Muito além do sushi: a comida no Japão

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Uma das coisas que mais gosto de fazer quando estou viajando é experimentar a culinária local. Como não é segredo para ninguém que tanto o David como eu amamos comida oriental, sabíamos que não teríamos grandes problemas nesse aspecto. Acho que justamente por ir sem medo, mas também sem expectativas, que a culinária japonesa e surpreendeu! Nós comemos bem demais por lá, e sem pagar muito por isso!

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Entretanto, para aqueles que pensam que no Japão só se come peixe cru, não poderiam estar mais enganados… Eu não faço ideia de qual foi a razão pela qual sushi, sashimi e niguiri se popularizaram no Ocidente como sendo comida japonesa pelo simples fato de que não é a comida habitual japonesa. Inclusive, foi uma dificuldade comer peixe cru, mas eu conto depois mais para o fim do post…

A comida no Japão é muito diferente do que se imagina aqui no Ocidente. Ao invés de sushis, comemos muito noodles, arroz, legumes, frango, sopas, gyoza, etc etc etc.

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Pelo equivalente a 10 euros sempre comíamos uma sopa, uma entrada e o prato principal. Na maioria dos restaurantes, água e chá verdes são servidos à vontade gratuitamente.

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Quase todos os restaurantes têm fotos dos pratos. A maioria dos restaurantes em que fomos foi meio na sorte. Víamos as fotos do lado de fora. Entrávamos e nos davam um menu também com fotos e a gente apontava o que queria. Sem saber lá muito bem exatamente quais seriam os ingredientes. O mais legal foi que experimentamos e descobrimos muita coisa boa!

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Inclusive, muito perto do nosso hotel em Quioto havia uma versão “fast food” em que acabamos comendo algumas vezes. Depois vimos que haviam vaaarios desse restaurantes espalhados pela cidade. Na entrada do restaurante fica a máquina em que você escolhe seu prato pela foto, coloca o dinheiro na máquina e recebe um tiquete.

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Aí você entra, entrega o tiquete para o atendente e alguns minutos depois sua comida aparece na sua frente! Prático, rápido e muito barato. Comíamos cada um por cerca de 5 euros ali. Uma beleza.

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Todavia, para quem quiser há locais mais requintados. Restaurantes como as steak houses. Tendo em vista que carne é algo caro lá, há restaurantes especializados em bons cortes de carne e que agradam turistas e locais a procura de algo mais fora do comum. Fomos na Steak House Pound Shijokawaramachi, uma das mais procuradas em Quioto. O David comeu um bifão e eu optei pelo noodles com tiras de carne. Delicioso!

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Essa Steak House fica bem perto de Gion. E muito próximo dali está essa lojinha que vende biscoitos e outros docinhos japoneses há mais de um século. Realmente vale uma paradinha ali para sair com um pacotinho (no mínimo de docinhos)!

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Há opções para todos os bolsos e gostos no Japão. Desde um fast food baratinho, até uma steak house, restaurantes pequenos familiares, buffet a vontade, etc.

Em Tóquio, gostei muito de um buffet a vontade localizado no Shopping Sunshine City em Ikebukuro.

Outra opção muito boa é fica no shopping Mitsukoshi. Haviam dois andares dedicados a comida e foi ali mesmo que comi uma das minhas melhores refeições no Japão: um belo Yakisoba servido na chapa. Infelizmente, não sei o nome do restaurante, até porque estava em japonês, mas era um dos restaurantes bem no canto do 11o ou 12o andar. Comida maravilhosa e com preço amigo, além de um simpático atendimento.

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Esse é um outro problema. Fica difícil recomendar restaurantes porque a maioria deles tudo estava em japonês. Então até hoje não sabemos como se chamavam e apenas mais ou menos a localização.

Em resumo, se você é uma pessoa com baixo nível de frescura pode ir na boa pro Japão porque opções não irão faltar!

Fora isso, há muitas barraquinhas com petisquinhos. Aparentemente, a última moda por lá são essas barraquinhas de “crepes e tapiocas” que em nada parecem nem crepes e nem tapiocas!

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Outra coisa que o pessoal adora por lá é pão de queijo! Dá pra achar em qualquer 7Eleven (que tem aos montes)!

