O que e onde comer em Côte d’Azur

Espere da região de Côte d’Azur uma culinária saudável e cheia de cores. Sendo Nice uma cidade bem no mediterrâneo, os pratos tem frutos do mar, peixes, vegetais, legumes e muito azeite!

Vista do “Le Terrasse”

E, claro, não esqueça do vinho rosé geladinho! Por já ser parte da Provence, o vinho rosé é servido com absolutamente tudo lá!

Já ouviu falar da salada niçoise? Composta de alface, anchova, azeitona, tomate e muito azeite, nem preciso dizer que é originária de Nice como o próprio nome já diz. Prefere massa!? Opções não vão faltar combinadas com frutos do mar!

Chegamos em Nice bem no dia do nosso aniversário de casamento, já no meio da tarde e bem cansados. Por isso mesmo, para o jantar queríamos um lugar com uma vista bonita, mas não muito longe do nosso hotel. Escolhemos o ‘Le Terrasse’ que fica na cobertura do Le Meridien Hotel.

Reservamos uma mesa e a vista realmente é linda. Chegamos e ainda estava ensolarado, e quando fomos embora, já estava anoitecendo. A escolha não poderia ter sido mais acertada.

Fomos mais pela vista do que pela comida, mas esta também estava muito saborosa. Eu escolhi um coq au vin, com uma massa que parecia spätzle ou nhoque. Uma maravilha!

Nos outros dias acabamos comendo nos beach clubs (“praias particulares), e vou escrever um post só sobre isso. Mas vale já dizer que um dos critérios pra escolher um beach club é o cardápio!

Mesmo que você não queira ir pro beach club pra aproveitar a praia em si (ficar na espreguiçadeira tomando sol) vc pode comer no beach club e aí funciona como um restaurante mesmo e vc paga só pelo que consumir.

No dia seguinte ao que chegamos, estava mais friozinho e, consequentemente, não iria rolar praia. Ainda assim almoçamos num beach club e ficamos um tempão curtindo a maresia. Então vale a pena considerar!

Com a chegada do sol, passamos os outros dias na praia (um em Nice e outro e Cannes). Logo, almoçamos em beach clubs. E o critério realmente foi o cardápio pra escolher em qual passar o dia. Porque havia os que serviam desde comidas esquisitas à sushi, e eu queria comida mais mediterrânea (afinal, eu tava lá né!). E de novo, tudo isso com muito vinho rosé gelado!

E de sobremesa, já que Nice está do lado da Itália e fazia calor, nada melhor que um sorvetinho! Há sabores bem típicos dali, como o de lavanda. Mas quiser algo mais “autêntico”, então vá de tartelette!

Bem-vindo à Riviera Francesa: Nice

Com seu mar azul, um clima muito bom (para padrões europeus!), unindo praia e história, a Côte d’Azur (ou Riviera Francesa para os brasileiros) arrebata turistas não só da própria França, como do mundo todo! E eu acho que o que atrai as pessoas é que a Riviera Francesa não se resume apenas à praia e sol, ainda que praia seja assunto muito sério para eles! Desde beach clubs, à praias totalmente particulares, iates, festas, praias nudistas e praias públicas, no verão o lugar fica apinhado de gente.

Nós fomos nosso aniversário de casamento em Maio, numa escapada de 4 ou 5 dias. E por ser meados de maio, ainda estava bem tranquilo. Um sol gostoso durante o dia, um friozinho leve à noite e sem muita gente em lugar nenhum.

Na verdade, a Riviera Francesa fica inserida na região de Provence/Alpes/Côte d’Azur e é considerada como parte da Provence para muitos. Então vc tem aquele clima mais bucólico da Provence associado ao Mar Mediterrâneo. Além disso, do avião mesmo já dá pra ver que Nice fica entre o mar e os alpes ao fundo.

