Um dia em King’s Landing – Tour de GoT em Dubrovnik

Assim que definimos Dubrovnik como nosso destino de férias, sabíamos que iríamos querer ver os mais diferentes locais de filmagem de Game of Thrones em Dubrovnik e cercanias. Afinal, somos fãs dos livros e da série. Além disso, muito embora já tivéssemos visto fotos da Croácia e Dubrovnik já estivesse na nossa wish list, foi mesmo a tentação de conhecer King’s Landing que tirou a cidade do “um dia vamos” para o “vamos na data X”!

Alguns locais de filmagem são facilmente reconhecidos. Outros, a menos que você vá com um guia, fica mais difícil reconhecer. Por isso mesmo, já também sabíamos que seria interessante fazer um tour guiado. Assim, agendamos um tour, mas nada nos impediu de já começar a reconhecer alguns locais e ir explorando com toda a calma do mundo.

A 1a temporada foi gravada em Malta. Especula-se que eles foram expulsos por terem danificado um local protegido ambientalmente. Foi aí que G. R. R. Martin que já conhecia Dubrovnik sugeriu a Croácia. Afinal, o local é uma cidade medieval linda, cercada pelo mar, com muito verde e, de acordo com o próprio ator, o que ele achava que seria king’s Landing. Olha, e realmente parece que a cidade saiu dos livros para ficar ali da Dalmácia!

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Já vimos um dos locais de filmagem logo que começamos a turistar. E nada mais, nada menos, que a Red Keep! A Fortaleza Lovrijenac representa Red Keep na história, que é o castelo de King’s Landing.

 

De vários pontos da cidade, pode-se avistar a Fortaleza. Assim, acabamos que vimos de vários ângulos diferentes e em mais de um dia.

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Outro local que está logo ao lado e percebemos de cara foi Blackwater Bay, local em que Stannis perdeu a batalha em King’s Landing, naufragando seus navios, quando Tyrion comanda o ataque com fogo-vivo.

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E no mesmo local também é o Porto de King’s Landing. Local em que Cersei e Tyrion viram a Princesa Myrcella partir e que Sansa, Shae e Littlefinger  conversaram em algumas cenas.

Também andando pela cidade encontramos a escadaria que dá entrada ao Septo de Baelor, local em que Cersei foi sentenciada a caminhar nua até a Red Keep na famosa walk of shame.

Interessante que esse é também o local que findou o casamento da HBO com Dubrovnik. Aparentemente, é um local de cunho religioso e não autorizaram a cena. Depois de muita barganha, conseguiram filmar. No entanto, os produtores já haviam ido à mídia meio que falando mal de Dubrovnik, o que acabou gerando um mal estar. Por isso mesmo, a partir da 6a Temporada, a locação passou a ser na Espanha e apenas uma cena foi filmada em Dubrovnik.

Outro fato interessante é que a atriz Lena Headey, que interpreta a Cersei, se recusou a fazer a caminhada. As razões eram a de que ela não gostaria de ficar totalmente nua e a de que estava grávida. Estão outra atriz fez toda a cena e o rosto dela foi incluído digitalmente.

Nesse dia, meio que fomos encontrando locais, sem nos preocuparmos muito em procurarmos. Isso porque, iríamos fazer um tour só disso, passando por Dubrovnik (king’s Landing), Ilha de Lockrum (Qarth) e Arboretum Trsteno (jardim real). Chegado o dia do passeio já estava eu toda feliz com minha camiseta de GoT. Afinal de contas, “I’m a Stark, I’ll always be a Stark” hahah.

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O tour nos pegou no hotel, o que foi ótimo, já que estávamos hospedados em Cavtat. Chegamos Pile Gate em meia hora, que é a entrada da cidade. Ficamos lá um bom tempo esperando o resto das pessoas chegarem. A primeira parte do dia seria um walking tour. Todavia, nos espantamos porque quando todos chegaram esse walking tour foi com um grupo imenso de cerca de 35-40 pessoas! ok né…

O primeiro lugar até onde fomos caminhando foi um parque perto da Fortaleza Lovrijenac. Foi nesse parque que foi filmado o Purple Wedding, episódio em que o Joffrey morre finalmente!

