Estrasburgo

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Estrasburgo (ou Strasbourg) é a capital da região da Alsácia. Como tal é uma cidade francesa, mas com forte influência alemã. Isso porque, a cidade trocou de mãos várias vezes ao longos dos séculos. Com o fim da 2a Guerra Mundial, a cidade tornou-se definitivamente francesa.

Como muitas cidades européias, é Patrimônio Mundial da Unesco e você pode (e deve) conhecê-la a pé. Não dá para negar que o que nos atrai em Estrasburgo é a La Petite France, um dos bairros mais pitorescos e fofos que já conheci.

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Pescadores e artesãos já viveram e trabalharam nessa região da cidade. Construíram suas charmosas casas de enxaimel nos séculos XVI e XVII. As ruas e casas foram construídas ao nível das vias navegáveis. O resultado é encantador.

A partir da “Petite France”, pode-se caminhar até Les Ponts Couverts. “As pontes cobertas” mantiveram esse nome, apesar do perecimento do teto no século XVIII. São antigas fortificações que serviam como defesa da cidade.

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Próxima às pontes está a Barragem Vauban, também conhecida como “Grande Bloqueio”. Recebeu essa denominação, pois permitiria inundar parte da cidade caso houvesse necessidade em razão de ataque de inimigos.

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Todavia, talvez o principal ponto turístico seja a gigantesca Catedral de Notre Dame, sendo uma obra icônica do período gótico. Sua construção foi iniciada em 1015 e somente terminou em 1439. A sua torre de 142m já fez com que fosse considerada a maior igreja do mundo por muitos anos. Hoje, está em 4o lugar. O destaque está também nas centenas de esculturas que adornam o lado exterior e nos dão uma ideia da vida na Idade Média. Já no interior, além dos vitrais, destaca-se órgão monumental.

O principal museu é o Palácio Rohan que, na verdade, é um complexo que abriga três museus: o Museu Arqueológico, o Museu de Artes e o Museu de Finas Artes.

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 Estrasburgo é também conhecida como uma das capitais da Europa, devido às inúmeras instituições europeias que ali estão, dentre elas, Conselho da Europa, o Parlamento europeu e a Corte Europeia dos Direitos Humanos.

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Nós fizemos o passeio longo de barco Batorama. O tour longo passa em frente às instituições da União Europeia, além de todos os pontos turísticos do centro histórico e haviam vários horários de partida.

Ademais, há parques na cidade, outros museus e muitos restaurantes. Aproveite para comer crepe, comidas a base de porco, tortas,.. tudo isso acompanhado do vinho alsacês.

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Particularmente, foi a cidade da região que mais gostei. Afinal, depois de bater perna pelo centro antigo de Estrasburgo todas as outras pareceram meio iguais, inclusive Colmar. Passamos dias muito agradáveis nessa cidade absolutamente fofa! Tanto que é uma das nossas cidades favoritas da França!

Alsácia

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Alsácia (Alsace em francês) é uma região na região nordeste da França, junto às fronteiras da Alemanha e Suíça. Por isso mesmo, a Alsácia é uma região muito peculiar da França, pois mescla características francesas, alemãs e suíças. 

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Os celtas já habitavam a região quando no ano de 58 a.C. os romanos a dominaram. Devido às propriedades do solo, os romanos estabeleceram a região como um centro de viticultura, característica da Alsácia até hoje. Os vinhos dali são muito recomendados pelos apreciadores da bebida e eu me incluo aí. Inclusive, para os apreciadores da bebida há a famosa Rota da Alsácia, que passa por diversas vinícolas da região ao longo do Rio Reno.

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Com o declínio do Império Romano, a região passou a ser controlada pelos Alamanos, depois pelos Francos, pelo Sacro Império Romano-Germânico, novamente pelos Francos, mais uma vez pela Alemanha até, enfim, voltar ao domínio francês com o fim da 2a Guerra Mundial. E justamente esse troca-troca no domínio deu a essa região características únicas que a tornam diferente de todo o resto da França. Por lá, ainda existe o dialeto alsaciano, a culinária mistura chucrute com crepe e a arquitetura tende ao estilo alemão/suíço com suas casas de enxaimel.

