Reykjavík

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No nosso último dia inteiro por lá (já que no outro dia viajaríamos cedo) havia previsão de potencial atividade boreal. Assim, decidimos não fazer nenhum passeio longo, ter um dia mais tranquilo porque à noite iríamos caçar aurora boreal (e isso vai render um post próprio em breve). Foi assim que aproveitamos para fazer algo que não fizemos nos dias em que estivemos na capital: conhecê-la! A cidade concentra mais de 100 mil dos 300mil habitantes do país. É a capital mais setentrional do planeta, estando muito próxima ao polo Norte e está lá desde o ano 870.

Muito embora estivessemos hospedados lá, chegamos na cidade de madrugada e nos dias seguintes acordávamos cedo e voltávamos tarde para o hotel, de forma que não vimos quase nada da cidade. Então esse era o dia de conhecer a simpática Reykjavík.

Saindo do hotel fomos em direção a Igreja Matriz. Na volta também passamos por ela e, assim, a vimos sob o templo nublado e depois ensolarada. A Igreja em si, malgrado seja a mais antiga e símbolo da ascensão do Cristianismo, não é tão especial assim a não ser por sua fachada diferentona. O diferente mesmo é que em sua entrada há uma estátua em homenagem à Leif Ericson ou Leif Eriksson.

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Aprendemos na escola que Cristóvão Colombo foi o descobridor das Américas. Todavia, isso não é exatamente verdade. O verdadeiro descobridor foi o islandês Leif, filho do Eric. Seu pai foi expulso da Islândia e se fixou na Groenlândia. O Leif depois de crescido passou a acreditar que mais ao sul e ao extremo haveriam terras mais quentes. Com boas noções de navegação desembarcou na América por volta do ano 1000 e fundou a Vinland, terra das vinhas, com o objetivo de atrair mais vikings. Contudo seu pai morreu e ele teve que voltar para governar seu clã na Groenlândia. Por determinado tempo o assentamento na Vinland teve êxito e tinha uma relação harmônica com os nativos indígenas, mas em algum momento o assentamento foi queimado pelos indígenas e não se sabe exatamente o que houve com os residentes do vilarejo.

Seja como for, as escavações demonstraram a existência de Vinland e o povo islandês tem muito orgulho de ter sido o verdadeiro descobridor da América. E qualquer islandês que você encontre, seja na Islândia ou fora dela, vai te perguntar: e, vc sabe quem é o verdadeiro descobridor da América!?

Outra coisa que é orgulho dos islandeses é sua crença em seres mágicos, como trolls, elfos, gnomos. E você vai ver troll em tudo que é canto da cidade: em jardins, em calçadas, em lojas, em pinturas, em tudo mesmo!

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Não liga para isso!? Bem, você também pode aproveitar seu tempo para comer o melhor cachorro quente do mundo. Pelo menos ele é conhecido assim. E logo que você chegar nesse trailer vai ver uma foto do Bill Clinton e outras personalidades comendo o tal cachorro quente. Nós comemos e, particularmente, achei a fama maior que o sabor. Ruim não é, mas já comi outros melhores. E nem é porque não vem com purê como em SP =P hahah

Outra coisa que se encontra muito para comer é carne de carneiro/ovelha. Afinal, a história da Islândia está entrelaçada com a criação de ovelhas. Acho que já contei em um post, mas as ovelhas são criadas livres boa parte do ano por todo país, tendo uma identificação. Em uma data do ano acontece o evento mais importante da Islândia: a separação das ovelhas. Por isso mesmo que as ovelhas andam pelas estradas, se sentindo as donas do pedaço, e sendo assassinas suicidas do inferno (de acordo com os locais) e se jogando na frente dos carros.  Como se vê, essa tradição é milenar.

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Outro prato típico é a carne de baleia. E um islandês nos garantiu que deveríamos provar o prato, já que não se trata de pesca de baleia em extinção. Nós nāo comemos, mas há quem diga que vale a pena provar uma vez na vida.

Claro que a culinária não é o forte nem de Reykjavík, nem da Islândia. Seu diferencial está na cultura viking, no seu povo alegre e, principalmente, na infinita beleza natural. Mesmo uma voltinha em Reykjavík te proporciona vistas magníficas como as das fotos abaixo.

Em conclusão, mesmo o interior sendo o atrativo do país, passe um dia ou algumas horas em Reykjavík e surpreenda-se com a capital mais ao norte do planeta!

