Roteiro de 2 dias em Viena

Viena foi nossa primeira parada numa viagem de 10 dias que combinando Viena-Praga-Budapeste-Bratislava, já que era o lugar com mais opções de vôo e bem no meio dos 4 países que queríamos visitar!

Viena (Wien, em alemão) é a capital da Áustria, sendo a cidade mais populosa e importante do país. E isso não é de hoje! Viena foi durante séculos uma capital imperial, desde a Era dos Habsburgos, passando pelo Sacro-Império-Romano-Germânico até o Império Austríaco. E sendo um centro de poder importante da Europa, o que não faltam são palácios e jardins espalhados pela cidade que mostram todo esse poder que a Áustria detinha.

Além de linda, a cidade é super organizada e limpa, o que talvez tenha contribuído para que eu achasse uma das capitais mais bonitas que já conheci na Europa!

Como nosso hotel ficava muito próximo à Ópera de Viena (Staatsoper), começamos nosso roteiro por ali mesmo. Viena é sinônimo de Ópera e essa é a principal e mais importante casa de ópera da Áustria. Construída em 1887 como ópera destinada à corte imperial, já serviu de palco para Mozart, Verdi e Strauss.

Depois de passar em frente à Ópera fomos para o centro da cidade, indo diretamente para a Catedral de Santo Estevão (Stephansdom), uma igreja gótica do século XII que foi palco de muitos eventos importantes do império.

Junto à Catedral fica a Rua Graben, uma rua destinada à compras desde o século XIII. Tanto nessa rua, quanto nas imediações, você encontra todo tipo de lojas, desde Zara à Louis Vuitton.

O final da Rua Graben dá Igreja de São Pedro (Peterskirche), uma igreja barroca do século XVIII, e na Rua Kohlmarket, que é outra rua comercial antiga cheia de edifícios históricos. Basta seguir por essa rua e você já vai dar de cara não só com o Palácio Imperial, como vários outros palácios, todos hoje convertidos em museus.

O Palácio Imperial (Hofburg) serviu como casa e centro de governo dos Imperados Hapsburgos por mais de 6 séculos, sendo que era comum que cada imperador fizesse sua própria renovação no palácio, o que resultou em um complexo com mais de 2600 quartos.

Hoje o local não só serve como sede do governo austríaco, como também algumas de suas “alas” foram convertidas em museus. É possível visitar os Apartamentos Imperiais (Kaiserappartments), a Escola Espanhola de Equitação (local que até hoje estão os melhores cavalos da Áustria) e Schatzkammer (a coleção de joias e coroas dos imperadores).

Nessa região fica o Albertina, um palácio antigamente usado para hospedar os convidados da família imperial que hoje é dos maiores museus de arte gráfica do mundo, com mais de 25mil pinturas e uma vasta coleção de fotografias. Também ali fica o Museu de História Nacional (Naturhistorisches Museum) e o Museu de História da Arte (Kunsthistorisches Museum), que tem obras como a de Klimt, mais famoso pintor austríaco.

Ali bem perto também fica a Biblioteca Nacional, construída pela família imperial em 1368, contendo mais de 12 milhões de livros, muitos deles ainda da Idade Média!

Biblioteca Nacional

Bem em frente aos jardins do Palácio Imperial fica o Palácio da Justiça (sede do Judiciário) e o Parlamento Austríaco, um ao lado do outro.

Parlamento

E um pouco mais a frente fica a Prefeitura (Rathaus), também um prédio histórico que até hoje ainda é a prefeitura da cidade.

E no fim do dia o roteiro ficou assim:

Já exaustos, demos o dia por encerrado e no outro dia fomos diretamente conhecer os palácios. Fomos diretamente para o Palácio de Schönbrunn (Schloss Schönbrunn), que era a residência de verão da família imperial. O opulento palácio te 1441 quartos, dos quais apenas 40 são abertos ao público. O valor do ingresso varia conforme os quartos que você pretende visitar. Escolhemos um tour que eu já nem me lembro mais qual era, mas lembro que realmente era tudo bem pomposo, como se deve esperar de um palácio desses.

Mas o principal mesmo e o que mais gostamos foi dos jardins, ainda mais que pegamos um dia de muito sol e de temperaturas agradáveis! E por isso mesmo só me lembro bem dos jardins!

O jardim conta com várias “alas”, conforme o tipo de planta ou área do jardim em que você se encontra.

Além disso, há um corredor de labirinto de mais de 600 metros.

