Norway in a Nutshell

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Norway in a Nutshell significa toda a Noruega em um dia. E esse passeio que é o mais famoso de toda Noruega, realmente é bem isso. O passeio te leva ao interior da Noruega, permitindo que você contemple fiordes, montanhas e belas cachoeiras. Ou seja, você realmente vai ver um pouco de tudo que o país tem a oferecer em termos de beleza natural em um só dia. Interessante, nāo!?

Vários trajetos sāo possíveis e eu escolhi o seguinte:

  • Bergen – Voss (trem)
  • Voss – Gudvangen (ônibus)
  • Gudvangen – Flam (barco)
  • Flam – Myrdal (trem)
  • Myrdal – Bergen (trem)

Entāo ficou assim: Bergen-Voss-Gudvangen-Flam-Myrdal-Bergen.

De Bergen a Voss o trem é um desses de transporte público mesmo. Tanto que haviam pessoas que nāo eram turistas no meio. No entanto, como fomos na altíssima temporada, a maioria era turista mesmo. E, se viajar na alta temporada europeia for seu caso, recomendo chegar com antecedência para poder sentar tranquilo no trem.

Chegando em Voss haviam vários ônibus parados indo para lugares diferentes. Uma correria de pessoas saindo correndo e entrando nos diferentes ônibus. Nós também saímos apressados procurando o ônibus com o letreiro “Norway in a Nutshell”. Enfim, encontramos um que tivesse ainda dois lugares para irmos juntos. Assim que entramos o ônibus saiu.

O próprio ônibus já é um passeio em si, que te mostra desfiladeiros, cachoeiras e uma infinidade paisagens fantásticas!

Depois de andar por cerca de 1h e meia de ônibus, descemos para o nível do mar novamente, chegando em Gudvangen. Lá era o local que pegaríamos o barco para ver os tāo aguardados fiordes.

Quando fiz a reserva, optei por um barco que estaria operando a partir de abril/maio e que seria mais novo, fechado, com vistas melhores, etc. Assim, paguei uma quantia a mais para ir nesse barco bem melhor. Chegando lá, cadê o barco novo!? Perguntávamos e nos informavam que o barco velho era o certo, enquanto eu tinha certeza que nāo. Até que, enfim, uma funcionária explicou que o barco novo nāo chegou e que eu deveria pedir o reembolso. Entāo tá né. Um imprevisto de 3 meses poderia ter sido avisado por e-mail e já reembolsado, mas ok.

Aproveitamos que ainda faltava um tempinho e ficamos ali aproveitando o visual, até irmos para fila para entrar no barco velho.

Entramos no barco, sentamos em um lugar legal e ficamos esperando o navio zarpar. Infelizmente, o barco atrasou um pouco para sair, o que nos causaria um pouco de transtorno depois no desembarque como explicarei depois.

Quando o barco saiu, fomos navegando pelos fiordes. Vendo paisagens que nos remetiam à série Vikings. Tirávamos fotos de uma paisagem e logo víamos outras mais linda ainda! Aí daqui a pouco víamos vilarejos de 3, 5 ou 6 casas perdidas no meio do nada. E só Deus sabe desde quando estariam ali.

A única coisa chata é que ficamos perto de uns orientais com suas câmeras chatas. Pior, eles começaram a jogar comida para as aves que vinham afoitas pegar. No começo foi legal, mas depois as trocentas aves ficaram o tempo todo perto de nós e cortando quase todas as fotos que tentávamos tirar. Aí daqui a pouco eles levantavam e nāo sentavam mais, esbarrando em todos ao redor. Sem contar que a comida deles tinha um cheiro horrível que ficava empesteando o barco todo! Observaçāo: eles nāo pararam de comer do embarque ao desembarque! No fim, toda a galera do nosso lado do barco estava um tanto irritada. Sério, esse povo precisa de tratamento hahahha

Continuamos no barco por cerca de 2hs, até chegar em Flam. Ocorre que como o barco havia atrasado para sair, atrasou também para chegar. Além disso, o barco velho era mais demorado que o novo (o trajeto do novo era de 1h30m). Para piorar, já eram 2hs da tarde e estávamos varados de fome, mas sabendo que teríamos que ir logo para o trem se quiséssemos ir juntos. Resultado: descemos assim que possível do barco (o que também demorou), corremos para comprar um sanduíche e já entrar no trem. Enfim, no trem comemos nosso sanduíche, enquanto aguardávamos a saída. Uma pena, já que aquela estaçāo era o único lugar com uma boa infra-estrutura, com restaurantes, lanchonetes e até mesmo um pequeno museu.

