O Castelo Frederiksborg fica na Dinamarca, em uma cidade chamada Hillerød. Foi construído como residência real por Christian IV, então rei da Dinamarca-Noruega, no século XVIII. É a maior residência renascentista da Escandinávia e que teve influência da arte italiana.
Foi a primeira construção com fins recreacionais pela família real, ao invés de defesa. Tanto é que todos os castelos precedentes foram construídos próximo aos portos, já que o povo escandinavo é marcado pela sua estreita relação com o mar, mas Castelo Frederiksborg foi construído mais ao interior do país.
Já houve outro castelo construído ali e foi o local onde Christian IV passou sua infância. Quando adulto, decidiu demolir o castelo anterior e construir um novo, mais moderno e mais belo, à moda renascentista. A construção levou apenas 10 anos, um feito para aquela época.
Logo na entrada do castelo pode-se ver a Fonte de Neptuno, considerado o deus dos mares e uma figura simbólica para os escandinavos. Por isso, é considerada a principal escultura de todo castelo.
Hoje o castelo se tornou um museu, que guarda a história da Dinamarca, além de grande acervo de quadros e obras de arte em geral. Por isso mesmo, é também conhecido como Museu da História Nacional.
Uma das partes mais bem conservadas do castelo é sua capela. O castelo sofreu um incêndio durante o século XIX e uma das áreas não muito afetadas foi justamente a capela. Por isso, ela se encontra, praticamente, tal qual era no século XVI.
De outro lado, o Grande Salão mais afetado pelo incêndio, mas foi completamente restaurado ainda no século XVIII a partir de pinturas e relatos. A suntuosidade do salão destinado aos jantares e festas buscava mostrar a importância e poder da família real.
O que mais impressiona nos palácios, por mais lindos que sejam, sempre são seus jardins. Na época, as famílias reais recebiam convidados ou mesmo se espaireciam nos jardins e, por isso, todos são tão suntuosos e belos como a própria mansão. E o jardim do Castelo Frederiksborg não ficou para trás, é claro. Ficamos por ali um bom tempo, curtindo o sol, o ar puro e toda aquela paisagem antes de voltar para Copenhagen.
Castelo Frederiksborg na prática
O castelo fica na cidade de Hillerød. Para chegar lá basta pegar o trem a partir da estação central. As passagens podem ser compradas na maquininha, que tem opção em inglês. Havia trem a cada 20-30min. A viagem dura menos de 1 hora. Da estação central de Hillerød até o castelo são cerca de 20 min de caminhada.
Mesmo no inverno o castelo estava aberto em uma segunda-feira, mas vale a pena checar no site antes de sair, até porque a cidade é bem pequena e não havia muito o que fazer a não ser o castelo.
Era nosso último dia na Dinamarca e estávamos pescando algo para fazer nas cercanias, já que era segunda-feira e o Palácio estava fechado e o resto já conhecíamos. Deu um bate-e-volta bem tranquilo. Ainda sobrou tempo de voltar ao hotel e chegar no aeroporto à noite com a antecedência necessária.
Em nossa última viagem para Dinamarca, visitamos o Tivoli Park and Gardens. É famoso por ser o 2º parque de diversões mais antigo do mundo ainda em funcionamento, estando lá desde 1843. O primeiro mais antigo é o Dyrehavsbakken, que também fica em Copenhagen, mas que é menor, um pouco mais afastado e estava fechado quando fomos.
Da primeira vez que fomos em Copenhagen acabou não dando tempo de ir ao Tivoli Park, até porque só choveu. Então, quando percebemos que teríamos que passar 2 dias em Copenhagen na nossa volta por Islândia, o Tivoli entrou no roteiro e era um dos locais que não abriríamos mão de conhecer.
Felizmente, conseguimos visitar no último dia em que estaria aberto. Isso porque, o parque apenas abre no verão e em dias próximos da Páscoa, do Halloween e do Ano Novo. Fomos no encerramento do Halloween, mesmo receosos de que estaria lotadíssimo. Afinal, ele não só é o mais visitado de toda a Escandinávia e um dos mais visitados na Europa, como também é relativamente pequeno. Contudo, para nossa surpresa não estava e não havia fila nos brinquedos praticamente.
