prefeitura (Hôtel de Ville). O prédio está lá desde 1370, muito embora em 1848 tenha sido expandido, recebendo uma nova fachada. Ao seu lado, está a torre de uma antiga igreja gótica, ali outrora existente.

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Depois seguimos para a Eglise Saints-Pierre-Et-Paul (Igreja de Santos Pedro e Paulo). É uma igreja relativamente recente, inaugurada em 1872 e foi construída no lugar de outra igreja demolida do séc XII.

Próximo dali também está o Poço, que data de 1579 e tem estilo renascentista. O poço é todo esculpido e repleto de flores.

Após visitamos os Muros da Cidade Antiga, que tem uma extensão de 1400m, 20 torres e 4 portões. Atualmente, na parte interna, uma via pietonal acompanha os muros e serve para passeios e caminhadas.

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Dicas práticas

Obernai é bem pequena. Algumas poucas horas foram mais que suficientes para vermos os pontos turísticos, andarmos pelo centro, almoçarmos e voltarmos para Estrasburgo. Assim, uma manhã ou uma tarde é mais que o suficiente para um bate-e-volta. Também está a meio caminho de Colmar e pode funcionar bem como uma parada rápida. Se estiver com tempo sobrando, vale a ida. Se o tempo estiver corrido, dedique-se a Estrasburgo.

Nós fizemos um bate e volta de trem. As passagens podem ser compradas na maquininha e não é necessário comprar com antecedência. O trem parte de hora em hora e a viagem dura meia hora. O valor da passagem é 12 euros (ida e volta) e é necessário validar o bilhete. Pode-se voltar em qualquer outro horário no mesmo dia, ainda que o bilhete tenha horário de volta. Da estação central de Obernai até o centro histórico são cerca de 5 minutos de caminhada.

 

 

 

Colmar

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Tal qual Estrasburgo, Colmar é uma cidade francesa da região da Alsácia. É bem pequena, contando com pouco mais de 60 mil habitantes. A cidade está próxima da Alemanha. Friburgo, por exemplo, fica a 50 km. Também está próxima da Suíça, já que a Basileia (Basel) está a 60 km.

Por isso mesmo, essa cidade mistura arquitetura alemã e suíça. Até porque, assim como Estrasburgo, mudou de mãos várias vezes. Desde cidade/região independente até domínio ora francês, ora alemão, a região tem uma identidade única, como falei nesse post aqui.

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O centro histórico está super bem conservado e parece uma Estrasburgo de bolso! Certamente, um dos locais mais fotografados é a Grand Rue (Grande Rua) e os arredores da Place Jeanne d’Arc (Praça Joanna D’Arc), em que há belas casas em enxaimel ao longo dela.

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Outro local de visita obrigatória é a Petite Venise (Pequena Veneza).  A graça que a partir desta pequena ponte, tem-se uma bela vista do bairro forrado com belas casas.

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Dicas práticas

Não há muitos pontos turísticos na cidade e o centro histórico é bem pequeno. Assim, algumas poucas horas são mais que o suficiente. Muitas pessoas gostam mais de Colmar que de Estrasburgo. Ao contrário, eu gostei mais de Estrasburgo. Então, se tiver que escolher onde passar mais tempo ficar em cada uma ou qual delas visitar, acho mais interessante Estrasburgo.

Nós fizemos um bate e volta de trem. As passagens podem ser compradas na maquininha e não é necessário comprar com antecedência. O trem parte a cada meia hora e a viagem também dura meia hora. O valor da passagem é 25 euros (ida e volta) e é necessário validar o bilhete. Pode-se voltar em qualquer outro horário no mesmo dia, ainda que o bilhete tenha horário de volta. Da estação central de Colmar até o centro histórico são uns 10 ou 15 min de caminhada.

Estrasburgo

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Estrasburgo (ou Strasbourg) é a capital da região da Alsácia. Como tal é uma cidade francesa, mas com forte influência alemã. Isso porque, a cidade trocou de mãos várias vezes ao longos dos séculos. Com o fim da 2a Guerra Mundial, a cidade tornou-se definitivamente francesa.

Como muitas cidades européias, é Patrimônio Mundial da Unesco e você pode (e deve) conhecê-la a pé. Não dá para negar que o que nos atrai em Estrasburgo é a La Petite France, um dos bairros mais pitorescos e fofos que já conheci.

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Pescadores e artesãos já viveram e trabalharam nessa região da cidade. Construíram suas charmosas casas de enxaimel nos séculos XVI e XVII. As ruas e casas foram construídas ao nível das vias navegáveis. O resultado é encantador.

A partir da “Petite France”, pode-se caminhar até Les Ponts Couverts. “As pontes cobertas” mantiveram esse nome, apesar do perecimento do teto no século XVIII. São antigas fortificações que serviam como defesa da cidade.

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Próxima às pontes está a Barragem Vauban, também conhecida como “Grande Bloqueio”. Recebeu essa denominação, pois permitiria inundar parte da cidade caso houvesse necessidade em razão de ataque de inimigos.

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Todavia, talvez o principal ponto turístico seja a gigantesca Catedral de Notre Dame, sendo uma obra icônica do período gótico. Sua construção foi iniciada em 1015 e somente terminou em 1439. A sua torre de 142m já fez com que fosse considerada a maior igreja do mundo por muitos anos. Hoje, está em 4o lugar. O destaque está também nas centenas de esculturas que adornam o lado exterior e nos dão uma ideia da vida na Idade Média. Já no interior, além dos vitrais, destaca-se órgão monumental.

O principal museu é o Palácio Rohan que, na verdade, é um complexo que abriga três museus: o Museu Arqueológico, o Museu de Artes e o Museu de Finas Artes.

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 Estrasburgo é também conhecida como uma das capitais da Europa, devido às inúmeras instituições europeias que ali estão, dentre elas, Conselho da Europa, o Parlamento europeu e a Corte Europeia dos Direitos Humanos.

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Nós fizemos o passeio longo de barco Batorama. O tour longo passa em frente às instituições da União Europeia, além de todos os pontos turísticos do centro histórico e haviam vários horários de partida.

Ademais, há parques na cidade, outros museus e muitos restaurantes. Aproveite para comer crepe, comidas a base de porco, tortas,.. tudo isso acompanhado do vinho alsacês.

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Particularmente, foi a cidade da região que mais gostei. Afinal, depois de bater perna pelo centro antigo de Estrasburgo todas as outras pareceram meio iguais, inclusive Colmar. Passamos dias muito agradáveis nessa cidade absolutamente fofa! Tanto que é uma das nossas cidades favoritas da França!