Dicas práticas de Atenas

Onde comer em Atenas

A Grécia tem uma das melhores culinárias do Mediterrâneo. Espere comer gyros (churrasquinho grego), moussaka (tipo uma lasanha de beringela), queijo feta, spanakopita (um folheado de queijo e espinafre) e muito mais. E tudo acompanhado de muito azeite, iogurte e, claro, muito vinho!

Chegamos em Atenas já no fim da tarde e a primeira coisa que fizemos foi procurar um restaurante relativamente perto do nosso hotel, com boa comida e vista para a Acrópole iluminada! Foi assim que encontramos o Restaurante Olive Garden, que fica no topo do Hotel Titania!

Assim já chegamos em Atenas tomando um bom vinho, comendo um bom prato com a vista DESLUMBRANTE de Atenas iluminada à noite. Pra isso ligamos antes e pedimos uma mesa grudada na varanda.

E gostamos tanto desse restaurante que no nosso último dia em Atenas (que só choveu!) voltamos nesse restaurante para almoçar e ter a mesma vista, só que dessa vez durante o dia!

Além disso, ao lado do restaurante tem um bar pra quem apenas quiser um drinque e aproveitar a vista.

Outro restaurante que nós gostamos foi o Thissio View Cafe Restaurant, que também fica no topo de um hotel. Esse hotel fica bem nos pés da Acrópole e fica aberto o dia todo (do café da manhã até jantar). Serve um pouco de tudo, desde um café até pratos locais. E claro, tem vista pra Acrópole!

O legal do Thissio é que o cardápio tinha fotos, então era mais fácil escolher os pratos sem ficar com medo de não saber o que estava pedindo. Além disso, não era caro (mesmo estando debaixo da Acrópole) e tudo que pedimos estava saboroso.

Onde se hospedar em Atenas

Nós resolvemos nos hospedar perto da Praça Monastiraki, já que dali poderíamos fazer tudo à pé, mas sem ser exatamente colado na praça para também termos sossego.

Outra opção é Plaka, bem aos pés da Acrópole, porém mais caro do que os arredores da Praça Monastiraki. E se você quiser ficar ainda mais colado na Acrópole tem o bairro Makrygianni, que fica bem na entrada da Acrópole.

Em Monastiraki, Plaka e Makrygianni estão hotéis menores e mais locais. Se quiser algum hotel de cadeia, ou hotéis mais novos e modernos vai encontrar nos arredores da Praça Syntagma.

Eu fiquei em Monastiraki, mas não recomendo muito o hotel. Fiquei no hotel Athens 21, que parecia ótimo: novo, bem localizado, ótimas recomendações e a 50 euros a diária. Maaas estava muito bom pra ser verdade….

Realmente o quarto era ótimo, espaçoso, super limpo e confortável. Em 2 ou 3 minutos estávamos na Praça Monastiraki. Também ficava perto da linha de metrô que vai pro aeroporto (que acabamos não usando). E no quarteirão ao lado tinha uma padaria ótima local (Beneth), onde tomamos café todos os dias.

O problema foi que no segundo dia o quarto deixou de ter água quente e quando ligamos reclamando o recepcionista simplesmente disse que tudo parecia normal. No outro dia de manhã, lá estava a água fria novamente. Reclamamos novamente e quando chegamos à tarde tinha água quente, que mal durou o meu banho (e o David já teve que tomar banho frio). Reclamamos novamente e simplesmente disseram que não poderiam fazer nada, já que não havia outro quarto disponível e era véspera de feriado (ainda era 30 de dezembro e não 31).

Pra piorar, estava muito frio em Atenas. Inclusive bem no dia que a água acabou, foi a primeira vez que nevou em Atenas em 10 anos! Logo, não foi nada agradável tomar banho gelado.

E embora a gente possa entender que problemas assim possam acontecer, o que não dá pra entender é que o hotel decida não lidar com o problema e mandar um: sinto muito, mas não posso fazer nada.

Enfim, minha hospedagem poderia ter sido melhor…

Como se locomover em Atenas

Embora Atenas seja uma cidade grande, as principais atrações turísticas ficam todas concentradas no centro histórico. Como escrevi aqui sobre nosso roteiro em Atenas, a principal atração é a Acrópole e o resto fica justamente aos pés da Acrópole. Ou seja, fizemos tudo à pé.

Não usamos transporte público pra nada, mas eu me lembro que era coisa de 1 euro a passagem de metrô. Usamos uber uma vez na cidade e foi bem baratinho.

Como ir do aeroporto de Atenas para o centro da cidade

Do aeroporto para o centro da cidade, basta pegar a Linha Azul do metrô (linha 3) que liga o aeroporto ao centro à Praça Monastiraki em 40 minutos. A passagem custava 10 euros e tinha um desconto se comprasse pra 2 passageiros.

Essa seria nossa opção, maaas viemos de um vôo taaao atrasado do Egito (e com conexão) e estávamos taaao cansados que simplesmente pegamos um táxi. A tarifa era fixa em 35/38 euros durante o dia e 50 à noite. E o trajeto durou cerca de 1h e pouco por causa do trânsito.

