Seul em um dia

IMG_1054.JPG

Como mencionado anteriormente, a Coréia entrou de última hora nos planos de uma viagem que começou focada no Japão, evoluiu para incluir a China e finalmente acabou sendo Japão, Coréia do Sul e China.

No fim das contas, dentro do tempo que tínhamos para dividir entre a China e a Coréia, acabamos com 2 dias completos na Coréia. Com isso em mente, nos organizamos para ver o máximo possível no mínimo de tempo. Um dia inteiro seria dedicado às principais atrações de nosso interesse em Seul, e o segundo dia seria dedicado a conhecer a Zona Desmilitarizada e a fronteira com a Coréia do Norte (assunto do próximo post). Sem mais delongas, vamos lá.

Seul é uma cidade enorme e a maior do país. De forma similar ao que vimos no Japão, é uma cidade extremamente moderna, mas que ao mesmo tempo casa essa modernidade com a história milenar do país, justapondo arranha-céus com templos coloridos, lojas de cosméticos e vaidade ao lado de vilarejos e artesanato.

É a capital de um país por muito assolado por guerras e trocas de domínio, e que, com a interrupção da atual Guerra da Coréia pela assinatura do armistício, se focou no seu próprio desenvolvimento. A Coréia do Sul se reergueu das cinzas destes conflitos para se modernizar e se tornar uma potência tecnológica, exportadora de cultura e um dos países mais desenvolvidos do planeta.

Muito pra ver e para fazer, então escolhemos as seguintes atrações:

Memorial da Guerra

Começamos nosso dia pelo Memorial da Guerra, uma das atrações mais famosas e populares do país.

IMG_0962.JPG

Chegamos lá de metro, parando na estação Namyeoug, pois era na nossa linha de metro, mas a estação Samgakji fica mais próxima da entrada principal.

O Memorial da Guerra é na verdade mais do que o nome indica. É um grande complexo que inclui um memorial propriamente dito, dedicado aos soldados do mundo inteiro que pereceram em combate durante a Guerra da Coréia. Mas inclui também um museu dedicado a história e conquistas militares do país, jardins, praças com muitas esculturas e obras de arte focadas nos conflitos em que o país esteve envolvido e uma grande area externa interativa com tanques, aviões, mísseis e maquinários de guerra em geral, onde é possível interagir de forma limitada com alguns, como entrar em alguns veículos blindados de transporte de pessoal (APCs). A entrada é gratuita.

Iniciamos nossa visita pelos corredores honrando os combatentes, parte da exibição externa e que leva ao prédio principal. Aqui, por todas as paredes, estão gravados os nomes dos soldados Coreanos e de outros países que perderam sua vida durante a Guerra da Coréia e do Vietnam, divididos por país de origem.

IMG_0920.JPG

Em seguida, entramos no prédio principal, mas não antes de admirar a vista da Praça da Paz, com o imponente monumento a Guerra da Coréia em posição central.

IMG_0922.JPG

Uma vez no prédio principal, parte da mostra é dedicada à história da guerra, passando pelos conflitos em que a Coréia esteve envolvida ao longo do tempo, inclusive com o Japão, com quem eles têm uma longa história conflituosa que até hoje permanece um tanto quanto mal resolvida. Esta ala mostra réplicas de equipamentos navais, armamentos, armaduras e contém videos e imagens para ilustrar as conquistas militares de outrora.

Depois de aproveitar as mostras internas, incluindo muitas informações sobre a Guerra da Coréia (sem maiores detalhes por ora, já que isso será assunto do passeio do dia seguinte), resolvemos explorar a parte externa do complexo.

Nela, é possível ver muitos equipamentos de guerra diferentes. Tanques, artilharia, aviões, embarcações, APCs, carros, mísseis, e muito mais. Todos originais e que foram utilizados durante a Segunda Guerra, Guerra da Coréia e alguns outros conflitos durante a Guerra Fria.

Para encerrar o passeio, seguimos em frente, observando as muitas esculturas do jardim do Memorial, como a famosa estátua dos dois irmãos, representando soldados das duas Coréias, inimigos no campo de batalha, mas se abraçando, buscando representar a reconciliação de uma nação fragmentada em duas.