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E o sushi?

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Como eu disse, sushi, niguiri, sashimi e todas as demais opções de peixe cru não é exatamente o que os japoneses comem. Embora eu soubesse disso, ainda assim esperava ver alguns restaurantes nessa linha espalhados aqui e acolá. Mas qual o que… Vi pouquíssimos e esparsos!

Não é a toa que depois descobri que o tão famoso temaki se popularizou no Brasil quando um brasileiro viu um senhor que tinha uma temakeria perto de uma escola. Ele abriu com a ideia de que fosse uma comida rápida. Só que a coisa virou moda no Brasil, mas no Japão. Hot roll? Só no Brasil mesmo!

Enfim, mas eu não poderia sair de lá sem provar um sushi que fosse! E foi com esse espírito que fazendo uma busca no TripAdvisor que encontrei 2 que pareciam bons.

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O primeiro que fomos ficava a 5 minutos de caminhada do nosso hotel. Localizado nos arredores do Mercado Nishiki,o Musashi Sushi funciona em sistema de esteirinha. Você pega o que te interessar e depois paga o quanto consumir ao contar o número de pratinhos pegos. O local é bem grande, rotativo e não precisa de reserva.

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Já o segundo é Kikyo Sushi, um restaurante pequeno, familiar e que está na quarta geração de sushi men. A reserva é imprescindível! Um simpático rapaz vai te apresentar um deliciosa saquê, enquanto te dá o menu a la carte e faz sugestões. O pai desse rapaz vai fazer seu sushi ali na hora, enquanto a mãe prepara outras coisas. Afinal, apenas homens podem fazer o peixe cru (sem luvas) por causa da temperatura do corpo menos elevada.

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O Kikyo Sushi é mais caro que o Musashi, mas é uma experiência única na vida! Muito autêntico e saboroso, certamente vale a visita!

 

 

 

Viajar sem malas!? No Japão é possível!

Viajar é ótimo, mas carregar malas é muito chato! Entretanto, no Japão é possível viajar sem as ditas cujas! Há um sistema de entrega de malas de porta-a-porta. Nós utilizamos e adoramos!

O serviço tanto pode ser agendado online como em um dos postos de atendimento. Em Tóquio, vimos um dos postos de atendimento na estação de Shinjuku. Como quem não quer nada e assim que chegamos em nosso hotel fomos direto perguntar para a recepcionista, já que o serviço também pode ser agendado pelo hotel e pago para eles (mais cômodo impossível).

O valor varia conforme o tamanho e peso da bagagem e conforme a distância das cidades. De Toquio para Quioto, despachamos 2 malas grandes de 20 kg cada e tdo deu pouco mais de 40 euros.

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Preparamos nossa mala no dia anterior à ida para Quioto e deixamos na recepção do hotel no horário do almoço. No dia seguinte, viajamos para para Quioto de manhã e quando chegamos ao hotel nossas malas já estavam lá nos esperando no quarto!

Gostamos tanto do serviço que contratamos novamente quando fomos embora. Iríamos pegar nosso vôo do Aeroporto de Osaka, que fica a 75 minutos de Quioto. Novamente deixamos nossa mala no dia anterior na recepção e quando chegamos no aeroporto bastou buscar no posto de atendimento.

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Em ambas as situações, ficamos só com uma mochila com aquilo que precisaríamos durante aquelas 24 horas. Como estávamos sem bagagem, foi muito mais fácil fazer todos os deslocamentos. Acabaríamos gastando até mais se tívessemos utilizado táxi e ainda assim teria toda a chatice de arrastar mala nas gigantes estações de trem/aeroporto do Japão.

Foi ótimo, ótimo, ótimo! Sem dificuldades e muito eficiente, como tudo no Japão!

Quioto sem protocolo

Ficamos uma semana muito bem aproveitada em Quioto, que foi a cidade em que encontramos tudo aquilo que esperávamos do Japão: templos bonitos, jardins impecáveis, etc. E aqui vão as dicas práticas.

