Conhecendo Montenegro em um dia

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Montenegro é um pequeno país situado nos Balcãs. Desde o Império Otomano era considerado um principado autônomo. Contudo, ao fim da 2ª Guerra Mundial, Montenegro passou a integrar a Iugoslávia. Com o advento da fragmentação da Ex-Iuguslávia, a população optou por continuar unida à Sérvia (antiga Sérvia e Montenegro). Até que em 2006 um novo referendo foi feito e, dessa vez, o país optou pela independência. Hoje o país está em pré-negociação para integrar a união europeia.

Na nossa viagem para Croácia, estávamos hospedados em Cavtat, que fica a meia hora da fronteira com Montenegro. Então, claro que não poderíamos deixar de conhecer mais um país! Nossa intenção era conhecer Kotor, mas acabamos também conhecendo Perast e Budva.

Saímos por volta de 9hs da manhã e meia hora depois já estávamos na fronteira, onde demoramos 30min para passar por causa da fila. Cerca de 45min-1h depois chegamos na nossa primeira parada: a cidade de Perast.

 

  • Perast

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Perast é uma cidade medieval bem pequenininha e seu principal atrativo é a pequena ilha que abriga a igreja de Nossa Senhora. A pequena cidade já faz parte da Baía de Kotor e é banhada pelo Adriático. Há diversos barcos que levam turistas até a pequena ilha a cada 10 min por 5 euros. Pegamos o barco, andamos pela ilha, que realmente é bonitinha. Em 20 min já havíamos visto tudo.

 

Voltamos para a cidade, demos uma andada pra lá e pra cá em 10 min e vimos que era só aquilo mesmo. Ou seja, em 30 min é possível ver tudo, já que não tem muito o que se ver. Vale a pena a parada para dar uma esticada nas pernas e tirar algumas fotos, mas é isso.

 

  • Kotor

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Principal motivo de irmos até Montenegro, Kotor é a capital da Baía de Kotor. A cidade tem sido habitada desde os tempos da Roma Antiga. Assim como Dubrovnik, já fez parte da República de Veneza e, por isso mesmo, é possível ver toda a influência da arquitetura italiana nessa cidade medieval. É circundada por uma muralha muito bem preservada e também por essa razão, a cidade antiga de Kotor foi incluída como Patrimônio Mundial da Unesco.

Além das muralhas, serviam como proteção natural, as grandes montanhas verdejantes, já que Kotor encontra-se numa encosta. Ademais, a região é conhecida pelos seus fiordes, que são os únicos do Mediterrâneo. Somando-se esses fatores (cidade medieval fortificada, montanhas e  fiordes) fica fácil entender porque Kotor é a cidade mais visitada de Montenegro. Vários turistas vêm de Dubrovnik e também tantos outros chegam ali através de grandes navios de cruzeiro que atracam todos os dias.

Nosso plano era ficar só por Kotor e passar a tarde ali. Budva não estava nos nossos planos. Acontece que em uma hora já havíamos visto tudo e não estávamos muito a fim de andar as muralhas da cidade antiga (o que também levaria apenas 1h). Foi assim que decidimos rumar para Budva.

 

  • Budva

Como disse, Budva sequer estava nos nossos planos e digo logo de cara: foi a cidade que mais gostamos em Montenegro!

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Eu havia lido em vaaaarias avaliações de que a cidade era uma perda de tempo, que só tinha uma praia sem graça, que para quem foi de excursão foi muito chato já que não havia tempo suficiente para Kotor e blá blá blá… Mas como não tínhamos mais nada para ver em Kotor e ainda tínhamos bastante tempo, Budva entrou no roteiro. Ainda bem!

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A cidade tem sido habitada desde o séc. VI a. C. Já foi disputada por gregos e romanos, já foi também do Império Otomano e da República de Veneza. Então, assim como Kotor, também tem uma cidade antiga medieval. Achamos essa mais bonitinha e mais completa. Isso porque, a cidade se assemelha um pouco mais a Dubrovnik por ter o Mar Adriático aos pé da cidade antiga, o que torna tudo muito mais bonito.