Na volta como nosso vôo era muito cedo, pegamos um uber para o aeroporto que também ficou na casa dos 30 euros. Como era ainda madrugada, em 50 minutos chegamos no aeroporto.

Segurança

Por fim, eu li muito na blogosfera que Atenas não era segura, mas achei a cidade tranquila. Talvez por ter ido no inverno e as coisas estarem mais sossegadas. De toda forma, nada que nós brasileiros não estejamos acostumados. Eu evitaria algumas ruas à noite estando com equipamentos eletrônicos, mas nada que já não façamos em cidades maiores como Paris.

Roteiro em Atenas

Já vou iniciar o post dizendo que achei Atenas uma capital vibrante! É uma cidade antiga e moderna ao mesmo tempo, em que bares noturnos agitados têm vista para monumentos que contam com milênios de anos! Cheia de cultura e história, uma gastronomia maravilhosa, povo receptivo e uma cidade barata (em comparação à outras capitais européias), Atenas me surpreendeu!

Ainda mais porque li vários relatos na blogosfera de que Atenas seria uma cidade suja, perigosa e decaída, uma cidade de passagem para conhecer a Acrópole bem rápido e correr logo para alguma ilha grega. Embora eu tenha notado que a crise nos últimos anos realmente deixou a cidade um pouco mais caótica, não vi essa decadência toda!

O que encontrei foram pessoas alegres e receptivas, mesmo com toda crise econômica e social que a Grécia vem enfrentando há anos. Em nenhum momento me senti insegura, mesmo fazendo tudo à pé; ou assediada por vendedores (ainda mais que estávamos vindo de uma viagem pelo Egito em que nos sentimos como presas sendo caçadas! hahah).

Passamos 3 dias/4 noites em Atenas, sendo que no último deles não fizemos nada de muito turístico por causa da chuva e aproveitamos pra ir em restaurantes e fazer algumas comprinhas. Já os outros 2 usamos pra conhecer o principal de Atenas e ainda fazer um bate e volta para o Cabo Sounion.

Roteiro – Parte 1: Praça Monastiraki, Biblioteca de Adriano, Plaka, Acrópole (Odeon de Herodes/ Propileu/ Partenon/ Erecteion/ Teatro de Dionísio), Arco de Adriano e Templo do Zeus Olímpico

Como ficamos em um hotel muito próximo da Praça Monastiraki, começamos nosso roteiro por ali! Essa é uma das praças principais de Atenas e é um lugar que mostra bem a mistura que formou a cultura grega. Bem no meio da praça você vai ver a Mesquita Tzistarakis, que fica próxima de uma igreja ortodoxa. Dali você também já consegue ver a Biblioteca de Adriano e se olhar pra cima vai ver a Acrópole. Fora isso, também vai notar que os prédios em volta da praça são neoclássicos. Ou seja, uma praça só resume milênios de história grega e mostram o caldeirão cultural que formou Atenas!

Além disso, a região toda é ótima pra compras. Ali tem o Mercado de Monastiraki, que mais parece uma 25 de Março dos paulistas ou a Saara dos cariocas. Na Rua Pandrossou há muitas lojas de souvenirs e quinquilharias diversas. Mas bem ali perto, na Rua Ermou, você também encontra as principais marcas internacionais. E no meu terceiro dia, que apenas choveu, eu fiquei andando de loja em loja pelo bairro por horas!

Foto por Alfie Sta em Pexels.com

Da Praça Monastiraki fomos direto para a Biblioteca de Adriano, que fica logo atrás/lado da Mesquita. A Biblioteca foi construída em 134-132 a.C. pelo Imperador Adriano, mas foi completamente destruída “apenas” alguns séculos depois. No local não restou muita coisa: algumas colunas e partes do muro.

O valor da entrada para a Biblioteca de Adriano é de 6 euros/ 3 euros a meia por ser inverno. E não tinha nenhuma fila! Zero pessoas na nossa frente! Aproveitamos pra já comprar o ingresso de 30 euros que dá direito à entrada em todos os monumentos de Atenas por 5 dias. Essa opção não tem o desconto de inverno, então em termos de custo nem era vantajoso já que não pretendíamos ir em todas as atrações, mas evitaríamos as filas da Acrópole já comprando ali! E se me lembro bem, eu não paguei nada pelo ingresso de 5 dias por ser estudante de mestrado da União Europeia.

Dali seguimos para a Acrópole, em uma caminhada ladeira acima de uns 10 minutos. No caminho você vai passar pelo bairro de Plaka. Esse bairro fica aos pés da Acrópole e é um dos mais charmosos de Atenas, cheio de cafés e pequenos restaurantes. Na Rua Adrianou há muitas lojinhas de souvenirs (que eu deixei para o meu último dia em Atenas).

