Um dia em Mykonos: a ilha mais badalada da Grécia

Mykonos foi uma das paradas do nosso cruzeiro pela Grécia. Tivemos 10hs em terra, que foi o suficiente pra visitar a Ilha de Delos, dar umas voltas pela cidade de Mykonos e sair com um gostinho de “quero mais!”.

Assim como Santorini, Mykonos é muito disputada pelos turistas, que chegam às centenas todos os dias, seja de cruzeiro, ferry ou avião. Super badalada, Mykonos conta com beach clubs, festas no verão, vários estabelecimentos para a comunidade LGBT e muuuuitos turistas.

Nós passamos por lá em meados de Maio e a coisa não estava fervendo ainda, mas eu diria que já tinha uma quantidade significativa de turistas, o que me fez pensar que deve ser meio caótico no verão. Afinal, a ilha toda tem apenas 10 mil habitantes e pode receber milhares em um único dia no auge do verão.

E apesar de ser super badalada, eu não acho que Mykonos tenha perdido sua identidade, ou pelo menos não foi essa a minha impressão. Ainda dá pra sentir aquela vibe de interior da Grécia, mesmo sendo uma ilha suuuper turística!

Por outro lado, como não poderia ser super turística quando é exatamente tudo aquilo que se espera da Grécia!? Mykonos tem praias maravilhosas em água transparente, casinhas brancas e azuis, ruelas estreitas e muita animação (seja pela forma calorosa dos gregos em si, ou pelas muitas festas que acontecem na ilha). E pra quem gosta de história, Delos, uma das cidades mais importantes da Grécia Antiga, está bem ali ao lado!

Mykonos Town/ Chora

Como acontece frequentemente na Grécia, a cidade principal e capital da Ilha de Mykonos também se chama Mykonos. Os habitantes se referem à ela como “Chora”, que significa justamente “cidade” em grego.

E o apelido da ilha é Ilha dos Ventos porque, meus amigo, realmente venta muito por lá! Tanto que os barcos, ferries, grandes ou pequenos, indo pra perto (Delos) ou pra longe (Santorini ou Atenas) podem ser cancelados de uma hora pra outra devido ao vento!

A cidade de Mykonos (Mykonos Town/Chora) não tem muitos pontos turísticos pra serem visitados. É uma cidade pra ser mais “experimentada” do que “visitada”, no sentido de que vc não vai sair de um lado pro outro atrás de pontos turísticos. A graça está justamente em se perder nas muitas vielas que constituem a Cidade Antiga.

Curiosamente, Mykonos Town foi construída em forma de labirinto pra despistar e atrapalhar piratas que apareciam pela ilha para saquear. E isso foi justamente o mais divertido pra gente: entrar em uma viela, que dá em outra viela, sem saber onde iríamos cair.

Mas na dúvida basta procurar onde estão os Moinhos. Os Moinhos de Vento são o símbolo de Mykonos e, embora estejam espalhados por toda ilha, os mais famosos se encontram bem perto de Mykonos Town e da Pequena Veneza. E é só ir mais pro lado do mar que você já avista os moinhos e pronto: vc já se localiza!

E por falar nos Moinhos de Vento não deixe de passar por lá e tirar uma foto. Os moinhos foram construídos pelos venezianos no século XVI, quando a República de Veneza dominou a região. É a primeira coisa que a gente avista na costa da ilha. E não por coincidência, ali perto fica a Pequena Venez. O bairro também foi criado pelos venezianos no século XVI, e lembram mesmo a arquitetura de Veneza. O caminho entre os Moinhos e Pequena Veneza são apenas 5 minutos a pé, mas nós paramos no meio só pra ficar admirando o mar maravilhoso azul-esverdeado!

Hoje, a Pequena Veneza é um bairro cheio de bares e restaurantes, muitos com vista pro mar. Foi ali que escolhemos almoçar, vendo aquele marzão lindo e os moinhos ao mesmo. Embora a comida não tenha sido das melhores no restaurante que escolhemos, isso não fez a menor diferença porque sempre lembro das cercanias deslumbrantes! Ah e, claro, o bairro está cercado de mais casinhas brancas e vielas labirínticas.

Bem ali perto está também o Porto Antigo, que tem barcos e ferries que levam as pessoas para os outros cantos da ilha. Também há ferries que saem para Delos (20 euros ida e volta), numa viagem de 45 minutos até a ilha. Nós visitamos Delos e achamos que foi uma ótima pedida!

Ilha de Delos

Delos foi uma das Cidades-Estado mais importantes da Grécia Antiga. Por isso mesmo, a Ilha de Delos é um dos sítios arqueológicos mais importantes da Grécia.

