Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante….Tunísia!

IMG_3907.JPG

Viajamos para a Tunísia para relaxar. Queríamos aproveitar o fim do verão após alguns meses bem complicados. Ficar em um hotel legal, com piscina, praia, spa e não fazer nada. Foram 6 dias, com tudo incluso. Hotel, alimentação, bebida, transportes e voos.

Mas como lá estávamos, não poderíamos deixar de aproveitar a oportunidade de conhecer um pouco do país, em particular suas paisagens desérticas, um tipo de cenário que nunca havíamos visto!

IMG_5888-1.JPG

Nosso destino principal na Tunísia foi a ilha de Djerba, repleta de hotéis, resorts a beira-mar e muitas praias de areia fina. Reza a lenda que esta ilha teria sido a primeira parada de Odisseu, o lendário herói  grego e protagonista da Odisseia de Homero, após o fim da guerra de Tróia.

Pesquisando mais sobre a região, descobrimos que vários dos locais de filmagem de Star Wars eram relativamente próximos (alguns eram na própria ilha!). Oportunidade perfeita de conciliar conhecer um país novo, com uma viagem através das paisagens de uma amada série de filmes! Especialmente para o David que é suuuuper nerd e acabou me levando para esse lado da força! hahaha

Então programamos um longo dia, que originalmente teria 11 horas de passeio e estrada, mas acabou tendo pouco mais de 13 horas! Eis o roteiro:

  • Vila Bérbere de Chenini
  • Guermessa (parada para almoço)
  • Ksar Haddada
  • Ksar Medenine
  • Matmata – Hotel Sidi Driss

Uma parada planejada ficou de fora, e era o Ksar Ouled Soltane. Estava no roteiro, mas por causa de imprevistos e do fato de ser bastante similar aos outros Ksars, acabou sendo cortado.

Nosso principal imprevisto foi que, logo no inicio do passeio, não pudemos seguir para a primeira parada em Medenine, por causa de um bloqueio policial na estrada. Mas esse bloqueio só surgiu depois de mais de 1 hora na estrada, e a única forma de continuar foi retornar todo o caminho já percorrido e seguir na direção do fim do roteiro, para fazer tudo invertido e tentar pegar a estrada no fim do dia, caso já tivesse sido liberada.

Isso nos obrigou a seguir para Chenini primeiro e cortar o Ksar Ouled. Mas sinceramente? Foi melhor assim! Chenini foi a parada mais cansativa de todo o dia, e foi melhor conhecê-la ainda com bastante energia.

Chenini

IMG_3831-1

Chenini é um vilarejo Bérbere na província de Tataouine (Curiosidade nerd: este local que serviu de inspiração para o nome do planeta Tatooine de Star Wars. E uma das luas de Tatooine se chama Chenini).

É o último vilarejo tradicional Bérbere ainda habitado na Tunisia, contando com aproximadamente 600 habitantes hoje. É uma comunidade simples, que vive de forma extremamente cooperativa e da agricultura no oásis proximo. Todos na comunidade trabalham para todos, e dividem os frutos do trabalho igualmente, para garantir que crianças, idosos e demais pessoas incapazes de trabalhar não passem necessidade.

IMG_3832-1

O que torna este local pitoresco é o fato de ser um enorme vilarejo de um povo troglodita, ou seja, que vive em casas cavernosas, cavadas diretamente na rocha ou no solo. Atualmente, os níveis mais elevados do vilarejo estão abandonados, e as pessoas priorizam viver nos níveis mais baixos, pela facilidade de acesso e pelo nível mais baixo ter acesso a água, eletricidade, encanamento e, pasmem, wi-fi!

Mas não foi sempre assim. O povo Bérbere fazia suas construções na encosta de rochedos para se proteger de ataques e do calor. As casas eram construídas no alto para oferecer visibilidade da região e avistar possíveis invasores de longe (na época, a principal preocupação era a campanha expansionista islâmica). Eram cavadas na rocha para ficarem camufladas à distância, e invisíveis à noite (além de tudo ser construído com as mesmas rochas retiradas da encosta, para ser tudo da mesma côr). E também para reduzir a temperatura, conseguindo manter a temperatura em por volta dos 18 – 20 graus por todo o ano, seja no verão com 30 – 40 graus ou no inverno quando pode chegar próximo de zero.

IMG_3838-1

As casas usam portas pesadas feitas a base de madeira de Palmeiras e usam chaves enormes e pesadas de metal!