Chegando em Plaka, praticamente de qualquer ponto de vê a Acrópole, mas só tem uma entrada que é pela Rua Theorias. E como já tínhamos comprado o ingresso na Biblioteca de Adriano, só tivemos que pegar a fila da entrada (e não bilheteria + entrada), que foi super rapidinha.

Felizmente por ser inverno e não ser domingo, a Acrópole estava bem tranquila. Eu não diria que estava vazia porque tinha sim muita gente, mas nada comparado com a multidão de pessoas que visitam o local de abril à outubro.

Ao contrário do que se imagina, a Acrópole não é só o Paternon ou outro templo, mas é todo o complexo de ruínas no topo da colina. Basta entrar no complexo e começar a subida que vc vai ver diversas ruínas!

Na verdade, a palavra Acrópole significa “cidade alta” e era isso mesmo que estava lá em cima na Antiguidade: o centro da cidade-Estado de Atenas. Embora fosse comum que cidades gregas fossem formadas em forma de Acrópole (e ainda há várias ruínas de antigas cidades espalhadas pelas colinas do país), essa com certeza tornou-se a mais famosa da Grécia!

A Acrópole de Atenas foi reconstruída pelo estadista Péricles em 450a.C. , o mesmo que mandou construir o Templo de Poseidon no Cabo Sounion na mesma época. Como não poderia deixar de ser, a Acrópole foi dedicada à deusa Atena, que dava nome e era a padroeira da cidade. Com o tempo, a maior parte das estruturas da cidade antiga desapareceu, mas ali ainda estão as ruínas do Partenon e do Erecteion, que hoje estão entre as construções mais importantes do mundo antigo.

A primeira parada o Odeon de Herodes Ático, um teatro do ano 174, capaz de receber até 5mil expectadores. Depois de ser arrasado, o teatro foi coberto de entulho e ficou esquecido até o século XIX. Depois de uma extensa restauração, o local voltou a ser usado para shows.

Continuando a subida, você encontrará o Propileu, que é a porta de entrada para a “Acrópole”, e que literalmente era o portão de entrada para a cidade antiga. Já aviso que os degraus são bem íngremes e escorregadios (afinal, são de mármore). Logo, pode não ser uma boa ideia visitar a Acrópole em um dia chuvoso!

E passando o Propileu você já vai dar de caras com o Partenon, o Erecteion e o Templo de Atena Nice! Bem no meio fica o Partenon, coroando a Acrópole!

Quando Péricles resolveu reconstruir e aumentar a Acrópolis, decidiu fazer o Partenon, que seria um templo maior que o anterior e bem no centro da Acrópolis, em homenagem à deusa Atena, patrona da cidade. No interior e exterior do templo, várias esculturas foram acrescidas nos séculos seguintes, inclusive por Alexandre, o Grande.

Por volta do século III ou IV, Atenas foi invadida e o interior do Partenon foi incendiado e completamente destruído. Com a ascensão do Cristianismo, o local foi convertido em igreja e depois com o domínio do Império Otomano-Turco, virou uma mesquita. Pra completar, além de mesquita, os turcos também fizeram do lugar depósito de pólvora, que acabou explodindo e destruiu o teto, parte das laterais e muitas esculturas.

E não bastasse tudo isso, o Embaixador da Inglaterra fez um acordo com os turcos e levou para Inglaterra dezenas de esculturas, colunas e outras peças importantíssimas para a estrutura do monumento. Hoje essas peças estão em exibição no Museu de Londres. Há décadas os gregos contestam a posse das peças que estão no Museu de Londres e pedem que elas sejam restituídas. Tanto que o Museu da Acrópole deixou uma sala gigante vazia, à espera das esculturas!

E eu fui pra Atenas bem na época do meu mestrado, em que tive uma disciplina sobre arte, cultura e direito patrimonial e que envolvia apropriação nazista, colonialismo e demais questões em relação à obras de arte. E justamente me lembrei dos gregos da minha sala, completamente revoltados numa aula, dizendo que era um absurdo ver que pedaços do maior símbolo da cultura deles tenham sido roubados e estarem expostos em outro país, ainda mais considerando-se que a Grécia está totalmente afundada em dívidas e que vive de turismo. E já tendo visto a coleção grega em Londres e vendo o Partenon ao vivo, eu super entendi a revolta dos gregos!

Ao lado do Partenon fica o Erecteion, outro templo em homenagem à deusa Atenas, mas também a Poseidon. Ele é famoso por ser o templo com as Cariátides, que são esculturas femininas no lugar de colunas. Ali no interior era sempre tinha uma serpente e os atenienses ofereciam comidas sagradas à ela. Caso não fosse comido, era sinal de mau presságio.

E lado do Erecteion também há ruínas do Antigo Templo de Atenas (anterior ao Partenon), mas é só isso mesmo o que tem: algumas pedras e a base do que teria sido o templo.

Dali descendo pela direção oposta você chega no Teatro de Dionísio, que em seu apogeu recebia 17mil expectadores para assistir peças gregas. Foi também o primeiro teatro feito em pedra, ao invés de madeira, algo que se tornaria costume também pelos romanos posteriormente.