Do parque subimos a Fortaleza Lawrence e lá vimos, por exemplo, o local em que Littlefinger diz a Cersei que os poderosos esquecem que conhecimento é poder. Ela manda que os guardas o prendam e cortem sua garganta, mas então diz que mudou de ideia e comanda que se afasta e virem, dizendo ao Mindinho: “poder é poder”.

Outras cenas também foram gravadas ali. Algumas com o Hound (Cão/Sandor Clegane), outras aleatórias. Da Fortaleza Lawrence se tem uma bela para a Fortaleza Lovrijenac. Também pode ser avistada a Casa dos Imortais (House of the Undying), bem como um local em que foi filmado a Montanha treinando.

Descemos a Fortaleza e fomos rumo Fortaleza Lovrijenac, justamente para ver o Porto em que Sansa, Shae e Mindinho conversaram algumas vezes e Blackwater Bay, que falei ali em cima. O que não havíamos notado é que ali também era o bordel do Littlefinger e local que Sir Janos Slynt comanda o assassinato dos bastardos do Rei Robert Baratheon. Aí lembrei que Tyrion depois o envia em exílio para a Muralha e ele acaba decapitado por Jon Snow por não cumprir ordens.

De lá seguimos e entramos na cidade pelo Portão Pile. O que achei interessante é que foi feito um tratado há séculos determinando que o portão nunca deveria ser fechado. Assim, o portão passou séculos sem ser fechado, mesmo durante as Guerras Mundiais e a a guerra em que a Croácia reivindicou a independência da Ex-Iugoslávia. Entretanto, o portão foi fechado para a cena em que Jaime retorna a King’s Landing!

A entrada do portão dá para uma escadaria, local em que várias cenas foram filmadas no episódio em que o Joffrey é atacado, o que leva a um motim rebelde. A Sansa é quase estuprada, o Tyrion e o Clegane voltam para resgatá-la, etc.

Desse ponto, a guia nos levou ao que seria o Septo de Baelor e as duas ruas em que a Cersei fez a walk of shame. O walking tour acabou ali e tivemos duas horas para almoçar e descansar de tanto subir e descer. Para a segunda parte do tour, nos encontramos direto no Porto. Felizmente, o grupo estava menor e era de cerca de 20-25 pessoas.

Pegamos o barco em direção à Ilha de Lokrum. Era hora de conhecer Qarth. Saindo do barco, basta subir uma ladeirinha e, em 5 minutos, chegamos a um antigo palácio. Ali que foram filmadas boa parte das cenas que se passam em Qarth. O passeio já vale a pena de toda forma. A ilha é muito bonita, mesmo não tendo visto muito dela.

Ali também está um Museu de Game of Thrones. O museu tem informações sobre a série e livros, bem como imagens, símbolos, etc. Entretanto, o mais legal do museu é que ali está a mais famosa réplica do Trono de Ferro. É justamente aquela que circulou o mundo todo lá pelos idos de 2012 e agora permanece lá. O original está no estúdio em Belfast e nunca saiu de lá. Claro que nos divertimos muito ali!

Fora isso não tem muito mais de GoT. Então fomos para fila, esperar o próximo barco para voltar para a entrada de Dubrovnik e pegar o ônibus que nos levaria para Arboretum Trsteno, que é um pouco mais afastado de Dubrovnik. Foi local de filmagem dos jardins reais.  Várias cenas foram gravadas lá. São exemplos a conversa da Sansa com o Tyrion sobre a morte do Robb, o treinamento do Jaime com o Bronn, as conversas entre Sansa e Margaery, Olenna e Loras Tyrell, Oberyn Martell escrevendo, etc.

O jardim é realmente muito bonito. Pertencia a uma proeminente família que lidava com o comércio marítimo. Eles requisitavam que os navegadores trouxessem espécies de plantas de todo o planeta e plantavam no jardim. Por isso, é um jardim bem diferente.

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O jardim é o último local do tour. Retornando ao hotel, fomos comentando como Dubrovnik hoje se apoia em GoT para fomentar o turismo. Encontramos diversas lojas que vendiam de tudo de GoT: bonecos, chaveiros, imãs, etc. Em uma delas era possível tirar foto com uma réplica do trono se uma lembrancinha fosse comprada, e nem era caro. Em outra, eu achei o lugar certo pro meu Jon. Não resisti e agora meu Jon tem já está no trono, pelo menos aqui em casa!

