Templo Zōjō-ji e Torre de Tóquio

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Templo Zōjō-ji

O Zōjō-ji é um templo budista localizado no distrito de Shiba. O templo foi construído em 1393 e movido pela família Tokugawa Ieyasu para o local em que está em 1598. Inclusive, nos fundos dele ainda está o Mausoléu da família, contando com 6 tumbas de shogun (senhores feudais). Por isso mesmo, há quem até hoje o considere como um templo funerário.

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Muito do que está lá hoje é fruto de reconstruções recentes, com exceção do portão principal, chamado Sangedatsumon. Esse portão está ali desde o início do século XVII e sobreviveu a muitos terremotos, incêndios e guerras. O portão tem três etapas, simbolizando os três estágios que uma pessoa deve passar antes de atingir o Nirvana.

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Além disso, o templo também abriga um grande sino, considerado um dos maiores do Japão. Felizmente, o ouvimos sendo tocado pois chegamos às 17hs, horário de cerimônia religiosa.

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Foi assim que meio que por acaso entramos no templo e acabamos assistindo uma cerimônia budista, com muitos cânticos, incensos e orações conduzidos por disciplinados monges budistas. Em respeito, não tiramos nenhuma foto durante a cerimônia e assistimos tudo bem quietinhos no cantinho.

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As pessoas que acompanhavam o ritual eram majoritariamente japonesas e não turistas. Aliás, esse foi o grande diferencial desse templo. Todos os outros que fomos haviam hordas imensas de turistas, à exceção deste, que realmente era um lugar tranquilo e voltado para oração. Isso pode ter sido em parte por termos ido bem no horário de cerimônia religiosa, mas mesmo assim só haviam uns gatos pingados e não multidões como nos de Quioto.

Por isso, o local impressiona: não só pelo tamanho, beleza e idade, mas também por transparecer aquilo que há de mais genuíno na religião budista.

 

Tokyo Tower

A Torre de Tóquio está bem atrás do templo. Tendo sido construída em 1958, é um símbolo da cidade no período pós Segunda Guerra Mundial. Conta com 333 metros, sendo 13 metros mais baixa que a Torre Eiffel, que serviu de inspiração para o seu design. Curiosamente, foi pintada em laranja vibrante e branco para se ajustar às regras de aviação.

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A Torre de Tóquio perdeu muito de sua popularidade com a inauguração da Tokyo Sky Tree. No entanto, ela voltou a receber mais visitantes recentemente. A razão disso foi a inauguração de uma atração e restaurante dedicado ao One Piece, que é um dos mangás mais famosos do Japão.

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Acabamos não subindo pois já estávamos cansados de um longo dia (vínhamos de Akihabara e outros lugares), o sol estava quase se pondo e não parecia que a vista seria tão interessante assim. Acabamos ficando só pelo lobby e conhecendo o espaço dedicado ao One Piece.

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  • Acesso

Para quem tem o JR Pass, o acesso é bem simples. Basta descer na Hamamatsucho Station e o complexo está acerca de 10 minutos de caminhada.

Akihabara e Ikebukuro

  • Akihabara

Akihabara é a meca nerd! O distrito é conhecido por ser um centro de compras de video games, animes, figuras, bonecos, mangás e cosplay cafés. A maior parte de tudo isso está muito próxima à estação de Akihabara.

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Curiosamente, durante o período da Segunda Guerra Mundial e de suas duas décadas subsequentes, ali já foi um mercado negro de eletrônicos. Talvez seja por isso que hoje tenham tantas lojas de eletrônicos por lá, como as gigantescas Yadobashi e Bic Camera. E talvez por isso seja um local tão voltado para tecnologia.

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Assim, o local já era conhecido há décadas por ser um centro de compras high-tech, mas foi a paixão dos fãs pelas animações japonesas fez com que surgisse a cultura otaku. A influência desse movimento moldou o distrito Akihabara, em que prédios e lojas refletem esse interesse. Tudo está relacionado à animes, mangás e video games.

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Quer comprar um jogo em pré-lançamento!? Lá tem! Quer comprar um jogo super antigo de 3 décadas atrás e super raro de encontrar!? Lá também tem! Ou seja, são zilhares de lojas para tudo que é canto apenas dedicadas à isso! É muito comum que apenas uma loja ocupe um prédio inteiro em que cada andar está dedicado a um tipo de produto.

Talvez a loja mais famosa seja a Super Potato que vende jogos antigos e raros, além de outras coisas relacionadas a isso. Cada andar dedica-se a um tipo de video game e um deles tem máquinas de fliperamas antigos para qualquer jogar. Outra é a Mandarake que ocupa um prédio inteiro e é especializada em bonecos, mangás e livros.

