O perrengue que valeu a pena: a caça da Aurora Boreal

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Você já se imaginou atrás das Luzes do Norte!? Pois bem, aqui vai um manual de dicas de como vê-las e registrá-las!

Toda a viagem épica na Islândia que fizemos começou porque o David tinha o sonho de ver uma aurora boreal. O que leva a seguintes perguntas que serão nesse post respondidas:

  • O que é uma aurora boreal?
  • Onde ver uma Aurora Boreal?
  • Como fotografar?
  • O que não te contam?
  • Como caçar uma Aurora Boreal?
  • Como foi na prática?

 

  • O que é uma Aurora Boreal?

A Aurora Boreal é um fenômeno natural ótico. Nas regiões polares, pode-se avistar as luzes serpenteando pelos céus. Isso ocorre como consequência do impacto de vento solar com a alta atmosfera da terra, ambas canalizadas pelo campo magnético da Terra.

Para quem se interessar em saber mais sobre essa nerdice segue aqui um vídeo bem legal que explica o fenômeno:

 

  • Onde ver uma Aurora Boreal?

Como disse, a Aurora pode ser avistada nas regiões polares, tanto no Norte (Escandinávia, p. ex. ), quanto no Sul (sul da América do Sul, Antártica, Austrália). Além disso, é necessário que esteja escuro, realmente escuro. Isso faz com que o inverno se torne adequado, pois as noites se tornam muito longas. Tão longas que o sol sequer nasce em alguns países.

Todavia, não basta “apenas “rumar para o Norte. Também é importante que seja um lugar em que as condições climáticas favoreçam. Isso porque, o tempo nublado vai impedir que as luzes apareçam. É por isso que Tromso é conhecida como “a capital mundial da aurora boreal”. Juntamente com as cidades no Norte da Finlândia, Tromso é o local ideal para se ver a aurora. O motivo é que tais cidades estão localizadas no círculo boreal e tem boa visibilidade em virtude do clima mais seco. Já a Islândia não tem uma visibilidade tão boa e, por isso, as chances são menores de se avistar as Luzes do Norte.

Aí você me pergunta: pq diabos Islândia então e não Tromso. Muito simples! Eu não queria ir para um lugar no meio do nada, praticamente sem sol em que a única atividade interessante fosse ver a aurora boreal. Porque se não conseguisse avistar saíria frustrada por ter gasto uma semana de férias em um lugar astronômico de caro! Ta, Tromso tem uma boa estrutura para o turista, mas quase todas as atividades diurnas seriam restritas pelo simples fato de que não há sol no inverno. Além disso, os noruegueses não são exatamente o povo mais simpático do mundo e por aí vai.

Já a Islândia era justamente o contrário. Ouso dizer que o islandês é o povo mais legal do mundo. Ou, ao menos, foi essa impressão que tivemos com aqueles que conhecemos. O país tem taaanto a oferecer que vai faltar dia e dinheiro para tanta coisa deslumbrante que você gostaria de ver. Muito mais legal ficar vendo vulcão, gêiseres, cachoeiras, montanhas, locais de filmagem de Game of Thrones do que ficar perambulando em vilarejos da Escandinávia, não concorda!?

Outro fator é que as temperaturas na Islândia não são tão baixas quanto às do Norte da Escandinávia. E nem as nortes tão curtas a ponto do sol nem nascer. Logo, daria pra ver tudo que queríamos na Islândia sem problemas. Então mesmo que não víssemos a aurora boreal não haveria problema algum porque a viagem para a Islândia já teria sido fantástica e um fim em si mesma! Islândia definida!

  • Como fotografar?

Li em todos os sites que não era possível fotografar com a câmera do Iphone e nem mesmo com uma câmera compacta. Seria necessário uma câmera reflex ou profissional, tipo a digital single-lens reflex. Aí acabamos que não compramos nada. Afinal, tem que montar tripé, comprar lente certa, ajustar tudo na distância x, etc. A chance de vermos uma aurora nem era tão grande assim e o custo de uma câmera que não saberíamos operar nos ajudaria a pagar parte da viagem! Desistimos e deixamos para lá.