  • O que ver em Nice

Nice é um misto de uma cidade maiorzinha, que oferece bons hotéis, bons restaurantes e lojas, mas que dá pra fazer tudo à pé. Normalmente é a cidade base para explorar a Riviera Francesa. Os principais “pontos turísticos” de Nice são:

Promenade des Anglais : é a orla de Nice e onde ficam os beach clubs. De um lado fica o Mediterrâneo, de outro hotéis, prédios históricos, restaurantes e cassinos.

É ali mesmo na Promenade des Anglais que fica o icônico hotel Le Negresco, que teve como um de seus arquitetos Gustaf Eiffel (sim, o mesmo da Torre Eiffel). Mais de cem anos depois de sua construção, ainda é um dos hotéis mais importantes da França.

Place Massena: essa praça do século XIX fica bem entre o centrão da cidade ( estação central, catedral) e a Promenade des Anglais, então em algum momento é certeza que vc vai passar por ela.

Vieille Ville: bem perto da praça Massena fica a “Cidade Velha” e é onde fica o centro histórico de Nice. Perca-se pela vielas antigas, entre lojas de artesanato, de produtos diversos da lavanda e termine com um sorvete em alguma de suas pracinhas. Ou um vinho rosé.

Mais ao fim da Vieux-Nice está o Marché aux Fleurs (Mercado de Flores). Formado pela Place Gautier (Praça Gautier) e Cours Saleya (um mercado/feira de rua), também um bom lugar para fazer uma pausa.

Eu mesma aproveitei pra fazer uma pausa e experimentar o sorvete de lavanda. Eu disse que eles fazem de tudo com lavanda!

Mesmo que vc não queira subir até a Colline du Chatêau (Colina do Castelo), vale a pena andar naquela direção porque há vistas lindas no caminho. Lá em cima já existiu um castelo. Hoje restam algumas ruínas e o local virou um parque. Nós não fomos porque nos demos por satisfeitos com a vista lá de baixo mesmo.

Por fim, o que não pode faltar é uma ida à um Beach Club! Especialmente se for verão! Mas isso rende um post sozinho!

Nice na prática

Dicas do que comer em Nice e onde se hospedar também vão ganhar outros posts em breve.

Há voos de várias cidades da Europa para Nice. Do aeroporto pegamos um táxi, que custou 30 euros em uma corrida de 15 minutos. Alternativamente, há ônibus que saem do aeroporto e vão pra Promenade des Anglais e para o centro com várias paradas. Muito provavelmente seu hotel estará perto de alguma parada.

E se vc vai à Nice, um bate e volta à Mônaco é obrigatório, e eu já escrevi um roteiro bem completinho de 1 dia aqui.

Rennes

Rennes é a capital da Bretanha e ponto de passagem entre Paris e vilarejos medievais como St-Malo e Mont Saint-Michel. Foi justamente por isso que nós passamos uma noite hospedados lá. E uma tarde foi mais que o suficiente pra ver o que tinha na cidade.

Apesar de Rennes ser a cidade da região da Bretanha, confesso que achei a cidade meio sem graça, sem muita coisa para ver ou fazer. Em menos de 2hs vimos tudo que tinha pra ver.

Ficamos hospedados bem perto da estação central e de lá fizemos tudo à pé. A partir do nosso hotel fomos para a Prefeitura (Hotel de Ville), que fica numa praça central.

Logo em frente está a Ópera e bem perto se encontra o Parlamento.

Ópera

Um pouco mais a frente está o centrinho medieval, com casas em enxaimel. Mas não são tantas assim. Especialmente porque há cerca de uns 2 meses tínhamos ido à Alsácia, aí que não ficamos impressionados mesmo!

Por ali também ficam as ruas Le Bastard, d’Orleans, Champ Jacquet, Chateaurenault, etc. E todas elas são repletas de lojas. Eu mesma passei um tempão na Uniqlo! E depois de fazer algumas compras voltamos para o hotel.

Como disse, não tem muito o que fazer e nos serviu mesmo como um ponto de passagem para as outras cidadezinhas. Foi conveniente já que fomos de transporte público, mas não impressionou. Acho que vale mais a pena pernoitar em uma das outras cidades, como St-Malo.