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Almoçamos em um dos restaurantes em frente à praia. Depois perambulamos um pouco pelo centro antigo e ficamos admirando o Mar Adriático se arrebentar em frente às fortificações da cidade. É ou não é para fazer toda a diferença em um dia!? E foi por isso mesma que Budva foi eleita a cidade que mais gostamos!

 

 

  • Dicas práticas

Fomos de excursão mesmo. Como não queríamos conhecer Budva por causa de tudo de negativo que lemos, a concierge do hotel (que também achava que Budva não tinha nada) nos recomendou uma excursão em uma van/micro-ônibus que iria só para Kotor. Infelizmente, não guardei o nome da agência.

Entretanto, quando estávamos no micro-ônibus, descobrimos que esse tour pequeno fazia o seguinte: iria para Perast, Kotor e Budva. Na volta, ao invés de refazer todo o caminho contornando toda a Baía, a van pega uma ferry para encurtar o trajeto. Quem quisesse poderia ficar em Kotor e depois pegaria um táxi (pago pela agência) até o local que a ferry sai. E esse era o esquema que arranjaram para nós 2.

Depois de andar por Kotor e não ter mais nada para fazer de toda forma, resolvemos ir para Budva com o restante do grupo. A guia havia dito que era melhor almoçar em Budva já que a cidade antiga é bem pequena. Assim, deixamos para almoçar em Budva, o que nos tomou um grande tempo. Em resumo, almoçamos tarde (quase 3hs da tarde) e não tivemos mais tempo para ficar nessa cidade que para nós acabou sendo a mais interessante. Então minha dica é: se for de carro, coloque Budva no roteiro se possível; se for de excursão, almoce em Kotor mesmo e aproveite mais Budva =).

Infelizmente, acabei não guardando o nome da agência, mas acho que todas seguem mais ou menos esse roteiro e nada que uma pesquisada no TripAdvisor não resolva. Para a Bósnia, optamos pela Adriatic Explore e gostamos muito.

Por fim, se você estiver em Dubrovnik e só tiver um dia livre para um day-trip, recomendo que opte por conhecer a Bósnia. As razões estão todas no post completo que fiz sobre Mostar e que você pode ler clicando aqui. E para mais dicas sobre Dubrovnik e a Croácia, acesse aqui e aqui.

 

 

 

 

 

Um dia na Bósnia: onde o Ocidente e o Oriente se encontram

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A Bósnia e Herzegovina é um dos países que se formou a partir da dissolução da Ex-Iugoslávia. Nós estivemos nesse pequeno país intrigante por um dia e foi impossível não vir a tona as recordações dos noticiários que passavam na minha infância mostrando o conflito da Bósnia. Duas décadas depois, o local permanece um caldeirão de diferentes culturas e o impacto da guerra ainda está presente. Para entender tudo isso foi preciso relembrar um pouco as aulinhas de história.

A região já foi dominada pelos sérvios, croatas, venezianos e bizantinos. Alguns séculos mais tarde, acabou sendo tomada pelo Império Otomano. Durante esse período, grande parte da população converteu-se ao Islamismo. Principal razão para isso: imunidade de impostos.  Todavia, em 1878, a Bósnia passou ao controle do Império Austro-Húngaro. Em 1914, o arquiduque austríaco Francisco Ferdinando foi assassinado em Sarajevo por um nacionalista sérvio, o que foi o estopim para a 1ª Guerra Mundial e fez com que a Bósnia fosse anexada à Sérvia. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, a Bósnia passou a integrar a Iugoslávia.

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A derrocada do regime comunista, levou ao desmantelamento da Iugoslávia e a Bósnia tornou-se independente em 1992. Infelizmente, isso levou a uma guerra civil que resultou na morte de 200 mil pessoas. Isso porque, lembra que falei aí em cima que uma parte da população se converteu ao Islamismo!? Pois então, ainda hoje a população é bem dividida: são 3 governos, 3 religiões, 3 culturas, 3 idiomas, 3 tudo.

Hoje, 44% da população é composta por eslavos muçulmanos, seguidores do Islã. Outros, 31% são sérvios e são cristãos ortodoxos em sua maioria. Por fim, 17% são croatas, que são católicos majoritariamente. Com a guerra pelo fim da Iugoslávia, os sérvios se recusavam a se separar e aliaram-se à Sérvia, que nesse momento lutava pela continuação da Iugoslávia. Isso levou a uma guerra civil na Bósnia, entre esse três povos tão distintos. Foi só em 1995 que foi assinado um tratado de paz e, até hoje, as forças das Nações Unidas ainda estão lá para garantir o acordo.

