Shibuya

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Shibuya situa-se ao lado de Shinjuku e é um dos mais bairros mais conhecidos de Tóquio. No passado, ali esteve o castelo da família Shibuya. Hoje, o lugar revela modernidade e é ali que também está o cruzamento mais famoso do planeta!

Ali vemos uma multidão composta por todo tipo de gente. São trabalhadores, executivos, estudantes, turistas, etc, cruzando essa larga avenida ao som de diversas propagandas vindas dos prédios. Há uma certa poluição visual e sonora, como em toda a Tóquio, mas que é justamente o que desperta a curiosidade e nos encanta nesse espaço tão metropolitano!

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Assim que o sinal abre para os pedestres, as pessoas circulam ao mesmo tempo em várias direções. Nesse cruzamento, cinco ruas se encontram, havendo 8 semáforos que fecham ao mesmo tempo. Logo em frente está e uma estação de trem e outra de metrô, fazendo que a todo tempo cheguem e saiam centenas de pessoas simultaneamente!

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Uma dica é ver o cruzamento a partir do Starbucks, enquanto se toma um café. Todavia, há quem reclame que é difícil conseguir um lugar junto a janela. Não foi o que fizemos. Acabamos vendo na saída da estação de trem do JR.

Entretanto, não é só pelo cruzamento que Shibuya tornou-se conhecida. Ali também está a estátua do cachorro Hachikō. A história do cão foi adaptada para o filme “Sempre ao seu lado”, interpretado por Richard Gere. Além desse, também há a versão japonesa do filme. Hachikō era da raça Akita e ficou muito conhecido por sua fidelidade ao dono.

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O cão acompanhava o professor Ueno até a estação de trem de Shibuya todos os dias, quando esse se dirigia à universidade para dar aulas. Em 1925, o professor veio a falecer. Hachikō foi dado aos familiares do falecido, mas fugiu várias vezes para Shibuya. Percebendo que seu dono não residia mais ali, passou a esperá-lo na estação de trem. Por dez anos, o cão aparecia ao final da tarde, aguardando seu dono. Algumas pessoas que ali trabalhavam e já conheciam o cão ficaram tocadas e passaram a alimentá-lo. O cachorro faleceu apenas em 1935 em frente a estação de Shibuya.

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Desde então, o fiel cão ganhou fama nacional e internacional, recebendo uma estátua de bronze em sua homenagem. Inúmeras pessoas passam por ali diariamente e tiram uma foto com sua estátua – inclusive nós.

Além do cruzamento e da estátua do Hachikō, Shibuya também conta com diversas lojas que fazem a alegria de locais e turistas, como, por exemplo, a Disney Store, a Apple Store e a gigantesca Tower Records com um imensa diversidade de CDs.

 

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Shinjuku

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Sempre imaginei o Japão como um lugar futurístico, agitado, repleto de pessoas apressadas, mas ao mesmo tempo educadas e elegantes. Chegamos em um domingo à tarde em Tóquio, indo direto para o nosso hotel, localizado na sub-prefeitura de Shinjuku.

Shinjuku já foi de cara tudo que eu esperava de Tóquio: em menos de 10 minutos já estava me sentindo como Marty McFly saindo de sua máquina do tempo! Com arranha-céus a perder de vista, muitos telões, muitas luzes, lojas de zilhares de andares vendendo absolutamente tudo, muita tecnologia, muitos restaurantes e muita cultura-pop você se sente transportado para o futuro.

A cidade não para nunca! Essa foto abaixo foi tirada em pleno domingo à noite! Em todos os lugares há pessoas e quase tudo está sempre aberto em Shinjuku.

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Com mais de 300mil habitantes, Shinjuku tem a considerada estação de trem mais movimentada do planeta, ali passando uma multidão todos os dias. Além disso, é também considerada a região mais comercial. Não é a toa que minhas compras saíram todas ali, incluindo cosméticos como Shiseido e minha nova câmera Canon (as dicas de compras vão render um post próprio). Foi ali também que o David comprou jogos, livros e outras nerdices (que também vão ficar para outro post).

Tóquio como um todo não é uma cidade em que você pega o mapa e vai seguindo nele os pontos turísticos específicos a serem visitados. Na verdade, são bairros (sub-prefeituras) bem características entre si. Então é uma cidade para curtir o que é próprio dela, sem maiores preocupações e sair perambulando e descobrindo coisas novas e diferentes. De acordo com o David, é a Nova York oriental.

Sendo assim, Shinjuku não foge disso. É um bairro para se andar por seus imensos cruzamentos, experimentar muitos de seus pequenos restaurantes, passar pela estação de Shinjuku, entrar em algumas das mil lojas de câmeras e cosméticos, etc. Ou seja, Shinjuku reuniu o que havia de mais característico em Tóquio em um lugar só, além de ser bem no centrão da cidade. Para mim, foi a escolha certa para hospedagem.

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Embora Akihabara seja o bairro nerd por excelência, Shinjuku não fica atrás. Não bastasse a loja de departamentos Yodobashi, vendendo mil coisas do gênero, há play center da Sega, VR Zone Experience da Namco-Bandai (em que você joga em realidade virtual), lojas e lojas de jogos e uma porção de outras coisas das quais eu não entendo nada, mas que o David adora.

