Genebra

Apesar de não ter nem 200mil habitantes, parece que tudo acontece em Genebra! É lá que está a sede da ONU, com várias de suas agências especializadas como OMS, OIT, UNESCO e muitas outras. Lá também está a sede da Cruz Vermelha e mais de 200 organizações internacionais, tanto governamentais quanto não governamentais. E justamente por isso a cidade está acostumada a receber milhares de pessoas todos os meses do ano, tendo uma boa rede hoteleira e infra-estrutura!

Eu confesso que a combinação Genebra/Lausanne/Vevey/Montreux me surpreendeu e gostei muito mais do que do lado alemão da Suíça (Zurique, Berna e Lucerna). Não que Lucerna não seja deslumbrante, como praticamente toda cidade da Suíça! Porém achei que o lado francês tinha tudo que o lado alemão tinha, como lagos, rios e montanhas, mas com pessoas mais receptivas!

Talvez tenha ajudado o fato de eu ter descoberto uma graaande comunidade portuguesa na Suíça, que está justamente concentrada no lado francês! São muitos portugueses, desde a recepcionista do hotel até garçons em restaurantes! E logo que nos viam conversando em português, já mudavam do francês pro português e lá iam contar tudo de sua vida na Suíça e nos dar dicas do que fazer por lá!

Outro ponto foi que achei essa região um pouco mais barata que o lado alemão (ou menos cara pq afinal é Suíça!), o que nos permitiu ir à bons restaurantes e aproveitar muito nossos dias por lá sem nos preocuparmos de irmos a falência! hahaha

Nós ficamos 1 dia e 2 noites em Genebra e depois seguimos viagem para Lausanne, mas foi o suficiente para vermos as principais atrações turísticas em um roteiro bem redondinho!

Ficamos hospedados muito próximos da estação central de trem e por isso começamos nosso roteiro pelo Monument Brunswick, que fica a menos de 10 minutos à pé da estação central e a menos de 5 minutos do nosso hotel.

O Monumento Bruswick é um mausoléu construído em 1879 no Jardin des Alpes em Genebra, Suíça, em homenagem à Carlos II, duque de Brunswick. Antes de falecer o duque alemão fez um testamento deixando toda sua fortuna à cidade de Genebra desde que um monumento fosse construído em uma posição proeminente da cidade. O monumento deveria ser uma réplica da tumba da Família Scaliger em Verona na Itália. Assim, a cidade construiu esse mausoléu após sua morte e com o legado construiu diversos outros edifícios como o Grand Théâtre de Genève.

Atravessando a ponte próxima, a gente já chega no Relógio Floral (L’horloge fleurie), que fica no Jardim Inglês (Jardim Anglais). Feito com 6500 flores o relógio está lá funcionando desde 1955 representando a tradição suíça em fabricar relógios.

E o tempo todo andando por essa área você terá vista para o Lago Léman. E bem no meio do lago fica o Jet d’Eau, um jato de água/ fonte de 140m de altura! Se quiser há vários passeios de barco que saem dali, com trajetos que duram entre 30 minutos e 2 horas.

Como só tínhamos um dia na cidade, continuamos o roteiro. Seguimos até a Catedral de São Pedro (Cathedrale St. Pierre), uma igreja que teve sua construção em 1160 e sofreu várias modificações ao longo do tempo. Apesar de ter sido fundada como igreja católica, foi transformada em protestante. Era o local em John Calvin (João Calvino, líder reformista) fazia seus sermões, e a cadeira dele está marcada lá.

A catedral fica bem no meio do centro histórico, e é um ponto estratégico pra ter uma boa vista da cidade, mesmo que você não queira subir a torre pra ver a vista (como eu não quis!). No subsolo da catedral fica o museu arqueológico da própria igreja.

E estando a catedral bem no coração do centro histórico, passamos um tempo perambulando pelas ruelas medievais. Como a Cidade Velha (Vieille Ville) é bem pequena e concentrada, em pouco tempo dá pra andar tudo. Você pode passar pela Praça Bourg-de-Four, Prefeitura (Hôtel de Ville), museus e outros edifícios históricos.

Depois voltamos e atravessamos o lago novamente, mas dessa vez de barco usando o passe de transporte público (que vou explicar mais pra baixo como funciona), Basta andar até próximo ao Relógio de Flores e há barcos que cruzam para o outro lado do lago. Os barcos saindo dali passam bem próximos do Jet d’Eau, o que acaba sendo um passeio por si só!

