Kinkaku-ji – O Templo Dourado

Kinkaku-ji significa Pavilhão Dourado e é um dos mais importantes templos de Quioto. Foi construído em 1397 como uma casa de campo pelo shogun Yoshimitsu Ashikaga. Todavia, após a morte deste, seu filho converteu o local em um templo Zen.

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Na época o Japão estava passando por um momento de prosperidade e opulência, que ficou mais tarde conhecida como A Era Dourada ou Era de Ouro Japonesa. Por isso, excetuando-se o andar térreo, todo o pavilhão foi coberto de ouro e daí veio o nome Templo Dourado. Em seu topo, está a escultura de uma fênix, feita também em ouro.

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O templo é rodeado pelo Kyōko-chi, que significa lago espelhado. Realmente, o templo refletido no lago é algo bem bonito de se ver.

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O templo já chegou a ser queimado parcialmente algumas vezes durante guerras civis, mas a última vez em que foi incendiado foi em 1950 por um monge que sofria de perturbações mentais. Por isso, a estrutura atual data de 1955.

Infelizmente, no dia em que o visitamos não foi possível contorná-lo todo e ver muita coisa, pois o local estava sendo preparado para um show que aconteceria mais tarde no mesmo dia. Isso fez com que a sensação de estar em ambiente lotado fosse piorada, o que acabou prejudicando um pouco a visita.

Entretanto, de toda forma, vimos o que tínhamos para ver, já que a parte interna não é acessível ao público e realmente não tinha muito o que fazer ali. Há uma pequena trilha e uma antiga casa adjacente. Nossa visita demorou 1 hora e foi o suficiente para vermos tudo.

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Por último, vale a pena mencionar que esse templo serviu de inspiração para o Templo Prateado que será tema do próximo post.

 

Acesso

O valor da entrada é de 400 ienes (cerca de 3 euros). Para chegar lá basta pegar o ônibus n. 101 0u 205 e leva-se uns 30/40 min para chegar lá desde a região central.

 

 

Templo Kiyomizu-dera

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O Templo Kiyomizu-dera está associado ao Hosso, um dos segmentos mais antigos do budismo japonês. Seu nome tem origem na cachoeira do complexo, que já se chamava Kiyomizu há centenas de anos. Kiyomizu significa “água pura” ou “água limpa”. O templo foi construído em 798, mas sua edificação atual é uma reconstrução de 1633. O mais interessante é que esse enorme templo de madeira foi construído inteiramente sem o uso de um só prego!

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Há vários salões no templo, aptos a receberem um grande número de peregrinos. O salão principal possui uma grande varanda, que dá de frente para uma encosta e oferece uma bela vista dos arredores.

Infelizmente, quando fomos o salão principal estava em reformas, o que significa dizer que o templo principal estava coberto. Ainda assim, o acesso era possível. Todavia, as fotos não ficaram tão legais quanto gostaríamos e a visita também poderia ter sido mais interessante. Entretanto, o complexo também inclui outros templos menores, jardim, fontes, pequenos lagos e pequenas trilhas que também estavam livres para visita e sem reformas.

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Algo interessante é que há uma pequena fonte. As pessoas tomam água ali, acreditando que trará boa saúde, longevidade e, até mesmo, sucesso nos estudos.

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Apesar de representar uma expressão de fé no Japão, não espere tranquilidade, especialmente se estiver indo na alta temporada, ou mesmo na média. O local pode ficar bem lotado, apesar de seu tamanho. Isso, somado ao calor em alguns meses do ano, pode ser um inconveniente. Ainda assim, é um desses locais de passagem obrigatória em Quioto e um dos locais mais interessantes da cidade.

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Quando íamos embora e passávamos pelo portão principal, o sol começava a se pôr e ofereceu uma vista espetacular de Quioto e uma das mais bonitas que tivemos no Japão.

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Acesso

Para chegar lá, basta pegar o ônibus 206 ou 207 e desça no ponto Gojozaka. Então basta andar uns 20 minutos ladeira acima. Táxis podem subir até certo ponto.