Delos foi considerada uma cidade sagrada por mais de um milênio e teria sido o local de nascimento dos deuses Apolo e Artemis, irmãos gêmeos e filhos de Zeus. Assim, o santuário de Apolo foi criado ali e já atraía peregrinos de toda a Grécia desde o século 3 a.C., sendo um dos santuários mais ricos e reverenciados do Período Antigo.

Com a ocupação romana, mudança de rotas marítimas, dificuldades econômicas, Delos entrou em declínio e a ilha foi abandonada. Foi apenas em 1872 que o local foi redescoberto e as escavações continuam até hoje.

Aliás, até hoje o local é totalmente inabitado e ali restam “apenas” as ruínas de antigos palácios, templos, mercearias, banhos e banheiros públicos, dentre outros vestígios do mundo antigo.

Um dos pontos mais importantes de Delos é a Avenida dos Leões, onde as estátuas de mármore dos leões ofertadas pelo povo Naxian guardavam o Caminho Sagrado do local em que a deusa Leto teria dado luz aos deuses Apolo e Artemis). Hoje as estátuas ali são réplicas e as originais foram guardadas dentro do museu da ilha.

Existem muitos outros monumentos interessantes, como o Templo de Apolo, antigas casas, mosaicos em bom estado de conservação, mesmo estando tudo ao ar livre. Ou ver como os banheiros já existiam na Antiguidade, inclusive com encanamento, algo que seria esquecido por toda a Idade Média.

Além disso, na ilha também tem o Museu de Delos, com vários artefatos que foram escavados, ou peças e estátuas que foram levadas para o museu para uma melhor conservação.

Saímos de Delos com a impressão que o lugar não é nem um museu, nem uma página de um livro de mitologia grega, mas pura história. E achei que valeu muito a visita.

Um dia em Mykonos e Delos: como é a experiência em uma parada de cruzeiro

Como disse antes, nós só tivemos um dia em Mykonos, já que foi uma das paradas do nosso cruzeiro. Felizmente, essa parada foi mais longa e tivemos 10hs (chegando às 8hs da manhã e partindo às 18hs!). Assim, reservamos com o próprio navio uma excursão para Delos já para às 8hs da manhã.

Eu sabia que havia a opção de ir de ferry, mas a ferry saía do Porto Antigo (pelo menos quando fui), sendo que estávamos descendo pelo Porto Novo. Teríamos que nos deslocar pra lá, comprar ingressos, esperar a próxima ferry… Já na excursão, tudo seria mais organizado. Então resolvemos ir de excursão pela praticidade, embora saísse o dobro do preço do que por conta.

Pegamos uma ferry particular para os passageiros do navio que saiu justamente ao lado de onde nosso navio estava ancorado, sem nenhuma perda de tempo. Depois de sermos saculejados na ferry, já que estava uma manhã bem ventosa, chegamos em Delos. Já com ingressos nas mãos e sem ter que pegar fila nenhuma (e já havia uma fila significativa). O ingresso dava direito a ver as ruínas e o museu e custava 12 euros, mas já estava incluso na nossa excursão.

Ilha de Delos

Encontramos nosso guia, um senhor grego super simpático, arqueólogo por formação, que passou a vida estudando Delos e mitologia, inclusive com livro publicado. Ou seja, foi praticamente uma aula de história ao vivo! Infelizmente, não peguei o contato dele. Mas sei que a experiência não teria sido tão interessante como foi se não fosse por essa visita guiada.

Se for a Delos, use sapatos bem confortáveis. O tour durou 2 horas de subidas e descidas em meio a ruínas e terreno acidentados. Leve uma garrafa de água porque lá realmente só tem o museu e as ruínas.

Visitadas as ruínas e o museu, pegamos a mesma ferry particular de volta que já nos deixou de cara para Mykonos Town por volta de meio dia. Assim, tivemos a tarde toda pra explorar Mykonos e suas vielas. Deu tempo de sobra pra almoçar em Pequena Veneza, ver os Moinhos e andar muito pelas vielas labirínticas!

Dicas finais

Sendo uma ilha bem pequena e super turística, assim como Santorini, os preços de tudo (hotéis, restaurantes, lojas) são bem mais salgados do que o resto da Grécia. Espere pagar 2 ou 3x mais em um restaurante do que em Atenas ou alguma outra ilha grega mais desconhecida (especialmente se tal refeição for na Pequena Veneza).

É possível chegar a Ilha de Mykonos vindo de ferry desde Atenas ou Santorini, mas isso leva algumas horas. A opção mais usada é o avião, em vôos de menos de uma hora de Atenas. O aeroporto fica a 10 minutos de carro de Mykonos Town. E se for esse o caso, você terá mais tempo na ilha, podendo aproveitar as praias e beach clubs, então vale a pena ir em meses mais quentes.