Seguimos até o topo, rumo ao Café Gloriette, que fica em um prédio bem em cima (no antigo pavilhão), quase no final do jardim. Basta olhar pra frente ou pra cima e você verá ele!

Inclusive, há vários cafés e restaurantes dentro do complexo. Então foi lá mesmo que resolvemos almoçar. Paramos em um dos restaurantes e embora não me lembre qual deles, me lembro bem do prato! Claro que o prato não poderia deixar de ser o que há de mais típico em Viena: schnitzel e cerveja! E de sobremesa a famosa Torta Sacher, uma torta de chocolate típica da cidade!

E mesmo que você não queira tomar um café, siga ainda assim até Café Gloriette. De lá se tem uma vista ES-PE-TA-CU-LAR dos jardins. Sentamos ali na grama e ficamos curtindo o sol por muito tempo!

Também ali no complexo fica o Jardim Zoológico de Viena (Tiergarten Schönbrunn). Fundado em 1752, é o zoológico mais antigo do mundo e ainda tem muito da arquitetura original. Hoje, na verdade, é um centro de preservação e educacional, onde é possível ver animais exóticos (como elefantes, pandas e zebras), sabendo que eles estão sendo bem-tratados. Inclusive, os visitantes ficam em corredores mais ou menos estreitos, enquanto os animais andam em um largo espaço! E embora justamente eu não costume visitar zoológicos por causa dos maus-tratos, resolvi visitar esse justamente por causa da abordagem e acabei gostando da visita. Um ótimo programa pra quem estiver com crianças!

Depois de passarmos vaaarios horas no complexo do Palácio de Schönbrunn, seguimos para o Palácio Belvedere (Schloss Belvedere).

Na verdade, o Palácio Belvedere também é um outro complexo que abriga dois palácio do século XVIII, separados por um jardim. Um dos palácios tem obras de artes de Viena do século XVIII ao XX e é onde está quase que toda a coleção de Klimt, incluindo O Beijo. Já o outro palácio tem uma exposição de obras barrocas e góticas.

E novamente, o que mais gostamos foram os jardins, que por si só já valem a visita!

Em frente ao Palácio Belvedere fica o Museu de História Militar (Heeresgeschichtliches Museum), que é o prédio do antigo arsenal da cidade, que foi convertido em museu e conta a história militar da Áustria desde a Idade Média até os dias de hoje.

Saímos dali e paramos em um dos muitos cafés, que são uma tradição vienesa tanto quanto qualquer palácio ou ópera!

Dicas Finais

O que comer

Não deixe de comer o schnitzel, o prato típico austríaco e encontrado facilmente na cidade. É basicamente um filé de carne de vaca ou porco, empanado e frito, acompanhado de batatas fritas. Pra acompanhar, peça uma cerveja!

Viena é muito famosa também pelos cafés. A Torta Sacher, feita de chocolate, foi criada pelo confeiteiro Sacher e até hoje é possível visitar o Sacher Café e comer um pedaço da torta em seu local de nascimento! Até tentamos, mas desistimos porque a fila estava gigante e acabamos comendo em outros cafés.

Mas qualquer café já vai ter a famosa torta e muitas outras delícias! Afinal, foram os austríacos que fizeram do café da manhã e da tarde uma verdadeira experiência culinária. Mesmo o croissant (a amada patisserie dos franceses!) foi criada por eles há vários séculos.

Reza a lenda que o croissant surgiu após uma tentativa do Império Otomano de tomar Viena durante a madrugada. Como os padeiros já estavam acordados, avisaram as autoridades e a cidade conseguiu se defender. Em comemoração os padeiros inventaram um folheado em forma de meia-lua (símbolo da religião muçulmana) e foi assim que o croissant apareceu! Enfim, não fique apenas pela Torta Sacher, e como croissants e um pouco de tudo!

Ingressos

Dependendo de quantas atrações você desejar visitar pode valer a pena o Viena Pass, que permite visitar todas as atrações e ainda dá acesso ao Hop On/Hop Off. Ao contrário de outros lugares, os ônibus passam a cada 5 minutos porque todas as empresas estão reunidas no consórcio e pode valer a pena pela praticidade.

Caso não queira ver tudo, use as pernas e o metrô e compre os ingressos individualmente na hora mesmo. Eu fui em maio e praticamente não havia filas.