Ficamos ali curtindo mais um pouco o sol e o lago, e então pegamos o tram (n. 15) e seguimos para a ONU (parada Place des Nations).

É possível fazer uma visita guiada pela ONU, sendo aconselhável reservar com antecedência diretamente no site da ONU. Como fomos em um feriado, o local estava fechado.

Bem em frente ao prédio da ONU fica a Cadeira Quebrada (Broken Chair). A escultura foi feita em 1997 pra ser uma amostra temporária pela proibição das minas terrestres em guerras. A amostra gerou tanta comoção que acabou se tornando permanente.

Perto da Place des Nations também fica o Museu da Cruz Vermelha, que conta a história e o trabalho desenvolvido pela Cruz Vermelha ao longo das décadas. Também ali ficam as agências especializadas, como a OIT, OMS e muitas outras. Ali nas imediações também fica o CERN (Organização Européia de Pesquisa Nuclear), onde a internet foi criada e onde está o maior acelerador de partículas do mundo.

Como fomos em um feriado, tudo estava fechado, mesmo assim passamos em frente aos prédios, andamos pelo parque próximo, que inclusive tinhas estátuas como a de Gandhi, e demos o dia por encerrado.

Genebra na prática

Onde se hospedar

Como disse, o que não falta é opção de hotel em Genebra, já que é um lugar acostumado a receber muita gente o ano todo. Nós pegamos uma promoção da Accor e ficamos no Ibis Styles Genève Mont Blanc, que estava com ótimo preço.

Acho uma boa ficar perto da estação central (gare). Além de ter muitas opções de restaurantes e transporte, é mais barato que em frente ao lago, mas ao mesmo tempo está a 5-10 minutos a pé do lago e próximo do centro histórico.

Como se locomover

Hospedando-se na cidade, você ganha o passe de transporte público (Geneva Transport Card). Ou seja, você não vai gastar nada pra se locomover pela cidade. O passe dá acesso à todo o transporte pelo tempo da sua estadia, incluindo ônibus, tram e barco.

Quanto ao barco, procure pelos Mouettes, que são barcos de cor amarela que ficam cruzando o lago.

Como ir do aeroporto de Genebra até o centro da cidade

Ao desembarcar, basta ir até a máquina de venda de bilhetes (que fica logo na saída da área de esteiras de bagagens). Procure pelo ticket da Urieso, oferecido pelo próprio aeroporto. Com esse passe é possível usar o transporte público de graça até o centro da cidade por um período de até 80 minutos.

Berna

Muita gente não sabe, mas Berna é a capital da Suíça. Também com cidades maiores e mais famosas como Zurique e Genebra, a gente acaba esquecendo mesmo que Berna é a capital do país!

Com cerca de 130mil habitantes, Berna é uma capital especial: com um centro histórico ainda todo medieval e bem pacata, é uma experiência completamente diferente de Zurique e Genebra!

A cidade de Berna ganhou a arquitetura que vemos hoje após um grande incêndio em 1405, que destruiu a maioria das casas, que na época eram de madeira. Depois do incêndio, a prefeitura decidiu que todas as casas deveriam ser construídas em arenito (sandstone). E por isso que andar por Berna é voltar na história: o centro histórico está tal como quando foi reconstruído no século XV!

Nós passamos apenas algumas horas na cidade, na volta de Lucerna para casa e foi o suficiente para explorar um pouco do centro histórico e ver as principais atrações, já que a Cidade Antiga (Altstad) é bem compacta e fácil de explorar.

Mas antes mesmo de explorar o centro histórico começamos pelo símbolo da cidade: os ursos. Inclusive, o nome da cidade vem de uma variação da palavra Bär (urso em alemão). E você vai encontrar não só ursos nas bandeiras, emblemas e souvenirs da cidade, como também pessoalmente bem perto do centro da cidade!

Como fomos de carro paramos em um estacionamento grande, bem ao lado do Bärengraben/Bear Pit, onde ficam os ursos marrons da cidade. O local existe há mais de 150 anos, mas depois de muitas críticas foi totalmente reformulado. O BärenPark (Parque dos Ursos) foi inaugurado em 2009, que é um grande parque para os ursos na encosta do Rio Aar. Felizmente, hoje o Bärengraben é ligado BäremPark por um túnel, permitindo que os ursos possam circular livremente.