IMG_3845

Vale muito a pena a parada. É um lugar impressionante e diferente. Mas se preparem! É MUITO quente e desgastante. A temperatura estava próxima dos 40 graus, mas a sensação térmica era de um gazilhão por ser no meio do deserto do Sahara! Tanto que nenhuma foto minha aqui se salvou já que minha cara ficou de um vermelho-pimentão-assustador hahahaha… Fizemos apenas dois níveis da cidade, mas é possível subir ainda mais. É tudo de pedra, então o chão é irregular e tem que ter cuidado para não cair.

O tour pela cidade é obrigatoriamente feito com um dos habitantes locais, que esperam receber gorjetas ao fim do passeio. Nosso guia, Ishmael, era simpático, empolgado com compartilhar sua cultura e história e falava inglês! Ao fim, obrigatoriamente te encaminham para uma loja, basicamente a lojinha de lembrancinhas ao fim do tour, e insistem BASTANTE para que se compre algo, ressaltando como eles só vivem disso, como não há muito turismo, etc.

IMG_3811-1

Dizem que Chenini aparece como cenário de fundo em algum dos filmes de Star Wars. Não conseguimos ver ali um local específico, mas claramente é o tipo de lugar que imaginaríamos em um planeta desértico da série. Mas com ou sem referência ao filme, é uma parada incrível e foi muito legal conhecer uma cultura tão diferente.

 

Guermessa

Não vimos nada em particular em Guermessa (Curiosidade nerd: Guermessa é o nome de outra lua de Tatooine em Star Wars. A última lua não mencionada é Ghomrassen, nomeada com base na cidade de mesmo nome, que fica na região). Foi nossa parada para almoço, em um restaurante servindo culinária típica local. Uma seleção de molhos apimentados e azeite de oliva como entrada, Brik (um tipo de pastél com massa fina de crepe) e Couscous Bérbere. Tudo muito bom, mas muito lento. Acabou sendo um almoço de duas horas, que deixou o dia mais longo.

 

Ksar Haddada

IMG_3852-1

Esse lugar sim tenta aproveitar a filmagem para atrair turistas! Uma enorme placa na entrada destaca a filmagem do filme ali, e do lado de dentro, há um painel com cenas dos filmes filmadas ali.

IMG_3866-1.JPG

Aqui começamos a ver Star Wars de verdade! Ksar Haddada figura principalmente em Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma. Filmaram aqui Mos Espa, cidade de Tatooine onde Qui Gon Jinn encontra Anakin Skywalker. O Alojamento dos Escravos, onde Anakin vivia com sua mãe, foi parcialmente filmado nesse local e nos dois outros Ksars do roteiro.

IMG_3868-1Discussing_Anakin

Fora o filme, é bonito de ver e tem duas áreas distintas, uma completamente reformada e conservada e outra em ruínas. É uma antiga fortificação que servia de celeiro para armazenar comida.

IMG_3858-1

 

Ksar Medenine

IMG_3881-1

Seguindo viagem, paramos na cidade de Medenine para conhecer o Ksar local. Assim como Ksar Haddada, era uma fortificação-celeiro Bérbere, e parte dos locais usados para filmar Mos Espa, mais especificamente o Alojamento dos Escravos. A parada aqui foi rápida, já que o dia estava acabando e a viagem para Matmata era a parte mais longa e distante da viagem.

IMG_3889-1tat1

 

Matmata

IMG_3962-1

O caminho para Matmata foi longo, mas felizmente pudemos ir. Era nessa direção que havia bloqueios nas estradas, e por pouco não foi cortada.

No caminho para Matmata que tivemos algumas das mais belas vistas do dia. Era um caminho sinuoso passando pelo deserto, por grandes rochedos e pequenos vilarejos nas encostas. Várias vezes paramos para fotos ou simplesmente para admirar o cenário.

E esse caminho foi importante para nos levar ao mais emblemático cenário de Star Wars que veríamos no dia: A casa de Luke Skywalker.
IMG_6003Screen Shot 2018-09-16 at 15.46.26Screen Shot 2018-09-16 at 16.39.11

A Fazenda de Umidade da família Lars era filmada em dois locais diferentes. O “Iglu” visto nas cenas externas fica isolado no meio do deserto ao oeste do país. O interior da casa, fica em Matmata, filmado no Hotel Sidi Driss.