Quando estávamos lá, descobrimos um aplicativo chamado Nothern Lights e, pelo menos, para nós foi o suficiente. Como vou contar abaixo, a nossa aurora durou apenas alguns minutos e nem teria dado tempo de conseguirmos tirar uma boa foto com uma câmera profissional e aproveitar e admirar o evento. Afinal, pelo menos para mim, as fotos acabariam que se tornariam secundárias em um evento natural de apenas alguns minutos e que veria apenas uma vez na vida muito provavelmente.

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  • O que não te contam sobre a Aurora Boreal

As luzes da aurora boreal ficam mais nítidas nas fotos do que a olho nú. Não sei por qual fenômeno isso acontece, mas notamos que todas as câmeras do nosso grupo e até mesmo as fotos do nosso iphone mostravam mais aurora do que o que realmente vimos. E pelo visto isso é comum. Todavia, o fenômeno não chega a decepcionar. Pelo contrário. Só é diferente a olho nu daquilo que vemos em fotos e filmagens.

  • Como caçar uma Aurora Boreal? 

Olha, não vou mentir: é um tanto quanto sofrido. Já deu para perceber que acontece à noite. Basicamente, você contrata um guia que te leva para algum lugar fora da cidade. Isso porque, é necessário que esteja bem escuro lembra!? Então, por causa da iluminação da cidade, a menos que seja uma aurora muito forte, não é possível avistar dali. Não que não aconteça. Duas semanas antes de irmos vimos a notícia que a prefeitura de Reykjavík desligou toda a iluminação pública e determinou o desligamento de tudo por meia hora para que todos vissem melhor a aurora, que estava com previsão de escala 9-10. E realmente foi um espetáculo visto até mesmo da capital.

Bem, mas exceções à parte, você contratará alguma empresa que te levará para algum lugar bem ermo. Algo bem legal na Islândia, é que todas as empresas de turismo que vimos te dão um voucher para ir outro dia se você sair no passeio e as luzes não aparecerem (mais uma coisa que não parecia ter em Tromso).

Eu havia encontrado uma empresa bem pequena para fazer o passeio. Além de ser uma van bem pequena, eles também tiravam fotos com equipamento ultra-profissional que falei ali acima e te enviam por e-mail. Infelizmente, como exigia pré-pagamento e eu não sabia que eles devolviam o dinheiro caso não houvesse saída ou dessa possibilidade de refazer. Não lembro o nome dela para por aqui.

De toda forma, nós fomos com a Sterna Travel na opcão Deluxe, que eu recomendo igualmente. Optamos pela Deluxe porque preferimos sair em grupo pequeno numa van/micro-ônibus do que em um ônibus de 45 pessoas. Chegamos no domingo de madrugada na Islândia e já na segunda à noite havia previsão de aurora. Acertamos com a empresa que nos pegou na hora marcada no hotel e tivemos como guia um simpático senhorzinho. Ele nos levou para uma estrada no meio do nada.

Descemos do ônibus no meio dessa estrada em plena noite de inverno escandinavo e ficamos lá… e ficamos… e ficamos… e ficamos… até que!? não vimos nada, nada apareceu, voltamos para o hotel, ganhamos nosso voucher pra outra tentativa. O pior é que era o único dia em que havia previsão/possibilidade era esse mesmo. ok. Paciência. Vida que segue. É um fenômeno natural afinal de contas.

Antes da viagem eu já vinha checando as previsões. Até o site da Nasa eu olhava e passei a entender um pouco de física, coisa que não via desde o ensino médio. Justamente eu que não sei nada de nada que não seja da área de humanas hahahha. E nisso, descobri esse site que informa a previsão de aurora boreal: http://en.vedur.is/weather/forecasts/aurora/

Foi então que o David checando esse site viu no nosso último dia lá (já que no outro dia iríamos embora cedo) que havia possibilidade de aurora boreal para a noite. E lá vamos nós. Ligamos para a empresa que nos pegou novamente no horário acertado, nos empacotamos com nossas roupas próprias e vamos que vamos. Novamente, com o mesmo senhor simpático, fomos para outro lugar ermo no meio do nada em nossa vã e ficamos lá no meio da natureza por algumas horas e… nada! Foi assim que todos do grupo desistiram por cansaço/frio/tédio e quiseram voltar pra capital. Entramos na van, andamos um pouco e tchan: algo começa a brilhar no céu!