IMG_0982.JPG

Igualmente marcante é o Relógio da Paz.

IMG_0984

Essa escultura mostra duas meninas no topo de uma pilha de escombros de guerra, com restos de tanques, aviões, bombas e armas, utilizadas na guerra pelas duas Coréias, segurando dois relógios.

Um, parado no tempo, marca a hora e data do início da guerra da Coréia. O outro, continua em funcionamento, mostrando o tempo atual.

Um terceiro relógio já esta preparado e fica perto da estátua, e nele pretendem colocar a data e hora exata da assinatura do tratado de paz, quando finalmente puserem um fim a Guerra da Coréia e as duas nações voltem a ser uma só.

Este foi o Memorial da Guerra. Acho que a mensagem mais interessante que tivemos alí, e que foi uma mensagem consistente em todo nosso tempo no país, foi o fato da Coréia do Sul desejar a unificação. Mesmo depois de todo esse tempo, mesmo depois de todas as agressões e investidas do regime hostil ao norte….os Sul-Coreanos querem paz, e uma paz que resulte na unificação do território, das famílias e dos irmãos separados por anos de guerra.

Palácio Gyeongbokgung

Findo nosso passeio pelo Memorial, pulamos em um taxi e fomos direto para o Palácio Gyeonbokgung (depois de dificuldades pra fazer o taxista entender a gente falando esse nome).

IMG_9388

Seul possui 5 grandes palácios principais, todos construídos durante o reinado da dinastia Joseon, período onde Seul passou a ser a capital do reinado. Esta foi a última e mais duradoura dinastia do país, reinando entre 1392 e 1897. Após este período, a Coréia manteve-se como um império até 1910, quando o país foi ocupado e anexado pelo Japão.

Os 5 palácios são Gyeongbokgung, Changdeokgung, Changgyeonggung, Deoksugung e Gyeonghuigung.

Destes, Gyeongbokgung é o maior e o mais antigo, então pela falta de tempo e pelo fato deste também ser o palácio onde poderíamos ver a troca da guarda, optamos por visitar apenas este.

IMG_1028.JPG

Gyeongbokgung significa “Palácio grandemente abençoado pelos céus”, e foi o centro de governo da Coréia por 5 séculos durante o reino da dinastia Joseon. Como é de praxe nos grandes palácios orientais, não é apenas uma construção, mas um complexo de construções cercados pelos muros do palácio e com acesso dividido por vários portões.

IMG_1023.JPG

Foi destruído e restaurado sucessivas vezes ao longo de sua história, mas até hoje é amplamente considerado como o mais belo e imponente dos palácios de Seul. Chama bastante atenção por sua arquitetura tradicional e suas cores, misturando verde, vermelho e dourado.

IMG_1073.JPG

O interior das construções impressiona, por sua mistura de cores, detalhes e arte, tudo muito bem conservado e restaurado.

Mas outra atração é exatamente a troca da guarda. Neste palácio, os guardas mantém a tradição de se vestir (e as vestimentas mudam dependendo da estação do ano) e portar armamentos tradicionais do período da dinastia Joseon. É possível ver a apresentação diariamente, as 10 AM e 2 PM. A apresentação ocorre no pátio principal, entre os dois portões principais.

IMG_0997 copyIMG_1012

Duas dicas importantes:

Primeiro, o pátio é 100% aberto. Quando fomos, estava extremamente ensolarado e quente. Então se for o caso, preparem-se! Não tem sombras, não tem para onde escapar. É aguentar até acabar (dura só 20 minutos a troca da guarda).

Segundo, os guardas realizam um treinamento ANTES da troca, logo do lado de fora do pátio central, na saída leste. Lá é possível vê-los ensaiando alguns movimentos de combate antes da troca. Vale a pena conferir! Achamos até mais interessante do que o ritual de troca em sí.

A entrada custa apenas 3,000 won (algo como R$11) e quem estiver vestido com roupas tradicionais Coreanas, entra de graça (o que explica a infinidade de meninas usando roupas do período Joseon passeando pelo palácio).