  • Hotel em Quioto

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Como iríamos ficar uma semana em Quioto, eu queria um quarto um pouco maior, o que é algo bem difícil de ser encontrado no Japão. E para tornar a busca mais difícil, ainda teria que caber no meu orçamento e ficar na região central. Pesquisando (muito) acabei encontrando a Guesthouse Sanjo Takakura Hibiki. Fiz a reserva pelo booking (link aqui).

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Não poderia ter feito escolha melhor. Trata-se de um apart hotel e cada studio tem aproximadamente 25m². Além do quarto com ótimo tamanho e armário, ainda havia banheiro, lavanderia, lavabo e uma pequena cozinha. Era tudo que precisávamos para nossa semana.

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O banheiro era um legítimo banheiro japonês. Inclusive com o banquinho para se tomar banho sentado como os japas. Além disso, como tudo no Japão, ele tinha controle remoto em que uma das funções era secar o banheiro e roupas com jatos de ar quente. Então, os japas lavam a roupa na máquina e colocam no banheiro autosecante. Algumas horas depois tudo está sequinho.

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E como todo sanitário que se preza japonês, a privada era uma geringonça cheia de botões e cheia de tecnologia. Mais legal é que há uma pequena torneira nela, usada para lavar as mãos e a água é reaproveitada na descarga!

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A equipe era bem atenciosa. Sempre muito simpáticos e solícitos, deram várias dicas não só do que fazer em Quioto, mas também do que fazer em Seul (uma das recepcionistas era coreana).

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A poucos quarteirões estava o Mercado Nishiki, o mais famoso da cidade, onde encontramos de tudo. Havia 7eleven, mercadinho, restaurante e farmácia bem próximos. A estação de metrô também ficava a 2 quarteirões e o ponto de ônibus que leva para principais atrações a uns 10 minutos de caminhada.

Muito embora não houvesse limpeza durante a estadia, nosso apartamento foi limpo na metade da estadia. Quando chegamos já havia um conjunto de toalhas para cada dia da estadia e todo dia recolhiam as já utilizadas.

O melhor de tudo foi o preço: pagamos apenas 70 euros em setembro, em que ainda é alta temporada e qualquer outro lugar micro não saía por menos de 100!

Para chegar ao hotel desde a estação central de Quioto, são algumas poucas paradas de metrô.

 

  • Transporte em Quioto

Muito embora exista metrô em Quioto, ele é relativamente recente e não muito extenso. De forma que boa parte das atrações apenas são acessíveis por ônibus. Entretanto, pegar um ônibus em Quioto é bem tranquilo. Dentro do ônibus, há uma tela em que aparecem o nome de todas as paradas em inglês.

Além disso, o próprio mapa da cidade, disponível em qualquer hotel, mostra quais ônibus deve-se pegar para chegar na atração desejada com foto do lugar. Isso também ajuda a se localizar e achar o ponto certo de ônibus.

O diferente é que entra-se no ônibus pela porta de trás e o pagamento é feito ao sair pela porta da frente. Carregue moedas, pois o pagamento é feito em moedas na maquininha. Outra alternativa é comprar o cartão válido para o dia todo, vendido na estação central e estações de metrô.

 

  • Transporte intermunicipal

Como disse nesse post aqui (em que eu explico tudo), compramos o JR Pass e foi ele que utilizamos não só para chegar em Quioto desde Tóquio, como também todos os nossos bate e voltas e para ir para o aeroporto de Osaka.

 

 

 

 

Mercado Nishiki

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O Mercado Nishiki é um dos melhores do Japão. É um shopping de rua, com mais de uma centena de lojas. Ali se encontra de tudo: desde cerâmica, lembrancinhas para turistas, até utilidades para casa, roupas, farmácia e loja de jogos.

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O mercado também tem muitos restaurantes, desde Burguer King até Sushi. Bem perto deles está o Musashi Sushi, um restaurante de esteirinha que tem um dos melhores sushis de Quioto.

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No meio do mercado há um pequeno templo, em que param turistas e locais que por ali passam.

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Apesar de ser o mercado mais famoso de Quioto, nós só fomos ao mercado porque ficava a 2 quarteirões do nosso hotel. Entretanto, depois voltamos todos os dias na semana que estivemos por lá. Fosse porque era passagem obrigatória para pegar ônibus, ou para jantar, ou para comprar algo,…