Praça da Paz Celestial

IMG_1209-2Depois de um bom descanso da viagem, em nosso segundo dia decidimos ver algumas das principais atrações do centro da cidade. Pra esse dia, separamos a Praça da Paz Celestial (Praça Tian’anmen), a Cidade Proibida e Parque e Palácio Beihai (Palácio de Inverno), todos pontos turísticos relativamente próximos.

Começamos nosso dia andando, já que não parecia ser muito longe. Mas foram 2 km de caminhada até chegar na Praça da Paz Celestial. Ela tem esse nome na verdade pelo nome do portão de entrada da Cidade Proibida, que é o Portão da Paz Celestial, e é a famosa construção murada que hoje tem a enorme foto de Mao Tsé-Tung (ou Mao Zedong).

A Praça da Paz Celestial é uma das maiores praças do mundo e figurou como cenário de diversos momentos importantes da história recente chinesa. Nela fora proclamada a fundação da Republica Popular da China, por Mao Tsé-Tung, e é também onde ocorreu o massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989, quando o exército chinês abriu fogo para suprimir protestos pró-democracia que exigiam reformas políticas e econômicas. Estima-se que milhares morreram no massacre.

Tank Man

“Tank Man” ou O Rebelde Desconhecido, por Jeff Widener, uma das fotos mais famosas do mundo.

Uma coisa importante de saber é que a praça não é “aberta”. Ela na verdade é completamente cercada e com segurança pesada, com policiais fazendo perguntas, passando por detectores de metais, raio-X de bolsas e bagagens, etc. E há pontos específicos para entrar na praça, então vale a pena ficar atento para evitar perder tempo indo pro lado errado.

Uma vez na praça, ela contém alguns pontos importantes. Ao sul, fica o Mausoléu de Mao Tsé-Tung, onde o antigo líder do partido encontra-se embalsamado e em um caixão de cristal, aberto para visitação e admiração. Até hoje Mao é cultuado no país de forma quase religiosa. Nós não tínhamos interesse de toda forma em entrar no Mausoléu….E ao ver o tamanho absurdo da fila para entrar lá, tivemos ainda mais certeza. É uma das maiores filas que já vimos em nossas vidas, e dava voltas intermináveis. Faz fila pra montanha russa na Disney parecer rápida!

Mausoléu de Mao Tsé-Tung

Mausoléu de Mao Tsé-Tung

À Oeste da praça fica o Grande Salão do Povo, e o Monumento aos Heróis. O primeiro serve como a sede do poder legislativo chinês. O monumento é um tributo aos mártires da revolução e foi o primeiro grande memorial erguido na China.

Grande Salão do Povo, e o Monumento aos Heróis do Povo

Grande Salão do Povo, e o Monumento aos Heróis do Povo

Diretamente em frente aos monumentos anteriores, na parte leste da praça, fica o Museu Nacional da China. Este é um dos maiores museus do mundo, e perde em número de visitações anuais apenas para o Louvre! Mas faz sentido, dado o tamanho da população chinesa e o fato de que eles viajam muito pelo próprio país. Infelizmente por questões de tempo, não foi possível visitá-lo.

Museu Nacional da China

Museu Nacional da China

Ao norte da praça, temos a principal e mais importante atração (na nossa opinião). É lá que podemos ter a primeira vista do Portão da Paz Celestial, porta principal de entrada da Cidade Proibida e um dos principais símbolos do país. A entrada se dá através de uma ponte sobre o antigo fosso, e passando pelo gigantesco retrato de Mao Tsé-Tung. O volume de pessoas entrando é enorme, o que dificulta tirar fotos mais de perto sem uma multidão aparecendo!

Mas falaremos mais da Cidade Proibida no próximo post!

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Chegando em Pequim: Escorpiões, baratas e pato laqueado

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Finalizada nossa viagem por Seul, era hora de ir para Pequim. Nosso voo era diurno, então chegamos na China durante a tarde ainda. Do aeroporto até nosso hotel, que ficava bem no centro da cidade, demoramos mais de uma hora. E não simplesmente por distância; como veríamos nos dias seguintes, Pequim não apenas é gigante, como também tem um trânsito horroroso, mesmo com avenidas e estradas largas por toda a parte.