E descendo o Teatro de Dionísio você já estará perto da saída da Acrópole e onde fica o Museu da Acrópole, com peças que foram guardadas para melhor conservação. Eu acabei não entrando porque queríamos aproveitar o dia de sol para fazer o bate e volta até o Cabo Sunion.

Também resolvemos não entrar porque o ingresso não inclui a entrada no museu e a fila da bilheteria e do museu estava muito grande! O ingresso do Museu da Acropolis custa 10 euros, mas sai por 5 euros no inverno. Já a entrada da Acropolis custa 20 euros, mas também tem meia a 10 euros no inverno. E lembrando que compramos o ingresso de 30 euros que já inclui todas as atrações, inclusive a Acropolis.

E bem ali perto da saída e do museu, fica o Arco de Adriano, o portão antigo da cidade, que ligava a estrada antiga ao Templo do Zeus Olímpico. Esse foi no passado o maior templo da Grécia, que teve a construção iniciada no século VI a.C., mas apenas foi terminado por Adriano 700 anos depois. Por isso mesmo, o portão da cidade ganhou o nome de Arco de Adriano. Hoje só sobraram algumas poucas colunas do templo, que ficam no início do parque e perto do arco.

Próximo ao Arco de Adriano ficam várias agências que fazem passeios em Atenas e fora de Atenas. Escolhemos uma e fomos para o Cabo Sounion aproveitar o dia ensolarado. Por isso, demos o dia por encerrado em Atenas e deixamos o resto para o outro dia.

Roteiro – Parte 2: Ágora Antiga, Templo de Hefesto, Museu da Ágora Antiga (Stoa), Prisão de Sócrates, Areopagus, Ágora Romana

Roteiro Atenas – Parte 2

Começamos nosso segundo dia em Atenas exatamente de onde paramos no dia anterior: aos pés da Acrópole. Bem perto da entrada da Acrópole fica o Parko Thiseio (Parque Tissio/Teseu), que é um outro complexo da cidade antiga de Atenas, contemplando a Ágora Antiga e o Templo de Hefesto.

Aliás, quando estiver na Acrópole com certeza você olhará pra baixo e verá todo o complexo, e enquanto estiver na região da Ágora, vai ver a Acrópole em cima!

A Ágora era o coração da Antiga Atenas. Era ali que aconteciam as atividades sociais, políticas e comerciais. A sede do governo estava ali, bem como o mercado municipal e os principais palácios da cidade. Era nesse lugar que Sócrates expunha suas ideias, que Platão se desenvolveu e que Paulo de Tarso buscou converter novos fiéis ao Cristianismo.

Além das muitas ruínas, o local em si é muito bonito, cheio de árvores, com vista para Acrópole e para as montanhas. É uma caminhada bem mais agradável do que a da Acrópole, sem nenhum sobe e desce e locais escorregadios! hahaha

Bem no centro do parque fica o Templo de Hefesto, em homenagem ao deus do fogo e dos metais e também da época de Péricles (o mesmo que mandou construir o Partenon). É considerado o templo grego mais bem conservado, com suas colunas até hoje intactas e tendo boa parte do teto ainda lá. No entanto, perdeu toda a decoração interior quando o templo foi convertido em igreja ortodoxa no século VII.

O mais legal é que apesar de ter uma corda como limite, podemos ver o templo de muito mais perto do que o Partenon. E também, apesar de ser muito menor que o Partenon, o Templo de Hefesto está bem melhor preservado, o que nos deixa mais próximos de ver como era realmente um templo grego.

No mesmo complexo também fica o Museu da Ágora Antiga. Mais precisamente, o museu fica no local onde era a Stoa Helenística de Atallos, que era um mercado fechado do século II a.C. em que um pouco de tudo era vendido. Ou seja, o predecessor do shopping center! O Stoa foi reconstruído do zero em 1950, com características de arquitetura ao que teria sido originalmente (forma retangular, em colunas, fachada semelhante, etc).

A finalidade do museu é armazenar artefatos descobertos ali mesmo nas escavações da Ágora e abrigar esculturas e peças delicadas demais para ficar ao ar livre. Ali você encontra objetos da vida cotidiana ateniense, desde vasos de cerâmica, jóias, moedas, estátuas, até coisas relacionadas ao nascimento da democracia, como pedras de votação e a lei que instituiu Atenas como a primeira democracia do mundo.

Se me lembro bem, a entrada no museu já estava incluso no ingresso da Ágora e também no ingresso de 30 euros. A entrada apenas da Ágora é 10 euros no verão e 5 no inverno.

Paramos para almoçar ali por perto, no restaurante do Hotel Thissio (que vai ser o tema do próximo post), e então seguimos para a Prisão de Sócrates.