Os retratos da guerra civil ainda estão ali: escancarados. Por onde andávamos, víamos prédios com marcas de balas a perder de conta. Sem contar que víamos bala de fuzil em tudo que é canto. De acordo com nosso guia, sem saber o que fazer com todas as balas que sobraram daquela época, hoje elas viram material para brinquedos, esculturas, souvenirs, etc.

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Hoje tem-se lá uma república presidencialista tripartida, visto que há um presidente bósnio-muçulmano, outro croata e outro sérvio, cada um ocupando o cargo por 8 meses dentro do mandato de 4 anos, de forma rotativa. O sistema legislativo e judiciário também é proporcional. Ainda, há 3 bandeiras. Tudo isso mostra como o país ainda hoje é bem dividido.

O país também está dividido em duas regiões geográficas bem distintas: a Bósnia, em que há densas florestas; e a Herzegovina, uma região mais montanhosa. E por mais lindas que as montanhas sejam, é proibido o hiking/trekking por lá, justamente porque ainda há minas explosivas do período de guerra espalhadas.

Inicialmente, meu plano era ir até Sarajevo, mas dada a escassez de transportes públicos e a complicação que seria, acabei optando por uma semana super relax na Croácia. Aí comecei a pesquisar uma cidade que fosse uma pequena Sarajevo. Ou seja, com as mesmas construções típicas, cultura e história similar. Foi aí que eu encontrei Mostar.

Mostar é tudo aquilo que pensei que a Bósnia seria. Uma cidade marcada pela guerra e pelas diferentes culturas. O centro histórico é uma graça com construções antigas típicas, mostrando onde o Ocidente e o Oriente se encontraram. O comércio é agitado e vale a pena pechinchar nas compras.

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A cada 3 quarteirões há uma mesquita, afinal, acreditava-se que a construção da mesma levaria a família patrocinadora ao paraíso. Ao meio dia, começamos a ouvir cantos e ver pessoas parando para a oração. Dobrar uma esquina, poderia significar encontrar um mercado muçulmano. Era como estar na Turquia, sem estar na Turquia.

Além da cidade antiga, o principal ponto turístico é a famosa ponte velha sobre o rio Neretva. Interessante que quando o exército alemão nazista ali chegou, enviou mensagem para Berlim perguntando se deveriam derrubar ou não a ponte. O comando denegou o pedido, afirmando que não se deve destruir os símbolos culturais de um povo.

Anos depois, veio a guerra civil e, ironicamente, a ponte foi derrubada por esse mesmo povo. Em 2004, a ponte foi reconstruída e hoje representa para a população um sinal de esperança para o futuro e de maior harmonia entre os 3 povos que formam a Bósnia.

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Depois de perambular pelas ruas e almoçarmos, não resisti a ir às compras. Bordados e tapetes lindos com preços acessíveis. Como resistir!? Voltei com alguns na mala. Como todo muçulmano, eles adoram uma negociação de preços e vão fazer qualquer negócio para que você saia com algo nas mãos. Outra coisa típica de lá, são produtos a partir de lavandas: sabonetes, sachês aromatizadores, etc. Mais uma coisa são pratos e enfeites a base do cobre, cobalto e outros metais que são abundantes na região.

Feitas as compras, era hora de seguir rumo ao nosso segundo destino: Kravice Waterfalls. Fomos na estação ideal: a primavera. Isso porque, é a época do ano em que tudo está verde e a água da cachoeira está no maior volume de água. Além disso, por ser início de maio, era baixa temporada e quase não havia ninguém por lá. Ficamos ali curtindo cerca de uma hora e foi o ponto alto do nosso day-trip, ainda mais em um dia encalorado e depois de tanto bate-perna. Esse parque verde com essa cachoeira linda fica a uns 45 minutos de Mostar e eu recomendo demais passar uma horinha ou duas por lá para relaxar, conforme a época do ano.