Apenas no auge do inverno que os ursos são retirados e levados para outro lugar para hibernarem. Mas indo em março já conseguimos ver um ou dois circulando pelo parque!

O Bärengraben fica quase que de frente à Ponte Nydegg (Nydeggbrücke), uma ponte antiga que conecta a parte antiga à parte nova. Basta cruzar ela e você já chega no centro histórico! Mas vá com calma, antes de cruzar vale a pena andar pelas cercanias para apreciar a vista da Cidade Antiga.

Cruzando a ponte você cai na Rua Nydegg (Nydeggasse), que dá na Kramgasse, que depois vira Marktgasse, mas são todas a mesma rua que apenas mudam de nom. E pronto: só de estar nessa rua você já estará no coração da Cidade Antiga e verá várias das principais atrações da cidade, como o Zytglogge e a Casa de Einstein!

A Casa de Einstein (Einsteinhaus) fica no n. 49 da Kramgasse. Ele viveu ali com sua família no 2o andar da casa por menos de 2 anos, apenas de 1903 a 1905, mas dizem que foi ali que ele desenvolveu a Teoria da Relatividade. Hoje os andares superiores foram convertidos em museu, enquanto que o térreo se tornou um café (Einstein Café).

E um pouco mais à frente fica a Torre do Relógio (Zytglogge), uma torre medieval do século XII, que inicialmente serviu como torre de guarda do portão da cidade. Depois foi convertida em prisão para mulheres que tinham casos com padres, mas depois do incêndio a prisão foi desativada, reformada e se tornou uma torre do relógio. Até hoje o relógio ainda funciona à base de corda, sendo o único e último do mundo a funcionar assim.

Paralelamente à Rua Kramgasse fica a Münstergasse, que é onde fica a Münster, a Catedral da cidade, construída em 1421. A catedral fica na Munsterplatz, que antigamente ficava na área da fortaleza da cidade e, por isso, é um lugar ótimo pra tirar foto com a vista do Rio Aare!

Siga um pouco em frente e você também verá o Parlamento, que é a sede do governo suíço.

Além disso, vale a pena dar uma olhada na Prefeitura (Rathaus), na Ponte Kirchenfeld (Kirchenfeldbrücke) e na Ponte Kornhaus (Kornhausbrücke). Também há As 11 fontes decorativas espalhadas pela Cidade Antiga da época renascentista, ligadas à história ou mitologia suíças. Quase todas ficam na Marktgasse/Kramgasse, sendo a mais famosa a Fonte do Ogro (Kindlifresserbrunnen), de um ogro comendo crianças.

Cerca de 2hs foram o suficiente para vermos os principais atrativos da cidade. Ou seja, a cidade pode ser tanto uma boa base para explorar a região, como uma boa opção de bate e volta, já que a cidade fica bem no meio da Suíça, sendo acessível de Zurique, Lucerna, Lausanne, Interlaken, etc.

Depois de batermos perna, almoçamos uma boa comida suíça e infelizmente já era hora de dar a viagem por encerrada e pegar a estrada de volta à Luxemburgo.

Lucerna

Nossa ida pra Suíça não teve nada de planejada. A ideia era passar a Páscoa na Bélgica, mas um atentado terrorista em Bruxelas fez com que mudássemos os planos do dia pra noite (literalmente!), já que viajaríamos no dia seguinte. E aí na busca do que fazer a partir de Luxemburgo de carro pensamos na Suíça! E escolhemos como base a cidade de Lucerna, já com planos de fazer um bate e volta para Zurique e Liechtenstein.

E sem ter pesquisado absolutamente nada sobre Lucerna, pegamos o carro e seguimos viagem! O que encontramos foi uma cidade estonteante! E nem que eu tivesse planejado a viagem teria dado tão certo!

A cidade de Lucerna (ou Lucerne) é absolutamente LINDA, tendo tudo que a gente espera da Suíça: montanhas, lago, bom vinho, bom queijo e bom fondue de queijos! E pra todo lugar que se olha você vai ver montanhas com picos cobertos de neve (mesmo indo na primavera!).

A cidade em si já não é muito grande, com apenas 80mil habitantes, sendo que as atrações estão todas concentradas no centro histórico ou Cidade Antiga (Altstad).