Por ser Halloween, tudo estava enfeitado. Bruxas, abóboras e lanternas espalhadas harmoniosamente por todo o parque deixaram a visita ainda mais especial. E pensamos que foi até bom não termos conseguido visitar no verão. Dessa forma, deu para ver o show de fogos e luzes à noite, coisa que não seria possível no verão quando escurece meia-noite!
Ainda que você não goste tanto assim de parques, esse é tão nostálgico e fofo que mesmo você irá gostar. Isso porque, o parque foi evoluindo, mas sem abandonar seu charme e tradição. Assim, ele ainda mantém a arquitetura exótica, os prédios históricos e os jardins. Dizem que Walt Disney o visitou diversas vezes, pois era apaixonado por seus jardins. Inclusive, foi esse parque que o inspirou a Disneyland. E mesmo eu que não sou tão louca assim por parques, realmente adorei!
Outro lado positivo do Tivoli Park é sua excelente localização. Ele fica bem ao lado da Estação Central, no meio de tudo, logo no início do centro histórico. Muito fácil encaixar no roteiro, passando algumas horinhas por lá depois visitar os outros lugares turísticos.
Fomos em alguns brinquedos e aqui fica a dica. Há 2 tipos de entrada no Tivoli. O primeiro é pagar a entrada que custa 110/120 coroas e pagar brinquedos a parte, ou entrada e direito a acesso a todos os brinquedos, o que custa 220 coroas. Cada ticket de brinquedo custa 20 coroas. Como eu só pretendia ir em 2 ou 3 brinquedos, achei que faria mais sentido comprar os tickets do que a pulseirinha que dava acesso a tudo. Mas cada brinquedo que você vai consome 2 ou 3 tickets. No fim, acabei comprando também a pulseirinha, já que também estava com os irmãos do David e fomos que em mais de 2 brinquedos. Então, na boa, compre logo o acesso a tudo, ou vai acabar como eu: gastando mais do que o necessário.
A entrada você pode adquirir lá mesmo e não havia fila. Mais uma dica é checar no site se o parque está aberto quando for. O site é: http://www.tivoligardens.com/
Com uma população de quase 300mil habitantes, Malmö é a terceira maior cidade da Suécia e uma das maiores da Escandinávia. A cidade entrou no roteiro meio que por acaso.
Na viagem para a Islândia teríamos um dia em Copenhagen na ida e dois na volta, já que o lugar mais fácil para se voar para Islândia é Copenhagen. Por causa dos preços dos voos ficou esquematizado assim. A viagem estava toda organizada, mas de última hora tivemos imprevistos e tivemos que reservar um hotel para essa primeira diária em Copenhagen. Não sei se foi azar, ou se havia algum evento na cidade, mas os hoteis estavam lotados e caríssimos nessa data. A gente já sabia da existência de Malmö e estávamos considerando mesmo fazer um day-trip pra lá. Aí nosso day-trip acabou virando um final de semana em Malmö.
Chegamos em Copenhagen no sábado bem cedo e de lá mesmo já pegamos o trem em direção a Malmö. Pegamos nossas malas, compramos as passagens na maquininha do aeroporto por 110 coroas e 30min depois já estávamos na Suécia. Você pode pegar o trem para a estação central de Malmö (Malmö C) do aeroporto ou da estação central de Copenhagen (København H).
Para quem se amarra nas geringonças de engenharia, esse trajeto de trem é um prato cheio! Isso porque tem uma das maiores pontes da Europa. A Øresund Bridge liga a Dinamarca à Suécia, tendo 16 km e conectando Copenhagen à Malmö consequentemente. Sua construção foi também uma das pontes mais caras, pois teve que considerar fatores como extensão da ponte, trilhos de trem, peso de carros, vento, neve, proximidade com o aeroporto, tráfego de navios, etc. Além disso, para quem vai de trem, em determinado momento você está lá olhando a paisagem, as casas de tijolinho, e de repente entra em túnel e nāo se vê mais nada. O túnel é subterrâneo ao mar. Bem semelhante ao que conecta à Inglaterra à Europa, passando por baixo do Canal da Mancha.