Parque Cheonggyecheon

Terminado o passeio pelo palácio, resolvemos andar até o parque Cheonggyecheon. Esta atração é um longo parque urbano que segue um riacho por 11 km até seu desague no rio Han. É o maior parque horizontal do mundo.

Para chegar lá, passamos por alguns eventos inusitados. Como essa passeata pró-Estados Unidos (notem que estávamos lá exatamente na época que o regime Norte-Coreano estava bem ativo e lançando mísseis sobre o Japão)….

IMG_1098.JPG

E os Vingadores Coreanos…

IMG_9400

Mas enfim chegamos no belo Parque Cheonggyecheon.

IMG_1102

Este longo parque é bastante popular entre os locais e oferece muitas atrações. Eles entram na água (é rasa), há músicas, artesanato, food trucks espalhados por todo o lugar, e também espaços naturais, arvores e vegetação. Um pouco para todos os gostos e ótimo para uma caminhada pela cidade.

Aldeia Bukchon Hanok

Continuando nossa caminhada, resolvemos encerrar nosso dia na aldeia Bukchon Hanok, já próxima de nosso hotel.

É uma área extremamente charmosa, onde ainda é possível encontrar a “antiga Seul” viva. As casas aqui seguem o estilo tradicional do período Joseion, as chamadas Hanok.

IMG_9432.JPG

Hoje em dia, muitas foram convertidas em lojas de artesanato, restaurantes, guesthouses e centros culturais, e o bairro é cortado por uma via comercial movimentada.

Mas o charme dele continua sendo simplesmente andar pelas vielas estreitas e aproveitar a arquitetura local…

IMG_9444.JPG

Assim, encerramos nosso dia, com o por do sol sobre a velha Seul. Dia seguinte tem mais, com nossa pequena aventura até a fronteira com a Coréia do Norte!

Como ir de Quioto para Seul

IMG_0055

Acho que já comentei no blog que a Coréia entrou na viagem meio que de gaiata. Enquanto planejava a viagem Japão/China percebi que havia passagens do Japão para a Coréia e de lá para a China pelo mesmo preço ambos os vôos juntos do que se fosse diretamente para a China. Mais um país na lista!? Topamos! Partiu Coreia! E o roteiro ficou muito redondinho!

Terminamos nossa viagem em Quioto, que não tem aeroporto. Então o jeito (fácil e prático) foi pegar o trem que vai para Osaka, de onde pegamos nosso vôo. O aeroporto não é exatamente em Osaka e como nosso último dia foi mais corrido, essa cidade ficou de fora.

No dia anterior ao nosso vôo, novamente já despachamos a mala pelo serviço porta a porta japonês para o aeroporto. De forma que no outro dia fomos apenas com nossas mochilas. E isso está bem explicadinho nesse post aqui.

IMG_9171

Pegamos o trem na estação central de Osaka que em 75 minutos nos deixou na porta do aeroporto. Então, foi só pegar nossas malas que já estavam nos aguardando no serviço de malas do aeroporto. Mais fácil impossível!

Voamos com a Peach Airlines com destino à Seul. A Peach é uma low-cost japonesa, mas que funciona muito bem.As passagens custaram algo como 80 euros com lugares marcados e despachando bagagens.

IMG_9175

Você compra as passagens online e recebe um código. É estar com esse código no aeroporto para fazer o check in na máquina e despachar as malas. Você faz tudo sozinho e, por isso, estar com o código é necessário.

Depois de fazermos tudo, embarcamos e algum tempo depois aterrisávamos na frenética Seul! Chegamos lá pelo aeroporto Incheon, que é o mais distante da região central da cidade. Pela praticidade, optemos por reservar uma corrida de táxi na International Taxi que custou 65000.

Para chegar ao centro, lembro que no meu caso haviam 2 opções de ônibus normais, que eram o 6001e o 6002 . Outra opção seria pegar o KAL Limousine que era um shuttle e custava 16000 por pessoa. Ainda havia o trem, que com paradas até a Seoul Station era 4000, e o trem sem paradas que era 9000.