Como estávamos cansados depois de voar, optamos por manter o primeiro dia simples. Chegaríamos no hotel, descansaríamos um pouco e iríamos somente na famosa rua Wangfujing, conhecida por ser o local para experimentar….”iguarias exóticas” da culinária local, e experimentar o prato mais típico da cidade, o Pato Laqueado (ou Pato-de-Pequim).

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A primeira coisa que nos surpreendeu foi o tamanho de tudo. Vias largas, shoppings enormes, prédios enormes, e mesmo assim, tudo muito cheio. É muita gente em todo lugar! Mesmo com espaço, sempre parecia estar lotado!

Continuando nossa caminhada, finalmente chegamos em nosso destino.

Mais que uma rua, é uma area comercial fechada para pedestres, com shoppings, lojas, restaurantes e a famosa rua de comida. Como tudo na cidade, é abarrotada de gente até tarde da noite! Resolvemos ir andando, já que era relativamente próximo do hotel onde estávamos, o Novotel Beijing Xin Qiao (apenas 2 km de distância).

A Wangfujing é famosa entre turistas pelo mercado de comida.

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Nesse mercado noturno, é possível encontrar escorpiões vivos. Espetos de baratas fritas. Aranhas empanadas. Besouros. Cobras. E muito mais.

E os escorpiões realmente estavam vivos, esperando a hora de serem fritos!

Não tivemos interesse (ou coragem!) de comer essas iguarias. Mas ao longo de toda a rua os vendedores tentam chamar sua atenção pra tentar vender, ao mesmo tempo que um sem número de turistas tiram fotos e fazem vídeos.

IMG_1180Depois de passear mais um pouco, resolvemos jantar.

Já tínhamos pesquisado antes e queríamos experimentar o Pato Laqueado. Conversamos com alguns colegas chineses, pesquisamos online, e no fim das contas resolvemos ir no Quanjude Wangfujing Roast Duck Restaurant.

É um enorme e tradicional restaurante de Pequim, um tanto quanto turístico e por isso um pouco mais caro do que a média. E acreditem, é enorme!

Chegando no restaurante, ele tem vários andares e fomos direcionados ao quarto andar, onde ficamos sentados em uma sala de espera aguardando chamarem nosso número para poder conseguir uma mesa!

Mas o lugar é tão enorme que nem demorou muito para conseguir lugar. Por dentro, ele é todo decorado em vermelho e dourado, cheio de detalhes, pinturas, vasos e lanternas.

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Uma vez na mesa, felizmente o cardápio era em inglês, já que os funcionários em geral não falavam ou compreendiam inglês. A comunicação foi complicada. Mas depois de um certo esforço, conseguimos pedir nosso Pato Laqueado (que é servido com um tipo de panqueca bem fina), uma porção de corações de pato e um arroz de pato para acompanhar. O Pato chega inteiro na mesa, e é cortado na frente do cliente, em tiras, para comer junto com a panqueca e os acompanhamentos.

Saímos muito bem alimentados! A comida é bem servida, então até exageramos um pouco.

O famoso Pato Laqueado é bom, mas extremamente gorduroso e por isso um tanto quanto enjoativo. Não é algo que comeria novamente. Já os outros pratos, esses sim estavam ótimos!

Mas valeu a pena, estando em Pequim, pelo menos uma vez na vida vale experimentar o mais famoso prato da cidade.

Depois da comilança, a caminhada de volta para o hotel foi bem vinda. Resolvemos encerrar o dia, já que no dia seguinte, era a hora de conhecer as principais atrações da cidade!

Experimentando o churrasco Coreano

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Depois de um dia longo e cansativo, e principalmente, que não incluía almoço, tudo que queríamos era achar um bom lugar para sentar, relaxar e comer. E não poderíamos sair da Coréia do Sul sem experimentar um dos pratos mais típicos e conhecidos: O churrasco!