Saindo da Antiga Ágora basta ir subindo a encosta do Monte Filopappou em direção ao Monumento de Philopappos e encontrará o Monte das Musas. Reza a lenda que ali foi onde Sócrates ficou preso antes de seu julgamento em 399 a.C. São três quartos em forma de caverna, bem perto da Ágora, o que leva muitos a acreditarem que talvez tenha mesmo sido a prisão de Sócrates.

Na história mais recente de Atenas, ali foram escondidos várias peças tiradas da Acrópole e do Museu Nacional de Arqueologia durante a Segunda Guerra Mundial, para que os nazistas não encontrassem e levassem os artefatos. Foi feita uma parede de concreto na entrada e as peças ficaram lá despercebidas até acabar a guerra.

E na subida, no meio do caminho entre a Ágora e a Prisão de Sócrates, fica o Areopagus, onde na Antiguidade era o funcionava como um tribunal, que julgava casos de homicídio, lesões e questões religiosas. Supostamente, também teria sido ali que Paulo de Tarso teria feito o Sermão de Areópago, que inclusive está ali transcrito.

Além do valor histórico e cultural, vale a pena ir até o Areopagus pela vista MA-RA-VI-LHO-SA que se tem da Acrópole, da Ágora e arredores. Pra mim foi sem dúvidas uma das melhores vistas de Atenas. A gente até conseguia ver de lá as pessoas subindo as escadas do Propileu pro Partenon na Acrópole!

Voltamos pelo exato mesmo caminho, até chegar na Ágora Romana, que fica bem em frente à Antiga Ágora (e bem atrás da Biblioteca de Adriano). Com a ascensão do Império Romano, os romanos decidiram construir uma nova Ágora bem próxima da Antiga, com uma série de prédios e estruturas, para ocupar as mesmas funções da Antiga Ágora. Apesar de não estar completamente escavado, pouco sobrou da Ágora Romana em comparação com a Antiga Ágora.

Na entrada da Ágora Romana ainda está de pé o Portão de Atenas Archegetis, erguido no século I d.C. e financiado por Júlio César. E perto do portão também está a Torre dos Ventos, um monumenti super bem preservado do século 1 a.C. e que é considerada a primeira estação metereológica do mundo, por permitir fazer a previsão do tempo através da análise dos ventos.

E bem ali perto da Ágora Romana há uma porção de lojas que vendem lembrancinhas de viagens e demais quinquilharias com preços ótimos. E foi justamente numa dessas lojinhas que eu encerrei meu segundo dia em Atenas.

Dicas finais

Extras: Estádio Panetenaico e Museu Arqueológico Nacional

No nosso terceiro dia, o plano era ir ao Estádio Panetenaico, que é um estádio do ano 330 a.C., feito completamente em mármore e que até hoje está em uso. Maaas estava chovendo muito e então resolvemos ir ao Museu Arqueológico Nacional. Só que todas as pessoas em Atenas resolveram ter a mesma ideia! Depois de ficar 10 minutos na fila que estava dobrando o quarteirão e mal termos nos mexido 1metro (e na chuva), desistimos de entrar.

Resolvemos ir para os arredores da Praça Monastiraki fazer compras em geral, voltar nos arredores da Ágora Romana pra comprar lembrancinhas de viagem. E fomos novamente no restaurante do hotel Titania (que também vai ganhar um post próprio!).

Quantos dias ficar em Atenas?

No fim conhecemos Atenas em 1 dia e meio. E eu acho que 1 dia fica muito corrido, a menos que a ideia seja apenas ver a Acrópole e mais alguma coisa. Em 2 dias se vê “tudo” (ou pelo menos o que tem de mais importante). E se quiser, pode fazer como a gente e tirar meio dia pra ir pro Cabo Sounion, que eu achei que valeu muito a pena. Em 3 dias você vai até o Cabo Sounion e ainda conhece Atenas com calma. Como fomos no inverno, nem cogitamos passeio de barco, mas há passeios para a Ilha de Hydra. E também dá pra ir a Delfos em um dia. Outra possibilidade é ir para Meteora de trem em um dia, mas são 4 horas de trem na ida e mais 4 na volta.

Enfim, eu diria que se você tiver apenas 1 dia na cidade vai conseguir ver o principal, que realmente é a Acrópole, mas que 2 dias é o ideal. Por outro lado, eu passei 3 dias e 4 noites lá e achei ótimo: fui à vários restaurantes, visitei os principais pontos turísticos com calma e realmente tive uma experiência mais tranquila em Atenas, mas sempre encontrando o que fazer (e olha que era inverno!).

Quando ir à Atenas?

Eu fui bem no inverno, uns dias antes do Ano Novo, e a cidade estava super tranquila. Demos o azar de ter chovido um dia inteiro, mas pegamos um dia bem ensolarado no início da viagem e outro nublado e choviscando. Pra mim que moro em Luxemburgo que está sempre chovendo não foi um problema. E eu até preferi pegar a cidade vazia. Fora a Acrópole, todos os lugares que fomos estavam vazios. Eu imagino que subir a Acrópole no auge do verão de 40 graus com uma multidão de gente, deva ser um suplício. Eu não iria no verão! Se possível tente ir na primavera e outono, mas se a sua única opção for ir no inverno, não deixe de ir!