O cartão postal da cidade é a Ponte da Capela (Kapellbrücke), uma ponte de madeira construída em 1360, que atravessa o Rio Reuss, bem no meio da Cidade Antiga. A ponte foi construída diagonalmente e passa ao lado da Torre da Água. Ao cruzar a ponte há várias pinturas do século XVII que contam a história e mitologia da Suíça. Muito do que está ali foi totalmente reconstruído, embora ainda haja algo de original, devido à um grande incêndio em 1993 que destruiu parte da ponte e o telhado da Torre. Mas sendo o símbolo da cidade e um dos pontos turísticos de toda a Suíça, a ponte foi totalmente restaurada e é considerada a ponte de madeira com telhado mais antiga de toda a Europa.

A ponte recebeu o nome de Ponte da Capela por ligar a Capela de São Pedro (Peterskapell) ao outro lado da Cidade Antiga. Bem perto dela fica a Antiga Prefeitura (Rathaus). Ande mais um pouco e logo você encontrará a Ponte Spreuer (Spreuerbrücke). Essa ponte também de madeira foi construída em 1408 e é menor que a Kapellbrücke, mas ainda está toda original!

A partir da Ponte Spreuer você tem uma bela vista da Kapellbrücke e do Rio Reuss, bem como consegue ver bem as torres e o que sobrou da muralha da cidade. E se você quiser, pode visitar as muros da cidade, que apenas ficam fechados nos meses de inverno.

Ou você pode atravessar a Ponte Spreuer e seguir por ruas medievais até a Igreja Jesuíta (Jesuitenkirche), uma igreja barroca do século XVII caracterizada por ter 2 torres.

E pronto, chegando ali você já estará a 2 quarteirões da Ponte da Capela novamente!

Dali são uns 10 minutos à pé até outra igreja importante da cidade, a Hofkirche St. Leodegar. As igreja que tem o nome do padroeiro da cidade, também tem duas torres e fica já bem em frente ao lago.

A Igreja de St. Leodegar foi originalmente construída em 735, a estrutura atual foi erguida em 1633, mas as torres são remanescentes de uma estrutura anterior. O interior é toda em branco e cheio de pinturas, o que a torna ainda mais bonita.

À uns 5 ou 10 minutos dali há o Lion Monument, um leão esculpido em homenagem aos Guardas Suíços que morreram defendendo o Rei Louis XVI durante a Revolução Francesa.

Depois de passarmos pelos principais pontos turísticos,fizemos um passeio de barco pelo lago que chega mais perto do Monte Pilatus, uma montanha de mais de 2mil metros! Alternativamente, há também passeios de teleféricos montanha acima.

Por fim, passamos o resto da tarde simplesmente andando em volta do lago e curtindo a paisagem!

Lucerna na prática

– Onde ficar

Como nós fomos no feriado da Páscoa e ainda reservando na véspera, só encontramos 2 ou 3 hotéis ainda com vaga. Então reservamos o Magic Hotel da Rede Altstadthotels, que tem outros hotéis no centro histórico, quase que colados (tanto que a entrada era pelo hotel ao lado, no Hotel des Balances). Reservei pelo booking porque estava com preço melhor.

Só escolhemos esse hotel porque a localização era ótima (no meio do centro histórico!) e o preço estava bom. Quando chegamos lá fomos surpreendidos com os quartos divertidos e temáticos. O nosso era tema Piratas e todo o quarto era decorado com baús, pistolas, bússolas, sendo a própria cama um barco. Nós viajamos com um casal de amigos que acabou ficando em um quarto com decoração fazenda hahah. Nos divertimos muito com a decoração do hotel!

O hotel tinha um bom café da manhã. Também tinha estacionamento, mas não era incluso no preço. E pra estacionar o carro foi meio estressante porque fomos informados de que poderíamos entrar no centro histórico em horário comercial. Mas o problema é que eram ruazinhas pietonais e estreitas com dezenas de pessoas! Fora isso, excelente hotel e que eu recomendo demais!

– Quantos dias ficar em Lucerna

Lucerna pode ser um bate e volta rápido pra quem está em Zurique e quer conhecer uma cidade mais autêntica da Suíça, já que fica a 1h de trem ou de carro. Mas eu acho mesmo é que Lucerna uma ótima base para explorar a região em uns 2 ou 3 dias, ainda mais se você estiver de carro.