Rennes na prática

  • Como chegar

Aqui nesse post fiz um roteiro completinho de como ir para o Mont-Saint Michel e inclui como fizemos o trajeto de trem, passando por Rennes. E nesse post aqui, eu falo como fiz um bate-e-volta para St-Malo a partir de Rennes.

  • Onde se hospedar

Nós ficamos hospedados no Ibis Styles Rennes Centre Gare Nord. O hotel era bem moderninho, barato, limpo e incluía café da manhã. Fica de frente pra gare, a uma curta distância à pé do centro.

Ao lado do hotel tem uma creperia que servia ótimas galettes (crepes) e a tradicional cidra bretanha. Vale a pena.

Saint-Malo

Estávamos em Rennes com um dia sobrando e ficamos na dúvida entre ficar por Rennes ou fazer um bate-e-volta em St-Malo. E ainda bem que decidimos ir porque ficamos encantados com a cidadezinha. Ainda mais considerando que não estava apinhado de gente, como na véspera no Mont St-Michel, sentimos que até gostamos e aproveitamos mais Saint-Malo do que Mont St-Michel! Então, se vc estiver na dúvida entre incluir ou não essa cidade quando estiver pela Bretanha, não pense duas vezes e vá!

A Bretanha já foi um reino independente, já foi território inglês e finalmente foi conquistada pela França. Por ter sido uma das últimas regiões independentes da França, ainda é possível ver placas em Bretão, dialeto ainda falado por parte da população.

Saint-Malo é uma cidade portuária da Bretanha. A construção das fortificações da cidade começou no século XII e durante os séculos XVII e XVIII era uma das cidades mais estratégicas da França, por estar muito próxima do Canal da Mancha. Por isso mesmo era tão importante anexar a Bretanha. A cidade ficou conhecida como “A Cidade Corsária” porque os navios mercantes e corsários (piratas) estavam oficialmente autorizados pelo governo francês a invadir e pilhar embarcações estrangeiras que passassem pelo Canal da Mancha.

Hoje as únicas invasões são as de centenas de turistas todos os dias passeando pela cidade medieval. A primeira coisa que fizemos foi dar uma volta pelas muralhas, admirando o mar azul.

Próximo da Plage de Bon Secours ficam as ilhotas Grand Bé e Petit Bé. Na Grand Bé fica túmulo de René de Chateaubriand. Já na Petit Bé fica um forte, que era usado para defender a cidade. Quando a maré está baixa é possível ir andando até as 2 ilhas. Quando a maré alta, o caminho estava fica coberto de água. Curiosamente, com a maré alta uma piscina natural é abastecida e mesmo estando mais friozinho vimos uns gatos pingados mergulhando!

Depois disso, nos perdemos pelas ruelas e então paramos para almoçar. O mais típico de St-Malo são as ostras, o que não seria uma opção q nem o David e nem eu gostamos. Maas eles também são conhecidos por fazer ótimas galettes (crepes salgados) com bastante manteiga. Aliás, a melhor manteiga da França é justamente a da Bretanha. Infelizmente, esqueci de anotar o local que almoçamos, mas tinha um crepe realmente delicioso. E como é costume da região: acompanhado de cidra de maçã, também localmente produzida.

Continuamos andando pela cidade, parando por aqui e ali. Paramos para comprar muitos caramelos, outra coisa muito típica de toda Bretanha. E pelo meio fim da tarde voltamos para Rennes, com a sensação de que deveríamos ter nos hospedado em St-Malo ao invés de Rennes!

  • Saint Malo na prática

Comprei as passagens Rennes/Saint-Malo na hora e paguei algo como 25 euros por pessoa. A viagem dura cerca de 50min. Da Gare Central de St-Malo (estação central) até a cidadela histórica são uns 15 min de caminhada agradável à beira-mar.

É possível comprar com antecedência pelo site da SNCF. E também dá pra comprar passagens de ônibus Mont St-Michel/St-Malo pelo site da SNCF.