Onde se hospedar

Ficamos hospedados no Mercure Wien Secession, que aparentemente agora não é mais da Accor e se chama Hotel Secession an Der Oper. Na época encontrei diárias por 80 euros, o que foi um ótimo achado pra um feriado. O hotel não fica no meio do vuco-vuco do centro histórico, mas ao mesmo tempo está perto de tudo.

Como ir do aeroporto para o centro

O aeroporto de Viena fica a cerca de 25km do centro da cidade, podendo ter trânsito. Há um trem que liga o aeroporto ao centro, que é a linha S7. A passagem custa €4,20 e a viagem dura 30 minutos. Há trens a cada meia hora.

Mas nós optamos pela praticidade e eu agendei um shuttle já que iríamos chegar relativamente tarde em Viena. Quando chegamos o motorista já estava esperando com uma placa com nosso nome e fomos confortáveis em uma mercedes até nosso hotel por 27 euros! A empresa era Vienna Driver.

Ficamos 2 dias e depois seguimos de trem para Praga, numa viagem de 3 ou 4 horas, que eu vou colocar melhor os detalhes em outro post, incluindo o roteiro completo que fizemos a partir de Viena (Viena – Praga – Budapeste – Bratislava-Viena).

Queijo e chocolate: bem-vindo à Gruyères

Gruyères é um vilarejo medieval com cerca de apenas 2mil habitantes e é a terra natal (advinha!?) do famoso Queijo Gruyères. Conte com casinhas bem estilo suíço, muitas montanhas, um bonito castelo, um excelente fondue e um ótimo vinho! E olhe sempre para o lado: estando no topo de uma colina, as vistas são sempre maravilhosas!

Gruyères é facilmente percorrida, já quem tem apenas uma rua principal que leva diretamente ao castelo. Mas vá devagar! Vá observando como era a vida na Idade Média na Suíça. No meio da rua principal há uma fonte, que todos usavam para buscar água e por isso mesmo era o ponto de encontro da cidade.

Mais à frente fica o portão da cidade, que leva ao castelo, que é cercado de casas históricas bem fofinhas.

Mas o mais inusitado é que bem perto do portão fica o Museu HR Giger. Na verdade, o museu fica situado dentro Château St. Germain, um outro castelo medieval, mas bem menor do que o castelo principal. O museu abriga uma exposição ao artista plástico suíço Hans Ruedi Giger, conhecido por montar os cenários e monstros de Alien. E do outro lado da rua fica o HR Giger Bar, um bar também inspirado nas obras do artista.

Siga em frente e chegará ao Castelo de Gruyères, que é a principal atração da cidade (embora pra mim seja o principal seja o fondue! hahaha). O castelo é o segundo mais visitado na Suíça, ficando atrás apenas do Castelo de Chillon em Montreux.

O Castelo de Gruyères foi construído no século XIII e por séculos serviu de residência a condes e famílias de prestígio. Em 1938, foi comprado pelo governo local, transformado em museu e aberto ao público diariamente, contando os 800 anos de história do castelo.

Nós resolvemos visitar mais tarde e no fim acabamos não voltando, mas o mais legal de todo castelo realmente é ver por fora! Além disso, as vistas das cercanias do castelo são simplesmente lindas, com montanhas verdes a perder de vista!

A região do vilarejo de Gruyères abriga mais de 100 fábricas do delicioso queijo suíço, e muitos deles são abertos à visitação. Inclusive, a mais fácil de visitar fica logo em frente à estação de trem fica a “La Maison du Gruyère”. Nós optamos por não fazer tour interativo, já que estávamos mais interessados em comer do que ver a produção! hahah Então escolhemos um restaurante com vista para as montanhas, onde comemos um maravilhoso fondue acompanhado de vinho da região!

E no tema comida, há também uma chocolateria artesanal chamada Chocolaterie de Gruyères, em que explicam como o chocolate é produzido e há uma pequena degustação. Maaas eu estava acompanhada do meu sogro, que trabalha na Nestlé há anos decretou depois do almoço que iríamos à Fábrica Cailler, uma marca premium da Nestlé (e por isso mesmo nem voltamos no castelo e seguimos viagem para a fábrica de chocolates!)

Fábrica de Chocolate da Maison Cailler

Como disse, fomos na fábrica da Cailler pelo simples fato de que meu sogro trabalha na Nestlé da Suíça e queria que fossemos. Confesso que eu não estava lá super empolgada, imaginando que seria mais um desses passeios da Europa em que há 30 minutos de uma explicação corrida seguidos por uma “degustação” de 2 ou 3 míseros pedaços de chocolate (como foi quando visitei a fábrica da Lindt em Colônia, ou quando fui em Brugge). Mas eu estava super enganada e essa fábrica vale demais a pena!