Sinceramente, não pesquisamos a fundo para encontrar um restaurante específico ou fomos atrás do mais indicado no Tripadvisor. Depois do passeio, estávamos com fome e no centro da cidade. Então procuramos pela rua algum lugar que parecesse atraente, e encontramos o Baekjeong Myeongdong.

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E foi uma boa escolha!

Escolhe-se uma seleção de carnes do cardápio, que vem em porções para preparar na mesa mesmo. Escolhemos alguns cortes de carne e porco para começar, mas como era bem servido, ficamos por isso mesmo.

O churrasco é servido com uma variedade de molhos e temperos para temperar a carne à gosto, e tudo é preparado na mesa. Os funcionários ficam por perto caso o cliente precise de ajuda para cortar ou saber o ponto da carne, mas se não forem necessários, fica sendo uma experiência totalmente independente; cada um prepara a própria carne.

Além disso, inclui arroz e algumas saladas, além de ovos que são colocados ao redor da grelha, para cozinhar com o calor.

Gostamos bastante! A carne era boa, o cardápio estava em inglês e o atendimento foi bom. Como a comida é feita na mesa, tem fumaça e cheiro, que pode ficar impregnado na roupa.

Mas saímos bem alimentados, felizes e prontos para arrumar as malas e partir pra China!

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DMZ e a fronteira com a Coréia do Norte

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Quando resolvemos que iriamos visitar a Coréia, já colocamos na lista o passeio até a Zona Desmilitarizada (DMZ) da Coréia do Sul, de onde seria possível ver a Coréia do Norte de uma distância segura. Afinal de contas, considerando o regime do país, isso provavelmente seria o mais próximo que iríamos chegar de conhecer o país nessa vida.

No entanto…entre o momento em que decidimos ir pra Coréia do Sul, com passagens compradas, e o momento em que efetivamente viajamos, muita coisa aconteceu. A Coréia do Norte passou a realizar testes com misseis balísticos de alcance variado, alegando que teria capacidade de eventualmente atingir os Estados Unidos. Inclusive, quando estávamos em Quioto, acordamos um dia com a notícia de que um missel Norte-Coreano sobrevoaria o Japão e que o país estava em alerta. Durante o ano, Trump e Kim Jong-Un trocaram farpas e ameaças, e as tensões na região estavam em alta.

Por isso, ficamos em dúvida até o último instante se deveríamos fazer o passeio e só decidimos mesmo já em Seul, quando tivemos confirmação de que os passeios estavam ocorrendo normalmente, sem problemas e sem restrições. Dúvidas superadas, decidimos partir para o passeio.

Há varias opções diferentes, com varias durações diferentes. Optamos pelo tour de meio dia. Neste passeio, era possível parar  no Imjingak Park, onde fica a Ponte de Liberdade. Em seguida, uma parada no DMZ Exhibition Hall, com a descida no Terceiro Túnel de Infiltração/agressão. Depois, uma parada no Observatório Dora, de onde é possível ver a Coréia do Norte de uma plataforma de observação. Por fim, uma parada na Estação de trêm Dorasan, antes de retornar para Seul.

 

DMZ

Antes de entrar em detalhes sobre os passeios, vamos falar um pouco sobre a DMZ. Esse é um nome extremamente irônico, já que na verdade é uma das zonas mais militarizadas do planeta, em particular imediatamente ao fim do limite da Zona Desmilitarizada.

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Fonte: Por Rishabh Tatiraju – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0 https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=21452471

É uma faixa enorme que divide a península coreana em duas, e que tem aproximadamente 2 km até a fronteira entre os dois países (4 Km no total). Foi estabelecida em 1953, quando os países assinaram o armistício.

Como mencionado no post anterior, a Guerra da Coréia tecnicamente não acabou ainda, simplesmente fora acordado um “cessar fogo”, que interrompeu o conflito e estabeleceu a fronteira atual, com reconhecimento da nação dividida em duas.