Golden Circle

Esse é o passeio que todo turista que desembarca na Islândia faz. É o Cristo Redentor/Torre Eiffel da Islândia. Como já deu para perceber pelos posts anteriores, a Islândia oferece paisagens deslumbrantes e, como eu também já disse, parece que estamos em outro mundo dentro do nosso mundo! Por isso que o Círculo Dourado faz tanto “sucesso” entre os turistas. Em apenas um dia dá pra fazer um bate-e-volta e se ter uma amostra do que a Islândia é. Cachoeiras, placas tectônicas e gêiseres é o que te aguarda nesse dia!

O guia nos pegou no hotel e começamos o dia relativamente cedo. Bastou andar um pouco para fora da cidade, rumo ao centro do país, para começarmos a ver uma paisagem bem diferente do dia anterior em que fizemos o South Shore. Ao invés de terrenos e terrenos de lava, víamos terras verdes a perder de vista.

Nossa primeira parada foi a cachoeira Faxi. No percurso avistamos a Estação de Energia Geotermal de Nesjavellier, que é a segunda maior do país.

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Algum tempo depois chegamos na nossa primeira parada. A cachoeira Faxi estava incluída no roteiro da empresa de turismo que escolhemos como uma parada extra. A maioria das outras não passa por lá. Apesar de menor é bem bonita de se ver.

De lá seguimos para a cachoeira Gullfoss, a principal do dia. Embora seja muuuito grande, não é a maior da Islândia, mas é a mais visitada, em virtude de sua curta distância da capital e dos gêiseres. A força da água impressiona e das cachoeiras que vimos realmente era a mais impressionante.

O problema é que estava chovendo muito e a força da água nos jogava ainda mais água. Além disso, também ventava muito e fazia muito frio (algo próximo de 1º C, o que tornava a experiência um pouco sofrida. Ademais, exigia uma caminhadinha entre a van e a cachoeira. Ou seja, mesmo ficando pouco, ficamos ensopados, apesar de estarmos com roupas apropriadas.

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De lá percorremos mais 10 km e chegamos no Vale Geotérmico Haukadalur, onde ficam os famosos gêiseres. Você desce da van/carro/ônibus e já avista a terra explodindo água! Impressionante!

É ali também que fica o Geysir, o famoso gêiser que deu seu nome a todos os outros gêiseres. Em islandês geyser significa esguicho/ jorro. E é bem isso mesmo! Um gêiser é uma nascente de água/poça que entra em erupção de tempos em tempos, lançando uma coluna de água quente para o ar.Cada gêiser tem uma profundidade inimaginável e o choque do lençol freático com lavas vulcânicas faz com que a água entre em ebulição e exploda na terra! É demais!

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O Geysir apenas explode quando há forte atividade vulcânica, como erupções e terremotos. E é por isso que geólogos de todo o mundo o observam cuidadosamente, a fim de melhor entender nosso planeta. Todavia, bem perto dele está o Strokkur, que explode a cada 5/10 minutos.

Ficamos perto do Strokkur e o vimos explodir algumas vezes. Tentamos gravar, como está no vídeo abaixo, mas assim que gravamos isso e achamos que havia acabado ele explodiu mais forte, atingindo uns 30 m de altura, mas nisso já havíamos desligado a câmera. =/

Tentamos outras vezes, mas como estava chovendo e tínhamos tempo marcado para almoçar e voltar para a van, não deu pra ficarmos lá. Essa é minha reclamação desse tour que fizemos. Achei meio corrida essa parada especificamente, e que é a mais interessante talvez. Se tivéssemos tido mais 15 ou 20 minutos não teríamos tido nenhuma inconveniência.

De lá seguimos para o Þingvellir National Park, local em que é possível ver as placas tectônicas da América e da Europa. Há um desfiladeiro no parque em que fica justamente a falha geológica que separa as duas placas. Também é por isso que a Islândia tem uma alta atividade vulcânica.

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É muito louco tocar em um paredão e saber que esse é o continente americano e dar mais cinco passos e tocar no outro paredão que é o continente europeu. Nós, nerds assumidos, adoramos! Curiosamente, o local também tem importância histórica, já que ali se reunia o antigo parlamento.

Essa foi a última parada do dia e depois voltamos rumo à capital.

Círculo Dourado na prática

Já disse em outro post  que havia pensado em alugar um carro em um primeiro momento, mas que desisti em razão das condições climáticas. Nesse dia, o tempo estava bem ruim e choveu quase que o dia todo. Em algumas fotos dá pra ver que estou completamente molhada, especialmente nas cachoeiras. Afinal, como disse, mesmo meu casaco sendo impermeável e a prova de vento, há limite para tudo nessa vida né! Se você for no inverno como nós fizemos, o clima estará terrível possivelmente e fazer um day trip com um grupo pode não ser ruim.