Chegamos cedo em Malmö, largamos nossas malas no hotel que ficava quase que em frente à estação de trem e saímos para ver o que Malmö tinha a oferecer. Olha era muito mais do que imaginávamos. A cidade era muito fofa e bonitinha. E só por andar por suas ruas perfeitinhas já valeu o final de semana!
O legal é que em Malmö os pontos principais ficam relativamente próximos uns dos outros e, por isso, fizemos tudo a pé! Saindo do hotel, nossa primeira parada foi na Igreja St. Petri, construída no século XIV e que ainda tem pinturas daquela época em seu interior.
Caminhamos mais um pouco e logo encontramos a Praça Stortorget. É nessa prefeitura que fica a Prefeitura, mas que não conseguimos ver muito bem porque estava em reforma.
Aí você entra em uma rua à direita ao fundo, que é super antiga e simpática e ela vai te levar para a Praça Lilla Torg. Essa praça tem vários bares e restaurantes e é cercada de prédios históricos.
Depois disso resolvemos rumar para o lado do porto, mas o trajeto em si também já foi um passeio. Sei lá, Malmö é tão bonitinha que até parece feita de lego!
Descemos toda a região portuária até chegarmos no parque Kungsparken. Ficamos um pouco ali a toa descansando e aproveitando a natureza, antes de seguirmos caminhando.
De lá fomos ao Slottstraggarden que é outro parque/jardim. Ali fica um antigo moinho e o Castelo Malmoshus, o qual optamos por não entrar.
Depois vimos a Turning Torso, um prédio diferentão perto do mar e um dos pontos mais icônicos da cidade. Em seguida, andamos até a praia para vermos o mar, o que definitivamente não valeu a pena. Tivemos que andar bastante e já lá começou uma forte ventania que nos acompanhou todo o caminho de volta. O vento era tão forte que saia jogando placas no chão e levando coisas embora. Já cansados de toda a viagem até chegarmos em Copenhagen/hotel Malmö e toda a andança tentamos pegar um táxi, que não encontramos, ou um ônibus, que achamos, mas que o motorista não vendia passagem e não encontramos onde comprar. Assim chegamos acabados no hotel e ficamos por ali mesmo.
No outro dia, saímos para ver o pouco que faltava da cidade. A Lush tem uma loja bem grande em Malmö e não resisti e acabei comprando algumas coisinhas.
Almoçamos em um restaurante bem perto da Lush chamado Bullen-Tva Krogare e que está entre os melhores da cidade. Com preços modestos (para padrões escandinavos), o restaurante está lá há muitos anos e serve deliciosos pratos. Inclusive, a tradicional almôndega. Eu, claro, tomei uma boa cerveja e comi as tais almôndegas e tudo realmente era tão bom quanto à fama.
Depois do almoço ainda tínhamos tempo para matar. Afinal, nosso vôo para a Islândia era só à noite e, como disse, de Malmö ao aeroporto de Copenhagem levaríamos apenas 30min. Com tempo sobrando, não resistimos a assistir Dr. Estranho em um cinema super antigo de rua (adoro!) que encontramos no centro.
Depois do filme, pegamos nossas malas no hotel e rumamos para o aeroporto a fim de iniciarmos nossas aventuras na Islândia! E que já estão todas relatadas aqui no blog.
Dica de hospedagem
Ficamos no Moment Hotels. A reserva foi feita pelo booking porque estava com um desconto na diária. Pegamos um quarto econômico já que seria apenas uma diária. Apesar de pequeno, era bem funcional e limpo. O único infortúnio foi que reservei um quarto sem janela, justamente para evitar claridade. Ocorre que o quarto sem janela, na verdade tem uma janela no teto que não tem como ser fechada. Isso não chegou a ser um problema porque já era inverno e estava escurecendo cedo e anoitecendo tarde, mas no verão em que escurece meia-noite e amanhece as 3 da manhã certamente teria sido! De resto, recomendo a todos esse hotel.
Você já se imaginou atrás das Luzes do Norte!? Pois bem, aqui vai um manual de dicas de como vê-las e registrá-las!
Toda a viagem épica na Islândia que fizemos começou porque o David tinha o sonho de ver uma aurora boreal. O que leva a seguintes perguntas que serão nesse post respondidas:
O que é uma aurora boreal?
Onde ver uma Aurora Boreal?
Como fotografar?
O que não te contam?