Paramos ali mesmo na estrada, descemos correndo e vemos a aurora boreal por alguns minutos (sim, só durou alguns minutos). Olho no relógio e verifico que elas apareceram exatamente à meia-noite, na virada para o dia 5 de novembro. Ou seja, bem na hora do aniversário de 30 anos do David. Até a natureza colaborou!

Valeu a pena todo o perrengue? Mesmo um tanto quanto tímida, nossa Aurora Boreal valeu a pena demais! E fechou com chave de ouro nossa viagem épica para a Islândia!

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Reykjavík

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No nosso último dia inteiro por lá (já que no outro dia viajaríamos cedo) havia previsão de potencial atividade boreal. Assim, decidimos não fazer nenhum passeio longo, ter um dia mais tranquilo porque à noite iríamos caçar aurora boreal (e isso vai render um post próprio em breve). Foi assim que aproveitamos para fazer algo que não fizemos nos dias em que estivemos na capital: conhecê-la! A cidade concentra mais de 100 mil dos 300mil habitantes do país. É a capital mais setentrional do planeta, estando muito próxima ao polo Norte e está lá desde o ano 870.

Muito embora estivessemos hospedados lá, chegamos na cidade de madrugada e nos dias seguintes acordávamos cedo e voltávamos tarde para o hotel, de forma que não vimos quase nada da cidade. Então esse era o dia de conhecer a simpática Reykjavík.

Saindo do hotel fomos em direção a Igreja Matriz. Na volta também passamos por ela e, assim, a vimos sob o templo nublado e depois ensolarada. A Igreja em si, malgrado seja a mais antiga e símbolo da ascensão do Cristianismo, não é tão especial assim a não ser por sua fachada diferentona. O diferente mesmo é que em sua entrada há uma estátua em homenagem à Leif Ericson ou Leif Eriksson.

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Aprendemos na escola que Cristóvão Colombo foi o descobridor das Américas. Todavia, isso não é exatamente verdade. O verdadeiro descobridor foi o islandês Leif, filho do Eric. Seu pai foi expulso da Islândia e se fixou na Groenlândia. O Leif depois de crescido passou a acreditar que mais ao sul e ao extremo haveriam terras mais quentes. Com boas noções de navegação desembarcou na América por volta do ano 1000 e fundou a Vinland, terra das vinhas, com o objetivo de atrair mais vikings. Contudo seu pai morreu e ele teve que voltar para governar seu clã na Groenlândia. Por determinado tempo o assentamento na Vinland teve êxito e tinha uma relação harmônica com os nativos indígenas, mas em algum momento o assentamento foi queimado pelos indígenas e não se sabe exatamente o que houve com os residentes do vilarejo.

Seja como for, as escavações demonstraram a existência de Vinland e o povo islandês tem muito orgulho de ter sido o verdadeiro descobridor da América. E qualquer islandês que você encontre, seja na Islândia ou fora dela, vai te perguntar: e, vc sabe quem é o verdadeiro descobridor da América!?

Outra coisa que é orgulho dos islandeses é sua crença em seres mágicos, como trolls, elfos, gnomos. E você vai ver troll em tudo que é canto da cidade: em jardins, em calçadas, em lojas, em pinturas, em tudo mesmo!

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Não liga para isso!? Bem, você também pode aproveitar seu tempo para comer o melhor cachorro quente do mundo. Pelo menos ele é conhecido assim. E logo que você chegar nesse trailer vai ver uma foto do Bill Clinton e outras personalidades comendo o tal cachorro quente. Nós comemos e, particularmente, achei a fama maior que o sabor. Ruim não é, mas já comi outros melhores. E nem é porque não vem com purê como em SP =P hahah

Outra coisa que se encontra muito para comer é carne de carneiro/ovelha. Afinal, a história da Islândia está entrelaçada com a criação de ovelhas. Acho que já contei em um post, mas as ovelhas são criadas livres boa parte do ano por todo país, tendo uma identificação. Em uma data do ano acontece o evento mais importante da Islândia: a separação das ovelhas. Por isso mesmo que as ovelhas andam pelas estradas, se sentindo as donas do pedaço, e sendo assassinas suicidas do inferno (de acordo com os locais) e se jogando na frente dos carros.  Como se vê, essa tradição é milenar.

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Outro prato típico é a carne de baleia. E um islandês nos garantiu que deveríamos provar o prato, já que não se trata de pesca de baleia em extinção. Nós nāo comemos, mas há quem diga que vale a pena provar uma vez na vida.

