Colônia

A cidade de Colônia (Köln) foi a primeira cidade da Alemanha que conheci lá pelos idos de 2014. Muito bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, pouca coisa original sobrou, exceto pela atração principal da cidade: a Catedral de Colônia (Kölner Dom). A Catedral de Colônia é a maior da igreja da Alemanha e a quinta maior do mundo. De altura monumental, a Catedral gótica já foi o edifício mais alto da Europa, até a construção da Torre Eiffel.

Se por fora o que chama atenção é altura da catedral, no interior há o Santuário dos Três Reis atrás do altar principal, que é totalmente adornado e suspostamente ali estão os restos mortais dos Três Reis Magos.

As ossadas foram retiradas de Milão em 1164 como despojos de guerra e trazidas para Colônia. Mas isso trouxe tantas perigrinações para a cidade que a catedral original não comportava o número de pessoas e por isso foi ordenada a construção de uma nova catedral. Assim, a Catedral de Köln levou mais de 600 anos pra ser construída. Ainda hoje, é o local de maior peregrinação da Alemanha.

Foto retirada do site de turismo da cidade

Fora isso, a cidade também abriga o Museu da Lindt, e você pode ver como o chocolate é produzido, seguido de uma pequena degustação. Você pode acessar o site deles aqui e ver todas as informações atualizadas de horários e preço.

Maaas agora sendo bem sincera, a cidade não oferece mais do que isso não. Claro que sempre tem um museu ou um passeio de barco, mas realmente o principal é a igreja e fábrica da Lindt. Fomos, por exemplo, Museu Romano-Germânico, que também não tinha lá um acervo muito grande. E justamente por não ter tanto o que fazer, aproveitamos pra beber cerveja e degustar a comida local hahaha

Então, pesando tudo, eu acho que só vale a pena se vc já estiver por ali. No meu caso, visitei pq na época estava visitando o David que morava em Maastricht, que era bem perto. Mas não acho que valha a pena pegar um avião só pra visitar uma… igreja. Isso pq o que não falta no continente europeu são igrejas!

Além disso, na época eu não achei o povo nada hospitaleiro. Fomos de ônibus de Maastricht para Colônia e no caminho houve um controle policial. Claramente, todos ali eram locais e os policias pediram pra que mostrássemos os documentos. Até aí, tudo normal. Mas eles insistiam em falar em alemão, mesmo com a gente insistindo no inglês e mostrando que ele era legalmente residente da Holanda. A outra que aconteceu foi que uma mãe largou o carrinho de bebê sem freio numa descida e eu peguei o carrinho que já estava deslizando. Ela pareceu ofendida. Sei lá, se achou q eu queria roubar o bebê haha. Enfim, tudo isso me deixou com uma péssima impressão das pessoas. Aliado ao fato de que não tem muito o que fazer e que há cidades mais bonitas pela Alemanha, acho que só vale a pena mesmo se estiver por perto.

O que eu posso recomendar é o hotel. Ficamos no Mercure Koeln City Friesenstrasse. Realmente era perto das atrações, confortável e com preço bom.

Sedan: hospede-se na maior fortaleza da Europa

O Château de Sedan é um castelo situado na cidade de Sedan na França. Ainda hoje é considerada a maior fortaleza feudal da Europa. O castelo se estende por uma área de 35 000 m², que era capaz de abrigar 4 mil pessoas atrás de seus muros. Construído a partir de 1424, o Château de Sedan tem séculos de história.

No século passado, o castelo foi usado como hospital militar pelo exército alemão na Primeira Guerra Mundial e também foi o lugar que marcou uma grande derrota francesa para os alemães na Segunda Guerra Mundial. Passadas as duas Grandes Guerras, o castelo foi dado à cidade de Sedan em 1962.

Atualmente o castelo abriga um museu que conta sua história, bem como a história da cidade. Além disso, hoje também funciona como hotel e restaurante.