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Nós passamos 3 deliciosos dias e noites na região, sendo que em todas elas ficamos hospedados em Estrasburgo. Um dia dedicamos para Estrasburgo, outro para Colmar e outro para Obernai, que serão assunto dos próximos posts.

Além disso, a partir de lá pode-se conhecer a Floresta Negra na Alemanha, que inspirou tantos contos de fada. Acabamos decidindo não ir, pois não estávamos de carro, não queríamos alugar e ir de transporte público era meio inviável pois envolvia trocas de trem/ônibus e poucas opções de horário.

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Nossos dias por lá foram bem tranquilos, pois é uma viagem em que o foco não é bater ponto em pontos turísticos, mas simplesmente aproveitar as cidades bonitinhas e a boa culinária. Então, passamos alguns dias apenas flanando por ali sem muito compromisso. Afinal, é tudo muito lindo e fofo.Inclusive, Estrasburgo é tão fofinha que foi justamente seu centro histórico que serviu de inspiração para a vila da Bela (de A Bela e a Fera).

Nós adoramos! Entrou para a lista de lugares que queremos voltar, especialmente Estrasburgo!

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Alsácia na prática

Na época, fomos de ônibus a partir de Luxemburgo. Pagamos 6 euros ida e volta no total para nós dois com o Mega Bus UK. Entretanto, parece que não há mais essa rota. De toda forma, o trajeto pode ser feito de trem TGV. A partir de Paris a viagem dura 1h45m e custa 50 euros ida e volta se comprado com boa antecendência. A partir de Luxemburgo a viagem dura 1h20m e custa 30 euros também se comprado antecipadamente. Por lá, também fizemos tudo por transporte público, mas isso também vou detalhar nos próximos posts.

Ficamos hospedados no Comfort Hotel Strasbourg Montagne Verte, que eu recomendo mais ou menos. O quarto era relativamente pequeno (como todas na França), o chuveiro saía pouca água e não havia ar-condicionado, sendo que fomos no verão. Por outro lado, na altíssima temporada pegamos uma promoção no booking e pagamos 40 euros com café da manhã incluso! O atendimento era bom e o restaurante do hotel também, com ótimo café da manhã e jantar. Ou seja, foi um ótimo negócio. Então eu recomendo se estiver com um bom preço e você não se importar tanto com conforto. O hotel fica a uns 20 ou 30min de caminhada do centro histórico, mas que é uma caminhada agradável beirando o rio. Além disso, há uma estação do tram a um quarteirão e pode-se comprar passagens com desconto a partir de 2 pessoas.

 

 

Metz

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Metz é a capital da região de Lorraine e fica na região do Rio Moselle. Apesar de desconhecida para a maioria dos turistas e de não ter tanto o que fazer é uma ótima opção de bate-e-volta para quem está em Luxemburgo (como nós), ou mesmo de Paris. Pode-se conhecer a cidade em apenas algumas horas e, ainda assim, já será um prato cheio para quem se amarra em história, como eu.

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A cidade é muito antiga. Os celtas já habitavam o lugar por volta do século IV a.C. Após a dominação romana, torna-se uma importante cidade galo-romana. Por isso, essa região da Antiga Galia dispunha de termas, aquedutos, grandes construções, mas que foram todas incendiadas em meados do século V.

Durante a Idade Média, foi capital da Austrásia, capital religiosa na Era Carolíngia e integrou o Império Romano Germânico. Por isso mesmo, dá para notar a influência arquitetônica romana e alemã. Depois tornou-se uma república independente e vivenciou um rico período.

Em meados do século XVI, a cidade de herança cultural romana, aceitou a proteção francesa contra as tentativas de invasão, abrindo mão de sua independência. Todavia, a cidade acabou sendo anexada pela Alemanha em 1871 e depois novamente em 1940.

No período em que Metz foi anexada à Alemanha, as antigas muralhas e vários outros monumentos antigos da cidade antiga foram derrubados infelizmente para dar espaço a uma Metz mais moderna que surgia.