Como caçar uma Aurora Boreal?
Como foi na prática?
O que é uma Aurora Boreal?
A Aurora Boreal é um fenômeno natural ótico. Nas regiões polares, pode-se avistar as luzes serpenteando pelos céus. Isso ocorre como consequência do impacto de vento solar com a alta atmosfera da terra, ambas canalizadas pelo campo magnético da Terra.
Para quem se interessar em saber mais sobre essa nerdice segue aqui um vídeo bem legal que explica o fenômeno:
Onde ver uma Aurora Boreal?
Como disse, a Aurora pode ser avistada nas regiões polares, tanto no Norte (Escandinávia, p. ex. ), quanto no Sul (sul da América do Sul, Antártica, Austrália). Além disso, é necessário que esteja escuro, realmente escuro. Isso faz com que o inverno se torne adequado, pois as noites se tornam muito longas. Tão longas que o sol sequer nasce em alguns países.
Todavia, não basta “apenas “rumar para o Norte. Também é importante que seja um lugar em que as condições climáticas favoreçam. Isso porque, o tempo nublado vai impedir que as luzes apareçam. É por isso que Tromso é conhecida como “a capital mundial da aurora boreal”. Juntamente com as cidades no Norte da Finlândia, Tromso é o local ideal para se ver a aurora. O motivo é que tais cidades estão localizadas no círculo boreal e tem boa visibilidade em virtude do clima mais seco. Já a Islândia não tem uma visibilidade tão boa e, por isso, as chances são menores de se avistar as Luzes do Norte.
Aí você me pergunta: pq diabos Islândia então e não Tromso. Muito simples! Eu não queria ir para um lugar no meio do nada, praticamente sem sol em que a única atividade interessante fosse ver a aurora boreal. Porque se não conseguisse avistar saíria frustrada por ter gasto uma semana de férias em um lugar astronômico de caro! Ta, Tromso tem uma boa estrutura para o turista, mas quase todas as atividades diurnas seriam restritas pelo simples fato de que não há sol no inverno. Além disso, os noruegueses não são exatamente o povo mais simpático do mundo e por aí vai.
Já a Islândia era justamente o contrário. Ouso dizer que o islandês é o povo mais legal do mundo. Ou, ao menos, foi essa impressão que tivemos com aqueles que conhecemos. O país tem taaanto a oferecer que vai faltar dia e dinheiro para tanta coisa deslumbrante que você gostaria de ver. Muito mais legal ficar vendo vulcão, gêiseres, cachoeiras, montanhas, locais de filmagem de Game of Thrones do que ficar perambulando em vilarejos da Escandinávia, não concorda!?
Outro fator é que as temperaturas na Islândia não são tão baixas quanto às do Norte da Escandinávia. E nem as nortes tão curtas a ponto do sol nem nascer. Logo, daria pra ver tudo que queríamos na Islândia sem problemas. Então mesmo que não víssemos a aurora boreal não haveria problema algum porque a viagem para a Islândia já teria sido fantástica e um fim em si mesma! Islândia definida!
Como fotografar?
Li em todos os sites que não era possível fotografar com a câmera do Iphone e nem mesmo com uma câmera compacta. Seria necessário uma câmera reflex ou profissional, tipo a digital single-lens reflex. Aí acabamos que não compramos nada. Afinal, tem que montar tripé, comprar lente certa, ajustar tudo na distância x, etc. A chance de vermos uma aurora nem era tão grande assim e o custo de uma câmera que não saberíamos operar nos ajudaria a pagar parte da viagem! Desistimos e deixamos para lá.
Quando estávamos lá, descobrimos um aplicativo chamado Nothern Lights e, pelo menos, para nós foi o suficiente. Como vou contar abaixo, a nossa aurora durou apenas alguns minutos e nem teria dado tempo de conseguirmos tirar uma boa foto com uma câmera profissional e aproveitar e admirar o evento. Afinal, pelo menos para mim, as fotos acabariam que se tornariam secundárias em um evento natural de apenas alguns minutos e que veria apenas uma vez na vida muito provavelmente.
