A pequena Giverny fica bem perto de Paris, o que dá um bate e volta perfeito pra um dia mais tranquilo na capital francesa. É um local símbolo do impressionismo.
Monet viveu de 1883 até sua morte em 1926 nessa pequena vila rural, em uma casa cercada por jardins repletos de flores , agora conhecida como Maison et Jardins de Claude Monet (Casa e Jardins de Monet).
Sua casa e jardins serviram de inspiração para seus famosos quadros. Alguns deles encontram-se em exposição no recinto. Além dos quadros e da casa, que conta com parte da mobília originária, o que impressiona mesmo são os jardins.
É inegável que o jardim é a grande estrela do lugar! Ali vc vai poder encontrar a famosa ponte japonesa, retratada em vários de seus quadros, como também as vitórias régias. Fomos na primavera e o jardim estava repleto de tulipas, narcisos e rosas.
Giverny na prática
Por falar nisso, o local fecha durante parte do ano, abrindo mais ou menos um pouco antes da Páscoa até meados de outubro. As datas e o horário de funcionamento podem ser encontradas no site.
Para chegar lá tem que pegar o trem a partir da estação Gare St.-Lazare até Vernon e depois um ônibus até Giverny. O local de partida do ônibus é em frente à estação de trem. No total, vc vai gastar 40 euros de transporte + 10 do ingresso.
Teoricamente, o trem é casado com o horário do ônibus. São apenas 4 ou 5 ônibus ao longo do dia, que passam a cada 2 horas aproximadamente. Uma amiga que tinha ido me disse que o ônibus não passou e eles tiveram que esperar mais 2hs pelo próximo.
Por isso, resolvemos ir de excursão mesmo. A excursão custava 45 euros e nos deu o tempo suficiente pra visitar a casa e os jardins com calma. Usamos novamente a France Tourisme, que iríamos usar pro tour no Vale do Loire nessa mesma viagem.
Mandei um email perguntando quanto tempo teríamos lá e disseram que seria de 1:30 à 2hs. Parecia pouco e, no fim, realmente ficamos 2hs, mas foi o suficiente.
Há o Passeio do Impressionismo, vendido pela TGV, em que há um trem decorado e o bilhete dá acesso à outras atrações e paradas, mas só é vendido no verão.
O Vale do Loire é uma região bem grande da França, contando com mais de 300 castelos que se estendem ao curso do rio Loire. A uma curta distância de Paris, a região já foi de imensa importância estratégica. Antes do Rei Francisco I mudar o centro de poder dali para Paris, reis, rainhas e nobres vieram aqui para estabelecer castelos feudais e, mais tarde, suntuosos palácios. Durante a Revolução Francesa, muitos foram saqueados e parcialmente destruídos. Por isso, os que são abertos à visitação, praticamente não tem mobílias e itens originais.
Hoje, a maioria dos castelos ainda são de propriedade privada, sendo que alguns são abertos para visitação ou tornaram-se hotéis. Alguns têm sido assumidos pelo governo e entrado na rota do turismo, como o de Chambord, atraindo milhares de visitantes anualmente.
Nós fizemos 3 dos mais conhecidos castelos do Vale em um só dia, a partir de Paris em um bate-e-volta (lá no fim do post eu dou os detalhes). Conhecemos Chenonceau, Cheverny e Chambord.
Château de Chenonceau
Construído às margens do rio Cher, o Château de Chenonceau é um dos mais elegantes e bonitos do Vale do Loire. Este castelo é em grande parte obra de sete mulheres notáveis, duas das quais foram rainhas da França. Daí seu apelido “Le Château des Dames” (Castelo das Damas).
A fase inicial da construção começou em 1515 Katherine Briçonnet. Mais tarde, a ponte em arcos, a galeria e o jardim foram adicionados por Diane de Poitiers, amante do rei Henri II. Após a morte de Henri, Catherine de Médicis, a viúva do rei, forçou Diane (sua prima de segundo grau) a trocar Chenonceau pelo menos grandioso Château de Chaumont. Catherine completou a construção do castelo e acrescentou o labirinto, mais um jardim. Mais curioso, Catherine de Médico mandou realizar a construção em cima da ponte pq era onde a amante gostava de passear.
