Floresta de bambus de Arashiyama

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Arashiyama e Sagano são dois bairros vizinhos e formam um dos distritos mais visitados de Quioto. Há vários templos ali (sendo o Tenryū i o mais conhecido deles), artesanatos, restaurantes, um museu do trem, etc.

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Entretanto, o que leva centenas de turistas ali todos os dias é a famosa floresta de bambus. E nós fomos lá só para vê-la mesmo!

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Realmente, a floresta não decepciona. São vários caminhos com um alto bambuzal verde que faz qualquer um querer tirar inúmeras fotos. Há alguns pequenos templos espalhados pelo caminho, mas não entramos em nenhum deles.

 

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Uma dica é que se você for no verão e for propenso a levar picadas, use repelente! O local é muito úmido e quente nessa época. Fomos na metade de setembro e estava completamente infestado de pernilongos. Motivos pelo qual eu praticamente tive que sair correndo bem antes do que imaginava!

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Acesso

A forma mais rápida de se chegar lá é de trem. Basta procurar a linha JR Sagano (também chamada de linha JR Sanin). Há trens a cada 20 minutos. O trajeto demora cerca de 15 minutos. Descendo na estação Saga-Arashiyama são mais uns 10 minutos de caminhada até a região central e mais outros 5 minutos até a floresta.

Fushimi Inari

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Assim que resolvemos ir para o Japão, lembrei-me que o filme Memórias de uma Gueixa se passava em Quioto e que aparecia um templo muito bonito com um sem número de toriis. E foi assim que, antes mesmo de qualquer planejamento, eu já sabia qual seria um dos templos a ser visitado.

O Fushimi Inari é um dos mais importantes templos de Quioto. Situa-se na base da montanha Inari, que deu origem ao seu nome. Sua primeira estrutura teve a construção iniciada em 711, mas a estrutura principal data de 1499. Desde o Japão antigo, Inari era tido como o patrono do comércio. Por isso, o templo foi fruto do mecenato imperial, tendo em vista que cada um dos toriis foi doado por mercadores, artesãos e comerciantes.

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O torii é o portão tradicional japonês e mostra a proximidade de um lugar sagrado, simbolizando a separação entre o mundo dos homens e a entrada no mundo dos deuses. O Fushimi Inari conta com milhares de toriis que formam uma trilha que adentra a floresta montanha acima.

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Para percorrer toda a trilha (de aproximadamente 4km) são necessárias cerca de 2 horas, mas você pode ir só até onde quiser e voltar. No caminho, há outros templos menores.

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Nesse templo, encontram-se centenas de estátuas de raposas. Elas eram tidas como as mensageiras do local.

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Certamente, o Fushimi Inari é um dos locais mais impressionantes de Quioto e de todo Japão. Por isso mesmo, pode ficar super lotado. Todavia, conforme adentra-se a trilha o número de pessoas começa a diminuir. Quando fomos estava muito lotado e muito calor, mas quanto mais subíamos a trilha, menos gente havia. Então, keep calm and carry on ladeirinha acima.

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Em volta do templo, são vendidos biscoitos típicos da região. Acredita-se que eles sejam a origem dos biscoitos da sorte (que embora sejam conhecidos como biscoitos chineses, são uma invenção americana). Assim como os outros templos, há vários restaurantes próximos e foi por ali mesmo que almoçamos.

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Acesso

O Fushimi Inari fica próximo da estação de trem JR Inari. Para chegar lá basta pegar o trem sentido Nara e será a segunda estação a partir da estação central de Quioto.

O templo está sempre aberto e não há taxa de entrada.

Ginkaku-ji (O templo prateado) e O caminho do filósofo

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Ginkaku-ji é conhecido como Templo Prateado. Sua construção foi iniciada em 1482 a mando de Ashikaga Yoshimasa. Esse se inspirou no Kinkaku-ji, o Templo Dourado, que fora construído por seu avô. Também foi pensado como uma casa de campo, mas após a morte de Ashikaga pouco antes do término da obra, o local foi acabado em forma de templo.