O trem saiu e continuamos a ver paisagens lindíssimas, dezenas de cachoeiras, em um passeio de brilhar os olhos de qualquer um. Até que passamos por uma cachoeira linda, em que o trem faz uma breve parada para fotos.

O engraçado aí é que aparece uma mulher dançando algo no meio do nada. Ficamos comentando que esse é um trabalho um tanto quanto inusitado. Ficar atrás de uma pedra o dia todo, esperando o trem aparecer algumas poucas vezes ao dia, para sair dançando por 5 min e depois se esconder de novo! hahahha

O trem passa por diversos túneis. Pelo que me lembro, eram 20. E todos foram escavados a māo! Vários trabalhadores morreram na construçāo. Na época, esse passeio de trem era feito somente pela alta aristocracia européia em suas férias de verāo.

Hoje nāo é necessário ser aristocrata para se maravilhar com um dos lugares mais lindos do nosso planeta. Apesar da confusāo por causa da super lotaçāo, o passeio foi maravilhoso de lindo e as fotos nāo expressam a profundidade e a beleza desse lugar. Mais um que riscamos da nossa “bucket list”.

Algumas dicas

Vale ressaltar que nāo é um passeio guiado. Você nāo entra em tour em que o guia vai te levando para todos os lugares. Na verdade, você recebe um pacotinho com todos os ingressos, tickets e itinerário escolhido. Sendo assim, pensei: por que nāo eu mesma nāo reservo o trem e o barco!? Estava pensando nisso quando me ocorreu que por ser alta temporada e em pleno fim de semana, eu poderia nāo conseguir comprar passagens de ônibus, que nāo sāo vendidos online.

E ainda bem que pensei nisso, pois por uma economia burra de 25-30%, poderia ter acabado por perder o passeio todo. Realmente estava lotadissimo. No nível que o David e eu tínhamos que sair correndo de um transporte para o outro se quiséssemos ficar juntos. Pois é! Esse foi um dos pontos negativos. O passeio é bem caro, mais de 150 euros por pessoa, e ainda houveram algumas confusões, como essa.

Bem, mas falando propriamente do passeio, escolhi um roteiro bate e volta de Bergen, mas várias opções sāo possíveis, como começar por Bergen e terminar em Oslo, o vice-versa, ou parar em Flam para uma pernoite, etc. Como estávamos com malas grandes e nāo queríamos mudar de hotel para ficar em um vilarejo no meio do nada, ir e voltar no mesmo dia estava de bom tamanho.

Depois que efetuei a compra pelo site, recebi o voucher por e-mail, mas que deveria ser trocado pelas passagens e tickets na estaçāo de trem central um dia antes da viagem. Todavia, acabei descobrindo que também dava para trocar no centro de informações ao turista, o que foi ótimo, já que este ficava bem perto do mercado de peixes, do centro e a 5 min do nosso hotel.

Ah e vá agasalhado! Mesmo no verão venta muito! Além disso, o verão norueguês não é propriamente um verão de verdade.

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Bergen

A nossa viagem para Escandinávia nāo poderia deixar de incluir a Noruega. Teríamos alguns poucos dias entre o show do Coldplay em Copenhagen e o embarque no cruzeiro russo maluco em Estocolmo. Assim, queríamos conhecer uma cidade que fosse a cara da Noruega e que nos permitisse ver os fiordes. Após pesquisar sites e blogs, descobri que Bergen deveria ser nosso destino!