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Infelizmente, o tempo passou rápido demais e logo já era hora de voltar para Dubrovnik. Tanto na ida, quanto na volta, fizemos uma parada rápida em Neum para esticar as pernas. Neum é a única cidade costeira da Bósnia e fica bem no meio da Croácia! Inicialmente, pode-se pensar que tenha sido um tratado para que a Bósnia tivesse acesso ao mar, mas não, a história é muito mais antiga que isso. Na verdade, a Ragusa (atual Dubrovnik) dominava a área e a cedeu ao Império Otomano para que os ajudassem na defesa contra Veneza, a grande inimiga.

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Até hoje Neum pertence à Bósnia e foi por isso mesmo que tivemos que cruzar 6 fronteiras em um dia só! 3 na ida e 3 na volta! Primeiro, sai-se da Croácia e entra-se na Bósnia para sair da Bósnia e entrar na Croácia de novo e depois sair da Croácia para entrar na Bósnia de novo. E na volta, tudo de novo… Das 3 fronteiras, só uma foi mais demorada, tanto na ida e quanto na volta. Então, esteja preparado para ficar um bom tempo no carro (se decidir alugar) ou na van/ônibus (se for de excursão).

De acordo com a guia, a outra estrada que liga Dubrovnik e Mostar leva um pouco menos de tempo, mas é menos interessante por não ser tão bonita, já que não é beira-mar e por não haver nada entre os 2 pontos.

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Para concluir, vale dizer que a Bósnia me impressionou demais! O país foge de um passeio típico de uma cidade européia, ainda que do Leste Europeu: centro bonitinho, casinhas bonitinhas, a praça com meia dúzia de atrações em volta,… Ali, tudo é diferente. A começar pela caldeirão cultural.

Também por causa da guerra, o país é bem pobre. Então, vá com paciência e mente aberta. Há muitas crianças e mulheres pedindo esmola o tempo todo, como nunca havia visto antes, o que é de quebrar o coração. Como disse, vale a pena fazer compras por lá. Além de serem produtos artesanais lindos, de qualidade e bem baratos, é uma forma de estimular o comércio local.

Enfim, a Bósnia é um desses lugares que te traz um qualquer coisa de novo e de diferente. Já disse uma vez aqui no blog que, para mim, o importante em conhecer lugares que quase ninguém conhece nāo é preencher mais um país no mapa e um carimbo no passaporte, mas ver o quanto o mundo é diverso. Não estou dizendo para você cortar Paris ou Londres do seu roteiro. Mas sim que aquilo que não está na rota turística clássica pode ser também interessante de uma forma completamente diferente. Justamente, os lugares que ninguém vai são os que mais me surpreendem. E, com certeza, pelo menos para mim, a Bósnia foi um desses lugares.

 

Dicas práticas

  • Onde comer

Pegamos a recomendação n. 1 do TripAdvisor e almoçamos no pequeno e aconchegante Tima Irma. O local fica na rua principal entre a entrada da cidade velha e a ponte. É um pequeno restaurante, com uma dona simpática e sorridente que vai te atender como uma amiga. A comida é deliciosa e bem típica. Além de muito barata. Pagamos 13 euros para: 2 pratos gigantes maravilhosos, 2 cervejas, 1 água e queijo. E no fim ela ainda nos deu 2 cartões postais e uma cerveja de lembrança!

Site do restaurante Tima Irma: http://www.cevabdzinica-tima.com/  – Endereço: Onešćukova bb, 88000

 

  • Como ir

O transporte público é meio inviável porque há poucos ônibus, com horários restritos. Uma opção é alugar carro. E era a nossa primeira opção para não ficarmos restritos aos horários dos grupos de excursões. Todavia, pesquisando melhor vi que as filas das fronteiras sempre poderiam ser uma supresa desagradável e tomarem algumas horas. Somado ao cansaço de dirigir por horas no mesmo dia, acabei optando por excursão.

Escolhi a Adriatic Explore, em um tour contemplando Mostar e Kravice, o que foi uma ótima opção. O motorista foi acompanhando em tempo o real o fluxo nas fronteiras e escolhendo as que tinham menos fila. A guia Ivana era muito simpática e sabia muito da Croácia e região. O guia em Mostar também foi bem informativo. Ou seja, nenhum stress e todo o conforto, em um dia naturalmente longo e cansativo, já que são muitas fronteiras e horas de viagem (seja de carro, seja de excursão).