O castelo abre todos os dias para visitas, mas o legal mesmo é se hospedar lá. E foi exatamente o que fizemos! Afinal, queríamos ter a experiência de dormir e acordar na maior fortaleza da Europa!

Pegamos uma diária em regime de meia-pensão (café da manhã e jantar). Chegamos lá já à tarde, fizemos o check-in e fomos conferir nosso quarto. Os poucos turistas foram embora e ficamos só nós pra explorar o castelo. Infelizmente, o David tinha sofrido um acidente e estava na cadeira de rodas, então não tivemos oportunidade de andar pelos muros. Mas mesmo assim só de poder passear de um lado pro outro sem turistas e excursões foi sensacional.

Em relação ao quarto, era bem confortável. Pegamos o “Tradition” não só pq era a opção sem escadas, mas também pq são os quartos em que as paredes ainda são rústicas. Aparentemente o “Superior” é todo reformado e vc não sente tanto que está dormindo atrás de uma muralha.

Foto retirada do Booking

Nosso quarto ainda tinha um armário grande e um banheiro bem espaçoso.

Quanto às refeições, também foram ótimas. O jantar foi bem francês, de comida fresca, porém delicioso! O que me surpreendeu mt! O café da manhã tb era ótimo e farto!

E as refeições foram no restaurante do hotel, que se chama “La Principauté”, que fica justamente no salão de banquetes do castelo, estando totalmente restaurado!

No dia seguinte, acordamos com flautas e músicas medievais vindas do pátio do castelo. Depois de tomar um reforçado café da manhã, era hora de fazer o check-out e pegar estrada.

Sedan na prática

Sedan fica na região de Champagne-Ardennes, quase na divisa com a Bélgica. A cidade “maior” e mais famosa próxima é Reims, a capital da Champagne, que fica a 1h de carro. Pode-se combinar com outros castelos da região, como por exemplo o Chatêau de Bouillon. Ou com uma vista à Luxemburgo.

A reserva do hotel se faz por esse link. E aqui é o site do castelo.

Aqui tem um vídeo promocional do próprio castelo, que mostra bem todo o espaço da fortaleza:

Dica de restaurante em Paris

Sempre que pensamos em comida francesa, vem logo à cabeça a comida chique, fresca, mal servida e cara. Mas não precisa ser assim. E também não precisa ser crepe!

Um dos meus restaurantes favoritos em Paris é o Brasserie Bouillon Chartier. E toda vez que vou à Paris sempre dou um jeito de passar lá!

Hoje o restaurante conta com 2 unidades, uma chamada Grand Boulevards, que fica na esquina com a Av. Boulevard Montmartre e metrô Grand Boulevards. O restaurante está ali desde 1896, ou seja, há mais de 120 anos. Já a unidade 2 fica em Montparnasse, e também está ali desde 1903. Das duas unidades a tradicional e bem localizada é a Grand Boulevards e a que vou todas as vezes, então não posso dizer se o de Montparnasse é a mesma coisa.

De toda forma, o Restaurante Bouillon Chartier conta com mais de 120 anos de experiência. Lá vc vai encontrar comida francesa de verdade, sem frescura e com preço muito amigo. Cada prato custa em média 10 euros, a bebida 3 euros (vinho/cerveja/refrigerante) e a sobremesa 3 euros. Uma pechincha para a França.

O serviço é bem rápido, então é ótimo para o almoço entre uma atração turística e outra! Não é um restaurante pra uma ocasião mais especial.

A comida é realmente muito boa! Particularmente, eu gosto muito do pato com batatas amassadas (Confit de canard pommes grenailles)! Mas o menu completo vc encontra aqui.

O restaurante é bem popular, então está sempre cheio, muito embora tenha 2 andares. Eles não aceitam reservas de mesa. Então, se quiser evitar fila, chegue antes de meio-dia!

Hotel econômico em Paris

Paris é uma dessas cidades que a gente sente que está pagando muito por uma hospedagem ruim. Ainda mais se for alta temporada e em categoria econômica. Aí não vou mentir pra vc: melhor abstrair e realmente passar o dia todo fora e só voltar acabado pra dormir!