A marca é um orgulho suíço, que já conta com mais de 200 anos de história. Foi comprada pela Nestlé, que manteve como uma marca independente mais premium. A visita é bem interativa e divertida e conta toda essa história. Tem sala de aromas de chocolates e muitas outras bem divertidas. Explicam como apreciar melhor o sabor do chocolate e muito mais. Mas o principal mesmo é que você pode experimentar todos os chocolates À VONTADE! Eles colocam a disposição todos os chocolates, de todas as linhas, que podem ser experimentados sem restrições! E eu nunca comi tanto chocolate de uma vez só!

E no final do tour você chega na loja, já sabendo quais os melhores chocolates comprar! E vale muito a pena comprar na loja, dada a variedade de combinações. E também porque muitos dos chocolates são mais difíceis de achar fora da Suíça (e alguns mesmo fora da loja!). Pra gente a visita valeu ainda muito mais pena: entramos com desconto de funcionário do meu sogro e saímos da loja carregados de chocolates também com esse mesmo desconto! hahaha

Depois de todo o vinho, queijo e chocolate, pegamos a estrada e seguimos para Vevey/Montreux.

Gruyères na prática

Nós fomos de carro, saindo cedo de Lausanne e terminando o dia em Montreux, voltando novamente para Lausanne no fim do dia. Gruyères fica a 1h de carro de Lausanne, 40 minutos de Vevey ou Montreux. O carro foi a opção mais conveniente, já que conseguimos visitar Gruyères, Vevey e Montreux no mesmo dia. Além disso, a Maison Cailler fica a apenas 10 minutos de carro de Gruyères, mas não me pareceu ser lá muito bem servido por transporte público.

Para quem vai de transporte público, basta pegar o trem para Gruyères, mas que normalmente demandam 1 ou 2 trocas de trem no caminho. A estação fica a uns 10/15 minutos de caminhada do centro da cidade ladeira acima. Há um shuttle que liga a entrada da cidade à estação de trem. Há vagas de estacionamento também perto da estação.

No verão há trens diretos a partir de Montreux no trajeto panorâmico “Golden Line”. Há também na alta temporada o Trem do Chocolate, que leva até a Fábrica da Cailler.

Lavaux,Vevey e Montreux: bem-vindo à Riviera Suíça

A região de Lavaux, Vevey e Montreux é conhecida como Riviera Suíça e há tempos atrai desde turistas à escritores e artistas. Na verdade, o principal motivo da viagem era visitar a família do David, que mora numa cidade próxima de Vevey, e não turistar à exaustão! Ainda assim, mesmo sem ir com a mentalidade de fazer turismo, foi inevitável passar em frente à muitos dos “pontos turísticos”, como o Château de Chillon, a casa de Charles Chaplin e a estátua de Freddie Mercury.

E mesmo que não tivéssemos feito nada disso já teria valido demais a pena: basta olhar em direção ao Lago Léman e pronto: já víamos o lago lindo, cercado de montanhas com os picos ainda com neve e muitas videiras! Ou seja, com certeza foi um dos lugares mais bonitos que já visitamos e que pretendemos voltar!

Lavaux

O primeiro lugar que passamos foi Lavaux, que é a região vinícola na encosta do Lago de Genebra (Lac Léman) e que se estende por 30km até Vevey. A região já produz vinho desde os tempos romanos, sendo que as atuais vinhas estão lá desde o século XI.

Quando fomos já era início do verão e era possível comprar uma taça de vinho por algo como 5 francos suíços e ir fazendo uma trilha, parando em várias vinícolas! A trilha passa pela estrada principal que leva a Vevey, então não tem muito risco de se perder. Não tivemos tempo pra isso, mas nos pareceu sensacional!

Seja como for a paisagem é linda demais! E mesmo sem parar em nenhuma vinícola, toda hora estávamos tirando fotos da paisagem! Como meu sogro mora bem nessa região, já quase em Vevey, bastava a gente ir na varanda e já tínhamos uma das melhores vistas que alguém pode ter!

E também foi lá que curti um belo de um pôr-do-sol! Certamente uns dos mais bonitos que já vi!

Vevey

Chegando em Vevey ficamos mais pelo centrinho. E pra quem vai de trem, basta sair da estação e pronto: você já dá de cara com o lago!