O centro histórico de Mostar é muito pequeno. Muito mesmo! Em 40 min, fizemos todo o walking tour com o guia. Então, tendo 3 horas  no total lá, as 2 horas e poucos restantes foram mais que o suficiente para andarmos, almoçarmos, tirarmos mais algumas fotos e comprar algumas coisinhas. 1h e meia na cachoeira também foi de bom tamanho.

 

 

 

 

 

Um dia em King’s Landing – Tour de GoT em Dubrovnik

Assim que definimos Dubrovnik como nosso destino de férias, sabíamos que iríamos querer ver os mais diferentes locais de filmagem de Game of Thrones em Dubrovnik e cercanias. Afinal, somos fãs dos livros e da série. Além disso, muito embora já tivéssemos visto fotos da Croácia e Dubrovnik já estivesse na nossa wish list, foi mesmo a tentação de conhecer King’s Landing que tirou a cidade do “um dia vamos” para o “vamos na data X”!

Alguns locais de filmagem são facilmente reconhecidos. Outros, a menos que você vá com um guia, fica mais difícil reconhecer. Por isso mesmo, já também sabíamos que seria interessante fazer um tour guiado. Assim, agendamos um tour, mas nada nos impediu de já começar a reconhecer alguns locais e ir explorando com toda a calma do mundo.

A 1a temporada foi gravada em Malta. Especula-se que eles foram expulsos por terem danificado um local protegido ambientalmente. Foi aí que G. R. R. Martin que já conhecia Dubrovnik sugeriu a Croácia. Afinal, o local é uma cidade medieval linda, cercada pelo mar, com muito verde e, de acordo com o próprio ator, o que ele achava que seria king’s Landing. Olha, e realmente parece que a cidade saiu dos livros para ficar ali da Dalmácia!

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Já vimos um dos locais de filmagem logo que começamos a turistar. E nada mais, nada menos, que a Red Keep! A Fortaleza Lovrijenac representa Red Keep na história, que é o castelo de King’s Landing.

 

De vários pontos da cidade, pode-se avistar a Fortaleza. Assim, acabamos que vimos de vários ângulos diferentes e em mais de um dia.

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Outro local que está logo ao lado e percebemos de cara foi Blackwater Bay, local em que Stannis perdeu a batalha em King’s Landing, naufragando seus navios, quando Tyrion comanda o ataque com fogo-vivo.

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E no mesmo local também é o Porto de King’s Landing. Local em que Cersei e Tyrion viram a Princesa Myrcella partir e que Sansa, Shae e Littlefinger  conversaram em algumas cenas.

Também andando pela cidade encontramos a escadaria que dá entrada ao Septo de Baelor, local em que Cersei foi sentenciada a caminhar nua até a Red Keep na famosa walk of shame.

Interessante que esse é também o local que findou o casamento da HBO com Dubrovnik. Aparentemente, é um local de cunho religioso e não autorizaram a cena. Depois de muita barganha, conseguiram filmar. No entanto, os produtores já haviam ido à mídia meio que falando mal de Dubrovnik, o que acabou gerando um mal estar. Por isso mesmo, a partir da 6a Temporada, a locação passou a ser na Espanha e apenas uma cena foi filmada em Dubrovnik.

Outro fato interessante é que a atriz Lena Headey, que interpreta a Cersei, se recusou a fazer a caminhada. As razões eram a de que ela não gostaria de ficar totalmente nua e a de que estava grávida. Estão outra atriz fez toda a cena e o rosto dela foi incluído digitalmente.

Nesse dia, meio que fomos encontrando locais, sem nos preocuparmos muito em procurarmos. Isso porque, iríamos fazer um tour só disso, passando por Dubrovnik (king’s Landing), Ilha de Lockrum (Qarth) e Arboretum Trsteno (jardim real). Chegado o dia do passeio já estava eu toda feliz com minha camiseta de GoT. Afinal de contas, “I’m a Stark, I’ll always be a Stark” hahah.