Procurei uma empresa que tivesse passeios em grupos pequenos, preferencialmente em van ou micro-ônibus, e acabei optando pela Your Day Tours, que atendia esse requisito. Todavia, esse dia não foi tão bom quanto o South Shore (que falei nesse post aqui).

O guia não era tão simpático no início e não dava tantas informações (Kevin, mas que era um nome falso q ele deu pelo nome dele em islandês ser impronunciável). Vai ver ele estava com sono porque depois ficou mais simpático e foi muito interessante ouvir a história da mãe dele que resolver se candidatar a presidência da Islândia. Também teve o lance de que achei o almoço corrido, já que o restaurante estava lotado, muita chuva e não conseguimos ver os gêiseres como queríamos. Chegamos cedo em Reykjavik e mais 20 minutos ali no almoço teriam feito toda a diferença.

Essa impressão pode ter ficado também porque o guia do dia anterior (Ævar) era fantástico e a simpatia em pessoa! Enfim, a empresa cumpriu a função e ruim o tour não foi, mas nesse dia não teve nenhum diferencial e qualquer outra teria dado certo. Se o tempo estiver bom, até acho que compense mais alugar um carro.

De toda forma, seja com van, ônibus, carro alugado, ou como for, se um dia você for à Islândia, o Golden Circle é um dos passeios imperdíveis!

Conhecendo o sul da Islândia

Esse é um passeio legal para pessoas que adoram natureza. Se você já sentiu vontade de ver geleiras, praias com areia negra, vulcões e cachoeiras, certamente, a Islândia não irá te decepcionar. Afinal, quem vai para a Terra do Gelo quer mais é ver muita beleza natural mesmo! Passamos por vários lugares bonitos e eu tenho certeza que se um dia você for a Islândia também passará!

Nossa primeira parada do dia foi na icônica cachoeira Skógafoss. Está é considerada uma das maiores e mais bonitas cachoeiras da Islândia. Fica próxima ao rio Skógá, estando aí a origem do nome. Tanto o rio quanto a cachoeira tem origem nas geleiras Eyjafjallajökull e Mýrdalsjökull.Essa cachoeira de 62 metros de altura e 15 de largura realmente impressiona. As cercanias da cachoeira são igualmente impressionantes, com seus paredões verdes.

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Nós andamos até a piscina natural que se forma embaixo da cachoeira e ficamos cara a cara com essa obra da natureza. Para quem quiser, há uma escadaria ao lado da cachoeira em que é possível subir e visualizar toda a área ao redor. Eu não quis, afinal estava um pouco chuvoso e subir uma escada escorregadia não seria a melhor das ideias.

De lá, seguimos para Reynisfjara, a praia de areia preta que os islandeses mais se orgulham. De acordo com nosso guia, essa é considerada uma das dez praias não tropicais mais belas do mundo. Realmente, tem seu charme e é bem diferentona mesmo. A praia é de areia fininha mesmo e não de pedras como vemos pela Europa. Só que ao invés de ser branca, bege, marrom, é preta mesmo!

De um lado, há uma formação de basalto que se estende ao longo da costa, formando uma caverna e um paredão. A caverna é chamada de Hálsanefshellir e é um dos cartões postais da Islândia. Fica fácil entender a razão disso.

Dali pode-se avistar o Reynisdranger. De acordo com a lenda, dois trolls gigantes tentaram com um navio cruzar para outra montanha, mas antes que conseguissem o sol apareceu e os petrificou. Na verdade, é só formação de basalto que deu origem a essa falésia/roca.

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Dizem que no verão é possível avistar alguns puffins, que são patos que só existem na Islândia. Mas como fomos no inverno, não vimos nenhum. Aí a parada foi mais longa, pois almoçamos no restaurante ali mesmo uma Kjötsúpa,  a sopa de carneiro típica islandesa. O que foi ótimo, pois que estava uma chuva bem chata e foi bom para nos aquecermos e secarmos um pouco.

Foi então que seguimos para a geleira Sólheimajökull. Foi o ponto alto do meu dia, já que foi a primeira vez que vi uma geleira de perto. Mais legal ainda, o Norte de Game of Thrones, especialmente a Muralha, foram filmados em lugares assim na Islândia. Já que o Kit Harrigton ainda não estava filmando lá, fiz questão de levar meu próprio Jon Snow!

Essa geleira tem 14km, mas infelizmente seu tamanho tem diminuído a cada ano em razão do efeito estufa. Há possibilidade de que ela desapareça entre 100 e 200 anos.