Foi um conflito que foi se desenvolvendo ao longo de anos. O Japão ocupou o país desde 1910 com a derrubada do Império Coreano, até a derrota na Segunda Guerra Mundial, quando os soviéticos expulsaram os japoneses da Coréia do Norte e lançaram seu apoio a região, com posterior apoio da China comunista. Os americanos, naturalmente apoiaram a região Sul do país. Finalmente em 1950 a Coréia do Norte lançou seu ataque ao sul e as tensões escalaram para conflito aberto até a assinatura do armistício. Desde então, o norte permaneceu sob o regime da dinastia Kim, enquanto o sul seguiu adiante como uma republica (salvo por um breve período de regime militar).

Hoje em dia, a Coréia do Sul fatura bastante com turismo por essa região, já que é uma das principais atrações procuradas pelos turistas.

Mas chega de história! Vamos aos passeios.

 

Imjingak Park e Ponte da Liberdade

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O passeio começou cedo, com a agência nos buscando em nosso hotel. Dali, a primeira parada foi no Imjingak Park. A história aqui é que esse parque foi construído como uma forma de consolar refugiados da Coréia do Norte, que fugiram do país durante e após a Guerra da Coréia. É o último ponto antes de entrar na DMZ e tem várias atrações.

É possível ver aqui os restos de uma locomotiva que foi destruída e baleada durante a guerra, e circulava na linha de trem desmantelada que ligava os dois países.

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Ao lado, nas grades com arame farpado, é possível ver inúmeras tiras coloridas, faixas com mensagens de paz e esperanças para que um dia ocorra a unificação.

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Aqui fica também a chamada Ponte da Liberdade. Em 1953, essa ponte foi usada para a transferência de mais de 12 mil prisioneiros de guerra, devolvidos pela Coréia do Norte para a Coréia do Sul. É possível se aproximas mais da ponte e subir em um mirante para ver melhor, mas tem que pagar por um ingresso só para isso. Dispensamos.

O Sino da Paz, construído como um monumento a paz na terra e desejo de unificação do país.

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E mais. É um parque bonito, com vista bonitas. Mas com uma peculiaridade. É bastante limitado o que é possível ver e fotografar. Em particular, é proibido fotografar na direção do rio e de qualquer construção militar. Os soldados estão constantemente monitorando, e não pensarão duas vezes antes de abordar o turista que não respeite as regras.

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DMZ Exhibition Hall e Terceiro Túnel de Infiltração/agressão

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Findo o passeio pelo parque, era chegada a hora de entrar na DMZ e conhecer um dos túneis de infiltração. Mesmo com os países em “paz”, descobriu-se que a Coréia do Norte vinha cavando túneis abaixo da DMZ, para invadir a Coréia do Sul. A Coréia do Norte nega isso, mas a Coréia do Sul conseguiu provar que eram túneis norte-coreano pelas evidências na pedra, da direção da escavação e das explosões. Apenas 4 túneis foram encontrados até hoje, mas estimam-se que pelo menos 17 existam espalhados ao longo da fronteira.

Para fins de visita, é possível conhecer o terceiro túnel de infiltração, ou como os sul-coreanos chamam, “Túnel de Agressão“.

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A história contada é que em 1975 um norte-coreano que conseguiu fugir do país delatou para a Coréia do Sul que havia um túnel sob a DMZ, construído para invadir o sul.

Ao longo de 3 anos, os soldados sul-coreanos perfuraram o chão da DMZ de 2 em 2 metros, com canos de PVC cheios de água para descobrir se havia alguma passagem subterrânea. Assim, eles finalmente descobriram o túnel inacabado, e escavaram até encontrá-lo. Procederam com a criação de 3 barreiras até a fronteira, para impedir que os norte-coreanos pudessem invadir. Por décadas soldados foram mantidos 24h monitorando as barreiras. Atualmente, o monitoramento é feito por cameras.

Esse é um passeio de alta segurança. Começa com uma visita ao Hall de exibição, que conta um pouco da história da DMZ, da guerra e do túnel. Depois dessa mostra, é possível conhecer o túnel propriamente dito.