Claro que a culinária não é o forte nem de Reykjavík, nem da Islândia. Seu diferencial está na cultura viking, no seu povo alegre e, principalmente, na infinita beleza natural. Mesmo uma voltinha em Reykjavík te proporciona vistas magníficas como as das fotos abaixo.

Em conclusão, mesmo o interior sendo o atrativo do país, passe um dia ou algumas horas em Reykjavík e surpreenda-se com a capital mais ao norte do planeta!

Golden Circle

Esse é o passeio que todo turista que desembarca na Islândia faz. É o Cristo Redentor/Torre Eiffel da Islândia. Como já deu para perceber pelos posts anteriores, a Islândia oferece paisagens deslumbrantes e, como eu também já disse, parece que estamos em outro mundo dentro do nosso mundo! Por isso que o Círculo Dourado faz tanto “sucesso” entre os turistas. Em apenas um dia dá pra fazer um bate-e-volta e se ter uma amostra do que a Islândia é. Cachoeiras, placas tectônicas e gêiseres é o que te aguarda nesse dia!

O guia nos pegou no hotel e começamos o dia relativamente cedo. Bastou andar um pouco para fora da cidade, rumo ao centro do país, para começarmos a ver uma paisagem bem diferente do dia anterior em que fizemos o South Shore. Ao invés de terrenos e terrenos de lava, víamos terras verdes a perder de vista.

Nossa primeira parada foi a cachoeira Faxi. No percurso avistamos a Estação de Energia Geotermal de Nesjavellier, que é a segunda maior do país.

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Algum tempo depois chegamos na nossa primeira parada. A cachoeira Faxi estava incluída no roteiro da empresa de turismo que escolhemos como uma parada extra. A maioria das outras não passa por lá. Apesar de menor é bem bonita de se ver.

De lá seguimos para a cachoeira Gullfoss, a principal do dia. Embora seja muuuito grande, não é a maior da Islândia, mas é a mais visitada, em virtude de sua curta distância da capital e dos gêiseres. A força da água impressiona e das cachoeiras que vimos realmente era a mais impressionante.

O problema é que estava chovendo muito e a força da água nos jogava ainda mais água. Além disso, também ventava muito e fazia muito frio (algo próximo de 1º C, o que tornava a experiência um pouco sofrida. Ademais, exigia uma caminhadinha entre a van e a cachoeira. Ou seja, mesmo ficando pouco, ficamos ensopados, apesar de estarmos com roupas apropriadas.

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De lá percorremos mais 10 km e chegamos no Vale Geotérmico Haukadalur, onde ficam os famosos gêiseres. Você desce da van/carro/ônibus e já avista a terra explodindo água! Impressionante!

É ali também que fica o Geysir, o famoso gêiser que deu seu nome a todos os outros gêiseres. Em islandês geyser significa esguicho/ jorro. E é bem isso mesmo! Um gêiser é uma nascente de água/poça que entra em erupção de tempos em tempos, lançando uma coluna de água quente para o ar.Cada gêiser tem uma profundidade inimaginável e o choque do lençol freático com lavas vulcânicas faz com que a água entre em ebulição e exploda na terra! É demais!

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O Geysir apenas explode quando há forte atividade vulcânica, como erupções e terremotos. E é por isso que geólogos de todo o mundo o observam cuidadosamente, a fim de melhor entender nosso planeta. Todavia, bem perto dele está o Strokkur, que explode a cada 5/10 minutos.

Ficamos perto do Strokkur e o vimos explodir algumas vezes. Tentamos gravar, como está no vídeo abaixo, mas assim que gravamos isso e achamos que havia acabado ele explodiu mais forte, atingindo uns 30 m de altura, mas nisso já havíamos desligado a câmera. =/

Tentamos outras vezes, mas como estava chovendo e tínhamos tempo marcado para almoçar e voltar para a van, não deu pra ficarmos lá. Essa é minha reclamação desse tour que fizemos. Achei meio corrida essa parada especificamente, e que é a mais interessante talvez. Se tivéssemos tido mais 15 ou 20 minutos não teríamos tido nenhuma inconveniência.