Cabo Sounion

O Cabo Sounion (também chamado em português de Cabo Sunião/Súnion/Súnio), é uma ótima opção para um bate e volta a partir de Atenas, e que vai te permitir ver um pouco do Golfo Sarônico. Se tiver algumas horas disponíveis para sair da cidade, eu recomendo demais a visita! Além das ruínas do Templo de Poseidon (que por si só já poderia ser motivo para ir!), a região é lindíssima! E a vista que se tem do Templo em cima de um penhasco em frente ao mar foi uma das mais bonitas que já vi em toda a Grécia!

O Cabo Sounion foi por milênios um ponto estratégico marítimo controlado por Atenas, que podia avistar de longe quem passava do Mar Egeu ao Pireu e quem adentrava a Cidade-Estado de Atenas. E por isso mesmo o local é mencionado em diversas obras da Antiguidade, a começar por Homero.

Sendo um local tão importante, o local já era um santuário desde que Grécia era Grécia. E ali já tinha um templo em homenagem ao deus Poseidon. Acontece que quando as tropas persas lideradas por Xerxes invadiram a Grécia (sim, o “mesmo” Xerxes do Rodrigo Santoro em 300 hahaha), o antigo templo foi destruído.

Com a vitória contra os persas, além de expandir a Acrópoles de Atenas, o estadista Péricles mandou reconstruir um templo novo e ainda maior em 444a.C no Cabo. E assim surgiu o Templo de Poseidon, projetado pelo mesmo arquiteto do Templo de Hefesto que fica na Acrópole. Das 36 colunas originais em mármore, 15 ainda estão de pé.

Como disse antes, o templo por si só já poderia valer a visita. Maaas o grande lance que faz mesmo valer a pena é a vista. Estar ao lado de um templo de milênios, em cima de um penhasco e olhar o mar azul turquesa é a experiência mais grega que alguém pode ter!

Nós fomos no inverno e foi super fácil pra gente pegar o por-do-sol. Às 5hs o sol já estava se pondo e tivemos a chance de ver o pôr-do-sol, sentados bem ao lado do templo! E justamente por ser inverno, o local também não estava abarrotado de gente e a experiência toda foi ótima!

Sounion é tão maravilhoso que todas as fotos ficam ótimas, sem precisar nem de filtro de instagram ou de fotoshop!

Cabo Sounion na prática : como ir de Atenas para o Cabo Sounion

O local fica a 60km de Atenas, o que dá 1h30m do centro da cidade até lá, mas o trajeto pode demorar mais ou menos conforme o trânsito no dia/época.

Teoricamente, a ida ao cabo Sounion é bem tranquila. Os ônibus da empresa Ktel Attikís saem da Rua Patision 68 – Kotsika 2, que fica próxima ao Museu Nacional de Arqueologia e da estação de metrô Victoria (mais longe do centrinho). O trajeto custa 7 euros cada perna, dando 14 ida e volta. Em tese, os horários dos ônibus seriam:

  • De Atenas para Sounion: 7:05 (exceto domingo), 8:05, 10:05, 11:30, 13:05, 14:05, 15:30, 17:05.
  • De Sounion para Atenas: 08:00, 10:00 (exceto domingo), 11:00, 13:00, 14:00, 16:00, 17:00, 19:00, 20:00.

Maaas li que os horários mudam frequentemente, especialmente no inverno. Sendo véspera de ano novo, auge do inverno, sem conseguir informações nem no site da empresa e nem pelo telefone, achei melhor não me arriscar e resolvi ir com um dos muitos tours disponíveis pelas agências próximas a Acrópoles.

Pagamos 45 euros indo pela empresa Key Tours, com entrada inclusa (o ingresso custa 10 euros). A agência fica bem perto da Acrópoles e é de onde sai o ônibus. Embora eu tenha escolhido ir com a agência apenas pela conveniência, achei a guia boa e o micro-ônibus confortável e limpinho. E como a guia deu a explicação no caminho, o tempo no Cabo foi totalmente livre (acho que tivemos algo como 1h).

Além disso, o trajeto foi todo feito pela costa e sem nenhuma parada, o que fez com que também fosse mais bonito, agradável e rápido do que ônibus de linha normal. Na volta, o motorista fez algumas paradas extras e descemos em uma mais próxima do nosso hotel.

Nos arredores do Cabo Sounion/ Templo não tem nada por perto a uma distância andável. Então não há muito mais o que ver ou fazer ali e vc não vai gastar mais do 1 ou 2hs antes de voltar para Atenas.

A última dica pra quem vai fazer o trajeto pela costa é: sente-se na ida ao lado direito do ônibus para ter a vista espetacular do mar o tempo todo!

