Luxo e beleza: bem-vindo à Mônaco!

Cercado pelo França, tendo apenas 2km² e menos de 40mil habitantes, o Principado de Mônaco atrai milionários e turistas de todo o mundo. Desde o século XIX, as praias de areia, o clima agradável, os vários cassinos e a boa gastronomia atraem a elite européia.

Considerado paraíso fiscal, já que não tributação de imposto de renda, Mônaco é um dos países mais ricos do mundo, mesmo sendo uma cidade-estado ou um micro-estado. Não é rico!? Não se desespere. Em Mônaco há muito o que fazer, que não se resume à iates e luxuosos cassinos.

Então vai aqui nosso roteiro de 1 dia em Mônaco. E é roteiro de verdade! Bem prático ao invés de algumas dicas vagas.

Saímos da “Gare Monaco-Monte Carlo” e já estávamos no distrito de Monte Carlo. Mônaco é dividida em distritos, também chamados de quartiers (bairros, em francês). E se vc chegar de trem já estará no início de Monte Carlo, o mais famoso dos distritos. Dali andamos até a Place do Casino (Praça do Cassino), em uma caminhada tranquila de uns 10-15 minutos, já passando por inúmeras lojas de marcas de luxo em prédios modernos.

Chegando à Place du Casino, de um lado está o famoso Cassino Monte-Carlo e de outro a Ópera de Mônaco (obra do mesmo arquiteto da Ópera Paris). Ali mesmo vc já verá ferraris e lamborghinis estacionados na praça, dentre outros carros de luxo.

Place du Casino
Cassino Monte Carlo

É possível visitar o cassino e custa uns 10 euros a entrada. Mas, salvo engano, se vc almoçar em algum dos restaurantes não paga para entrar.

Como já chegamos por volta de meio-dia, resolvemos almoçar lá mesmo E foi a melhor coisa que fizemos! Escolhemos ir no Restaurant Le Salon Rosé, que tem uma vista privilegiada do Mediterrâneo. Como já era início do verão, o terraço estava aberto e almoçamos na área externa.

A comida era leve e bem saborosa. E como toda típica comida mediterrânea, regada em muito azeite. E para acompanhar, nada melhor que um vinho rosé bem geladinho!

Depois da sobremesa, fomos conhecer o cassino e jogar um pouquinho. Aí veio a parte realmente divertida: ganhei o suficiente pra pagar a conta do almoço e ainda sobrou um pouquinho hahaha.

Depois do almoço grátis, era hora de realmente conhecer a cidade/país! Saímos do cassino, e logo ali perto está a curva mais apertada da famosa Fórmula 1, demandando muita habilidade dos pilotos. A curva fica perto Hotel Fairmont, que já dá para o túnel e a área da “orla”, que também fazem parte do circuito da corrida.

O evento acontece nas ruas da cidade mesmo, todo ano em maio. E como estávamos lá justamente em maio, os telões e arquibancadas já estavam montados para o evento que aconteceria na semana seguinte.

Depois de andarmos um pouco por essa “orla”, voltamos pelo túnel e descemos em direção ao distritos de L’Hermitage/Condamine. Ali embaixo ficava o início do porto e o ponto do Bateau Bus, um barco-táxi que te leva para o outro lado do porto por 2 euros.

Pegamos o barco, cruzamos o Porto dando uma espiada no Port Hercule (Porto Hércules), a principal parte do porto que já está em atividade desde a antiguidade e hoje é muito moderno.

Chegando ao outro lado do porto, subimos até o distrito de Vielle-Monaco (a cidade antiga de Mônaco). O caminho dá na Place du Palais (Praça do Palácio). Ali de cima há vistas bonitas de toda a cidade e do mar e vale a pena fazer uma pausa pra admirar a redondeza.

Muito embora a França tenha dominado o território em alguns momentos da história, desde 1927 a família Grimaldi está no poder e é um país independente, graças à vários acordos internacionais, principalmente com a própria França. E a família real fica justamente no Palácio do Príncipe de Mônaco, que fica justamente na Praça do Palácio.

E na mesma praça também há vários outros prédios governamentais, como a Câmera dos Deputados e Ministérios.