Pra quem vai de navio, se a parada for curta, foque em Mykonos Town. Mas se a parada for longa, como a nossa, dá pra combinar Mykonos Town com Delos, ou com algum beach club, ou praia pública. Se a opção for Delos, recomendo fechar uma excursão com o navio pra otimizar o tempo e ter uma visita guiada (consequentemente, entender melhor o que vc está vendo). Se a opção for beach club/praia, vale a pena pesquisar alguma mais próxima e simplesmente pegar um táxi. Mas o navio também tinha um transfer pra uma praia um pouco mais longe e pode ser uma opção dependendo de quanto tempo vc tem na ilha.

Santorini: um dia na ilha mais famosa da Grécia

Santorini é um lugar que todo mundo já viu fotos e sabe que é Grécia, ainda que não saiba que tratava-se de Santorini! Afinal, sempre que pensamos na Grécia, logo vem a imagem de casas brancas e telhados azuis, frente à um penhasco e ao azul do Mar Egeu. E muita gente vai pra outras partes da Grécia achando que vai encontrar isso em qualquer lugar, mas não! Essa “imagem da Grécia” vc encontra só em Santorini!

A ilha de apenas 15 mil habitantes fica em uma caldeira de vulcão submersa no mar, cercada por penhascos com camadas de lava. E no alto dos penhascos estão as muitas casinhas e igrejas brancas de teto azul, que compões o nosso imaginário da Grécia.

Assim, a Ilha de Santorini é um arquipélago bem em cima de uma caldeira vulcânica, e não uma cidade. Na verdade, a “capital” da ilha de chama Fira (ou Thira), mas a “cidade” mais famosa e cartão postal é Oia (pronuncia-se Iá).

Fira também fica no topo da caldeira. Eu diria que é uma vila mais vibrante (entupida de turistas), com suas ruas estreitas cheias de pequenos hotéis, lojas e restaurantes (inclusive muitos fast food). É ali que estão as opções mais amigas do bolso, mas que também tem ótimas vistas da cidade.

Mas a estrela de Santorini é inegavelmente Oia! O vilarejo é o cartão postal da ilha e encarna tudo que a gente imagina que seja a Grécia: vistas deslumbrantes, um mar azul maravilhoso, casas e igrejas branco e azul e um pouco menos de agito do que Fira.

A vila tem uma rua principal, que leva às ruínas do castelo (de onde as pessoas curtem fotografar o principalmente o pôr-do-sol e está sempre lo-ta-da-ço!). E no caminho tem uma porção de vielas que dão em outras vielas. E embora houvessem certos pontos turísticos a serem visitados, no nosso tempo livre por lá apenas quisemos ir de um lado pro outro tirando fotos, subindo e descendo as muitas vielas. E pra todo lado que se olha, vc tem uma vista mais espetacular que a outra, que não vai precisar nem de filtro e nem de fotoshop!

E mesmo tendo ido com vários cruzeiros aportando (inclusive o nosso) e a vila estar absurdamente lotada, basta se afastar um pouco da rua principal que leva ao castelo, ir pelas vielas, e pronto: dá pra achar um canto pra vc sem vários paus de self e dezenas de pessoas em volta!

A mesma coisa vale pra Fira: também é abarrotada de gente e é preciso se distanciar das vias principais pra conseguir aproveitar melhor o lugar.

Um dia em Santorini: como é a experiência da excursão em uma parada de cruzeiro

Nós tivemos pouco tempo na Ilha. Chegamos de cruzeiro (que já teve um post aqui) com uma parada de apenas 9-10hs, mas estávamos determinados a aproveitar ao máximo Santorini. Pra otimizar o tempo contratamos um tour no navio mesmo, que passava pelo principal e mais uma vinícola, mas que ao final nos dava tempo livre. Nossa parada estava agendada para às 13hs e, pra otimizar mais ainda, já almoçamos antes e ficamos só esperando dar a hora de sair.

O interessante é que diferente das outras paradas, em que descemos diretamente nos portos, em Santorini os cruzeiros ancoram no meio do mar por falta de espaço no porto. E ali mesmo os passageiros entram em barcos menores e lanchas, que levam ao porto (que estava mais pra um pier maiorzinho! hahah).

Ali encontramos nossa guia, uma inglesa super simpática que largou a vida corporativa em Londres pra ser guia turística em Santorini. E subimos de ônibus direto pra Oia. Ela mostrou o “centrinho” de Oia, a rua principal, as ruínas do castelo e nos deu um bom tempo pra andarmos por Oia por conta (algo entre 1 ou 2hs).