Um dia em Mykonos: a ilha mais badalada da Grécia

Mykonos foi uma das paradas do nosso cruzeiro pela Grécia. Tivemos 10hs em terra, que foi o suficiente pra visitar a Ilha de Delos, dar umas voltas pela cidade de Mykonos e sair com um gostinho de “quero mais!”.

Assim como Santorini, Mykonos é muito disputada pelos turistas, que chegam às centenas todos os dias, seja de cruzeiro, ferry ou avião. Super badalada, Mykonos conta com beach clubs, festas no verão, vários estabelecimentos para a comunidade LGBT e muuuuitos turistas.

Nós passamos por lá em meados de Maio e a coisa não estava fervendo ainda, mas eu diria que já tinha uma quantidade significativa de turistas, o que me fez pensar que deve ser meio caótico no verão. Afinal, a ilha toda tem apenas 10 mil habitantes e pode receber milhares em um único dia no auge do verão.

E apesar de ser super badalada, eu não acho que Mykonos tenha perdido sua identidade, ou pelo menos não foi essa a minha impressão. Ainda dá pra sentir aquela vibe de interior da Grécia, mesmo sendo uma ilha suuuper turística!

Por outro lado, como não poderia ser super turística quando é exatamente tudo aquilo que se espera da Grécia!? Mykonos tem praias maravilhosas em água transparente, casinhas brancas e azuis, ruelas estreitas e muita animação (seja pela forma calorosa dos gregos em si, ou pelas muitas festas que acontecem na ilha). E pra quem gosta de história, Delos, uma das cidades mais importantes da Grécia Antiga, está bem ali ao lado!

Mykonos Town/ Chora

Como acontece frequentemente na Grécia, a cidade principal e capital da Ilha de Mykonos também se chama Mykonos. Os habitantes se referem à ela como “Chora”, que significa justamente “cidade” em grego.

E o apelido da ilha é Ilha dos Ventos porque, meus amigo, realmente venta muito por lá! Tanto que os barcos, ferries, grandes ou pequenos, indo pra perto (Delos) ou pra longe (Santorini ou Atenas) podem ser cancelados de uma hora pra outra devido ao vento!

A cidade de Mykonos (Mykonos Town/Chora) não tem muitos pontos turísticos pra serem visitados. É uma cidade pra ser mais “experimentada” do que “visitada”, no sentido de que vc não vai sair de um lado pro outro atrás de pontos turísticos. A graça está justamente em se perder nas muitas vielas que constituem a Cidade Antiga.

Curiosamente, Mykonos Town foi construída em forma de labirinto pra despistar e atrapalhar piratas que apareciam pela ilha para saquear. E isso foi justamente o mais divertido pra gente: entrar em uma viela, que dá em outra viela, sem saber onde iríamos cair.

Mas na dúvida basta procurar onde estão os Moinhos. Os Moinhos de Vento são o símbolo de Mykonos e, embora estejam espalhados por toda ilha, os mais famosos se encontram bem perto de Mykonos Town e da Pequena Veneza. E é só ir mais pro lado do mar que você já avista os moinhos e pronto: vc já se localiza!

E por falar nos Moinhos de Vento não deixe de passar por lá e tirar uma foto. Os moinhos foram construídos pelos venezianos no século XVI, quando a República de Veneza dominou a região. É a primeira coisa que a gente avista na costa da ilha. E não por coincidência, ali perto fica a Pequena Venez. O bairro também foi criado pelos venezianos no século XVI, e lembram mesmo a arquitetura de Veneza. O caminho entre os Moinhos e Pequena Veneza são apenas 5 minutos a pé, mas nós paramos no meio só pra ficar admirando o mar maravilhoso azul-esverdeado!

Hoje, a Pequena Veneza é um bairro cheio de bares e restaurantes, muitos com vista pro mar. Foi ali que escolhemos almoçar, vendo aquele marzão lindo e os moinhos ao mesmo. Embora a comida não tenha sido das melhores no restaurante que escolhemos, isso não fez a menor diferença porque sempre lembro das cercanias deslumbrantes! Ah e, claro, o bairro está cercado de mais casinhas brancas e vielas labirínticas.

Bem ali perto está também o Porto Antigo, que tem barcos e ferries que levam as pessoas para os outros cantos da ilha. Também há ferries que saem para Delos (20 euros ida e volta), numa viagem de 45 minutos até a ilha. Nós visitamos Delos e achamos que foi uma ótima pedida!

Ilha de Delos

Delos foi uma das Cidades-Estado mais importantes da Grécia Antiga. Por isso mesmo, a Ilha de Delos é um dos sítios arqueológicos mais importantes da Grécia.

Delos foi considerada uma cidade sagrada por mais de um milênio e teria sido o local de nascimento dos deuses Apolo e Artemis, irmãos gêmeos e filhos de Zeus. Assim, o santuário de Apolo foi criado ali e já atraía peregrinos de toda a Grécia desde o século 3 a.C., sendo um dos santuários mais ricos e reverenciados do Período Antigo.