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Como disse no post anterior, o Templo Dourado foi construído em uma época de prosperidade no Japão e, como tal, deveria ser suntuoso. Já Ashikaga viveu em um contexto diferente do seu avô. Foi um período marcado por instabilidade política que gerava instabilidade financeira e ficou conhecida como A Era da Prata Japonesa. Era a época da simplicidade, da meditação e do autoconhecimento. Acredita-se que Ashikaga tinha planos de revestir o templo de prata (daí o nome Templo Prateado), mas acabou falecendo antes de concluir sua obra.

 

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Seja como for, com prata ou sem prata, o templo é lindo. Isso talvez seja porque seus arredores são belíssimos: o jardim que parece ter sido matemática e minimamente planejado, o pequeno lago, a areia esculpida cuidadosamente, o som da cachoeirinha e dos passáros,….

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Dos templos que visitamos esse era  que tinha o Jardim mais bonito! E mesmo com muitos turistas e muito calor, sentimos que era um lugar voltado para a paz e para reflexão.

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Não é permitida a entrada no interior desse templo.  E nem precisa mesmo, já que o mais legal mesmo é o jardim. Ficamos lá um bom tempo andando e tirando fotos. Em seguida, saímos dali e fomos em direção à O caminho do filósofo que fica ali bem perto.

O caminho do filósofo trata-se de um córrego ladeado por árvores cerejeiras. Parecem ser deslumbrantes na época da floração. O local ficou conhecido assim por ser o caminho que um professor de filosofia fazia até a Universidade de Quioto todos os dias. Muitas dessas vezes, ficava ali refletindo.

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O caminho tem 2km e em seus arredores há outros templos menores, restaurantes e lojas. Inclusive, foi entre esse canal e o Templo que almoçamos. Escolhemos um restaurante vendo as fotos afixadas na entrada, comemos muito bem e barato e depois seguimos para o Templo Dourado.

 

Acesso

O valor da entrada é de 500 ienes (cerca de 4 euros). Para chegar lá basta pegar o ônibus n. 100 e leva-se uns 30/40 min para chegar lá desde a região central.

 

 

Kinkaku-ji – O Templo Dourado

Kinkaku-ji significa Pavilhão Dourado e é um dos mais importantes templos de Quioto. Foi construído em 1397 como uma casa de campo pelo shogun Yoshimitsu Ashikaga. Todavia, após a morte deste, seu filho converteu o local em um templo Zen.

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Na época o Japão estava passando por um momento de prosperidade e opulência, que ficou mais tarde conhecida como A Era Dourada ou Era de Ouro Japonesa. Por isso, excetuando-se o andar térreo, todo o pavilhão foi coberto de ouro e daí veio o nome Templo Dourado. Em seu topo, está a escultura de uma fênix, feita também em ouro.

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O templo é rodeado pelo Kyōko-chi, que significa lago espelhado. Realmente, o templo refletido no lago é algo bem bonito de se ver.

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O templo já chegou a ser queimado parcialmente algumas vezes durante guerras civis, mas a última vez em que foi incendiado foi em 1950 por um monge que sofria de perturbações mentais. Por isso, a estrutura atual data de 1955.

Infelizmente, no dia em que o visitamos não foi possível contorná-lo todo e ver muita coisa, pois o local estava sendo preparado para um show que aconteceria mais tarde no mesmo dia. Isso fez com que a sensação de estar em ambiente lotado fosse piorada, o que acabou prejudicando um pouco a visita.

Entretanto, de toda forma, vimos o que tínhamos para ver, já que a parte interna não é acessível ao público e realmente não tinha muito o que fazer ali. Há uma pequena trilha e uma antiga casa adjacente. Nossa visita demorou 1 hora e foi o suficiente para vermos tudo.

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Por último, vale a pena mencionar que esse templo serviu de inspiração para o Templo Prateado que será tema do próximo post.

 

Acesso

O valor da entrada é de 400 ienes (cerca de 3 euros). Para chegar lá basta pegar o ônibus n. 101 0u 205 e leva-se uns 30/40 min para chegar lá desde a região central.