Chenonceau teve um apogeu do século XVIII sob a aristocrática Madame Dupin, que fez do castelo um centro da alta sociedade. Durante a Revolução Francesa, ela conseguiu salvar o castelo da destruição de multidões raivosas.
Outra curiosidade é que o castelo serviu de inspiração para o desenho da Cinderela.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o salão principal serviu de enfermaria. Hoje, guarda dezenas de quadros e peças importantes, vistas por milhares de turistas.
Dica: almoçamos ali mesmo. Ao lado do castelo, fica o “Bâtiment des Dômes”, onde fica um restaurante self-service à preços amigos.
Château de Cheverny
Apesar de pequeno, esse é possivelmente um dos mais suntuosos castelos do Vale. Provavelmente, a razão é que tem sido cuidado pela mesma família por gerações e gerações desde 1600.
O castelo tem algumas curiosidades. Uma delas é que, mais à frente dos jardins, o canil abriga cerca de 100 cães de caça.
Outra curiosidade é que esse castelo serviu de inspiração para o desenho do Tim Tim.
Por fim, às vezes há algumas exposições no castelo. Quando fomos, havia uma de lego, mas eu não acho que tenha combinado tanto assim com o ambiente hahaha
Château de Chambord
Nosso terceiro e último castelo era o mais aguardado de todos!
O castelo conta com 440 quartos, 365 lareiras e 84 escadas . É de longe o maior e mais visitado castelo do Vale do Loire. Iniciado em 1519 pelo rei François I, como casa de caça, rapidamente se transformou em um dos projetos arquitetônicos mais ambiciosos já tentados por um monarca francês.
Ironicamente, quando Chambord foi finalmente finalizado após 30 anos de trabalho, Francis achou seu palácio elaborado demais, preferindo os apartamentos reais em Amboise e Blois. No fim das contas, ele ficou aqui por apenas 42 dias durante todo o seu reinado!
Dentro do castelo, o que mais chama a atenção é a escadaria em hélice, supostamente construída por Leonardo da Vinci. São duas escadas interligadas em hélice, mas que nunca se encontram. Acredita-se que foi feita assim para que a realeza pudesse subir e descer sem se encontrar com súditos do castelo.
Mais impressionante ainda é o bosque que rodeia o castelo. Conta com mais de 50km², dos quais apenas uma parte é aberta ao público.
Uma curiosidade é que o castelo serviu de inspiração para o desenho da Bela e a Fera.
Vale do Loire na prática
Ficamos vários dias em Paris (depois vou postar nosso roteiro completo). Fizemos esse tour em um dos dias. Até pensamos em alugar carro e fazer esse trajeto em 2 ou 3 dias,incluindo mais pontos turísticos. Ou em ir de trem, também pernoitando em Amboise. Mas no fim, somando custos e benefícios, resolvemos fazer esse trajeto mesmo e conhecer outros pontos na França (Giverny, Saint Germain, etc).
Além disso, esse tour custou cerca de 100 euros, sendo que apenas as entradas dos três castelos daria algo em torno de 50 euros.
Foi um dia corrido, em que levamos na ida mais de 2hs e a mesma coisa na volta. Mas o tempo em cada um dos lugares foi suficiente. Cerca de 2hs em Chambord e Chenonceau e cerca de 45 minutos em Cheverny.
Talvez o que tenha contribuído, foi o fato que mesmo sendo alta temporada, só haviam 8 pessoas no nosso tour, que foi feito numa van. Logo, acabou sendo mais rápido do que em um tour com ônibus.
Usamos a empresa France Tourisme e o ponto de saída é bem perto do Louvre.