Como Oia é super pequeninha (um vilarejo de 1500 habitantes), deu pra andar toda a cidade nesse tempo e tirarmos dezenas de fotos (inclusive sem ninguém por perto).

Depois disso, encontramos novamente a guia e fomos pra uma vinícola. Santorini é conhecido por ter um dos melhores vinhos da Grécia desde a Antiguidade, em razão do solo extremamente fértil de terras vulcânicas. Por isso mesmo, fiz questão de escolher uma excursão que incluísse uma parada para degustação de vinhos.

Os vinhos mais famosos de Santorini são seus brancos secos, como o Asyrtiko, e o vinho de sobremesa Vinsanto. Na maioria das vinícolas, você pode saborear 3 ou 4 tipos, incluindo esses 2 mais famosos, acompanhados de produtos locais, como azeitonas. E foi exatamente o que fizemos.

Embora eu estivesse super empolgada pra experimentar os vinhos (como boa fã de vinícolas que sou), no fim o que eu mais gostei foi da vista! Afinal, quando conhecemos uma vinícola o mais comum é entrar em uma cave subterrânea e ficar ouvindo explicações. Mas não em Santorini. Depois de uma explicação bem curtinha, o vinho é servido em mesas pequenas bem de frente ao mar! E apesar de eu já ter feito dezenas de degustações em vinícolas pelo mundo, nenhuma ainda bateu a vista da vinícola que fui em Santorini! Ou seja, talvez a vinícola mais memorável que já fui e eu nem me lembro muito bem do vinho em si! hahaha

Terminada a degustação, a guia nos levou pra Fira, onde também mostrou o principal e nos entregou o ingresso pro cable car pra descermos pro porto mais tarde e a excursão terminou ali. Adoramos pq assim tivemos tempo pra explorar Fira no nosso ritmo!

A única coisa que vale a pena estar atento é que as filas do cable car podem chegar a mais de 1h. Então é bom voltar com tempo de sobra pq senão vc corre o risco de literalmente ficar a ver navios. Já sabendo disso, voltamos com certa antecedência (antes do grande fluxo de todos os passageiros de navios descendo ao mesmo tempo) e pegamos uma fila de apenas 15 minutos.

Pra concluir, eu acho que a excursão valeu mt a pena. Foi super organizada, passando pelos pontos turísticos principais, e dando tempo de sobra pra gente também explorar no nosso ritmo (1-2hs ao invés daquelas em que as paradas são de 10-15minutos pra fotos!).

A sensação que tive foi que teria sido muito confuso e teria muita perda de tempo por conta. E realmente notei que quando descemos estava uma confusão de guias, taxis e uma fila gigantesca pro cable car, que teria feito toda a situação bem estressante por conta. Exatamente o que não queríamos na nossa lua de mel. Por isso, se vc estiver em um cruzeiro, mesmo sendo caro eu recomendo uma excursão do próprio barco pra otimizar o tempo.

Dicas finais

Pra quem vai por conta, o aeroporto de Santorini fica bem no meio da ilha, a 20 minutos de Oia e 10 minutos de Fira.Se o orçamento estiver apertado, Fira tem opções mais econômicas do que Oia.

Ambas as cidades são bem pequenas e ficam lotadas de Maio a Setembro. Por isso mesmo, Santorini é o local mais caro da Grécia (coisa que eu mesma constatei e um colega grego também me confirmou). Espere pagar o dobro ou triplo em um restaurante em Santorini do que em Atenas e arredores.

2 ou até 3 dias são mais que o suficiente por lá. Afinal, depois de andar por suas ruelas, não tem muito mais o que fazer ou o que visitar. O legal realmente são as vistas. As praias pelo que vi e li não são grandes coisas (mesmo sendo Grécia). Mas mesmo numa parada de navio de 9hs conseguimos ver o principal.

Por fim, água, protetor solar e tênis são essenciais! Mesmo em Maio (um mês ameno) estava um sol de rachar, muito calor, muita gente e muito sobe e desce.

Um dia na Ilha de Corfu e Paleokastritsa

Corfu fica no Mar Jônico, situada em frente à costa da Grécia continental e à da Albânia. Próximo da Ilha também está a Itália. Justamente por ter essa posição geográfica estratégica, a ilha pertenceu por séculos à República de Veneza e, por isso, Corfu tem características bem diferentes do resto da Grécia. Esqueça as casinhas brancas em frente ao mar azul e se depare com ciprestes, casinhas coloridas e um mar de um verde tão vivo que fez com que Corfu fosse apelidada de Ilha Esmeralda!