Bergen é a antiga capital da Noruega, sendo a segunda maior cidade do país com seus 250 mil habitantes. A cidade surgiu ainda na Era Viking. Sendo assim, nāo é uma capital moderna, como Oslo, mas uma daquelas cidades bem típicas e está bem próxima dos famosos fiordes com diversos passeios para conhecê-los. Fechou Bergen!

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Assim que chegamos em Bergen, deixamos nossas malas nos hotéis e já saímos para pegar nossos tickets para o passeio nos fiordes (depois darei detalhes mais práticos sobre isso). Ah e que cidade bonitinha!

Um pequeno adendo, ainda bem que a cidade é bonitinha mesmo porque os noruegueses que conhecemos nāo eram exatamente as pessoas mais simpáticas do mundo! hahahha Vai ver foi azar.

Bem, mas vamos ao que interessa: afinal de contas, o que Bergen em si tem a oferecer!?

Como dizia, chegamos e já fomos bater perna, começando pelo pequeno porto (foto acima), mercado de peixes e depois fomos logo ver as casinhas de Bryggen. Essas casas datam mais de 500 anos e ainda estāo de pé.

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Algumas dessas casas foram destruídas após um incêndio, mas boa parte ainda continua de pé. Com exceçāo daquelas que estāo interditadas por segurança, a maioria das casas hoje funcionam como lojas de souvenir, de roupas, etc. Enfim, tornou-se um ponto comercial charmosissímo.

Foi entāo que o tempo mudou e uma chuvinha chatinha começou. Aproveitamos e paramos para comer a típica comida norueguesa no mercado de peixes.

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Ah, vale dizer que Bergen é conhecida como a cidade mais chuvosa de toda Europa. E olha, eu acredito. Em todos os dias que ficamos lá, choveu um pouco. Pelo menos nāo choveu durante o passeio pelos fiordes, que foi todo o objetivo de ir para lá!

Enfim, depois que a chuvinha parou e já havíamos almoçado, continuamos a andar pela cidade. Como nāo tem taaanta coisa assim para conhecer, um dia é o suficiente para andar a cidade toda. Todavia, como teríamos 2 dias inteiros para explorar a cidade, excluindo-se o dia dos fiordes, fizemos tudo com toda a tranquilidade do mundo.

No dia anterior ao que iríamos embora, já mais familiarizados com a cidade aproveitamos para subir uma das sete montanhas que envolvem a cidade. Como de novo estava uma chuvinha que nāo fazia esforço de parar, optamos por ir ao Floyen.

O Floyen é um bondinho que leva até o alto de uma das montanhas, dando acesso a uma vista muito legal da baía de Bergen.

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Lá em cima, se o tempo permitir, há uma pequena trilha (de apenas alguns minutos de caminhada) que leva a um belo lago. Compramos um chocolate quente e ficamos um tempinho no lago =)

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Andando pela cidade, acabamos parando em um restaurante de comida mexicana. O que mais no chamou atençāo, além da comida, foi o cartaz na porta de entrada:

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E quem foi mesmo que disse que noruegueses nāo têm senso de humor!?

Estocolmo na prática

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Já comentei no post Viajando bem e barato pela Escandinávia um pouco sobre os custos e algumas dicas práticas, mas resolvi fazer esse post mais completinho. Digamos que seja um pequeno guia para quem for visitar Estocolmo.

Primeiro, o deslocamento. Estávamos vindo de Bergen (Noruega), entāo fomos de aviāo para o aeroporto de Arlanda, que fica a 40km de Estocolmo. Para seguir para Copenhagen, pegamos o trem. Recapitulando, ficou assim:

  • Bergen para Estocolmo: aviāo, também com as SAS Airlines. – A Norwegian Airlines é a low-cost nórdica e estava um pouco mais barata. Mas como teríamos que despachar bagagem e pra Estocolmo ela vai pra um aeroporto a cerca de 100km, só acessível por ônibus, no fim nāo valia a pena.
  • Em Estocolmo pegamos o St Peter Line Cruise, posteriormente também retornando a Estocolmo.
  • De Estocolmo para Copenhagen optei pelo trem numa viagem super tranquila de 5 horas, já que o trem era muito confortável. Comprando com meses de antecedência, consegui pagar 20 euros. Comprei no site da SJ, empresa de trem sueca que faz o trecho. Vez que os aeroportos de Estocolmo sāo distantes da cidade e ainda temos que chegar com uma hora de antecedência pelo menos, achei que faria sentido simplesmente pegar o trem, já que estaríamos hospedados próximos da estaçāo central. Além disso, só o valor do trem para o aeroporto era o mesmo que eu pagaria nas passagens para Copenhagen!