Dicas práticas

A empresa utilizada para o tour foi a Atlas e é uma das maiores da Croácia: http://www.atlas-croatia.com/arrangement/game-of-thrones-3-complete-walking-tour/

O tour teve algumas desvantagens, como o grande número de pessoas no walking tour. Pior ainda, foi um tanto corrido. Especialmente o walking tour de manhã, que envolvia subir e descer muitos degraus na Fortaleza e as pessoas praticamente tiveram que correr, inclusive os idosos. Obviamente, que um grupo de 40 pessoas poderia ser dividido em 2 de 20 pessoas e a guia poderia andar um pouco mais devagar, ainda mais com tantas pessoas mais velhas subindo fortalezas!

Infelizmente, não tivemos nenhum tempo para andar um pouco pelo jardim, nem que fosse por 20 min. Vendo nossa cara de decepçāo, a guia disse que infelizmente o lugar não tem um café para quem quiser sentar e normalmente as pessoas já estão cansadas a essa altura. Por isso, não havia nenhum tempo para andar pelo jardim. E que ela reconhecia que era uma pena, já que o lugar é lindo. Voltamos para ônibus, que nos levou de volta para o hotel.

Para demorar menos na volta, havia uma van nos esperando em determinado ponto da estrada para nos levar para Cavtat direto, sem termos que passar por Dubrovnik e isso foi legal. Outro lado positivo do tour foi que nos pegou e nos deixou no hotel na cidade em que estávamos (Cavtat) em uma van. Ou seja, foi muito mais confortável do que se tivéssemos feito tudo por conta.

Não conseguiríamos ir de Cavtat para Dubrovnik para  fazer outro walking tour, e ainda ir para Trsteno, voltar para Dubrovnik para ir para Lokrum em um dia só. Mesmo que fóssemos só para Trsteno em um dia já seria difícil já que teríamos que ir de Cavtat para a rodoviária de Dubrovnik (que é afastada) para pegar outro ônibus para Trsteno e os horários não batiam. Ou teríamos que alugar um carro. Então foi confortável e viável. A guia também era simpática. Ainda, o próprio hotel que agendou e pagamos no check out mesmo.

Por outro lado, houve essa série de fatores decepcionantes. Então eu recomendo esse tour mais ou menos. Vale a pena se não estiver em Dubrovnik, se não tiver alugado carro, se fizer questão de conhecer Arboretum Trsteno (Lokrum só tem o museu que é no palácio, então dá para ir por conta de boa e reconhecer tudo, embora em nenhum blog eu tenha encontrado essa informação).

Eu havia escolhido um tour privado, mas deixei para agendar meio que em cima da hora porque não queria fazer em um dia chuvoso. Acontece que quando entrei em contato, só havia disponibilidade em horários bem ruins. Foi aí que vimos essa outra opção no hotel. O site do tour privado é: http://www.tourthegameofthrones.com

Outra opção que também tem boas reviews no TripAdvisor é a Dubrovnik Walking Tours.

Ah, e o que nos inspirou a fazer o Tour em Dubrovnik foi o que fizemos na Islândia e que você pode conferir aqui.

Dubrovnik

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Dubrovnik fica ao sul da Croácia, sendo conhecida como a Pérola do Adriático. E isso não é a toa: a cidade realmente tem uma beleza natural e arquitetônica deslumbrante! No passado, também já foi chamada de Atenas Eslava, pois em uma época que imperava a barbárie em toda a região, Dubrovnik já despontava com um referencial artístico e cultural.

Já pertenceu ao Império Bizantino, à República de Veneza e ao Reino da Hungria. Isso levou a cidade a se fortificar com a finalidade de tentar se proteger de possíveis invasões. A cidade se desenvolveu através do comércio marítimo e é por isso mesmo que é possível ver ciprestes por todos os lados em que se olha. Diz-se que, como os navios era construídos a partir da madeira de tais árvores, cada morador deveria plantar uma centena de ciprestes ao longo de sua vida no mínimo. Dessa época de ascensão de Dubrovnik, restou a bela cidade antiga, que hoje é Patrimônio Mundial da Unesco.

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A cidade antiga, também chamada de Stari Grad, é linda e bem medieval. Toda preservada e em um estilo mais italiano. Todas as casas construídas em pedras clarinhas, janelas verdinhas, o chão de mármore refletindo o sol. Ainda, à sua frente está o belo Mar Adriático com suas águas azul-turquesa; atrás, uma cadeia de montanhas e, por todos, os lados ciprestes. Ou seja, um lugar que de tão perfeito nem parece real!