Uma coisa legal que fizemos foi ir ao Samurai Museum. Basicamente o museu tem um acervo de armaduras e espadas da época dos samurais. A visita é guiada em inglês, sendo normalmente de hora em hora. Nossa guia mostrou as peças contando a história das principais famílias de samurais que dominaram o Japão, protegendo contra invasões hispano-portuguesas, bem como toda a cultura samurai centrada na honra como valor máximo.

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Ao final do tour você pode colocar roupas típicas se quiser, sem pagar nada mais por isso. Obviamente, nós não perdemos tempo e quisemos ver como seríamos se fôssemos um casal japonês de outrora.

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Um fato engraçado é que o Godzilla é uma figura importante para os japoneses. Tanto que desponta nos meio de alguns prédios um Godzilla saindo. Entre o prédio de cinema que abriga esse Godzilla e o Museu do Samurai, também há um grande King Kong. Tudo ali na principal área de Shinjuku.

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Bem próximo desse cinema também tem um lugar que supostamente vende tapiocas e crepes, mas que não tem nada a ver nem com a nossa tapioca brasileira e nem com o crepe francês!

Como disse, Shinjuku não tem pontos turísticos principais, um “must see”, mas ao mesmo tempo tem tanto coisa para ver e fazer que poderíamos ficar ali por dias! Pelo menos para mim, Shinjuku abriga em um só lugar tudo que Tóquio é: um lugar futurístico, sempre movimentado, cheio de coisas diferentes e extremamente interessante para se perambular e se perder pelas ruas!

 

Roteiro de 20 dias na Ásia: Japão, Coreia do Sul e China

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Acabamos de retornar da nossa viagem para a Ásia! Esse é o maior continente do planeta em extensão e em população. Não bastasse isso, a civilização asiática teve início há mais de 4000 anos, fundando as cidades mais antigas, estabelecendo mecanismos econômicos, fazendo descobertas científicas, criando a escrita e a matemática. Não só o passado desse povo que esteve à frente de seu tempo inspira curiosidade, como também o presente que sabe combinar tradição e modernidade, especialmente no Japão. Por tudo isso, a expectativa era alta. E olha, nossa, que viagem!

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Nosso roteiro envolveu o Japão, a Coreia do Sul e a China. Como  não rola conhecer a Ásia toda em 19/20 dias, na nossa primeira ida, escolhemos um roteiro que abrangesse aquilo que mais tivéssemos interesse. O David sempre sonhou em conhecer o Japão. De outro lado, eu sempre quis ver a Muralha da China. A viagem para o Japão começou como uma hipótese remota e foi cada vez se tornando mais um plano. Foi assim que decidi começaria essa viagem por Tóquio e a terminaria em Pequim, unindo o que nós dois gostaríamos de conhecer.

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Com meeeeses de antecedência apareceram passagens com ótimos preços, irresistíveis demais para não serem compradas. A partir daí tive muito tempo para planejar o roteiro e ir reservando voos internos e hotéis aos poucos.

Enquanto decidia o roteiro percebi que havia passagens do Japão para a Coréia e de lá para a China pelo mesmo preço ambos os vôos juntos do que se fosse diretamente para a China. Mais um país na lista!? Topamos! E o roteiro ficou tão redondinho que aí a Coreia realmente entrou nos planos. O tempo na China e no Japão ficaria ainda mais corrido, mas eu estava otimista!

Por isso mesmo, o tempo teve que ser otimizado. Então sabe aquela vila no Japão que o amigo do colega foi e disse que é imperdível!? Pois é, rodou e ficou pra lá. No fim o roteiro ficou assim:

Tóquio

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Quioto

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Seul

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Pequim

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Como disse, acredito que o roteiro contemplou aquilo que mais tínhamos vontade de conhecer. Claro que algumas coisas ficaram de fora, especialmente no Japão. Exemplo disso foi o Monte Fuji. Quando pesquisei vi que o Senhor Fuji apenas fica visível em 30% do ano. Para piorar, perde-se um dia inteiro indo pra lá, pois primeiro se pega trem, depois ônibus. Aí você desce no ponto de ônibus que fica em frente o lago, mas sem muito o que fazer em volta. Se tiver sorte vê o Monte Fuji, tira algumas fotos e começa todo o trajeto de volta. Como achei meio furada, decidi que só iria se sobrasse tempo. Mas acabou que pegamos dias bem nublados em Tóquio e acabamos não indo mesmo. Outra coisa que ficou de fora foram os parques, como Disney e Universal. Vilarejos longínquos, que envolvessem constantes trocas de hotel, também rodaram. E daí por diante.

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Não visitamos todos os templos de Quioto. Até porque seria impossível já são mais de 300! E convenhamos, depois de visitar alguns a coisa começa a ficar meio cansativa. Portanto, também escolhi os principais templos e os que mais me chamou atenção. Idem Seul, em que escolhi o principal palácio para visitar, já que também eram 4 ou 5 palácios.

Nas próximas semanas vou postar como foram os deslocamentos entre as cidades, sobre o famoso trem bala, os hotéis que ficamos e tudo que visitamos por lá. Além, é claro, da comida, dos costumes, impressões gerais, das compras (uhul Canon kiss X9 e Shiseido!), etc. Então, se você se interessa pela cultura oriental, especialmente a japonesa, não deixe de dar uma passada aqui no blog e conferir os próximos posts!