 

Arlanda Express – o trem que liga o aeroporto à estaçāo central

Do aeroporto para a estaçāo central pegamos o Trem Arlanda Express. O trem sai do aeroporto sem paradas até a central station, entāo é super rápido e confortável. Há trens a cada 20 min. Quando fomos estava bem vazio, apesar de ser alta temporada.

Como tudo na Escandinávia, o trem nāo é exatamente barato. Pelo que me lembro o valor era 30 euros cada perna para um percurso de 20 min! Pois é, isso tudo mesmo! Mas como também comprei com uma antecedência de 2 meses pagamos metade do preço. Ou seja, praticamente o mesmo valor do ônibus, mas como muito mais conforto (também há ônibus que fazem esse trajeto).

Para a ida ao porto, também haviam alguns ônibus que iam em alguns horários esparsos. Mas como estávamos com malas, e a distância nāo era tāo grande assim, usamos táxi mesmo, tanto na ida, quanto na volta.

Hotéis 

Em Estocolmo ficamos primeiro no Comfort Hotel Stockholm, pagando 60 euros na diária! O quarto era bem pequeno, mas ficava ao lado da estaçāo. O diferencial é que fica exatamente ao lado da saída do trem que liga o centro ao aeroporto.

Quando voltamos a Estocolmo ficamos no HTL UPPLANDSGATAN, que eu recomendo muito (gostei muito mais que do Comfort) e foi uns 70 e poucos euros. Quarto ótimo, chuveiro poderoso, hotel moderno e confortável, localizado a uns 500 m da estaçāo central. Se um dia voltar a Estocolmo, certamente ficarei nesse hotel novamente.

Aifur – o restaurante viking mais sensacional de toda a Escandinàvia!

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Se você adora o mundo viking, assim como nós, nāo pode deixar de conhecer o Aifur Krog & Bar. Esse restaurante é diferente de tudo que já havíamos visto até entāo. A proposta é te levar a uma autêntica taverna viking dos séculos VIII a XI. Entāo, minha dica é: se você tiver que escolher apenas um restaurante em toda a Escandinávia, escolha esse!

O restaurante encontra-se em uma das viela da Cidade Velha (Gamla Stan). Reservas sāo necessárias, uma vez que o local está sempre lotado.

Logo na entrada somos anunciados em voz alta e todos batem os copos nas mesas rústicas! Depois, sentamos em mesas coletivas, justamente para replicar o ambiente da época. Nāo há luz elétrica praticamente ea iluminaçāo se dá por velas. Toda a decoraçāo é rústica. Aliás, toda decoraçāo é inspirada na cultura viking: escudos e machados pendurados na parede. Copos, talheres, pratos, mesas, bancos, tudo feito como forma de transportar para outra época.

A comida nāo poderia deixar de ser típica da época. E foi assim que começamos experimentando o hidromel, bebida super apreciada durante toda a Idade Média! Realmente é uma delícia, mas super doce.

Os pratos sāo compostos de carnes, legumes, sopas, pāes e o que mais se comesse na época. O menu traz a descriçāo da origem do prato na Era Viking. Tudo acompanhado de tradicionais cervejas.

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Como também nāo poderia deixar se der, a música era ótima. E claro, os músicos, os simpáticos garçons e engraçadíssimo gerente/anfitriāo também estavam vestidos a caráter e sempre prontos para contar histórias. Na foto da direita está nosso anfitriāo que era uma figura!

O restaurante nāo é barato, mas vale a experiência sem dúvidas. Afinal, nāo é algo que você terá sempre a oportunidade de fazer.

No fim, até nós já estávamos nos sentindo um tanto quanto vikings!

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