Esse hotel tem a particularidade de permitir que os hóspedes tenham a experiência de dormir como trogloditas. Diferente de Chenini, aqui as casas eram construídas depois de cavar no solo. O objetivo era o mesmo: proteção do calor e de ataques. Como naquela época não havia tecnologia para ataque aéreo, e essa região é plana, cavar as casas no subsolo garantia que um transeunte jamais saberia que um povoado existia ali, sem caminhar até a encosta do buraco.

IMG_3956-1.JPG

Originalmente, depois das filmagens, eles removeram as decorações do filme. Só anos depois, com a popularidade adicional da nova trilogia, é que resolveram capitalizar de verdade no sucesso dos filmes e manter o local de filmagem preservado e aberto a visitação.

Fica a torcida para que deixem preservado!

 

Tour de Star Wars na prática:

Foi bem difícil conseguir um tour. Pelo menos em Djerba, onde estávamos, não parece que a indústria do turismo é muito desenvolvida (mesmo sendo um local que vive do turismo), e mais ainda, parece que eles realmente não tentam explorar muito a Tunísia como local de filmagens de grandes filmes.

O que é uma pena! Foram filmados na Tunísia filmes como Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, A Vida de Brian, Star Wars (Episódios I, II, III, IV), O Paciente Inglês, entre outros!

Não conseguíamos encontrar tours montados pensando em Star Wars, e quando vimos em nosso hotel (e com uma funcionária específica, já que os outros não sabiam de nada, era apenas com ônibus de turismo, e sem qualquer explicação de como era o roteiro. Ou então tours de vários dias, pernoitando pelo caminho. Pra completar, ainda havia a questão linguística, já que era complicado achar quem falasse inglês pra dar informações, no hotel ou em agências.

Acabamos encontrando a agência Autre Tunisie, que atendia o que buscávamos. Eles não tinham tour de Star Wars, mas tinham a opção de montar um tour privado customizado para qualquer lugar. Falam inglês tanto para comunicação quanto para o tour em si, e fazem viagens de 4×4 para qualquer lugar combinado.

Com eles conseguimos montar um roteiro pela região, com os principais locais de filmagem há distâncias aceitáveis. Muita coisa ficou de fora, mas como eram do outro lado do país, não sería possível visitar de qualquer forma em um dia. Outras coisas simplesmente não foram preservadas, então nem valeria a visita.

Valeu a pena, mas eles não tem qualquer experiência com tours “temáticos”. Então não esperem curiosidades sobre filmagens, filmes, elenco ou qualquer coisa do genêro, tão comuns em tours temáticos em outros países.

Sinceramente, o guia não parecia nem entender por que montamos algo baseado em um filme. Um pouco de falta de visão. Tours focados em filmes/séries são ótimas formas de atrair pessoas que sem essas fontes, talvez nunca nem pensariam em conhecer o lugar. E uma vez atraídas, elas podem aprender sobre o local e a história. Venha pelo filme, saia com a memória e o conhecimento de uma cultura nova!

O Palácio de Verão (Summer Palace)

Summer Palace

O Palácio de Verão é o maior e mais bem preservado dos parques reais em Pequim, com aproximadamente 300 hectares. Assim como o Palácio de Inverno, a maior parte do parque é ocupada por um grande lago, o lago Kunming. O resto é majoritariamente ocupado pela Colina da Longevidade, onde ficam as principais construções do Palácio.

E foi o que resolvemos visitar em nosso último dia na China! O lugar é enorme e repleto de atrações. Quanto tempo se gasta lá pode variar muito de pessoa para pessoa. Nós resolvemos apenas curtir, sem a intenção de ver cada pavilhão, galeria e templo.

Suzhou Jie

Suzhou Jie

Chegamos no local pelo portão Norte do parque, e por isso logo de cara deparamo-nos com a Suzhou Jie. É uma rua beirando um canal, que antigamente era chamada de Rua do Comércio.

Fora construída para replicar o estilo das ruas comerciais do século XVIII do sul da China, e era usada pelos imperadores e imperatrizes para que tivessem a “experiência” de fazer compras como os camponeses faziam, mas sem precisar se misturar com o povo. Agora aberta ao público, ainda abriga dezenas de lojas, restaurantes e casas de chá, e serve para dar um gostinho de como era a China no passado. Vale muito a pena a visita, é bem bonito!

Para entrar é preciso pagar um ingresso adicional, exceto se tiver o ingresso mais caro, que dá acesso a todas as atrações internas.