E embora Corfu tenha palácios, museus e igrejas, que trazem toda a história e arquitetura desde o período da Grécia Antiga até o período veneziano, eu nem vou mentir e dizer que foi um passeio cultural! O que quisemos mesmo foi curtir aquele marzão maravilhoso verde (ainda mais que era nossa lua-de-mel!). Então, não inventamos muita moda, até porque teríamos poucas horas na nossa parada de cruzeiro.

Eu até tinha dado uma olhada nas opções de excursões do próprio navio, mas todas eram muito engessadas, indo pra um monte de lugar e apenas parando na praia para fotos, que era o oposto do que queríamos. Pesquisando achamos a Vila Paleokastritsa e foi pra lá que decidimos ir.

Assim, desembarcos e negociamos com um taxista pra nos levar até a Praia de PaleoKastritsa e nos buscar no mesmo ponto 4 horas depois. Ele nos cobrou 90 euros ida e volta (isso foi há 6 anos, então não sei quanto seria hoje), pagando metade da ida e metade na volta. Deixamos uma folguinha de tempo na volta, caso o taxista não aparecesse e tivéssemos que nos virar hahah. Felizmente, no horário marcado, ele apareceu por lá pra nos pegar.

Caso prefira por algo além das belas praias de Corfu, a capital da ilha se chama também Corfu e o centro antigo da cidade (com museus, igrejas e tudo mais) fica a apenas 10-15 minutos de táxi do porto. E dependendo de quanto tempo você tiver por lá, dá até pra combinar as duas coisas.

Nós fomos direto para Paleokastritsa, uma vila que remonta à mitologia antiga, onde teoricamente Ulisses teria naufragado. Com uma população de apenas 4mil habitantes, a ilha se torna um point no verão, lotada de turistas. Nós fomos em meados de maio, quando o mar ainda está gelado e os turistas ainda não chegaram. As excursões do navio não passavam por ali (exceto pra uma parada de 10 minutos bem longe de onde ficamos). Ou seja, o lugar acabou sendo só nosso, exceto por um ou outro gato pingado que apareceu de táxi ali vindo do nosso navio também!

A Vila Paleokastritsa tem um antigo castelo bizantino no topo e um mosteiro que podem ser visitados. Mas o que a gente queria mesmo era ver as praias. Chegando na Praia de Paleokastritsa logo se vê o pier, de onde partem os barcos para fazer passeios nas praias em volta, para ver as grutas, para ir até a Ilhota de Skialoudi, etc.

Nós escolhemos um passeio que passava pela Gruta Nausika, pela Gruta Azul e circundava a Ilha de Skialoudi e mais 2 praias. Essa era a opção em um passeio compartilhado que já estava pra sair. Eu gostei e achei que valeu muito a pena! Mas se preferir você pode fazer um passeio privado com seu grupo de quanto tempo quiser e até ir pra alguma praia sem ninguém!

Entre montanhas rochosas, o mar esverdeado, sol e muitos peixes, Corfu realmente é deslumbrante e um dos locais mais bonitos da Grécia.

A Ilha de Corfu foi o primeiro lugar da Grécia em que coloquei meus pés, e a introdução ao país formado por quase 6mil ilhas não poderia ter sido melhor!

Dicas para uma viagem de Cruzeiro

No passado, sempre que eu pensava em cruzeiro achava que era um jeito de conhecer tudo e nada ao mesmo tempo. Afinal, como conhecer uma cidade como Barcelona, Buenos Aires, ilha de Santorini e tantos outros lugares numa parada de apenas 7 horas!? E isso é tanto verdade, como ao mesmo tempo não é. Hoje eu diria que viajar por cruzeiro é uma forma de conhecer um pouco de tudo de uma forma bem cômoda, fácil e sem nenhum perrengue! É até mesmo uma forma econômica, quando você coloca na ponta do lápis todos os custos de hotel, passagens e alimentação. Além de ser super divertido!

Até agora fiz 2 cruzeiros. O primeiro foi bem “tradicional” com a empresa Norwegian e encontrei tudo que se espera de um cruzeiro: piscinas, shows à noite, vários restaurantes. Já o segundo foi uma verdadeira aventura pelo Mar Báltico, navegando em um navio russo da Guerra Fria! Ou seja, um cruzeiro com mais cara de ferry, totalmente sem luxo, numa viagem bem amiga do bolso e mochileira! E que eu já contei tudo no post sobre como viajar barato pela Escandinávia.