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O tour nos pegou no hotel, o que foi ótimo, já que estávamos hospedados em Cavtat. Chegamos Pile Gate em meia hora, que é a entrada da cidade. Ficamos lá um bom tempo esperando o resto das pessoas chegarem. A primeira parte do dia seria um walking tour. Todavia, nos espantamos porque quando todos chegaram esse walking tour foi com um grupo imenso de cerca de 35-40 pessoas! ok né…

O primeiro lugar até onde fomos caminhando foi um parque perto da Fortaleza Lovrijenac. Foi nesse parque que foi filmado o Purple Wedding, episódio em que o Joffrey morre finalmente!

Do parque subimos a Fortaleza Lawrence e lá vimos, por exemplo, o local em que Littlefinger diz a Cersei que os poderosos esquecem que conhecimento é poder. Ela manda que os guardas o prendam e cortem sua garganta, mas então diz que mudou de ideia e comanda que se afasta e virem, dizendo ao Mindinho: “poder é poder”.

Outras cenas também foram gravadas ali. Algumas com o Hound (Cão/Sandor Clegane), outras aleatórias. Da Fortaleza Lawrence se tem uma bela para a Fortaleza Lovrijenac. Também pode ser avistada a Casa dos Imortais (House of the Undying), bem como um local em que foi filmado a Montanha treinando.

Descemos a Fortaleza e fomos rumo Fortaleza Lovrijenac, justamente para ver o Porto em que Sansa, Shae e Mindinho conversaram algumas vezes e Blackwater Bay, que falei ali em cima. O que não havíamos notado é que ali também era o bordel do Littlefinger e local que Sir Janos Slynt comanda o assassinato dos bastardos do Rei Robert Baratheon. Aí lembrei que Tyrion depois o envia em exílio para a Muralha e ele acaba decapitado por Jon Snow por não cumprir ordens.

De lá seguimos e entramos na cidade pelo Portão Pile. O que achei interessante é que foi feito um tratado há séculos determinando que o portão nunca deveria ser fechado. Assim, o portão passou séculos sem ser fechado, mesmo durante as Guerras Mundiais e a a guerra em que a Croácia reivindicou a independência da Ex-Iugoslávia. Entretanto, o portão foi fechado para a cena em que Jaime retorna a King’s Landing!

A entrada do portão dá para uma escadaria, local em que várias cenas foram filmadas no episódio em que o Joffrey é atacado, o que leva a um motim rebelde. A Sansa é quase estuprada, o Tyrion e o Clegane voltam para resgatá-la, etc.

Desse ponto, a guia nos levou ao que seria o Septo de Baelor e as duas ruas em que a Cersei fez a walk of shame. O walking tour acabou ali e tivemos duas horas para almoçar e descansar de tanto subir e descer. Para a segunda parte do tour, nos encontramos direto no Porto. Felizmente, o grupo estava menor e era de cerca de 20-25 pessoas.

Pegamos o barco em direção à Ilha de Lokrum. Era hora de conhecer Qarth. Saindo do barco, basta subir uma ladeirinha e, em 5 minutos, chegamos a um antigo palácio. Ali que foram filmadas boa parte das cenas que se passam em Qarth. O passeio já vale a pena de toda forma. A ilha é muito bonita, mesmo não tendo visto muito dela.

Ali também está um Museu de Game of Thrones. O museu tem informações sobre a série e livros, bem como imagens, símbolos, etc. Entretanto, o mais legal do museu é que ali está a mais famosa réplica do Trono de Ferro. É justamente aquela que circulou o mundo todo lá pelos idos de 2012 e agora permanece lá. O original está no estúdio em Belfast e nunca saiu de lá. Claro que nos divertimos muito ali!

Fora isso não tem muito mais de GoT. Então fomos para fila, esperar o próximo barco para voltar para a entrada de Dubrovnik e pegar o ônibus que nos levaria para Arboretum Trsteno, que é um pouco mais afastado de Dubrovnik. Foi local de filmagem dos jardins reais.  Várias cenas foram gravadas lá. São exemplos a conversa da Sansa com o Tyrion sobre a morte do Robb, o treinamento do Jaime com o Bronn, as conversas entre Sansa e Margaery, Olenna e Loras Tyrell, Oberyn Martell escrevendo, etc.

O jardim é realmente muito bonito. Pertencia a uma proeminente família que lidava com o comércio marítimo. Eles requisitavam que os navegadores trouxessem espécies de plantas de todo o planeta e plantavam no jardim. Por isso, é um jardim bem diferente.