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Viemos de Cavtat de barco e não fizemos nenhum roteiro. Assim que entramos pelo portão Ploče, já nos deparamos com tudo isso que descrevi acima. Saímos caminhando pela rua Stradun, que é a principal da cidade.

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Portão Ploče

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Stradum

 

A rua Stradum é bem pequenininha em 5/10 min é possível andá-la toda. Por isso mesmo, fomos nos metendo em vielinhas, meio que sem rumo e apenas apreciando a cidade sem nos preocuparmos em vermos todos os pontos turísticos.

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Fanáticos que somos por Game of Thrones já reconhecemos de cara vários pontos de filmagem e saímos comparando realidade versus série. Todavia, também não nos preocupamos em sair procurando tudo, já que faríamos um walking tour de Game of Thrones em Dubrovnik, que será o assunto do próximo post.

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Passamos o dia na cidade e, um dia, realmente é o suficiente para conhecê-la. Acabamos voltando outro dia para o tour de Game of Thrones, mas se você optar por ficar uma semana nessa região vai ter opções de passeios para todos os dias, que foi o que fizemos.

A cidade antiga é bem pequena e, por isso mesmo, dá para conhecer tudo em um dia só, incluindo-se o tempo para subir e andar toda a muralha. Deixamos para subir a muralha no último dia de viagem, quando voltaríamos pela 3a vez à Dubrovnik. Acontece que preferimos ficar tomando sol no hotel, com uma vista maravilhosa do Mar Adriático. Estávamos um pouco cansados depois de toda nossa andança pelos Balcãs.

Além disso, teríamos que ir e voltar de Dubrovnik de olho no relógio, sendo que já havíamos subido o Forte de St Lawrence no tour de Game of Thrones, que é o ponto mais alto da muralha, e visto outras vistas de Dubrovnik por cima. Por isso mesmo, acabamos desistindo, já que seria um pouco corrido e cansativo pra ver um pouco mais do mesmo. No entanto, para quem quiser, o valor do ingresso é de 150 kunas (20 euros aproximadamente) e é vendido perto do Portão de Pile, sendo que há várias entradas para a subida.

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Dubrovnik surpreende tanto pela beleza natural e arquitetônica, quanto pela quantidade de turistas. Fomos na segunda semana de maio, que ainda está longe da alta temporada, e já sentimos o lugar quase lotado. Ficamos imaginando no pico do verão (e pico do calor) com zilhares de turistas circulando por essas ruas estreitas. Então, se Dubrovnik tem uma lado negativo, talvez seja esse. Isso porque todo mundo já descobriu essa cidade charmosa, especialmente depois de Game of Thrones e os turistas disputam espaço.

Isso nos fez mais certos de que escolhemos bem ficando afastados de toda a confusão de Dubrovnik, ao escolher um resort em Cavtat. Assim, conseguimos ver Dubrovnik, mas voltar no fim do dia para um lugar bem sossegado.

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De toda forma, mesmo conhecendo apenas um pedaço da Croácia, por tudo que vimos lá, e por todas as pesquisas feitas e as fotos que vimos de outros lugares, de fato, Dubrovnik é a cidade mais bonita da Croácia e merece a alcunha de Pérola do Adriático. Com certeza, é um destino que deve estar na lista de desejos para casais em viagens românticas, fãs de Game of Thrones, apreciadores de história, de beleza natural ou viajantes em geral.

Introdução à Croácia

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Prestes a completarmos 5 anos juntos e 2 anos de casamento, queríamos um lugar bonito, romântico, que desse para ficar em um hotel bem legal sem pagar uma fortuna, com boa culinária, muita história, ensolarado e com mar. Os requisitos eram muitos, mas Game of Thrones nos apresentou nosso destino perfeito: Croácia.

Depois de termos conhecido a Islândia, visitado locais de filmagens de GoT e muitas outras paisagens incríveis nessa viagem épica, isso colocou ainda mais no nosso radar Dubrovnik, pois sabíamos que veríamos muita beleza natural, associada à muita história e ao nosso seriado favorito. Além disso, vi que poderíamos aproveitar para fazer um day trip para a Bósnia e outro para Montenegro, completando minha meta de conhecer 30 países antes do 30.