O principal ponto turístico parece ser a Catedral de Saint-Etienne, que tem 42m de altura e é uma das igrejas góticas mais altas da Europa. Além disso, tem 6.500 m² de vitrais, o que lhe rendeu a alcunha de Lanterna do Bom Deus. Tem estilo atípico, pois foi construída entre os séculos XIII e XVIII a partir de outras três igrejas já ali existentes anteriormente.

Outra igreja bem conhecida é a protestante Temple Neuf. A inspiração para construção dessa igreja veio das catedrais renanas e, em razão disso, aparenta ser medieval quando na verdade foi construída no século XX. No entanto, sua principal particularidade está em situar-se numa pequena ilha ao meio do Rio Moselle que corta a cidade.

E falando no Rio Moselle, é impossível não lembrar de Estrasburgo por exemplo, já que também tem inúmeras construções junto ao rio, o que é uma delícia para uma caminhada.

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À margem do rio também está a Ópera-Teatro. Sua construção teve início em 1738 e é a mais antiga ópera ainda em funcionamento da França.

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Outro ponto turístico é a Praça da República que é bem bonita, tendo modernas fontes de água. Perto dela estão vários prédios históricos e que foram convertidos em prédios governamentais.

Próximo à Praça da República também está um bonito parque. Aliás, áreas verdes é o que não falta em Metz, pois há diversos parques na cidade. Nós passamos mais de uma hora andando pelos Jardins Jean-Marie.

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Ainda, há o Centro Pompidou, um museu de coleções galo-romanas e medievais e a Porta dos Alemães. Esse portal é um dos resquícios da muralha medieval. Pretendíamos caminhar até lá, mas acabamos desistindo, pois o tempo virou para chuva e também estávamos um pouco cansados.

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Dicas Práticas

1.Onde comer

O prato típico da região é o quiche. Entretanto, estávamos afim mesmo era de um bom crepe. Afinal, estávamos na França. Escolhemos a Creperia St Malo e foi uma ótima escolha. Crepes grandes, deliciosos e dos mais variados sabores. Além disso, eles servem cervejas e vinhos da região. O atendimento foi rápido, apesar do lugar estar lotado.

2. Como ir

Fomos e voltamos de carro a partir de Luxemburgo em 50 min. Estacionamos o carro em um shopping próximo à Praça da República.

Outra opção é o trem TGV que conecta ambas cidades em também 50 min. O valor da passagem ida e volta é 21 euros e não é necessário comprar com antecedência.

Para quem está em Paris, o TGV leva 1h20m e as passagens podem ser compradas antecipadamente pela internet.

Hotel Croatia Cavtat

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Ficamos hospedados no Hotel Croatia Cavtat. E gostamos tanto, mas tanto, que obviamente ele merecia um post só para ele!

Normalmente, nos hospedamos em hotéis mais econômicos, já que usamos o hotel apenas para dormir, tomar banho e guardar malas. Então, geralmente, optamos por hospedagens mais baratas em prol de conhecer uma ou duas cidades, ou um dois países a mais. Via de regra, são locais limpos (quase sempre), bem localizados, mas com nível de conforto baixo.

Eu já contei que cogitei uma outra viagem de uns 10 dias que contemplasse Zagreb (para conhecer os famosos Lagos Plitvice), Split e Sarajevo (capital da Bósnia) ou combinar com a Eslovênia. Acontece que sempre trocamos conforto por conhecer mais um cantinho do mapa, ainda que signifique hotéis mais econômicos, mais ônibus, trens, vôos e cansaço. No caso da Croácia e países vizinhos, o deslocamento é por ônibus em trajetos que levam horas.

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No entanto, ficamos pensando que era nosso aniversário de  5 anos juntos e 2 anos de casamento e que seria legal fazer uma viagem tranquila. Além disso, tivemos alguns meses atarefados e estávamos a fim de descansar mesmo.  Definido isso, escolha do hotel teria que ser a dedo!

Após várias buscas pelo Booking e Expedia, encontrei o Hotel Croácia Cavtat, que prometia ser tudo o que queríamos! Um resort 5 estrelas numa península bem em frente ao mar, localizado na pacata vila de Cavtat.