Em ambos a experiência foi ótima: conhecer vários lugares, sem o troca-troca de hotel, sem arrastar mala, sem preocupar com o limite de peso da mala no vôo, sem pegar avião, trem, ônibus ou carro. E eu gostei tanto que nosso plano de viagem no ano passado era repetir a dose e fazer um novo cruzeiro pelo Mediterrâneo. Mas aí bateu a pandemia e nosso cruzeiro foi cancelado. E foi então que me dei conta que nunca escrevi sobre esse cruzeiro e nem sobre a Grécia aqui no blog. Então resolvi escrever agora, até porque a maioria das dicas se aplica a qualquer cruzeiro dos grandes cruzeiros, como Norwegian, MSC, Royal, Costa, etc.

Meu primeiro cruzeiro foi para a Grécia há quase 6 anos na minha lua de mel. Afinal, qual a melhor forma de conhecer um país composto por quase 6mil ilhas senão de barco!? E conhecer livre de perrengues!? Embarcamos em Veneza com destino à Grécia no Norwegian Jade rumo à Corfu, Santorini, Mykonos e Katakolon (Olímpia). E nós adoramos a experiência e não tivemos nenhuma queixa nos 8 dias em que estivemos à bordo.

Embarque/desembarque

Uma das primeiras coisas que eu imaginava é que teria uma fila gigaaante pra embarcar, com centenas de pessoas e suas malas! Mas na verdade a coisa é muito mais bem organizada. Algumas semanas antes você já recebe o link pra fazer o check-in. Uma vez feito o check-in você já recebe o cartão de embarque e a sua faixa de horário de embarque. Então você chega lá no seu horário e nem tem tanta gente assim.

O atendente vai conferir todos os seus dados e documentos. Achamos super engraçado que o cara do check-in era o mesmo da animação e era o mesmo que dava aula de zumba! Encontramos ele várias vezes no barco a cada momento fazendo uma função! No check-in um funcionário já pega as malas e elas aparecem depois já na porta da sua cabine. Ou seja, você não precisa arrastar ela pra lado nenhum mais!

Também já no check-in te dão um cartão (tipo cartão de hotel) que vai servir pra tudo: desde abrir a porta do quarto até como “passaporte” pra poder descer nas paradas. As autoridades já recebem de antemão os dados dos passageiros e tudo que você precisa pra sair e voltar é do cartão (mas acho que apenas em locais que não exigem visto).

Depois de embarcar recebemos um mapa do navio, fomos direcionados pra receber instruções de segurança no teatro principal e mais algumas informações gerais. Aí já ficamos livres pra ir pra nossa cabine e explorar o navio.

A saída é ainda mais organizada! A saída é feita por setores e cada deck tem um horário específico pra desembarcar. Na véspera você já deixa sua mala do lado de fora e fica com apenas o necessário para a noite/manhã seguinte e eles também “desembarcam” sua mala. E basta sair do navio na sua faixa de horário, sem filas e sem maiores preocupações.

E por incrível que pareça durante as paradas o embarque/desembarque também é super organizado, com muitos funcionários, de forma que não há filas na volta e na ida é bem rápida.

Restaurantes

Outra dúvida, e que inclusive muita gente me perguntou na época, é sobre a comida: se apenas tem buffet, se é confiável, etc. A comida era ótima! Nós amamos e não esperávamos tantas opções! A comida é deliciosa e super bem feita!

No Norwegian Jade não era necessário escolher horário do jantar no “all inclusive” e nem havia mesas específicas. Era só achar uma mesa vaga e pronto. Havia mesas menores de 2 pessoas, de forma que sempre comemos sozinhos. Mas eu sei que alguns cruzeiros tem opção entre 2 horários de jantar e numa mesa fixa e compartilhada com outras pessoas (o que pode ser legal ou péssimo, a depender das companhias!).

E foi por isso mesmo que escolhi esse cruzeiro, já que eles se vendem como tendo o diferencial de “feel free”: a ideia é não ter que reservar nada, seja o entretenimento ou jantar, exceto para os restaurantes especializados (e mesmo assim eles arrumavam uma mesa se ainda houvesse alguma vaga).

Apesar de ser sistema “all inclusive” os 2 restaurantes principais eram divididos em setores: área de massas, área asiática, área grega, etc. Então não era aquele buffezão brasileiro em que todas as combinações são possíveis! Além disso, as noites eram meio temáticas, então nem sempre a comida se repetia e sempre tinha algo novo pra experimentarmos.

Fora isso, era possível reservar mesa em horário marcado em restaurantes especializados. Então havia restaurante japonês italiano e turco. E isso também era incluso. Mas além desses restaurantes inclusos também tinha uma churrascaria paga a parte e mais um outro de comida francesa/internacional.