A corrida levou mais de 1h, mesmo estando sem trânsito em razão do horário (chegamos à noite). Depois desse longo dia, só queríamos descansar para acordar no outro dia e desbravar Seul!

Impressões do Japão

IMG_0645

Esse é o último de muitos posts sobre o Japão. Só posso dizer que era um lugar que o David que queria conhecer, mas que eu adorei! Superou em muito minhas expectativas! Não só pelo passado desse povo que esteve à frente de seu tempo inspira curiosidade, como também o presente que sabe combinar tradição e modernidade.

IMG_7041

 

IMG_0211

Apesar de tão moderno, a tradição se nota, não só nos rituais budistas nos muitos templos, como também no cotidiano. Todos fazem reverência e são muito educados.

São tão educados que o fato de não falarem inglês em geral, não atrapalha a comunicação. Como disse no post anterior, em um restaurante basta fazer a reverência e apontar o que quer pelas fotos do cardápio. Em uma loja, faça a reverência e mostre o que quer e seu passaporte que alguém escreverá o preço com desconto para turistas.

Ele são tão educados que quando estávamos em um ônibus em Quioto que passou pelo terminal para troca dos motoristas, o motorista antes de sair do ônibus fez uma reverência à todos os passageiros. O outro quando entrou, antes de fazer qualquer coisa, reverenciou todos os passageiros também. Incrível!

IMG_0080

Há algo de inspirador nos japoneses. Parece que eles se dedicam a fazer tudo da melhor forma que puderem, de forma que isso se reflete em tudo. Comida simples e bem feita, ruas impecavelmente limpas, jardins perfeitamente arrumados e o mais eficiente transporte do planeta.

Em resumo, todos sorriem, fazem reverências, tentam ser quão prestativos podem e fazer suas tarefas da melhor forma possível. De forma que o que mais me surpreendeu no Japão não foram suas invenções futurísticas, a Tóquio pulsante, a Quioto do nosso Japão imaginário, mas justamente seu povo. Um povo capaz de se reerguer e de se reconstruir, de se modernizar constantemente, mas sem esquecer suas raízes.

IMG_8510IMG_0386

Há tantas coisas lá que eu nunca compreenderei no Japão, mas há algo de diferente e de espiritual naquele lugar. Uma busca pela paz interior e pela perfeição que fica presente no ar.

IMG_0302

O Japão foi um dos locais mais intrigantes que já conhecemos. Valeu muito a pena ir para o outro lado do planeta para conhecer a terra do sol nascente! Hoje está dentre nossas melhores lembranças de viagens…

Compras no Japão

compras

Inicialmente, vale dizer que minhas viagens não envolvem compras. Claro que sempre compro algo aqui ou ali, mas nunca é o foco da viagem gastar tempo e dinheiro fazendo compras. Por isso mesmo que esse é o primeiro post sobre compras.

Dito isso, antes mesmo de ir para o Japão, eu já sabia que lá seria diferente porque já estavam na minha lista uma câmera fotográfica, um óculos de sol e um casaco da Uniqlo! No entanto, acabei comprando várias outras coisas também, de câmera à cosméticos!

Uma grande vantagem para o turista é que basta apresentar o passaporte para receber 8% de desconto na hora da compra. Ao contrário dos países da Europa, por exemplo, em que o processo para se pegar o reembolso de imposto é mais chatinho, já que tem que se pegar todas as notas nas lojas, apresentar na fiscalização do aeroporto, abrir a mala e mostrar as compras, etc, no Japão já é descontado na hora!

Os lojistas colocam um pequeno selo junto com a nota de compra no passaporte, que deve ser apresentado na saída do país. O problema foi que já na nossa primeira compra, o cara que nos atendeu saiu grampeado nosso passaporte! Por isso, daí pra frente, fazíamos todas as compras que queríamos em uma só loja e de uma só vez para evitar furos desnecessários no passaporte!

Teoricamente, você deve apresentar suas compras lacradas e sem uso no aeroporto na hora de ir embora, exceto se forem líquidos com mais de 100ml e mais alguns produtos de consumo. Na lista constava que a camera era um dos produtos que poderia já estar em uso.