O que não te contam sobre a Aurora Boreal
As luzes da aurora boreal ficam mais nítidas nas fotos do que a olho nú. Não sei por qual fenômeno isso acontece, mas notamos que todas as câmeras do nosso grupo e até mesmo as fotos do nosso iphone mostravam mais aurora do que o que realmente vimos. E pelo visto isso é comum. Todavia, o fenômeno não chega a decepcionar. Pelo contrário. Só é diferente a olho nu daquilo que vemos em fotos e filmagens.
Como caçar uma Aurora Boreal?
Olha, não vou mentir: é um tanto quanto sofrido. Já deu para perceber que acontece à noite. Basicamente, você contrata um guia que te leva para algum lugar fora da cidade. Isso porque, é necessário que esteja bem escuro lembra!? Então, por causa da iluminação da cidade, a menos que seja uma aurora muito forte, não é possível avistar dali. Não que não aconteça. Duas semanas antes de irmos vimos a notícia que a prefeitura de Reykjavík desligou toda a iluminação pública e determinou o desligamento de tudo por meia hora para que todos vissem melhor a aurora, que estava com previsão de escala 9-10. E realmente foi um espetáculo visto até mesmo da capital.
Bem, mas exceções à parte, você contratará alguma empresa que te levará para algum lugar bem ermo. Algo bem legal na Islândia, é que todas as empresas de turismo que vimos te dão um voucher para ir outro dia se você sair no passeio e as luzes não aparecerem (mais uma coisa que não parecia ter em Tromso).
Eu havia encontrado uma empresa bem pequena para fazer o passeio. Além de ser uma van bem pequena, eles também tiravam fotos com equipamento ultra-profissional que falei ali acima e te enviam por e-mail. Infelizmente, como exigia pré-pagamento e eu não sabia que eles devolviam o dinheiro caso não houvesse saída ou dessa possibilidade de refazer. Não lembro o nome dela para por aqui.
De toda forma, nós fomos com a Sterna Travel na opcão Deluxe, que eu recomendo igualmente. Optamos pela Deluxe porque preferimos sair em grupo pequeno numa van/micro-ônibus do que em um ônibus de 45 pessoas. Chegamos no domingo de madrugada na Islândia e já na segunda à noite havia previsão de aurora. Acertamos com a empresa que nos pegou na hora marcada no hotel e tivemos como guia um simpático senhorzinho. Ele nos levou para uma estrada no meio do nada.
Descemos do ônibus no meio dessa estrada em plena noite de inverno escandinavo e ficamos lá… e ficamos… e ficamos… e ficamos… até que!? não vimos nada, nada apareceu, voltamos para o hotel, ganhamos nosso voucher pra outra tentativa. O pior é que era o único dia em que havia previsão/possibilidade era esse mesmo. ok. Paciência. Vida que segue. É um fenômeno natural afinal de contas.
Antes da viagem eu já vinha checando as previsões. Até o site da Nasa eu olhava e passei a entender um pouco de física, coisa que não via desde o ensino médio. Justamente eu que não sei nada de nada que não seja da área de humanas hahahha. E nisso, descobri esse site que informa a previsão de aurora boreal: http://en.vedur.is/weather/forecasts/aurora/
Foi então que o David checando esse site viu no nosso último dia lá (já que no outro dia iríamos embora cedo) que havia possibilidade de aurora boreal para a noite. E lá vamos nós. Ligamos para a empresa que nos pegou novamente no horário acertado, nos empacotamos com nossas roupas próprias e vamos que vamos. Novamente, com o mesmo senhor simpático, fomos para outro lugar ermo no meio do nada em nossa vã e ficamos lá no meio da natureza por algumas horas e… nada! Foi assim que todos do grupo desistiram por cansaço/frio/tédio e quiseram voltar pra capital. Entramos na van, andamos um pouco e tchan: algo começa a brilhar no céu!
Paramos ali mesmo na estrada, descemos correndo e vemos a aurora boreal por alguns minutos (sim, só durou alguns minutos). Olho no relógio e verifico que elas apareceram exatamente à meia-noite, na virada para o dia 5 de novembro. Ou seja, bem na hora do aniversário de 30 anos do David. Até a natureza colaborou!
Valeu a pena todo o perrengue? Mesmo um tanto quanto tímida, nossa Aurora Boreal valeu a pena demais! E fechou com chave de ouro nossa viagem épica para a Islândia!