Dá pra entender porque o trecho Vevey-Montreux é chamado de Riviera Suíça. O lugar realmente tem um clima mais despojado e é tudo tão lindo que a gente realmente só quer andar pela margem do lago e nem precisa de maiores pontos turísticos!

À margem do lago há várias esculturas diferentes. Inclusive há uma em forma de garfo que fica bem em frente ao Museu Alimentarium, um museu bem interativo criado pela Nestlé sobre hábitos alimentares. Aliás, a sede mundial da Nestlé é justamente em Vevey!

Em Vevey também fica o Museu Charles World, que é a casa onde ele residiu por anos com sua família até seu falecimento, e que agora foi convertido em museu.

Montreux

Depois seguimos para Montreux, cidade que Freddie Mercury resolveu chamar de sua. Era onde ele dizia que buscava tranquilidade, e dá pra entender a razão disso. Tal como Vevey, a cidadezinha é muito fofa.

Para os fãs de Queen, uma das atrações da cidade é a Estátua de Freddie Mercury, em homenagem ao artista. Freddie e Queen foram à cidade para gravar o disco “Jazz”. Foi então que o cantor se apaixonou pela cidade e comprou não só um apartamento de frente lago, como o Mountain Studio, onde vários discos foram gravados. Inclusive ali foi gravado o último disco do Queen, “Made in Heaven” (Feito no Céu). O disco foi gravado já após a morte de Freddie, usando pedaços que ele deixou, e a foto de capa do álbum é justamente a sua estátua em frente ao lago.

Anos depois, o estúdio foi desativado, mas hoje há o tour Queen – The Studio Experience, com uma exposição sobre o Queen com fotos, letras, instrumentos e outros objetos da banda. O estúdio fica a 5 minutos a pé da estátua, indo pela margem do lago,dentro do Cassino de Montreux. A entrada é grátis.

Mas a atração mais importante da cidade (e também da Suíça!) é o Château de Chillon, um castelo com séculos de história construído em cima de uma ilha, antigamente usada pelos romanos como posto de guarda. O castelo já foi residência de senhores feudais e condes, já foi prisão, depósito de armas, mas desde o século XVIII já se tornou atração turística (numa época em que turismo mal existia). Mais tarde, serviu de inspiração para o castelo da Pequena Sereia. E hoje atrai visitantes do mundo todo!

O Castelo de Chillon não fica no centro de Montreux, mas é possível ir de ônibus/barco (em menos de 10 minutos) ou a pé (em uma caminhada pela margem do lago de cerca de 40 minutos). A entrada custa CHF 13,50. Quando passamos por lá o castelo já estava fechado e não pudemos fazer a visita interna. Por outro lado, estava vazio e ficamos lá curtindo o pôr do sol com vista para o castelo E para o lago!

Lavaux,Vevey e Montreux na prática

Quando fomos era feriado e os preços de hospedagem em Vevey estavam nas alturas e sem muitas opções. E já que queríamos conhecer Lausanne, que é bem perto de Vevey, decidimos nos hospedar em Lausanne e simplesmente pegar o trem pra Vevey ou pegar carona com meu sogro.

Há trens bem frequentes entre Lausanne – Vevey – Montreux e alguns barcos também. A cidade de Vevey está a 7km de Montreux, uma distância que pode ser percorrida de carro, trem, ônibus ou barco! Já o Castelo de Chillon não fica no centro de Montreux, mas é possível ir de ônibus, barco ou a pé (em uma caminhada pela margem do lago de cerca de 40 minutos).

Lausanne

Depois de Genebra, nossa próxima parada foi em Lausanne, uma cidade que também fica no Lago Léman na região de Vaud. Particularmente, eu achei Lausanne mais calma que Genebra, o que acabou contribuindo pra que gostássemos até mais do que Genebra! Pensa bem: uma cidade sossegada, cercada por montanhas, com uma centro histórico medieval super bem preservado e de frente para o lago!

A cidade é dividida duas partes, onde estão concentradas as atrações turísticas. A primeira é a Cidade Alta (Haute Ville), que a parte mais antiga e histórica e onde fica o centro histórica. O outra parte é a Cidade Baixa (Basse Ville), onde fica o lago e onde está Comitê Olímpico.

Como estávamos hospedados no centro, começamos nosso roteiro pela Cidade Alta. Nossa primeira parada foi na Place de la Palud, uma praça criada no século IX e que século XIII se tornou a principal praça e mercado da cidade, onde tudo acontecia. A praça continua cercada de edifícios igualmente históricos como a Prefeitura (Hôtel de Ville) e a fonte mais antiga da cidade.