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O jardim é o último local do tour. Retornando ao hotel, fomos comentando como Dubrovnik hoje se apoia em GoT para fomentar o turismo. Encontramos diversas lojas que vendiam de tudo de GoT: bonecos, chaveiros, imãs, etc. Em uma delas era possível tirar foto com uma réplica do trono se uma lembrancinha fosse comprada, e nem era caro. Em outra, eu achei o lugar certo pro meu Jon. Não resisti e agora meu Jon tem já está no trono, pelo menos aqui em casa!

Dicas práticas

A empresa utilizada para o tour foi a Atlas e é uma das maiores da Croácia: http://www.atlas-croatia.com/arrangement/game-of-thrones-3-complete-walking-tour/

O tour teve algumas desvantagens, como o grande número de pessoas no walking tour. Pior ainda, foi um tanto corrido. Especialmente o walking tour de manhã, que envolvia subir e descer muitos degraus na Fortaleza e as pessoas praticamente tiveram que correr, inclusive os idosos. Obviamente, que um grupo de 40 pessoas poderia ser dividido em 2 de 20 pessoas e a guia poderia andar um pouco mais devagar, ainda mais com tantas pessoas mais velhas subindo fortalezas!

Infelizmente, não tivemos nenhum tempo para andar um pouco pelo jardim, nem que fosse por 20 min. Vendo nossa cara de decepçāo, a guia disse que infelizmente o lugar não tem um café para quem quiser sentar e normalmente as pessoas já estão cansadas a essa altura. Por isso, não havia nenhum tempo para andar pelo jardim. E que ela reconhecia que era uma pena, já que o lugar é lindo. Voltamos para ônibus, que nos levou de volta para o hotel.

Para demorar menos na volta, havia uma van nos esperando em determinado ponto da estrada para nos levar para Cavtat direto, sem termos que passar por Dubrovnik e isso foi legal. Outro lado positivo do tour foi que nos pegou e nos deixou no hotel na cidade em que estávamos (Cavtat) em uma van. Ou seja, foi muito mais confortável do que se tivéssemos feito tudo por conta.

Não conseguiríamos ir de Cavtat para Dubrovnik para  fazer outro walking tour, e ainda ir para Trsteno, voltar para Dubrovnik para ir para Lokrum em um dia só. Mesmo que fóssemos só para Trsteno em um dia já seria difícil já que teríamos que ir de Cavtat para a rodoviária de Dubrovnik (que é afastada) para pegar outro ônibus para Trsteno e os horários não batiam. Ou teríamos que alugar um carro. Então foi confortável e viável. A guia também era simpática. Ainda, o próprio hotel que agendou e pagamos no check out mesmo.

Por outro lado, houve essa série de fatores decepcionantes. Então eu recomendo esse tour mais ou menos. Vale a pena se não estiver em Dubrovnik, se não tiver alugado carro, se fizer questão de conhecer Arboretum Trsteno (Lokrum só tem o museu que é no palácio, então dá para ir por conta de boa e reconhecer tudo, embora em nenhum blog eu tenha encontrado essa informação).

Eu havia escolhido um tour privado, mas deixei para agendar meio que em cima da hora porque não queria fazer em um dia chuvoso. Acontece que quando entrei em contato, só havia disponibilidade em horários bem ruins. Foi aí que vimos essa outra opção no hotel. O site do tour privado é: http://www.tourthegameofthrones.com

Outra opção que também tem boas reviews no TripAdvisor é a Dubrovnik Walking Tours.

Ah, e o que nos inspirou a fazer o Tour em Dubrovnik foi o que fizemos na Islândia e que você pode conferir aqui.

Dubrovnik

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Dubrovnik fica ao sul da Croácia, sendo conhecida como a Pérola do Adriático. E isso não é a toa: a cidade realmente tem uma beleza natural e arquitetônica deslumbrante! No passado, também já foi chamada de Atenas Eslava, pois em uma época que imperava a barbárie em toda a região, Dubrovnik já despontava com um referencial artístico e cultural.