Para completar, ainda apareceu uma promoção e a diária saiu por 150 euros em regime de meia-pensão (café da manhã e jantar inclusos) no quarto superior com varanda! Apenas um pouco a mais do que pagaríamos para ficar na baixa temporada em Lapad em um hotel 3 estrelas (região costeira de Dubrovnik) ou na cidade antiga de Dubrovnik em um bed and breakfast. Reservei assim que vi essa promoção, com meeeeses de antencedência.

Chegando lá o hotel era tudo que o site promovia e muito mais. O hotel toma uma encosta inteira de Cavtat. O resort é um grande complexo bem em frente ao lindo Mar Adriático. A rede Adriatic Luxury Hotels também tem outros hotéis do mesmo naipe em outras regiões da Croácia.

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Os quartos eram grandes, confortáveis, limpos. Nada de ficar calculando qual o melhor lugar para alocar a mala sem que ela atrapalhe o caminho ao ficar aberta! hahahah

Quando chegamos nos colocaram em um quarto que era anexado a outro. Por ser uma porta e não uma parede, assim que entramos percebemos que dava para ouvir tudo do outro quarto. Pedimos a troca e nos deram um outro quarto com uma vista ainda melhor!

O wi-fi do quarto pegava super bem e tinha uma conexão bem rápida, o que é raro em hóteis. Por termos escolhido o quarto superior com varanda, ao final da tarde contemplávamos papeando um pôr-do-sol espetacular, sentados na varanda.

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Aliás, de todo o hotel pode-se ficar apenas admirando a natureza. Há inúmeros caminhos para caminhada em meio à arvores e ciprestes, que sempre dão em alguma vista para o mar. O hotel é ótimo para só relaxar e ir curtindo a paisagem.

O próprio café da manhã tem a opção de ser servido no restaurante interior ou no imenso terraço que dá essa bela vista para a vila de Cavtat. Não bastasse isso, o café da manhã é realmente muito farto e com opções para todos os paladares. Idem o jantar.

Além disso, o resort conta com piscina externa e interna e com uma praia particular. Sempre havia um funcionário solícito por perto para ajudar com qualquer coisa que fosse necessário.

A água do mar é tão limpa, tão limpa, que acabamos por ver algumas vezes cardumes inteiros nadando por ali. Infelizmente, por ser início de maio, a água do mar estava muito fria. Por isso mesmo, entramos foi na piscina interna mesmo, que mesmo não sendo tão bem aquecida assim, era melhor que as outras opções.

Passamos uma semana nesse resort e, desse período, 2 dias e meio usamos para só aproveitar o hotel mesmo. Tomar sol na praia, entrar na piscina, passear por ali e em Cavtat.

Nossa, e como aproveitamos! O hotel acabou sendo parte fundamental da nossa viagem e meio que fazendo o destino muito melhor!

Muita gente não fica em Cavtat por causa da distância até Dubrovnik, o que não faz muito sentido. De Cavtat há ônibus que em 30min percorrem a distância entre as duas cidades, ou barcos que fazem o trajeto em 40min. Fizemos o percurso das duas formas e em ambas a paisagem por si só já valeu o trajeto. A frequência dos meios de transporte é bem farta e com preços acessíveis.

Para quem opta por ficar em Lapad, são 15 a 20 min de ônibus até o centro velho e nem achei a região legal quando passei por lá. E para quem opta por ficar dentro da cidade velha, fica no meio daquele alvoroço de gente, subindo e descendo escadaria numa cidade medieval (inclusive com malas!).

Então, realmente, pelo menos para nós Cavtat foi a melhor escolha possível. Pagamos pouco por tudo que recebemos e ainda ficamos em um lugar super tranquilo depois de um dia agitado. E depois de um dia cansativo nada melhor do que comer no próprio hotel super bem do que ter que ainda sair para isso.

Enfim, Hotel Croatia Cavtat fez nossa viagem! Hoje, quando penso na viagem da Croácia, instantaneamente também me lembro do hotel, com seu magnífico pôr-do-sol, sua culinária e toda a exuberância do Mar Adriático bem ali.

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