De quebra, comemos muito bem nessa birosquinha que não sei o nome (porque está em japonês e porque lá só falam japonês também). A comida desse pequeno restaurante é incrível de boa. Definitivamente, foi uma das melhores que comemos em toda nossa viagem pela Ásia. Não lembro o valor exato, mas a conta toda não deu mais que 10 euros para nós 2. O restaurante está bem próximo da loja Mandarake.

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Nesse bairro não faltam opções para uma refeição, desde restaurantes assim bem pequenos japoneses até as grandes cadeias de fast food. Inclusive, também há diversos cafés completamente dedicados aos fãs de jogos, como, por exemplo, o de Final Fantasy e tantos outros.

Ademais, algo bem famoso e estranho por lá são os tais Maid Coffe em que as funcionárias ficam vestidas de empregadinhas domésticas francesas e atendem os clientes (majoritariamente homens) como se fossem seus mestres. Acabei não tirando fotos dessa bizarrice.

Como o David adora essas coisas nerds, soltei ele pelo distrito de Akihabara e fomos entrando em um monte de lugar que eu não fazia nenhuma ideia do que se tratava, mas de acordo com ele era algo super raro, ou super legal, ou isso ou aquilo hahaha… Então, se você se interessa por isso, esse bairro foi feito para você. Se não se interessa, também não tem problema. Afinal, é tão diferente, tão parte da cultura deles e tão de fácil acesso que não custa dar umas voltas por esse distrito.

 

  • Ikebukuro

Não fomos a Ikebukuro no mesmo dia, mas como tem um interesse relacionado acabou ficando no mesmo post. Lá também é outro centro de compras para quem curte essas coisas.

Nesse bairro, basicamente fomos no Shopping Sunshine City. O shopping é tão grande que conta com um aquário, dois parques de diversões (NamjaTown e J-World Tokyo) e , é claro, muitos restaurantes e lojas. Embora tenhamos ficado interessados acabamos não entrando no aquário porque a fila estava gigantesca.

A razão pela qual fomos foi a Pokemon Center, uma loja inteiramente dedicada ao universo do desenho. Ali vende de tudo que se possa imaginar do Pokémon!

Saímos com alguns cacarecos de lá, inclusive um Pokémon dormindo que já está na nossa cama.

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Ficamos algumas horas andando por esse shopping e almoçamos ali mesmo. Escolhemos um restaurante buffet que servia vaaárias comidas típicas japonesas e que também tinha um preço bem amigo.

A parte do shopping também fomos em uma livraria enorme, chamada Book-Off . Essa loja tem em outros lugares, mas foi somente nessa unidade que o David comprou um livro nerd em inglês também super raro. Há um grande acervo de livros em inglês, dvds e discos em vinil para todos os gostos também.

Harajuku e Ginza

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No nosso segundo dia, já havíamos visitado Shibuya pela manhã e estávamos já pensando em nos deslocar para Ginza, quando percebemos que poderíamos, antes disso, ir caminhando até o Templo Meiji Jingu que fica bem no meio do bairro Harajuku. Assim, fomos caminhando desde Shibuya até o Templo Meiji Jingu e aproveitando para conhecer um pouco daquela região da cidade.

Harajuku é um bairro muito conhecido por ser o principal ponto de encontro de adolescentes. Todavia, como ainda era manhã e período escolar não haviam tantos adolescentes assim por lá. Por lá vimos algumas lojas com roupas e acessórios mais diferentes específicos para esse público. Por isso mesmo, Harajuku também tornou-se um bairro localização conhecido no mundo pop artístico. Artistas como Gwen Stefani e Belle and Sebastian têm músicas se referindo aos jovens de Harajuku.

Apesar disso, o local mais visitado o ano todo é o Templo Meiji Jingu. Depois de caminharmos um pouco pelo Parque Yoyogi, um dos maiores de Tóquio, seguimos para o templo. O santuário Meiji foi erguido em homenagem ao Imperador Meiji e os japoneses acreditam que seu espírito está ali, tornando o local ainda mais sagrado para os xintoístas.

O santuário é visitado não só por turistas, mas especialmente por japoneses que ali vão em busca de paz e reflexão na sempre viva Tóquio. Realmente, o local traz tranquilidade. Afinal, o santuário conta com 700.000m² de floresta, o que por si só já faz com seja um local mais calmo e de relaxamento. Basta passar pelo gigante Torii na entrada e a agitada Tóquio cede espaço para a tranquila floresta.

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Curiosamente, no meio da trilha que leva ao templo, há uma coleção de barris de saquê. Essa bebida tem sido, tradicionalmente, associada à uma conexão entre os deuses e o povo do Japão. Por isso, esses barris são oferendas às divindades consagradas nesse templo.