Já pertenceu ao Império Bizantino, à República de Veneza e ao Reino da Hungria. Isso levou a cidade a se fortificar com a finalidade de tentar se proteger de possíveis invasões. A cidade se desenvolveu através do comércio marítimo e é por isso mesmo que é possível ver ciprestes por todos os lados em que se olha. Diz-se que, como os navios era construídos a partir da madeira de tais árvores, cada morador deveria plantar uma centena de ciprestes ao longo de sua vida no mínimo. Dessa época de ascensão de Dubrovnik, restou a bela cidade antiga, que hoje é Patrimônio Mundial da Unesco.

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A cidade antiga, também chamada de Stari Grad, é linda e bem medieval. Toda preservada e em um estilo mais italiano. Todas as casas construídas em pedras clarinhas, janelas verdinhas, o chão de mármore refletindo o sol. Ainda, à sua frente está o belo Mar Adriático com suas águas azul-turquesa; atrás, uma cadeia de montanhas e, por todos, os lados ciprestes. Ou seja, um lugar que de tão perfeito nem parece real!

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Viemos de Cavtat de barco e não fizemos nenhum roteiro. Assim que entramos pelo portão Ploče, já nos deparamos com tudo isso que descrevi acima. Saímos caminhando pela rua Stradun, que é a principal da cidade.

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Portão Ploče

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Stradum

 

A rua Stradum é bem pequenininha em 5/10 min é possível andá-la toda. Por isso mesmo, fomos nos metendo em vielinhas, meio que sem rumo e apenas apreciando a cidade sem nos preocuparmos em vermos todos os pontos turísticos.

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Fanáticos que somos por Game of Thrones já reconhecemos de cara vários pontos de filmagem e saímos comparando realidade versus série. Todavia, também não nos preocupamos em sair procurando tudo, já que faríamos um walking tour de Game of Thrones em Dubrovnik, que será o assunto do próximo post.

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Passamos o dia na cidade e, um dia, realmente é o suficiente para conhecê-la. Acabamos voltando outro dia para o tour de Game of Thrones, mas se você optar por ficar uma semana nessa região vai ter opções de passeios para todos os dias, que foi o que fizemos.

A cidade antiga é bem pequena e, por isso mesmo, dá para conhecer tudo em um dia só, incluindo-se o tempo para subir e andar toda a muralha. Deixamos para subir a muralha no último dia de viagem, quando voltaríamos pela 3a vez à Dubrovnik. Acontece que preferimos ficar tomando sol no hotel, com uma vista maravilhosa do Mar Adriático. Estávamos um pouco cansados depois de toda nossa andança pelos Balcãs.

Além disso, teríamos que ir e voltar de Dubrovnik de olho no relógio, sendo que já havíamos subido o Forte de St Lawrence no tour de Game of Thrones, que é o ponto mais alto da muralha, e visto outras vistas de Dubrovnik por cima. Por isso mesmo, acabamos desistindo, já que seria um pouco corrido e cansativo pra ver um pouco mais do mesmo. No entanto, para quem quiser, o valor do ingresso é de 150 kunas (20 euros aproximadamente) e é vendido perto do Portão de Pile, sendo que há várias entradas para a subida.

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Dubrovnik surpreende tanto pela beleza natural e arquitetônica, quanto pela quantidade de turistas. Fomos na segunda semana de maio, que ainda está longe da alta temporada, e já sentimos o lugar quase lotado. Ficamos imaginando no pico do verão (e pico do calor) com zilhares de turistas circulando por essas ruas estreitas. Então, se Dubrovnik tem uma lado negativo, talvez seja esse. Isso porque todo mundo já descobriu essa cidade charmosa, especialmente depois de Game of Thrones e os turistas disputam espaço.

Isso nos fez mais certos de que escolhemos bem ficando afastados de toda a confusão de Dubrovnik, ao escolher um resort em Cavtat. Assim, conseguimos ver Dubrovnik, mas voltar no fim do dia para um lugar bem sossegado.

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De toda forma, mesmo conhecendo apenas um pedaço da Croácia, por tudo que vimos lá, e por todas as pesquisas feitas e as fotos que vimos de outros lugares, de fato, Dubrovnik é a cidade mais bonita da Croácia e merece a alcunha de Pérola do Adriático. Com certeza, é um destino que deve estar na lista de desejos para casais em viagens românticas, fãs de Game of Thrones, apreciadores de história, de beleza natural ou viajantes em geral.