De lá seguimos para o Þingvellir National Park, local em que é possível ver as placas tectônicas da América e da Europa. Há um desfiladeiro no parque em que fica justamente a falha geológica que separa as duas placas. Também é por isso que a Islândia tem uma alta atividade vulcânica.

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É muito louco tocar em um paredão e saber que esse é o continente americano e dar mais cinco passos e tocar no outro paredão que é o continente europeu. Nós, nerds assumidos, adoramos! Curiosamente, o local também tem importância histórica, já que ali se reunia o antigo parlamento.

Essa foi a última parada do dia e depois voltamos rumo à capital.

Círculo Dourado na prática

Já disse em outro post  que havia pensado em alugar um carro em um primeiro momento, mas que desisti em razão das condições climáticas. Nesse dia, o tempo estava bem ruim e choveu quase que o dia todo. Em algumas fotos dá pra ver que estou completamente molhada, especialmente nas cachoeiras. Afinal, como disse, mesmo meu casaco sendo impermeável e a prova de vento, há limite para tudo nessa vida né! Se você for no inverno como nós fizemos, o clima estará terrível possivelmente e fazer um day trip com um grupo pode não ser ruim.

Procurei uma empresa que tivesse passeios em grupos pequenos, preferencialmente em van ou micro-ônibus, e acabei optando pela Your Day Tours, que atendia esse requisito. Todavia, esse dia não foi tão bom quanto o South Shore (que falei nesse post aqui).

O guia não era tão simpático no início e não dava tantas informações (Kevin, mas que era um nome falso q ele deu pelo nome dele em islandês ser impronunciável). Vai ver ele estava com sono porque depois ficou mais simpático e foi muito interessante ouvir a história da mãe dele que resolver se candidatar a presidência da Islândia. Também teve o lance de que achei o almoço corrido, já que o restaurante estava lotado, muita chuva e não conseguimos ver os gêiseres como queríamos. Chegamos cedo em Reykjavik e mais 20 minutos ali no almoço teriam feito toda a diferença.

Essa impressão pode ter ficado também porque o guia do dia anterior (Ævar) era fantástico e a simpatia em pessoa! Enfim, a empresa cumpriu a função e ruim o tour não foi, mas nesse dia não teve nenhum diferencial e qualquer outra teria dado certo. Se o tempo estiver bom, até acho que compense mais alugar um carro.

De toda forma, seja com van, ônibus, carro alugado, ou como for, se um dia você for à Islândia, o Golden Circle é um dos passeios imperdíveis!

Conhecendo o sul da Islândia

Esse é um passeio legal para pessoas que adoram natureza. Se você já sentiu vontade de ver geleiras, praias com areia negra, vulcões e cachoeiras, certamente, a Islândia não irá te decepcionar. Afinal, quem vai para a Terra do Gelo quer mais é ver muita beleza natural mesmo! Passamos por vários lugares bonitos e eu tenho certeza que se um dia você for a Islândia também passará!

Nossa primeira parada do dia foi na icônica cachoeira Skógafoss. Está é considerada uma das maiores e mais bonitas cachoeiras da Islândia. Fica próxima ao rio Skógá, estando aí a origem do nome. Tanto o rio quanto a cachoeira tem origem nas geleiras Eyjafjallajökull e Mýrdalsjökull.Essa cachoeira de 62 metros de altura e 15 de largura realmente impressiona. As cercanias da cachoeira são igualmente impressionantes, com seus paredões verdes.

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Nós andamos até a piscina natural que se forma embaixo da cachoeira e ficamos cara a cara com essa obra da natureza. Para quem quiser, há uma escadaria ao lado da cachoeira em que é possível subir e visualizar toda a área ao redor. Eu não quis, afinal estava um pouco chuvoso e subir uma escada escorregadia não seria a melhor das ideias.

De lá, seguimos para Reynisfjara, a praia de areia preta que os islandeses mais se orgulham. De acordo com nosso guia, essa é considerada uma das dez praias não tropicais mais belas do mundo. Realmente, tem seu charme e é bem diferentona mesmo. A praia é de areia fininha mesmo e não de pedras como vemos pela Europa. Só que ao invés de ser branca, bege, marrom, é preta mesmo!

De um lado, há uma formação de basalto que se estende ao longo da costa, formando uma caverna e um paredão. A caverna é chamada de Hálsanefshellir e é um dos cartões postais da Islândia. Fica fácil entender a razão disso.