Da primeira vez que fui fiquei no Nadaud Hotel.

O que tinha de positivo era o atendimento, os quartos eram de tamanhos razoáveis (para os padrões de Paris) e era bem limpinho. Na época a diária foi 70 euros, mesmo sendo julho (altíssima temporada).

De negativo: perto do cemitério Pére-Lachaise, ou seja, longe de tudo. Tínhamos que pegar metrô todos os dias para ver as atrações turísticas e não tinha muita coisa por perto. Além disso, fomos no verão (numa onda de calor de quase 40 graus!) e não tinha ar condicionado. Pra piorar, o wi fi não pegava no nosso quarto (internet de celular não era comum na época) e me falaram que eu não deveria telefonar do corredor pra não fazer barulho. Pra piorar, um dia o elevador quebrou e tivemos que subir até o nosso quarto que ficava no último andar nas pernas!

Da segunda vez, fiquei no Hotel Monte-Carlo, no início de Montmartre, mas a só 10 minutos à pé da Ópera e Galerias Lafayette. Com certeza foi o mais bem localizado dos 3 que fiquei. Fomos no inverno e a diária estava 50/70 euros, pra um quarto com banheiro privado e café da manhã incluso.

Eles tinham uma opção de quartos adjuntos duplos, mas que na verdade eram 2 quartos completamente separados e com 2 banheiros separados e que não tinham nada de adjuntos. Minha mãe e minha prima pegaram essa opção pagando 50 euros por cada quarto e eu um de normal de 70, que era a mesma coisa do de 50 hahaha.

Pagando 50 euros pra ficar no centro de Paris, não espere luxo! Tudo era muito simples, mas tinha elevador e o quarto era limpinho, apesar de bem antigo e simples. O chato é que toda vez antes de sair do hotel tínhamos que entregar a chave (que era de cartão). No meu quarto o chuveiro mal saía água, embora o da minha mãe estivesse normal. Eu lembro também que o lugar do café da manhã só tinha 3 mesinhas bem pequenininhas e, às vezes, chegávamos e já estavam ocupadas. Então tínhamos que esperar pra tomar café hahah. Além disso, o pessoal da recepção não era lá muito simpático.

Da terceira vez fiquei no Hotel Mercure Magenta, que fica bem de frente à Gare de l’Est e foi por isso mesmo que reservei. Chegamos e partimos da Gare de l’Est de trem, indo só pra passar o fim de semana e já chegando à noite. Então fez super sentido já ficar por ali.

http://www.accorhotels.com/6223

O quarto estava bem novinho, banheiro todo reformado e super limpinho. Tinha ar condicionado no verão (aleluia!) e o café da manhã era farto. E o melhor: pegamos uma promoção da Accor com o café incluso por 70 euros a diária.

Não era tão perto das atrações turísticas, mas pra gente não fez diferença já que fomos pro show do Guns N’ Roses, pra ir na EuroDisney e pra ir no Vaux-le-Vicomte.

Desde então temos ficado no meu sogro, que agora tem um apto em Saint-Germain-en-Laye a 30minutos do centro de Paris.

Em resumo, esses são os hotéis que já fiquei de categoria econômica e que posso dar um review mais verdadeiro. A verdade é que hospedagem não é o forte em cidades como Paris, e você sempre vai sentir que está pagando mais do que deveria. Ou que o hotel está ok, mas afastado de tudo. Ainda mais se o orçamento estiver mais apertado. Felizmente, Paris é uma dessas cidades em que se volta ao hotel realmente só pra dormir, então mesmo que o hotel não seja aquelas Brastemp não vai importar tanto no fim do dia.

Dito isso, talvez redes de hotéis como a Accor (que inclusive é francesa) ofereça mais opções de hospedagem e vc saiba mais ou menos o que vai te esperar. Vale a pena ler os reviews no TripAdvisor com calma e ver se encontra alguma promoção pelo Booking ou algum outro site de hospedagem.