Bem, mas vamos lá: ao que vale ou ao que não vale a pena comprar no Japão!

 

  • Câmera fotográfica

Eu já havia lido que os preços são bem mais convidativos se comparados com o Brasil, mas menos se comparados com a Europa. Isso porque o Japão cresceu muito devido ao seu destaque nos aparelhos eletrônicos, especialmente as câmeras fotográficas. Tanto que a Canon, a Nikon, a Sony, etc são todas marcas japonesas. Por isso, ele se tornaram bastante protetivos, fazendo com que o valor da camera seja mais ou menos tabelado nos EUA e Europa.

Por outro lado, mesmo sendo um produto de preço tabelado, a vantagem de se comprar no Japão é que ainda assim sai um pouco mais barato que na Europa (afinal, não houve imposto de importação) e porque o turista tem direito aos 8% de desconto. Logo, de cara a câmera já sai com uns 20% de desconto em relação a Europa. Não é um super desconto, mas considerando que é um equipamento caro pode ser uma boa comprar.

IMG_2831

Com isso em mente, de antemão eu já tinha uma ideia do tipo de camera que iria comprar: uma semi-profissional, leve, que não fosse um trambolho, mas que tirasse fotos melhores do que um celular. Afinal, com tantas viagens pra lá e pra cá, estávamos sentindo falta de algo melhor que um IPhone e não seria uma câmera compacta que iria resolver.

Com isso em mente, antes de viajar pesquisei alguns modelos e estava bem disposta a comprar a Canon 1300D (nome na Europa)/Canon Rebel T6 (EUA e Brasil)/ Canon Kiss X80 (nome do Japão). Contudo, essa realmente estava quase o mesmo preço na Europa e, embora fosse uma ótima camera, me apaixonei pela Canon 200D (nome na Europa)/Canon Rebel SL2 (nome nos EUA e Brasil)/Canon Kiss X9 (nome no Japão).

Por ser uma versão mais cara, recente e ultra lançamento nas lojas, a Canon 200D em tudo superava a Canon 1300D. A imagem, a interface, a luz, tudo nela parecia melhor. Sem contar, que é um tanto mais leve (pesa 400g com a lente!). Hoje em dia, ela é a DSLR mais leve do mundo. Então, dá pra levar para qualquer lugar sem pesar quase nada!

IMG_2830

No entanto, o que fez toda a diferença para mim, foi umas bobeirinhas do tipo: ter uma tela giratória que dá para tirar selfie, ter sistema que passa as fotos da camera instantaneamente para o celular e o computador (sem precisar conectar, descarregar tudo no computador, etc). Então, se tivermos vontade, podemos tirar uma foto e em segundas publicá-la sem precisar descarregar nada em lugar nenhum.

IMG_2833

Outra coisa super legal, é que era a mais nova camera da Canon e uma sensação em todas as lojas que fomos. Ela ainda levaria alguns meses para ser lançada no mundo. Enquanto lá, já estava disponível em quase todas as lojas que entramos.

Fui nas gigantescas Bic Camera (Ginza e Shinjuku) e Yodobachi (Shinjuku e Akihabara), mas no fim acabei comprando na MAP Camera (Shinjuku, em frente a uma grande Yodobachi), que estava com o melhor preço. Apesar de menor que suas concorrentes, lá foi o local em que encontrei cameras pelos melhores preços em Tóquio.

E se você está pensando em adquirir uma câmera de segunda mão, esse é o lugar! A MAP Camera tinha vários bons modelos de câmeras semi-novas e usadas. Pelo que pesquisei, talvez seja também o melhor lugar para se comprar uma usada.

 

  • Cosméticos

Uma coisa que eu estava curiosa para experimentar eram os cosméticos! Entrar nas lojas de beleza gigantes, que mais pareciam um supermercado de cosméticos, tornou-se um parque de diversões para mim!

As japonesas são muito vaidosas e lá tem muita coisa diferente, das quais boa parte eu nem entendi para o que funcionariam! E foi por isso mesmo que não fiz mais compras!

Entretanto, dentre muitas quinquilharias de variados preços, algumas coisas chamaram atenção, pelo preço e pela qualidade.