Logo em seguida começa a subida da Colina da Longevidade. Espalhados por toda a colina podemos ver templos, esculturas, pavilhões, galerias e belas vistas, com subidas pela floresta ou escadarias do palácio. Há muito pra ver, muita gente vendo e opções pra todos os gostos. Subimos um pouco, curtimos a vista e retornamos para Suzhou Jie, já que estava calor e estávamos com preguiça demais para escalar colinas. Além disso, de Suzhou, é possível pegar um ferry que navega por todo o canal até o enorme Lago Kunming, com belas vistas, sombra e um assento acolchoado.

Descanso!

Felicidade no olhar de uma pessoa saindo do sol.

Aqui tenham atenção! Quando compramos o ingresso, como o barco estava para partir, acabaram não nos entregando o bilhete. Fiquem com o bilhete em mãos, pois há uma troca de ferry antes de entrar no lago, e eles pedem pra ver o bilhete novamente, já que o preço varia dependendo de qual porto a pessoa quer descer.

Vale muito a pena pegar a ferry. Faz um belo trajeto desde Suzhou até a Ponte dos 17 Arcos, passando por vários pontos interessantes e oferecendo uma belíssima vista frontal da Colina da Longevidade.

O passeio de barco acaba na Ponte dos 17 Arcos, um dos pontos mais famosos do parque. É a maior ponte do tipo encontrada em parques chineses, toda construída em pedra, com 17 arcos e centenas de leões esculpidos por todo o percurso. Ela conecta a costa até a ilha Nanhu Dao, no centro do lago, e nessa ilha há alguns templos e pavilhões.

Ponte dos 17 Arcos

Ponte dos 17 Arcos

A partir daqui, caminhamos pelas margens do lago em direção ao portão leste, onde estavam as demais atrações na base da Colina da Longevidade. É uma bela caminhada por entre as árvores, aproveitando a bela arquitetura chinesa. Esse trecho era mais estreito e estava bastante cheio, mas ainda assim deu pra encontrar nosso espaço e relaxar.

IMG_0332-02

Para fechar o passeio, resolvemos almoçar em um restaurante local. Escolhemos o Mystic South Yunnan Ethnic Cuisine, que ficava em um centro comercial próximo do metrô Xiyuan. Foi uma ótima escolha! Servia comida típica de Yunnan, uma província ao sul da China. Bom preço, muito saborosa e uma ótima forma de encerrar nossa última manhã em Pequim!

IMG_0341-02

Aspectos práticos

Chegamos no parque de metrô, saltando na estação Beigongmen, Linha 4. Saindo da estação, em menos de 5 minutos já estávamos no portão norte do Palácio. Caso prefiram o portão leste, usem a estação Xiyuan, mas fica mais distante da entrada (mas não muito, talvez 10 minutos de caminhada).

A entrada custa 30 Yuans (algo como R$18), e algumas atrações como a Suzhou Jie e a Torre do Incenso Budista tem ingressos adicionais de 5 Yuans (algo como R$ 3). Para quem quiser ver tudo, há um ingresso promocional de 60 Yuans que inclui tudo.

É possível também pegar um ferry para navegar pelo lago e fazer um trajeto desde Suzhou Jie até a Ponte dos 17 Arcos, e custa aproximadamente 20 Yuans (aproximadamente R$ 12). Pode custar mais ou menos dependendo da distância.

Onde comprar pérolas em Pequim

Antes de viajar, eu já sabia que a China é a maior produtora de pérolas do mundo e que lá seria um bom lugar para comprar.

IMG_3090

 

Pesquisando pela internet, vi vaaaarios relatos de pessoas que compraram no tal Mercado de Pérola (fica nos arredores do Templo do Céu) a preços irrisórios e achei um pouco estranho uma joia ser tão barato em barraquinhas. Mas aí tinha gente falando que as mulheres queimam na hora para mostrar que é verdadeira, ou isso ou aquilo, que daria para pechinchar e sair com um monte de pérolas pagando quase nada. Ok ne. Resolvi que iria passar lá já que iria visitar o Templo do Céu.

Visitamos o Templo do Céu no mesmo dia em que fizemos o passeio para a Muralha da China. Como falei aqui, o Michael foi nosso guia nesse dia. O combinado era que ele nos levaria para a Muralha e depois, na volta, ao invés de deixar no hotel deixaria no Templo do Céu, mas sem nos esperar.