Além dos restaurantes, também havia café, bar, lanchonete e churrasco na piscina, que funcionava em horários específicos e uma cafeteria 24hs! Ou seja, de fome ninguém morre em um cruzeiro!

Entretenimento

Eu escolhi a dedo um roteiro que passasse a maior parte do tempo possível atracado em terra e com paradas mais longas (paradas de 9-10hs ao invés de 5-6hs). Então só tivemos um dia navegando e os outros com excursões em terra. Mas eu não sabia que o próprio cruzeiro seria uma experiência e uma atração em si!

Antes e depois de embarcar sempre tinha algo acontecendo: aula de zumba, aula de dança, shows menores, churrasco na piscina principal, ouvir música ao vivo no bar, ir ao cassino, etc. Reparei que também havia atividades para crianças, o que era ótimo para as famílias.

Inclusive também havia piscina infantil, uma piscina só para adultos e uma mista (que era a principal). E em volta das piscinas haviam 4 jacuzzis bem grandes e a gente sempre achava um espaço (mesmo no dia mais cheio, que foi dia exclusivo de navegação).

Toda noite havia um espetáculo, que ia desde acrobacia à mágica à musicais, com 2 opções de horário. Além disso, havia um cinema. E pelo que lembro havia festas todas as noites depois dos espetáculos.

No fim, achei toda experiência bem democrática: há atividades para famílias com crianças, para terceira idade, para pessoas como nós que preferíamos ouvir um cover no bar e para os que preferem uma balada!

O que vestir

Durante o dia, todo mundo estará super casual: saídas de banho, cangas, shorts, regatas e chinelos. E à noite nos 2 restaurantes buffet também era super casual. Mas a coisa mudava nos restaurantes à la carte, em que vestido, calça jeans, camisa polo e sapatos pareciam bem mais adequados e era o que todo mundo vestia (embora sempre tenha aquele cara que aparece de terno e outro que aparece de bermuda e chinelo)!

Tem uma noite, que é a “Noite do Capitão”, em que a regra é vestir formal mesmo: camisa social e terno! E apesar do David ter levado a roupa na mala, nós nem fomos, por puro cansaço do dia. E no próximo cruzeiro nem levaremos: afinal, pro David que trabalha de terno todo dia é um sacrilégio ter que usar terno nas férias!

Então, na hora de fazer as malas separe roupas bem casuais pra usar durante o dia no barco, roupas e sapatos confortáveis pra usar nas paradas e excursões e uma roupas mais arrumadinhas pra noite (mas não precisa ser roupa social, exceto pela “Noite do Capitão”).

Paradas/ excursões

Normalmente, as paradas duraram em média entre 7 e 10 horas e foi um dos motivos pelos quais reservei com a Norwegian (paradas mais longas que outras como a MSC). Pra sair e voltar, como disse antes, basta levar o cartão que te dão no check-in e que é sua chave e tudo mais dentro do barco.

Vale a pena pesquisar de antemão o que tem pra fazer no destino e se for algo bem simples, tipo pegar um táxi pra uma praia e voltar, não há necessidade (ou vantagem) de contratar uma excursão. E foi exatamente o que fizemos em Corfu, que já sabíamos que queríamos ir numa praia específica e voltar pro navio.

Mesmo assim, quando desembarcamos vimos que era uma confusão entre taxistas, gente vendendo tour, aluguel de carro, agências de viagem abordando, que voltamos decididos que para os lugares mais “difíceis” (sem transporte público ou com vários pontos turísticos) iríamos de excursão mesmo. Voltamos e compramos as excursões para Santorini e Mykonos e foi a melhor coisa que fizemos!

Você escolhe qual opção quer, reserva e só paga no final do cruzeiro junto com os outros extras. Desde a reserva eu já fiquei recebendo vários e-mails sobre as excursões que o próprio cruzeiro oferece, mas não acho que haja necessidade de reservar com antecedência.

As excursões são caras, mas achei que valeu a pena. Fomos os primeiros a desembarcar e praticamente os últimos a embarcar, sem ter que preocupar com nada. Apesar de termos tidos poucas horas, o tour foi super organizado e devo admitir que deu pra conhecer mais coisas do que por conta própria. E olha que eu nem sou lá muito fã de excursões em grupo.

Já pra Katakolon/Olímpia apenas reservamos um transfer no próprio navio, mas fizemos o passeio por conta. Assim, evitamos ter que nos virar com transporte público, mas sem ficarmos numa excursão engessada. Os próximos posts vão ser sobre cada parada e lá vou deixar melhor os detalhes de cada uma.

Caso decida fazer algo por conta, é preciso estar bem atento aos horários: você tem que estar de volta no horário informado ou o navio realmente zarpa sem você!