A partir daí prepare as canelinhas porque vai ter muito sobe e desce pelas vielas medievais e escadarias da cidade antiga. Aliás, boa parte do centro histórico é fechada para carros, o que significa que andar é a única e melhor opção!

Bem no topo está a Catedral de Notre Dame, uma igreja católica em estilo gótico de 1170, que posteriormente foi transformada em igreja protestante. A igreja tem um grande órgão, 7 sinos, mas não tem quase nenhuma decoração. Por ser protestante todos os adornos foram retirados durante a época da Reforma.

Porém o mais interessante é que a torre da catedral ainda conta com um guarda noturno que anuncia o horário. Na Idade Média, era comum que guardas noturnos ficassem nas procurando eventuais incêndios e que anunciassem (gritando!) as horas de madrugada. Essa é uma tradição mantida até hoje, e todas as noites o guarda da torre ainda grita que horas são!

Além disso, vale muito visitar a Catedral pela vista que se tem da cidade. Afinal, a Catedral coroa a cidade e dá vista para a cidade antiga, para o lago e para as montanhas, e talvez seja a melhor vista da cidade!

Há várias escadarias antigas em Lausanne, mas a mais famosa é a Escaliers du Marché, que liga justamente a Place de la Palud à Catedral. A escada está ali desde o século XIII (no mínimo) e o telhado de madeira foi no início do século XVIII.

Depois ficamos batendo perna pelo centro histórico e nos perdendo pelas muitas vielas. Então,seguimos para o Palais de Rumine, um palácio do século XIX que hoje funciona como biblioteca e abriga 5 museus.

Siga um pouco mais à frente e encontrará o Château Saint-Marie, um castelo do século XIV, que hoje é a sede do governo regional.

Visitado o centro histórico, é hora de descer para a Cidade Baixa e andar pela região do lago. É possível ir a pé, mas o mais fácil é pegar o tram e em alguns você já dará de cara com o lago. Bem no centrinho fica a de tram Estação Riponne, que leva à estação Ouchy Olympique em poucos minutos. E pronto, você já vai dar de cara com o Museu Olímpico e com o lago!

O Museu Olímpico tem exposições permanentes e temporárias sobre as Olimpíadas, que contam toda a história dos jogos desde a Grécia Antiga. E ali também a sede do Comitê Olímpico Internacional.

Bem próximo ao Museu Olímpico fica o Château d’Ouchy, um castelo do século XII que foi convertido em luxuoso hotel.

Vale a pena almoçar nessa região chamada de Promenade de Ouchy, que é a “orla do lago”, com vista para o lago e para as montanhas.

Há barcos que saem dali e fazem passeios pelo Lago Léman. Há passeios inclusive para a cidade francesa Évian-les-Bains, que fica logo em frente e é famosa por causa da água mineral Évian, vendida em toda Europa.

Nós aproveitamos o clima bom de primavera pra tomar um vinho de frente para o lago e depois simplesmente andar pela promenade.

E no dia seguinte fomos explorar mais da região de Vaud, em cidades como Vevey, Montreux e Gruyères , que são temas para os próximos posts!

Lausanne na prática

ONDE SE HOSPEDAR

A cidade tem boas opções de hotel e fica bem na entrada de Lavaux, que é a região vinícola de Vaud e uma ótima base para explorar a região. Nós mesmos decidimos ficar em Lausanne pela facilidade de visitar família (o pai do David mora em Vevey) e ao mesmo tempo conhecer mais da região e voltar no fim do dia pro mesmo hotel (e com várias opções de transporte público entre as cidades próximas e Lausanne.

Então resolvemos ficar mais perto da estação central, que além de mais barato do que a região do lago, foi mais prática pra irmos e voltarmos dessas outras cidades. Ficamos no Ibis Centre Lausanne, que na época estava com ótimo preço.

COMO SE LOCOMOVER

Hospedando-se na cidade, assim como em Genebra, você também ganha o passe de transporte público (Lausanne Transport Card). Ou seja, você não vai gastar nada pra se locomover pela cidade. O passe dá acesso à todo o transporte (tram e ônibus) pelo tempo da sua estadia.

Há trens frequentes entre Genebra à Lausanne e o trajeto dura entre 35 e 50 minutos. Comprando com antecedência diretamente no site da companhia de trem é possível encontrar passagens a partir de 3 francos suíços.