 

 

 

Roteiro de 20 dias na Ásia: Japão, Coreia do Sul e China

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Acabamos de retornar da nossa viagem para a Ásia! Esse é o maior continente do planeta em extensão e em população. Não bastasse isso, a civilização asiática teve início há mais de 4000 anos, fundando as cidades mais antigas, estabelecendo mecanismos econômicos, fazendo descobertas científicas, criando a escrita e a matemática. Não só o passado desse povo que esteve à frente de seu tempo inspira curiosidade, como também o presente que sabe combinar tradição e modernidade, especialmente no Japão. Por tudo isso, a expectativa era alta. E olha, nossa, que viagem!

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Nosso roteiro envolveu o Japão, a Coreia do Sul e a China. Como  não rola conhecer a Ásia toda em 19/20 dias, na nossa primeira ida, escolhemos um roteiro que abrangesse aquilo que mais tivéssemos interesse. O David sempre sonhou em conhecer o Japão. De outro lado, eu sempre quis ver a Muralha da China. A viagem para o Japão começou como uma hipótese remota e foi cada vez se tornando mais um plano. Foi assim que decidi começaria essa viagem por Tóquio e a terminaria em Pequim, unindo o que nós dois gostaríamos de conhecer.

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Com meeeeses de antecedência apareceram passagens com ótimos preços, irresistíveis demais para não serem compradas. A partir daí tive muito tempo para planejar o roteiro e ir reservando voos internos e hotéis aos poucos.

Enquanto decidia o roteiro percebi que havia passagens do Japão para a Coréia e de lá para a China pelo mesmo preço ambos os vôos juntos do que se fosse diretamente para a China. Mais um país na lista!? Topamos! E o roteiro ficou tão redondinho que aí a Coreia realmente entrou nos planos. O tempo na China e no Japão ficaria ainda mais corrido, mas eu estava otimista!

Por isso mesmo, o tempo teve que ser otimizado. Então sabe aquela vila no Japão que o amigo do colega foi e disse que é imperdível!? Pois é, rodou e ficou pra lá. No fim o roteiro ficou assim:

Tóquio

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Quioto

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Seul

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Pequim

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Como disse, acredito que o roteiro contemplou aquilo que mais tínhamos vontade de conhecer. Claro que algumas coisas ficaram de fora, especialmente no Japão. Exemplo disso foi o Monte Fuji. Quando pesquisei vi que o Senhor Fuji apenas fica visível em 30% do ano. Para piorar, perde-se um dia inteiro indo pra lá, pois primeiro se pega trem, depois ônibus. Aí você desce no ponto de ônibus que fica em frente o lago, mas sem muito o que fazer em volta. Se tiver sorte vê o Monte Fuji, tira algumas fotos e começa todo o trajeto de volta. Como achei meio furada, decidi que só iria se sobrasse tempo. Mas acabou que pegamos dias bem nublados em Tóquio e acabamos não indo mesmo. Outra coisa que ficou de fora foram os parques, como Disney e Universal. Vilarejos longínquos, que envolvessem constantes trocas de hotel, também rodaram. E daí por diante.

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Não visitamos todos os templos de Quioto. Até porque seria impossível já são mais de 300! E convenhamos, depois de visitar alguns a coisa começa a ficar meio cansativa. Portanto, também escolhi os principais templos e os que mais me chamou atenção. Idem Seul, em que escolhi o principal palácio para visitar, já que também eram 4 ou 5 palácios.

Nas próximas semanas vou postar como foram os deslocamentos entre as cidades, sobre o famoso trem bala, os hotéis que ficamos e tudo que visitamos por lá. Além, é claro, da comida, dos costumes, impressões gerais, das compras (uhul Canon kiss X9 e Shiseido!), etc. Então, se você se interessa pela cultura oriental, especialmente a japonesa, não deixe de dar uma passada aqui no blog e conferir os próximos posts!