Minha passagem em Bruxelas foi vapt-vupt e me deixou com um gostinho de quero mais! Já tinha ouvido tanto falar que não tinha lá muitos atrativos que super me surpreendi com a cidade e pretendo voltar pra conhecer com mais calma.
Na verdade, fui à capital belga para prestar a prova do IELTS e, nas poucas horas, que me sobraram após a prova resolvemos conhecer um pouco da cidade. E simplesmente adoramos!
Como não poderia deixar de ser, começamos pela praça principal, a Grand Place. Ali mesmo fica a Prefeitura da cidade e a Catedral.
Para quem não sabe, o Tim Tim é belga e vc vai encontrar muita coisa dele por ali, inclusive esse muro, que fica bem próximo da praça. Fica na Street Art, em que há vários murais pela rua.
Ali perto também está a famosa fonte do Menino Mijão (Manneken Pis). E ela é bem pequeninha pessoalmente. Várias lendas urbanas tratam dessa escultura, mas a mais dominante é que manifesta o espírito livre belga. Ta né…
E pelo caminho vimos várias lojas de doces belgas. Meu Deus, um waffle mais impressionante que o outro!
Ali perlo centro também ficam as Galerias Reais Saint Hubert, composta pelas Galerie du Roi e a Galerie des Princes. Além de muitas lojas de grife, ali vc encontra as chocolaterias Le Belgique Gourmand, Leonidas, Godiva e Neuhaus.
Mas o que vc tem que visitar mesmo é o Bar Delirium! Na verdade ele ocupa uma rua toda. São 8 bares, sendo que o bar principal tem três andares. Juntos eles oferecem mais de 3mil rótulos e há anos vêm ganhando prêmio no Livro dos Recordes como o bar com o cardápio de cervejas mais extenso.
Mas nem se anime muito a comer por ali não porque não é a ideia. Com isso em mente, voltamos para a praça principal e almoçamos no ‘T Kelderke, onde comemos o tradicional prato belga “Carbonnades à la Flamande”, acompanhado de batata frita e mais cerveja.
Apesar de estar situado bem na praça principal e estar na cara do gol pra principal atração turística. , não é um restaurante “pega turista”. Eles servem comida típica belga, a preços justos e td foi mt saboroso.
Fizemos esse roteiro em algumas horas. Faltou ir aos jardins e ao Atomium. Então acredito que 1 dia ou 1 dia e meio sejam o suficiente para conhecer a cidade.
Dica de hospedagem
Ficamos hospedados no Ibis Brussels City Centre. Peguei numa promoção com desconto e café incluso e valeu super a pena pq ele fica bem próximo do centro histórico. Mas atenção se vc estiver com malas grandes: pelo menos o quarto que ficamos era bem pequeno. Leve isso em consideração no momento de escolher seu hotel.
Nossa parada na Antuérpia foi super rápida! Passamos só algumas horinhas lá porque era nosso caminho para Keukenhof, o campo de flores de tulipa da Holanda.
Praça Grote Markt (Neirfy@/iStock), foto retirada do site Viagem e Turismo
Apesar disso, aproveitamos bem as horas que passamos por lá. O centro histórico é bem bonitinho, com sua Praça Maior (Grote Markt) e Prefeitura. Bem ao lado da Catedral, fica a Groenplaats, que não é tão impressionante como a Praça Maior, mas vale a visita.
Um local que tem que ser visitado é o Het Steen, o Castelo da Antuérpia. Fica a apenas 5 minutos à pé da Grote Markt.
Fomos ver a vista da cidade à partir do MAS – Museu aan de Stroom. A vista é legal, mas toma um tempinho. Então se tiver com o tempo curto, corte essa atração e fique só pelo centrinho da cidade.
Nós estávamos de carro, mas é bem tranquilo fazer um bate-e-volta, usando o trem a partir de Bruxelas. Aqui vc encontra o site oficial e pode comprar as passagens saindo e chegando da estação mais próxima do seu hotel.