Todavia, tudo ficou realmente irresistível quando encontrei um hotel 5 estrelas que saía com preço 3 ou 4 estrelas se fechasse junto com as passagens. Ah mas não deu outra. Quando vi já estava passando o cartão de crédito e contando os meses, dias e horas para essa nova viagem!

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Passamos uma semana na Croácia, mas eu queria que fosse muito mais. Absolutamente, entrou para o nosso ranking de melhores viagens que já fizemos. Não sei se foi o hotel que era muito bom realmente, os passeios que aproveitamos muito, a culinária que era muito boa, aquelas paisagens maravilhosas, ou tudo isso associado ao nosso primeiro quinquênio juntos, mas saímos de lá já pensando em que em maio do próximo ano temos que comemorar mais um ano de casamento com uma viagem parecida.

Algo muito legal que nos deparamos lá foi com a paisagem belíssima da Croácia. O mar transparente do Adriático se batendo com força contra as montanhas rochosas, nos remetia ao que já havíamos visto na Grécia na nossa lua de mel, só que um país mais verde e com clima mais louco.

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Nós ficamos na região da Dalmácia basicamente. Até cogitei uma outra viagem de uns 10 dias que contemplasse Zagreb (para conhecer os famosos Lagos Plitvice), Split e Sarajevo (capital da Bósnia) ou combinar com a Eslovênia. Acontece que sempre trocamos conforto por conhecer mais um cantinho do mapa, ainda que signifique mais ônibus, trens, vôos e cansaço. No caso da Croácia e países vizinhos, o deslocamento é por ônibus em trajetos que levam horas. Então, dessa vez, optamos por conforto, descanso e tranquilidade, ainda mais depois de aparecer a promoção do hotel. Nossa, e como aproveitamos essa semana!

Esclarecido isso, começo falar da Croácia propriamente dita agora. É um país lindo, com uma larga costa e mais de 1000 ilhas espalhadas por ela, além de diversas penínsulas e baías. A água transparente do Mar Adriático, ora azul turquesa, ora verde esmeralda, levam zilhares de pessoas à Croácia todos os anos, especialmente à região da Dalmácia.

A região da Dalmácia fica ao sul do país e abriga Dubrovnik, conhecida como a Pérola do Adriático. Game of Thrones que hoje é um fenômeno mundial é dos locais de filmagem, pois lá é a King’s Landing que vemos no show. Isso só faz com que aumente ainda mais o número de turistas. Apesar de não ter conhecido as outras regiões do país, de fato, essa parece ser a região mais interessante.

Apesar da Croácia apenas ter conquistado sua independência da Ex-Iugoslávia no início da década de 1990, a história da Croácia é muito antiga. A região da Dalmácia não é diferente. Dubrovnik mesmo já foi dominada pelo Império Romano, depois pelo Império Bizantino e, posteriormente, por Veneza, o que se nota pela arquitetura. Claramente, pode-se ver a influência veneziana em suas inúmeras vielas, na alimentação mediterrânea e na própria religião, visto que, a maioria é católica.

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Não nos hospedamos em Dubrovnik, mas em Cavtat, uma simpática vila a cerca de 40 min de lá. No fim, foi a melhor escolha. A vila é um charme, o hotel é ótimo, suuper tranquila e em 40 min em uma bonita travessia de barco, está-se na agitada Dubrovnik. Não me entenda mal, realmente a Pérola do Adriático é uma cidade linda, mas mesmo indo fora da alta temporada, a cidade estava bem cheia. A cidade espanta pela beleza e pelo número de turistas.

Além da hospedagem ser mais cara por menos, ficar em Dubrovnik parecia ter mais pontos negativos que positivos. Para ficar dentro da cidade velha, há vielas e escadarias nada agradáveis para quem está com malas, ou mesmo durante o dia para quem não está afim de ficar subindo e descendo todos os dias em meio a uma pequena multidão de turistas. Ademais, nada de praia em frente ao hotel, o que era um requisito nosso. Para ficar na região de Lapad, que é fora da cidade velha e com praia, mas ainda em Dubrovnik, gastaríamos 20min nos deslocando.