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Depois de seguir a trilha (e já estávamos andando desde Shibuya!) finalmente chegamos ao templo que: estava em reforma! Então foi um tanto decepcionante, já que não tinha muito o que ver em razão da reforma. Por isso, definitivamente, foi um pouco de perda de tempo.

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Andamos um pouco de um lado para o outro, vimos que era só aquilo mesmo, já um pouco cansados e muito famintos, decidimos seguir para Ginza e almoçar lá. Nossa primeira parada foi no shopping Mitsukoshi. Haviam dois andares dedicados a comida e foi ali mesmo que comi uma das minhas melhores refeições no Japão: um belo Yakisoba servido na chapa. Infelizmente, não sei o nome do restaurante, até porque estava em japonês, mas era um dos restaurantes bem no canto do 11o ou 12o andar. Comida maravilhosa e com preço amigo, além de um simpático atendimento.

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Depois do almoço, era hora de perambular um pouco por Ginza, conhecida pelas lojas de marcas e por ser o bairro mais sofisticado de Tóquio. Lojas como Louis Vuitton, Channel, Rolex e muitas outras famosas e caras localizam-se em Ginza. Todavia, há também opções de lojas acessíveis ao bolso do turista. A sede da Shiseido, famosa marca de cosméticos japoneses está ali em Ginza, mas infelizmente estava em reforma.

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Entretanto, o que eu realmente queria conhecer ali era a Uniqlo, loja conhecida por seus casacos ultra leves e compactos (capazes de caberem numa bolinha que vem com o próprio casaco), mas eficazes para o mais rigoroso inverno. O melhor de tudo: encontrei um casaco desses por metade do preço do que pagaria na Europa, por exemplo. O review completo desse casaco vai sair no post sobre as compras que fiz no Japão.

De toda forma, mesmo que seu interesse não seja compras, vale a pena passar pelo bairro, um dos mais icônicos de Tóquio e que também tem seus largos cruzamentos, luzes de neon, telões, agitação e lojas para todos os lados, algo tão característico da cidade que compõe.

 

 

 

 

 

 

 

Shibuya

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Shibuya situa-se ao lado de Shinjuku e é um dos mais bairros mais conhecidos de Tóquio. No passado, ali esteve o castelo da família Shibuya. Hoje, o lugar revela modernidade e é ali que também está o cruzamento mais famoso do planeta!

Ali vemos uma multidão composta por todo tipo de gente. São trabalhadores, executivos, estudantes, turistas, etc, cruzando essa larga avenida ao som de diversas propagandas vindas dos prédios. Há uma certa poluição visual e sonora, como em toda a Tóquio, mas que é justamente o que desperta a curiosidade e nos encanta nesse espaço tão metropolitano!

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Assim que o sinal abre para os pedestres, as pessoas circulam ao mesmo tempo em várias direções. Nesse cruzamento, cinco ruas se encontram, havendo 8 semáforos que fecham ao mesmo tempo. Logo em frente está e uma estação de trem e outra de metrô, fazendo que a todo tempo cheguem e saiam centenas de pessoas simultaneamente!

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Uma dica é ver o cruzamento a partir do Starbucks, enquanto se toma um café. Todavia, há quem reclame que é difícil conseguir um lugar junto a janela. Não foi o que fizemos. Acabamos vendo na saída da estação de trem do JR.

Entretanto, não é só pelo cruzamento que Shibuya tornou-se conhecida. Ali também está a estátua do cachorro Hachikō. A história do cão foi adaptada para o filme “Sempre ao seu lado”, interpretado por Richard Gere. Além desse, também há a versão japonesa do filme. Hachikō era da raça Akita e ficou muito conhecido por sua fidelidade ao dono.

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O cão acompanhava o professor Ueno até a estação de trem de Shibuya todos os dias, quando esse se dirigia à universidade para dar aulas. Em 1925, o professor veio a falecer. Hachikō foi dado aos familiares do falecido, mas fugiu várias vezes para Shibuya. Percebendo que seu dono não residia mais ali, passou a esperá-lo na estação de trem. Por dez anos, o cão aparecia ao final da tarde, aguardando seu dono. Algumas pessoas que ali trabalhavam e já conheciam o cão ficaram tocadas e passaram a alimentá-lo. O cachorro faleceu apenas em 1935 em frente a estação de Shibuya.

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Desde então, o fiel cão ganhou fama nacional e internacional, recebendo uma estátua de bronze em sua homenagem. Inúmeras pessoas passam por ali diariamente e tiram uma foto com sua estátua – inclusive nós.

Além do cruzamento e da estátua do Hachikō, Shibuya também conta com diversas lojas que fazem a alegria de locais e turistas, como, por exemplo, a Disney Store, a Apple Store e a gigantesca Tower Records com um imensa diversidade de CDs.

 

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