Após ficarmos embasbacados vendo a geleira, era tempo de seguir caminho e fomos até o vulcão Eyjafjallajökull. Lembra dele!? É aquele que causou a maior confusão e parou todo o tráfego aéreo da Europa por uma semana quando entrou em erupção há alguns poucos anos. Aquele mesmo que repórter nenhum da tv conseguia pronunciar. Mas também né! Totalmente compreensível! Tenta vc aí sem se enrolar!

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Aliás, no caminho avistamos outros vulcões. Um deles inclusive está para ter um erupção e os islandeses estão apreensivos com isso. Ainda, foi possível ver campos e campos de lavas, ar quente saindo da terra e outras dessas coisas inóspitas que dão a sensação de que a Islândia é outro planeta mesmo!

Durante esse dia houveram três paradas rápidas menores, como cachoeiras menos expressivas, uma casa em que se acredita que fora habitada por um troll outrora.

Nossa última parada foi em outra famosa cachoeira, chamada Seljalandsfoss. Ela também tem cerca de 60m de altura e também advém da geleira/vulcão Eyjafjallajökull. A peculiaridade dessa é que há uma trilha pela qual você pode passar por trás da cachoeira. Entretanto, confesso que foi uma ideia bem burra. Assim que chegamos atrás não havia como voltar por onde viemos e tivemos que seguir em frente. Acontece que a trilha era chata, escorregadia e eu saí completamente encharcada. Afinal, roupa impermeável tem limites. Então meu conselho é: simplesmente tire suas fotos lá de baixo mesmo, especialmente se o dia estiver chuvoso e o lugar estiver apinhado de gente, como foi nosso caso.

Como tenho dito, a Islândia tem paisagens de tirar o fôlego e esse passeio vale muito a pena! Vá de carro, de excursão, mas visite alguns desses lugares se um dia tiver oportunidade.

South shore na prática

Acho que já falei no blog que havia pensado em alugar um carro em um primeiro momento, mas que ainda bem que não fiz isso. Nesse dia, o tempo estava bem ruim e choveu quase que o dia todo. Em algumas fotos dá pra ver que estou completamente molhada, especialmente no fim do dia. Afinal, como disse, mesmo meu casaco sendo impermeável e a prova de vento, há limite para tudo nessa vida né!

Foi ótimo depois de um dia puxado desses não ter que dirigir, especialmente na chuva e poder voltar pra um quarto de hotel confortável e descansar. Se você for no inverno como nós fizemos, o clima estará terrível possivelmente e fazer um day trip com um grupo pode não ser ruim.

Procurei uma empresa que tivesse passeios em grupos pequenos, preferencialmente em van ou micro-ônibus, e acabei optando pela Your Day Tours, que atendia esse requisito. O guia desse dia era muito simpático. Salvo engano, o nome dele é Ævar (Ivar). Ele apresentou várias bandas islandesas, sendo que uma delas (Of Monster and Men) estou sempre sempre ouvindo desde então! Enfim, ótimo dia!

Um dia na Lagoa Azul

Uma viagem à Islândia não seria completa caso não incluísse uma parada na Lagoa Azul:

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Não, não é essa lagoa azul não! E garanto que a Lagoa Azul do Ártico é bem mais azul que a do filme estrelado por Brooke Shields, e tão ou mais interessante quanto!

Nós sabíamos que a Blue Lagoon seria uma parada obrigatória. E acabou sendo mesmo a nossa primeira! Chegamos em um voo vindo de Copenhagen no domingo de madrugada, depois de virmos da Suécia (que vai render um post próprio). Então sabíamos que iríamos querer algo mais “café-com-leite” para o primeiro dia. Ainda mais que o plano era – e foi – caçar aurora boreal na noite de segunda. Assim, sem pestanejar, escolhemos passar a segunda-feira na lagoa azul.

Chegamos lá ainda cedo. Logo antes da bilheteria há essa lagoa azul amaciante, já nos anunciando que o dia seria muito bem aproveitado!

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Trocamos nosso voucher adquirido no site pelas pulseirinhas e entramos. Com essa pulseira poderíamos escolher qualquer locker do vestiário, deixar nossas coisas no armário e trancar sem problemas. Ainda, tudo que quiséssemos consumir dentro do spa seria passado nessa pulseira, de forma que você não precisa carregar carteira, ou que quer que seja. Aí é só aproveitar suas horas por lá!

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É obrigatório tomar banho antes de adentrar nas áreas de banho a fim de evitar a proliferação de bactérias. Inclusive, ficam algumas funcionárias fiscalizando isso. E não é passar numa chuveirada não! É banho mesmo, com direito à lavagem de cabelo e tendo que ensaboar tudo!