Então ficamos na pacata Cavtat, pagando em um resort 5 estrelas com meia pensão o mesmo que pagaríamos para ficar em um hotel 3 ou 4 estrelas em Lapad ou em um Bed and Breakfast dentro da muralha. Sem contar que tínhamos uma praia particular para chamar de nossa por alguns dias.

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No fim, ficar na tranquila Cavtat foi a melhor opção (a foto acima é da vila). Há barcos e ônibus com grande frequência para Dubrovnik, aeroporto é muito próximo, todos os passeios que fechamos nos pegaram no hotel.

No nosso primeiro dia, chegamos já no fim da tarde e, por isso, ficamos no hotel mesmo. Nos dias seguintes alternamos entre ficarmos no hotel, irmos para a Dubrovnik, fazermos o tour de Game of Thrones, passarmos um dia na Bósnia e outro em Montenegro, que serão assunto dos próximos posts.

Noite de Fado

Estando em Lisboa, não poderíamos deixar de prestigiar o fado. Esse é um estilo musical que nasceu na capital portuguesa, embora não se saiba muito bem quando. O que se sabe é tem influência do romantismo e, por isso mesmo, é carregado de emoções,  exprimindo a melancolia do povo português. Então, eu sabia que tinha que ver um autêntico fado para que a viagem ficasse mais completa!

Acontece que sempre que eu pesquisava encontrava casas bem caras porque o fado se tornou uma atração turística, similar ao que aconteceu com o tango argentino. Assim, estava na casa dos 70 ou 80 euros e seria algo mais para um show com um jantar. O que não era exatamente o que eu estava procurando, pois queria conhecer o fado vadio que é um estilo mais tradicional e que é tocado em pequenas tavernas (que os portugueses chamam de tasca). Acabei encontrando pelo Tripadvisor a Tasca do Chico.

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Eu até já havia encontrado outra casa, que não me recordo o nome, mas parecia ser um pouco melhor e mais cara. Todavia, como entrei em contato com “apenas” 15 dias de antecedência não haviam mais nenhuma mesa disponível. Então acabou sendo a Tasca do Chico mesmo. É necessário fazer reserva, pois o local é bem pequeno e lota rápido. Fiz pelo facebook mesmo para as 20hs na unidade do Bairro Alto. Parece que eles têm outra na Alfama.

Chegamos lá as 20hs e nossa mesa estava reservada. O local realmente é bem pequeno. A ponto que você fica com as costas coladas com quem está atrás de você. Dá para ver pela foto abaixo que pegou todo o local hahah. Para o David acabou sendo super desconfortável já que atrás dele estava um alemão que simplesmente foi ficando mais folgado ao longo da noite e usando o David de encosto. Trevas! hahahah

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As opções de comida e bebida tinham preços justos, ainda mais considerando-se que eles não cobram pelo couvert. Então, claro, que os petiscos e as bebidas tinham que ser um pouquinho mais elevados que em um bar comum. Justíssimo.

Notamos nas paredes inúmeros quadros de pessoas famosas que estiveram lá. Inclusive, vimos muitos famosos brasileiros. Muitos artistas, jogadores, políticos, etc. E ficamos comentando, olhando e esperando a música começar para ver a razão de um lugar tão pequeno ser tão conhecido!

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Quando foi por volta de 8:30 a porta foi fechada, quase toda a luz apagada e a mágica começou. Ouvimos a primeira fadista, que cantou um belo e sentido fado. Ela cantou algo como 3 ou 4 canções, depois a porta foi aberta, luzes acesas e petiscos voltaram a ser servidos. Após 15 min, as luzes apagadas foram apagadas e porta fechada novamente. Outro fadista entrou no recinto e começou a cantar no pequeno salão. E assim sucessivamente.

As músicas eram todas melancólicas realmente. Ora falando das dificuldades da vida, ora de desilusões amorosas, ora de perda de entes queridos. Os cantores que ouvimos eram muito bons e imprimiam muita emoção ao que cantavam. Todos foram acompanhados de mais 2 ou 3 músicos, que tocavam a viola portuguesa.

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Ouvimos 4 fadistas, enquanto tomávamos uma boa sangria e petiscávamos. Depois disso, pedimos a conta, já que nosso próximo dia seria bem longo explorando Sintra e Cascais, que eu já contei tudo nesse post aqui. Para ir e voltar do hotel, usamos táxi mesmo, pois custou apenas 7 ou 8 euros para 4 pessoas.