Dali pode-se avistar o Reynisdranger. De acordo com a lenda, dois trolls gigantes tentaram com um navio cruzar para outra montanha, mas antes que conseguissem o sol apareceu e os petrificou. Na verdade, é só formação de basalto que deu origem a essa falésia/roca.

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Dizem que no verão é possível avistar alguns puffins, que são patos que só existem na Islândia. Mas como fomos no inverno, não vimos nenhum. Aí a parada foi mais longa, pois almoçamos no restaurante ali mesmo uma Kjötsúpa,  a sopa de carneiro típica islandesa. O que foi ótimo, pois que estava uma chuva bem chata e foi bom para nos aquecermos e secarmos um pouco.

Foi então que seguimos para a geleira Sólheimajökull. Foi o ponto alto do meu dia, já que foi a primeira vez que vi uma geleira de perto. Mais legal ainda, o Norte de Game of Thrones, especialmente a Muralha, foram filmados em lugares assim na Islândia. Já que o Kit Harrigton ainda não estava filmando lá, fiz questão de levar meu próprio Jon Snow!

Essa geleira tem 14km, mas infelizmente seu tamanho tem diminuído a cada ano em razão do efeito estufa. Há possibilidade de que ela desapareça entre 100 e 200 anos.

Após ficarmos embasbacados vendo a geleira, era tempo de seguir caminho e fomos até o vulcão Eyjafjallajökull. Lembra dele!? É aquele que causou a maior confusão e parou todo o tráfego aéreo da Europa por uma semana quando entrou em erupção há alguns poucos anos. Aquele mesmo que repórter nenhum da tv conseguia pronunciar. Mas também né! Totalmente compreensível! Tenta vc aí sem se enrolar!

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Aliás, no caminho avistamos outros vulcões. Um deles inclusive está para ter um erupção e os islandeses estão apreensivos com isso. Ainda, foi possível ver campos e campos de lavas, ar quente saindo da terra e outras dessas coisas inóspitas que dão a sensação de que a Islândia é outro planeta mesmo!

Durante esse dia houveram três paradas rápidas menores, como cachoeiras menos expressivas, uma casa em que se acredita que fora habitada por um troll outrora.

Nossa última parada foi em outra famosa cachoeira, chamada Seljalandsfoss. Ela também tem cerca de 60m de altura e também advém da geleira/vulcão Eyjafjallajökull. A peculiaridade dessa é que há uma trilha pela qual você pode passar por trás da cachoeira. Entretanto, confesso que foi uma ideia bem burra. Assim que chegamos atrás não havia como voltar por onde viemos e tivemos que seguir em frente. Acontece que a trilha era chata, escorregadia e eu saí completamente encharcada. Afinal, roupa impermeável tem limites. Então meu conselho é: simplesmente tire suas fotos lá de baixo mesmo, especialmente se o dia estiver chuvoso e o lugar estiver apinhado de gente, como foi nosso caso.

Como tenho dito, a Islândia tem paisagens de tirar o fôlego e esse passeio vale muito a pena! Vá de carro, de excursão, mas visite alguns desses lugares se um dia tiver oportunidade.

South shore na prática

Acho que já falei no blog que havia pensado em alugar um carro em um primeiro momento, mas que ainda bem que não fiz isso. Nesse dia, o tempo estava bem ruim e choveu quase que o dia todo. Em algumas fotos dá pra ver que estou completamente molhada, especialmente no fim do dia. Afinal, como disse, mesmo meu casaco sendo impermeável e a prova de vento, há limite para tudo nessa vida né!

Foi ótimo depois de um dia puxado desses não ter que dirigir, especialmente na chuva e poder voltar pra um quarto de hotel confortável e descansar. Se você for no inverno como nós fizemos, o clima estará terrível possivelmente e fazer um day trip com um grupo pode não ser ruim.

Procurei uma empresa que tivesse passeios em grupos pequenos, preferencialmente em van ou micro-ônibus, e acabei optando pela Your Day Tours, que atendia esse requisito. O guia desse dia era muito simpático. Salvo engano, o nome dele é Ævar (Ivar). Ele apresentou várias bandas islandesas, sendo que uma delas (Of Monster and Men) estou sempre sempre ouvindo desde então! Enfim, ótimo dia!