Cabine interna

Na época, nós pegamos a cabine interna. A única coisa que fizemos questão foi de reservar uma cabine silenciosa, longe das festas e da bagunça. Pelo menos naquela época dava pra reservar o deck e a cabine já na hora da compra sem pagar a mais por isso.

No caso da cabine interna da Norwegian, as camas sempre são de solteiro, mas no check-in eles já nos perguntaram se queríamos que fossem juntadas e quando chegamos no quarto já estava tudo pronto. No cruzeiro que iríamos fazer com a MSC ano passado reservamos quarto com varanda e parece que seria a mesma coisa: camas juntadas. Acho que deve meio padrão isso.

A cabine interna da Norwegian, apesar de pequena, era muito boa. Não era luxuosa, mas era bem prática: cheia de gavetas e prateleiras. Além de ter tudo que precisávamos: frigobar, secador de cabelos, local de pendurar roupas de banho molhadas no banheiro, etc.

Mas por ser um quarto pequeno exigia um esforço adicional com as malas. A cabine só tinha lugar pra uma mala deitada. Então, a minha ficou dentro do armário deitada e foi super tranquilo. Já a do David ficou em pé o cruzeiro todo em um cantinho que arrumamos. Então, ele tinha que abrir, pegar o que queria, fechar e por naquela canto toda vez que precisasse de algo.

O diferencial mesmo era o “serviço de quarto”: nosso camareiro, um filipino super simpático, passava 2x por dia na nossa cabine. Ele sempre deixava tudo muito arrumadinho, fazendo “esculturas” de toalha diferentes a cada dia e sempre puxando papo!

Custos extras

Apesar do cruzeiro ser “all inclusive” há alguns custos extras que é bom estar atento pra não tomar um susto na hora de abrir a carteira no final. Um deles é justamente o valor das excursões. Mas há outros custos e vou listar aqui os que me lembro.

Bebidas

No Norwegian as bebidas inclusas eram apenas água, chá, café e limonada. Tínhamos a opção de comprar bebidas avulsas quanto pacotes: pacote “refrigerante”, com refrigerantes, água com gás e mais sucos; ou outro que era cerveja e vinho; outro que envolvia as opções anteriores e mais drinks. Na hora de reservar é bom conferir o que está incluso, porque sei que em alguns nem a água não está inclusa.

Gorjeta

É sempre cobrada uma taxa de serviço por hóspede por dia. Quando fizemos era de 25 dólares por dia pra nós 2. Essa taxa é depois dividida entre os funcionários.

Além disso, nos restaurantes é esperado que seja paga uma gorjeta quando se pede uma bebida avulsa (cerca de 15%). Como não peguei o pacote de bebidas, não sei como ficariam as gorjetas nesse caso.

Fora isso, nós demos uma gorjeta ao final pro nosso camareiro, por ter sido tão simpático e feito um trabalho melhor do que de qualquer hotel 5 estrelas.

Excursões

Como disse acima, as excursões são bem cômodas, mas muito caras! Esteja preparado pra desembolsar uma grana.

Internet

Em geral até hoje, a internet é paga nos cruzeiros. Na época o valor era por hora e, além de ser um absurdo de caro (na casa de 12 dólares por hora), era de péssima qualidade. Hoje em dia parece que a coisa evoluiu um pouco e é cobrada por dia, tendo até a opção de comprar por semana. E embora ainda seja caro, não é astronômico como era antes (hoje está mais pra 12 dólares por dia ou 30 por semana).

Dicas finais

Dentro do barco a “moeda oficial” é o dólar, já que você estará navegando em “águas internacionais”. Acho que o nosso também aceitava euros para algumas coisas por estar navegando no Mediterrâneo. Como pagamos tudo no cartão, acabou que não fez diferença. De toda forma, é bom ter um pouco de dinheiro local nas paradas em mãos. O cruzeiro tem casa de câmbio, caso precise trocar um pouco (embora com taxas mais elevadas).

Pra quem gosta de compras, o duty free fica aberto quando o barco está navegando, justamente por não estar em território de nenhum país. E fica fechado quando está atracado.

Normalmente, a “língua oficial” é o inglês, já que ali trabalham funcionários do mundo todo. Mas caso precise, sempre dá pra achar alguém que fale espanhol ou português, ainda mais se o cruzeiro for pela costa brasileira/América do Sul.

Por fim, como disse, o espaço da cabine é reduzido. Na Norwegian, era permitido 4 malas de 22kg por pessoa e vimos muita gente abarrotados de mala. E nos perguntamos como aquelas pessoas fizeram se nós com 2 já tivemos dificuldade! Então nada de levar muitas malas, independentemente do limite estabelecido!