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É um passeio intenso. É estritamente proibido entrar com cameras ou celulares. Somente pessoas e com capacetes de segurança. E não é para qualquer um. Começa com uma descida íngreme por aproximadamente 300 metros até chegar no túnel. Ele foi construído com 2 metros de altura e 2 metros de largura, mas graças a estrutura de suporte colocada para manter o teto e as paredes no lugar, é bem mais estreito e baixo do que isso, provavelmente tendo apenas 1,60m de altura para andar e largo o suficiente para apenas duas pessoas passarem lado a lado. Viu a importância dos capacetes? O David, que tem 1,83m, andou praticamente agachado e ainda assim batendo a cabeça a cada 10 segundos!

Lá dentro é quente, úmido e abafado. E depois de mais 300 metros andando, chega-se na terceira barreira. É o mais longe que da pra ir e o mais próximo que se pode chegar da Coréia do Norte (aproximadamente, 170 metros da fronteira). Da pra olhar pela janela da barreira e ver a segunda barreira, onde antigamente soldados ficariam de prontidão.

Depois disso, é andar de volta. É difícil, cansativo, lotado de gente e a volta é ainda mais complicada, já que é uma subida e depois de já ter passado um bom tempo naquele ambiente hostil e com pouco ar. E fazendo com agência tudo isso tem que ser feito no tempo disponibilizado por eles pro passeio, que é bem apertado.

Observatório Dora

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Depois de recuperar um pouco o fôlego da volta do túnel, era chegada a hora de ir ao Observatório Dora, de onde é possível ver a Coréia do Norte com algum dos telescópios disponíveis (mediante pagamento, claro).

De lá, a principal vista que temos é de Kijŏng-dong, ou “Vila da Paz” pros norte-coreanos. Pros sul-coreanos, o nome é outro. Vila da Propaganda. É uma cidade inteira construída próxima a fronteira, com grandes edifícios e aparentemente bem moderna para a época. No entanto, é uma mentira. Os edifícios não são ocupados, não possuem vidros nas janelas nem foram terminados por dentro, as luzes da cidade acendem e apagam em horários pré- determinados e é tudo feito apenas para criar a ilusão de modernidade e grandeza do regime, para atrair os sul-coreanos.

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Além disso, há enormes caixas de som disparando propaganda norte-coreana diariamente, exaltando as maravilhas da vida no país e criticando os Estados Unidos e modo de vida ocidental e capitalista. Elas estavam em perfeito funcionamento durante a nossa visita, e eram perfeitamente audível do observatório. Como retaliação, os sul-coreanos costumam revisar, colocando K-Pop nas alturas para que os norte-coreanos possam ouvir. O que irrita imensamente o regime, já que a música pop coreana frequentemente alardeia o estilo de vida da Coréia do Sul.

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Gangnam Style – Possivelmente um arma de propaganda sul-coreana =P

Outra curiosidade visível são das bandeiras das Coréias, protagonistas da chamada “Guerra das Bandeiras”.  A Coréia do Sul construiu em seu território um grande mastro com a bandeira do país, com quase 100m de altura. A Coréia do Norte viu isso como um ato de provocação, e imediatamente ergueu seu próprio mastro, com 160m de altura, e nele hasteou a bandeira da Coréia do Sul. Até 2010, esse era o maior mastro do mundo.

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Estação de trêm Dorasan

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A estação Dorasan é a última estação e a mais ao norte da Coréia do Sul. Ela teoricamente uniria a linha de trem sul-coreana com a norte-coreana, e permitiria ir até Pyeongyang (capital da Coréia do Norte).

Ela chegou a ser usada por um tempo quando a Coréia do Sul e Norte cooperavam mais, no parque industrial de Kaesong. Não esta em uso atualmente, servindo apenas como mais um monumento ao desejo de unificação entre as Coréias.

Nada de muito especial para ver ou fazer aqui, é uma parada rápida antes de voltar pra cidade.

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Assim como no Memorial da Guerra, saímos desse passeio entendendo um pouco mais desse país fragmentado, e que apesar de tudo, almeja um dia a paz e a unificação de todo seu território. É um enorme desafio que eles tem pela frente, mas quem sabe um dia.

Depois de todo esse passeio, que ocupou a manhã inteira, tudo que queríamos era um bom almoço, e encerrar nossa viagem experimentando o legítimo churrasco coreano. Que será o objeto do próximo post!