Com a ocupação romana, mudança de rotas marítimas, dificuldades econômicas, Delos entrou em declínio e a ilha foi abandonada. Foi apenas em 1872 que o local foi redescoberto e as escavações continuam até hoje.

Aliás, até hoje o local é totalmente inabitado e ali restam “apenas” as ruínas de antigos palácios, templos, mercearias, banhos e banheiros públicos, dentre outros vestígios do mundo antigo.

Um dos pontos mais importantes de Delos é a Avenida dos Leões, onde as estátuas de mármore dos leões ofertadas pelo povo Naxian guardavam o Caminho Sagrado do local em que a deusa Leto teria dado luz aos deuses Apolo e Artemis). Hoje as estátuas ali são réplicas e as originais foram guardadas dentro do museu da ilha.

Existem muitos outros monumentos interessantes, como o Templo de Apolo, antigas casas, mosaicos em bom estado de conservação, mesmo estando tudo ao ar livre. Ou ver como os banheiros já existiam na Antiguidade, inclusive com encanamento, algo que seria esquecido por toda a Idade Média.

Além disso, na ilha também tem o Museu de Delos, com vários artefatos que foram escavados, ou peças e estátuas que foram levadas para o museu para uma melhor conservação.

Saímos de Delos com a impressão que o lugar não é nem um museu, nem uma página de um livro de mitologia grega, mas pura história. E achei que valeu muito a visita.

Um dia em Mykonos e Delos: como é a experiência em uma parada de cruzeiro

Como disse antes, nós só tivemos um dia em Mykonos, já que foi uma das paradas do nosso cruzeiro. Felizmente, essa parada foi mais longa e tivemos 10hs (chegando às 8hs da manhã e partindo às 18hs!). Assim, reservamos com o próprio navio uma excursão para Delos já para às 8hs da manhã.

Eu sabia que havia a opção de ir de ferry, mas a ferry saía do Porto Antigo (pelo menos quando fui), sendo que estávamos descendo pelo Porto Novo. Teríamos que nos deslocar pra lá, comprar ingressos, esperar a próxima ferry… Já na excursão, tudo seria mais organizado. Então resolvemos ir de excursão pela praticidade, embora saísse o dobro do preço do que por conta.

Pegamos uma ferry particular para os passageiros do navio que saiu justamente ao lado de onde nosso navio estava ancorado, sem nenhuma perda de tempo. Depois de sermos saculejados na ferry, já que estava uma manhã bem ventosa, chegamos em Delos. Já com ingressos nas mãos e sem ter que pegar fila nenhuma (e já havia uma fila significativa). O ingresso dava direito a ver as ruínas e o museu e custava 12 euros, mas já estava incluso na nossa excursão.

Ilha de Delos

Encontramos nosso guia, um senhor grego super simpático, arqueólogo por formação, que passou a vida estudando Delos e mitologia, inclusive com livro publicado. Ou seja, foi praticamente uma aula de história ao vivo! Infelizmente, não peguei o contato dele. Mas sei que a experiência não teria sido tão interessante como foi se não fosse por essa visita guiada.

Se for a Delos, use sapatos bem confortáveis. O tour durou 2 horas de subidas e descidas em meio a ruínas e terreno acidentados. Leve uma garrafa de água porque lá realmente só tem o museu e as ruínas.

Visitadas as ruínas e o museu, pegamos a mesma ferry particular de volta que já nos deixou de cara para Mykonos Town por volta de meio dia. Assim, tivemos a tarde toda pra explorar Mykonos e suas vielas. Deu tempo de sobra pra almoçar em Pequena Veneza, ver os Moinhos e andar muito pelas vielas labirínticas!

Dicas finais

Sendo uma ilha bem pequena e super turística, assim como Santorini, os preços de tudo (hotéis, restaurantes, lojas) são bem mais salgados do que o resto da Grécia. Espere pagar 2 ou 3x mais em um restaurante do que em Atenas ou alguma outra ilha grega mais desconhecida (especialmente se tal refeição for na Pequena Veneza).

É possível chegar a Ilha de Mykonos vindo de ferry desde Atenas ou Santorini, mas isso leva algumas horas. A opção mais usada é o avião, em vôos de menos de uma hora de Atenas. O aeroporto fica a 10 minutos de carro de Mykonos Town. E se for esse o caso, você terá mais tempo na ilha, podendo aproveitar as praias e beach clubs, então vale a pena ir em meses mais quentes.

Pra quem vai de navio, se a parada for curta, foque em Mykonos Town. Mas se a parada for longa, como a nossa, dá pra combinar Mykonos Town com Delos, ou com algum beach club, ou praia pública. Se a opção for Delos, recomendo fechar uma excursão com o navio pra otimizar o tempo e ter uma visita guiada (consequentemente, entender melhor o que vc está vendo). Se a opção for beach club/praia, vale a pena pesquisar alguma mais próxima e simplesmente pegar um táxi. Mas o navio também tinha um transfer pra uma praia um pouco mais longe e pode ser uma opção dependendo de quanto tempo vc tem na ilha.