Andamos um pouco pelas ruelas do centro histórico. Paramos pra tomar um sorvete e comprar uns cacarecos de viagem haahahha. E depois disso, era hora de andarmos até a estação de trem pra voltarmos pra Nice.

* Se sobrar tempo e vc tiver interesse, pode ir na exposição de carros de luxo do príncipe, visitar o aquário (um dos maiores da Europa), ir a um parque, ou ao campo de rosas em homenagem à Grace Kelly (são mais de 4mil flores).

  • Mônaco na prática

Nossa base foi esse Nice (e já tem todos os posts da Riviera Francesa aqui no blog também). Assim que reservamos nossa viagem pra Nice eu sabia que tinha que conhecer Mônaco. Afinal, fica ali do lado! São apenas 20km de distância, numa rápida viagem de trem que dura apenas 20 minutos também.

Há trens a cada meia hora, não sendo necessário comprar com antecedência. Ida e volta custam cerca de 7 euros e fizemos tudo à pé. Os horários vc pode conferir no site da SNCF.

Inclusive aqui está um mapa com os principais lugares que passamos:

Primeira parte: desde a estação de trem até a parada do barco
Segunda parte: da “estação” de desembarque do barco até a estação central, passando pela cidade velha

O euro é a moeda adotada e o idioma oficial é o francês, mas todos falam inglês.

Em resumo, a minha dica principal é: está em Nice!? Mônaco então é seu bate e volta obrigatório!

Cannes

Já há décadas a cidade de Cannes é símbolo de glamour, marcado pelo Festival de Cinema de Cannes que acontece todos os anos em Maio, em que artistas desfilam pelo tapete vermelho .

Mesmo antes do festival Cannes já tinha essa vibe mais artística, sendo fonte de inspiração pra Picasso e Renoir. Por isso também não faltam galerias de arte por lá.

Palais de Festivals

Nós fomos bem em maio quando a estrutura estava sendo montada. Saímos da estação de trem, demos uma volta pelo local em que acontece o festival e vimos “pegadas” e outras marcas deixadas por artistas.

Maaas, na verdade, a gente não estava afim de passeio cultural não hahah. A gente estava lá mesmo era pra aproveitar o calor e o sol em um beach club! E tem tudo explicado sobre os beach clubs de Nice e Cannes no último post.

A orla de Cannes se chama La Croisette e é lá que tudo acontece. O Palais de Festivals está ali (onde o festival de cinema acontece) e os museus não ficam longe também. E, claro, é ali mesmo que também estão os beach clubs, com aquele marzão azul do Mediterrâneo!

Em um dia quente, nada melhor do que ficar numa praia de areia aproveitando o sol e aquele mar maravilhoso azulzinho! E foi exatamente o que fizemos.

Cannes na prática

A ida e a volta foi super tranquila. Estávamos hospedados em Nice num hotel a 5 minutos a pé da estação central. Pegamos um trem que diretamente pra Cannes numa agradável viagem de apenas 30/40 minutos, que nos deixou na Gare de Cannes. Há uma estação chamada Cannes la Bocca que é bem mais longe. Então atenção quando for descer. Saindo da estação de trem, já estávamos no centrinho e em 10 minutos de caminhada já chegamos à La Croisette, que é onde está tudo.

Pagamos cerca de 15 euros ida e volta e não é necessário comprar com antecedência. Há trens a cada meia hora. Mas vc pode confirmar tudo isso no próprio site da SNCF.

Côte d’Azur combina com Beach Clubs!

Logo que comecei a pesquisar sobre as praias da Riviera Francesa, e mais particularmente de Nice, li diversos relatos de pessoas falando que quase não há praias públicas. Mas não é bem assim.

Na verdade, as praias de Nice são de pedras. Mas não são pedrinhas pequeninhas ou pedregulhos que mal se notam. Mas pedronas bem grandes que tornam esticar a canga e aproveitar a praia, uma experiência bem desconfortável. Especialmente para nós brasileiros!