Conversando na volta, comentei que passaria no Mercado de Pérolas e ele disse que seria a maior furada. Tudo seria falsificado ou de péssima qualidade. Mas que ele conhecia uma joalheria de verdade não muito longe também e que poderia nos levar depois de visitarmos o Templo do Céu. Eu até acredito que ele possa ter ganha alguma comissão da joalheria, mas até que teria sido justo, visto que, ele nos esperou enquanto visitávamos o Templo do Céu, nos levou na joalheria e depois de volta ao hotel com o trânsito lento e insano de Pequim sem cobrar nada a mais por isso!

img_3092.jpg

Chegando lá, realmente era uma joalheria mesmo! Nada de barraquinhas hahhaha A atendente nos mostrou o processo de extração das pérolas e as vaaarias pérolas a venda. Havia desde algumas a preços amigos ao bolso, por estarem deformadas ou com tonalidade diferente, até algumas bem caras por serem mais raras! Também havia opção entre de água doce ou do mar.

No fim, comprei um par de brincos para mim e um cordão com pingente em pérola. Também tinha opção de cordão de ouro. Acabei levando também mais 2 pares, um para minha mãe e outro para minha sogra.

IMG_0088

Não negociei o preço porque de acordo com Michael isso não seria muito bem visto por ser uma joalheria de verdade. Só perguntei se tinha desconto por ser à vista ao invés de parcelado e tinha hahaha.

As pérolas vieram com certificado de autenticidade e garantia.

Pelo que entendi depois não é que tudo seja falsificado no mercado de pérola, mas que lá são vendidas as defeituosas ou de bem baixa qualidade. Então se você não quiser se arriscar na hora de comprar, fica essa dica de joalheria.

 

Como encontrar a loja:

O nome da loja é Longing Pearl

IMG_3093

Endereço: n. 2, Zuoanmennei Street, Dongcheng District.

site: http://www.longingcrafts.com/pearl/pearlContentView.asp?classId=611281557505076

 

Templo do Céu (Tiantan)

Por do Céu

Depois de sair da Muralha, retornamos à Pequim. Como já dito antes, o trânsito da cidade é horroroso. Demoramos mais ou menos umas 2:30 para fazer o caminho de volta para a cidade, sendo que quase 2 horas foram apenas dentro de Pequim! Bastante tempo parado. Estávamos até preocupados se seria possível aproveitar o Templo do Céu, uma vez que a entrada para os monumentos encerra por volta das 17:30. Mas felizmente deu tempo!!

O Templo do Céu fica em um parque, que abriga um complexo de templos religiosos bastante antigos (custa 10 Yuans a entrada, aproximadamente R$ 6).

O parque onde fica o templo é bem grande e muito popular entre os chineses. Os idosos podem entrar em todos os parques gratuitamente, e esse é um enorme ponto de encontro. Por todos os cantos do parque é possível ver dezenas de idosos conversando e jogando.

IMG_1486.JPG

O Templo do Céu foi construído no início do século XV, e servia como o templo onde o imperador realizava sacrifícios aos céus pedindo boas colheitas na primavera, e no outono agradecendo pela providência divina.

IMG_1543

A grande atração é o Salão da Oração por Boas Colheitas (Qiniandian), um prédio circular todo feito em madeira, sem o uso de pregos de metal em sua construção, e cujos pilares de sustentação são feitos com troncos inteiros de árvores seculares chinesas. É possível apenas ir até a porta, de onde podemos ver altar no interior e admirar o colorido e os detalhes da construção.

IMG_1498.JPG

Nas laterais do templo, tem dois pavilhões retangulares abertos a visitação, que contam com artefatos religiosos e contam mais da história do local. E é tudo muito bonito! Como demoramos a chegar, acabamos tendo a oportunidade de aproveitar o pôr do sol lá, o que deixou tudo ainda mais especial! Em compensação, infelizmente não tivemos muito tempo para andar e menos ainda para ficar tirando fotos. Então optamos por curtir nosso tempo e admirar o local.

IMG_1547IMG_0084

Recomendamos muito a visita. É muito bonito, o local é amplo, e talvez por termos ido perto do horário do fechamento, achamos relativamente tranquilo. Dava pra andar sem stress e curtir o local. Fomos de taxi, já que era parte da nossa viagem acordada para a Muralha.

Depois de curtir a cultura chinesa, chegamos à hora das compras! Partiu comprar pérolas! (tema do próximo post)