Algumas horas são o suficiente para ver os principais pontos turísticos, andar pelo lago e até fazer um passeio na cidade. Mas ficando uma noite você já terá a oportunidade de ir à um dos muitos restaurantes que servem fondue e tomar um bom vinho da região.

No segundo dia, pensamos em fazer o passeio de teleférico, mas mudamos de ideia e resolvemos fazer um bate e volta para Zurique e Liechtenstein! Já no terceiro e último dia, voltamos pra Luxemburgo, mas antes fizemos um pit stop em Berna.

Liechtenstein

O Principado de Liechtenstein é um micro-estado encravado entre a Alemanha e a Áustria. Tem cerca de 35mil habitantes e é um dos menores países do planeta. A capital se chama Vaduz e tem uma população de apenas 5mil pessoas! E sendo tão perto da Suíça, Vaduz dá um bate e volta bem tranquilo de Zurique ou Lucerna, que foi o que fizemos!

Vaduz está encravada nas montanhas e mesmo tendo ido já na primavera, os picos estavam encobertos de neve. Cercada de montanhas e alpes a cidade tem uma localização deslumbrante e parece tudo que a gente espera da Suíça, mas em escala menor: ou seja, uma Suíça em miniatura!

E até culturalmente o país realmente parece uma Suíça em miniatura: a língua falada em Liechtenstein é o alemão e a moeda é o franco suíço. Espere tomar muito vinho branco e a mesma culinária da região germânica da Suíça. A representação internacional de Liechtenstein também é feita pela Suíça (embora eles tenham seu próprio exército com quase 100 homens!)

A cidade em si não tem muitos pontos turísticos e atrações pra bater ponto. O legal é realmente curtir o visual! A rua principal corta toda a cidade (em 10 minutinhos à pé!) e se chama Stadtle Strasse. Ali fica tudo: centro de turismo, restaurantes, Museu de Arte, Museu do Selo (Liechtenstein se orgulha de produzir selos há séculos), a Catedral (St. Florinskirche), a Prefeitura (Rathaus), Landtag (o Parlamento e sede do governo) e a praça principal Peter-Kaiser-Platz.

O centro de turismo Liechtenstein Center oferece carimbos no passaporte, que custam 3 francos. Na época eu carimbei meu passaporte, mas acho que hoje não faria isso! Há relatos de pessoas na internet que não puderam embarcar/desembarcar por terem sido barradas por policiais federais pelo mundo (por não ser um carimbo oficial). Mas na época me pareceu super divertido e eu nem pensei nisso! hahah

E pra quem é colecionador de selos, Liechtenstein é o lugar certo para se comprar! Além do Museu do Selo, há vaaarios selos nas lojinhas de souvenir e até no centro de turismo.

Mas o ponto alto da capital do país (tanto no sentido de ser o ponto mais alto da cidade, quanto o mais importante!) é Castelo de Vaduz (Schloss Vaduz).

O castelo fica no alto da montanha e é fechado ao público, já que o monarca ainda reside lá, mas o que vale a mesmo é a subida para ter uma vista simplesmente ESPETACULAR das cercanias e dos alpes!

E por falar no monarca, vale lembrar que Liechtenstein é até hoje uma monarquia encabeçada pelo Príncipe Hans-Adams, em que o príncipe ainda é chefe de Estado E de governo, sendo a última monarquia dessa forma na Europa! E ele detém grande poder em dos países mais ricos do mundo, sendo ele mesmo um dos homens mais ricos do planeta!

Depois disso, ainda passeamos mais um pouco pelas estradinhas menores em Liechtenstein, curtindo aquela vista maravilhosa de montanhas com topos em neve, cercado de muito verde e então voltamos para a Suíça.

Liechtenstein na prática

Liechtenstein não tem ferrovia. As estações de trem mais próximas ficam na Suiça, nas cidades de Buchs e Sargans, que estão já perto da fronteira de Liechtenstein. De ambas é necessário pegar um ônibus até Vaduz.

Nós estávamos em Lucerna de carro na verdade e aproveitamos pra fazer um bate e volta pra Liechtenstein. Aproveitamos e demos uma passada por Zurique de manhã e seguimos viagem para Liechtenstein (que fica a 1h30m de Zurique). Batemos perna à tarde por Vaduz e depois voltamos para Lucerna. O carro realmente é a opção mais prática (e provavelmente econômica) numa viagem Suíça-Liechtenstein!

A moeda é o franco suíço, mas vários restaurantes e lojas aceitam o euro.