E aí que entram os beach clubs, que são praias particulares. Uma estrutura pronta pra fazer a experiência bem relaxante. Com espreguiçadeiras e guarda-sol, garçons servindo bebidas e petiscos (ou mesmo refeições), vc nem vai lembrar que a praia é de pedras. Há até mesmo esteiras e tapetes conectando as espreguiçadeiras até bem perto do mar para que as pessoas não tenham que andar muito pelas pedras.

Adicione à isso a não ter preocupações sobre onde deixar suas coisas enquanto toma um mergulho. Bem quando estávamos lá aconteceu de uma família ir passar o dia com o filho paraplégico na parte pública da praia de Nice e quando voltaram a cadeira de rodas já não estava lá. Ou seja, não é porque é Europa que não é necessário estar atento!

Mas, claro, que se vc não quiser nada disso de “praia particular”, e preferir simplesmente levar sua canga e esticar na praia também não há problema algum. Inclusive vimos muita gente fazendo isso! Entre um beach club e outro há sempre uma boa faixa para quem quiser fazer isso mesmo.

Também é verdade que há muitos beach clubs espalhados pela orla. Muitos mesmo! Como disse nesse post aqui, que um dos critérios pra escolher um beach club é o cardápio! Em todos a “especialidade” era o vinho rosé muito gelado, mas também há outras bebidas. Quase todos servem comida mediterrânea, mas há alguns que servem até sushi.

Mesmo que você não queira ir pro beach club pra aproveitar a praia em si (ficar na espreguiçadeira tomando sol) vc pode comer no beach club e aí funciona como um restaurante mesmo e vc paga só pelo que consumir.

Os preços são mais ou menos similares, alguns mais caros e outros mais baratos. Alguns cobram pela toalha e guarda-sol, mas na maioria estão inclusos. Quase todos também tem banheiros com chuveiros e vestiários. Então escolhemos beach clubs de acordo com cardápio que agradasse e com toalhas e guarda-sol inclusos. Simplesmente fomos andando pela orla e escolhemos o que mais nos chamou atenção.

E foi por causa dos beach clubs que adoramos nossa experiência em Nice! Até trocamos um dia em Vence e Grasse por simplesmente ficar na praia e aproveitar o sol (ainda mais depois de 8 meses de inverno em Luxemburgo, com chuva quase que diariamente!).

Em Cannes, a experiência é bem similar. A diferença é que a praia é de areia e, por isso, Cannes é bem mais lotada que Nice. Mas fora isso os beach clubs oferecem os mesmos serviços que em Nice.

Cannes também tem algumas áreas de praias públicas, mas estavam abarrotadas de gente quando fomos. E ainda era maio (teoricamente fora da alta temporada!)

Então, eu acho que se sua ideia for passar o dia todo na praia, os beach clubs são praticamente um investimento. Pra nós, foi imprescindível e valeu muito a pena!

Onde se hospedar em Nice

Usamos Nice como nossa base para explorar a região de Côte d”Azur, como a maioria das pessoas fazem. Nice tem um aeroporto a 10-15 minutos do centro da cidade, trens para Paris e para todas as cidades da região, ônibus para os vilarejos menores e também trem para Mônaco. Por isso nos hospedamos lá mesmo.

A ideia era nos hospedarmos na Promenade des Anglais, a orla de Nice, mas os preços não estavam nada atrativos. Foi aí que escolhi me hospedar no Hôtel Mercure Nice Centre Notre-Dame.

O hotel fica bem de frente à catedral, a 5 minutos à pé da estação central, a 10min à pé da Place Massena (que já pra praia) e da Vieille Ville. O caminho pra praia era numa avenida principal, cheia de lojas e restaurantes, que já caía na Praça Massena. Ou seja, muito conveniente.

Pelo menos quando fomos a estadia estava bem mais barata que nos hotéis de frente ou mais próximos da praia. O quarto era de um bom tamanho (acho que peguei o quarto privilege), o banheiro tinha um chuveirão e o café da manhã era bem farto.

Além disso, o hotel tem uma área de lazer na cobertura, com piscina aberta, uma jacuzzi e um bar. Ótimo pra dar uma relaxada no fim da tarde ou matar o tempo de manhã no dia de ir embora. Foi exatamente o que fizemos!