Por exemplo, a famosa Shiseido é japonesa. Essa é uma marca mais cara e mesmo lá não é exatamente barata. Acontece que descobri lá que eles tem uma linhas mais populares de cosméticos, que sequer são vendidos nas lojas deles, mas em lojas de cosméticos e farmácias e não o nome deles, embora sejam eles que produzam e a qualidade seja a mesma!

Uma delas é a linha Tsubaki para cabelos. Experimentei no hotel e gostei tanto que comprei a linha toda! Shampoo, condicionador e máscara. E lá você encontra em qualquer lugar por uns 6 euros. Uma beleza!

IMG_2825

A Shiseido também tem a linha Fino, que é uma ótima máscara quando os cabelos estão precisando daquela hidratação poderosa!

IMG_2836.JPG

Outra submarca da Shiseido é a Aqualabel. Comprei um mini-kit para experimentar e me pareceu muito bom. Optei pelo kit vermelho, que serve mais para hidratar e nutrir a pele. O kit vem com óleo de limpeza, espuma de limpeza, loção e emulsão e permite testar e conhecer o produto antes de comprar a versão grande e bem mais cara! Aprovado!

IMG_2835

As mulheres lá adoram um bom delineador. Vi em várias lojas o Real Lasting Eyeliner da K-Pallete. Acabei comprando e foi super aprovado. Ele funciona como um pincel/canetinha. De fácil aplicação (na medida do possível para um delineador), dura o dia inteiro e sai com facilidade com qualquer removedor de maquiagem.

IMG_2828.JPG

(Assim como a linha Tsubaki, o delineador já tinha sido testados pela Adriana Miller, do blog drieverywhere, e foi onde vi essa dica de compra no Japão).

Por recomendação de uma amiga, também comprei o Natural Aqua Gel da Cure, que é o exfoliante para pele mais vendido no Japão. Ele é um peeling natural, que tira a pele morta, mas sem agredir a pele. Realmente dá para sentir a pele do rosto mais limpinha, mas sem aquela sensação d ter ficado ressecada/esquisita.

IMG_2826.JPG

 

  • Óculos de sol

Há muito tempo eu vinha procurando óculos, mas sem muito sucesso. Eu sabia que um bom lugar para comprar seria na Ásia. Afinal, as mulheres lá tem um formato de rosto muito parecido com o meu: redondo e pequeno.

IMG_2827

Então, lá eu descobri a marca Jins, que também é própria do Japão. Eles tem uma grande variedade de óculos, de vários modelos e tipos, com boa proteção solar preço amigo!

 

  • Uniqlo

Outra coisa que eu queria comprar lá era um casaco da Uniqlo mesmo antes de ir!

A Uniqlo é uma marca japonesa, já presente em algumas cidades europeias e eu estava doida para testar! Até porque sabia que lá iria pagar metade do preço! E realmente foi.  Enquanto na Europa sai por uns 70-80 euros, paguei mais ou menos 35 euros no meu.

31961067_10160028054765467_2519138347922751488_n.jpg

Ele tem uma tecnologia que permite reter calor e ótimo para os dias frios. E ele é bem pequeno e leve. Na verdade, ele é preenchido com penas e, por isso, é muito leve. Mas apesar de tão leve, é bem quentinho. Já usei ele em temperaturas próximas dos 5/10 graus, sem mais nada, e foi o suficiente.

É ótimo para viagens! Inclusive, pode ser dobrado e posto em um saquinho virando uma bolinha, que cabe em qualquer cantinho da mala. O saquinho vem junto com o casaco. É tão prático para quem viaja, que o David também comprou um para ele (no caso, o vermelho que está na foto).

31961819_10160028054705467_1906973884674998272_n

 

Em resumo, o Japão não é o paraíso das compras (tipo EUA), mas os preços valem a pena em relação ao Brasil. E não só valem a pena em relação aos preços, como também é possível ver todo o tipo de coisas diferentes e, por isso mesmo, se divertir muito enquanto dá uma espiada pelas lojas! E é impossível voltar sem comprar nada de lá!