No banheiro feminino, haviam cabines individuais felizmente. Nos vestiários até tinham cartazes explicando como tomar banho, o que achei muito engraçado. E eu até teria tirado fotos, mas tinha muita gente peladona em volta hahaha

Dentro das cabines, condicionadores para passar no cabelo todo. A água e o vapor ressecam muito o cabelo, então eles sugerem que você prenda bem seu cabelo depois de lavar e passar muito condicionador sem enxaguar. Passei o próprio condicionador deles, que realmente era bom e que eles também vendem, e deixei para passar minha máscara poderosa de hidratação quando fosse embora. Deu super certo.

Bem, aí saindo do vestiário encontrei com o David e demos de cara para uma piscininha que já é para ir acostumando com a água e que dá passagem para fora, ou seja, para a lagoa em si. Desse modo, essa funciona como uma zona intermediária e você não precisa sair andando/correndo/congelando do prédio até a lagoa.

Muito embora já fosse inverno e a temperatura estivesse próxima de zero, a água permanece sempre a quase 40 graus. Então foi legal ver tudo em volta frio/congelante, enquanto estávamos numa lagoa super quentinha.

A água da lagoa não é exatamente aquecida de forma natural, na verdade vem da usina geotérmica ao lado que, além de produzir energia limpa e renovável, abastece a lagoa azul de água quentinha. É possível avistar a usina ao chegar próximo do spa.

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O chão da lagoa é composto de sílica, mas é bem firme. E a sílica das máscaras é tirada dali mesmo. Alguns funcionários ficam com os potinhos de sílica dentro da lagoa e vc pode usar mais de uma vez se quiser. Realmente, a pele fica bem macia e limpa. Ainda mais que depois usei a máscara de algas. Aí ficou mesmo uma beleza.

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O spa tem uma super estrutura que permitem que vc fique lá quanto tempo quiser. Tem restaurante e uma cafeteria a preços justos (para os padrões islandeses), no qual comemos uma refeição leve antes de voltar para o Reykjavík. Também tem sabonetes, shampoos, condicionadores e secadores nos vestiários. Conta, ainda, com um grande número de funcionários, sempre dispostos a ajudar.

Não fosse estarmos esgotados, e ainda termos que descansar para a caça das auroras a noite, acho que teríamos ficado ainda mais por lá. Gostamos muito e recomendamos demais! Não é sem razão que esse é um dos maiores cartões postais da Islândia!

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Algumas dicas práticas

Comprei as entradas pelo site, após ler relatos de filas e espera em alguns blogs. Mesmo não sendo alta temporada, resolvi não arriscar. Até porque já havíamos decidido que era isso mesmo, os preços variavam um pouco conforme o horário e de toda forma teríamos que também organizar o transporte (que é particular). Dessa forma, compramos com horário marcado, já com transporte pegando no hotel incluso e ainda tive tempo de escolher com toda calma do mundo qual entrada fazia mais sentido.

O site do Blue Lagoon é esse: http://www.bluelagoon.com/

Optei pela entrada Comfort + transporte que incluía:

  • entrada no spa;
  • máscara de sílica e máscara de algas;
  • uso de toalha;
  • uma bebida
  • transporte ida e volta.

A entrada standard apenas dá direito à entrada e a máscara de sílica, não à de algas e não inclui o uso de toalhas.

Perdemos nossas toalhas lá algumas vezes, pois por serem brancas eram misturadas com outras que estavam penduradas, e acabavam sendo removidas. Isso não foi um problema porque bastavam pedir e forneciam uma novinha.

Quanto ao transporte, uma van chegou pontualmente ao hotel e nos levou onde ficam os ônibus da FlyBus/Reykjavík Excursions. De lá pegamos o ônibus para a Lagoa Azul, chegando em cerca de 45min. Tudo bem organizado. Muita gente já estava com malas e de lá já iria direto para o aeroporto, ficando as malas com a FlyBus, principal responsável pelo transfer para o aeroporto. A Lagoa fica mais próxima do aeroporto do que de Reykjavík. Mas você nem vê o tempo passar, afinal a paisagem da Islândia é deslumbrante!

Não havíamos levado capa a prova d’água para o celular, o que não foi um problema. Primeiro, descobrimos que havia uma funcionária que ficava com um IPad tirando fotos e que enviava na hora a foto por e-mail para quem pedisse. Só que logo depois disso, também descobrimos que no bar vendia. Compramos assim que vimos e foi só alegria!