
No nosso segundo dia, já havíamos visitado Shibuya pela manhã e estávamos já pensando em nos deslocar para Ginza, quando percebemos que poderíamos, antes disso, ir caminhando até o Templo Meiji Jingu que fica bem no meio do bairro Harajuku. Assim, fomos caminhando desde Shibuya até o Templo Meiji Jingu e aproveitando para conhecer um pouco daquela região da cidade.
Harajuku é um bairro muito conhecido por ser o principal ponto de encontro de adolescentes. Todavia, como ainda era manhã e período escolar não haviam tantos adolescentes assim por lá. Por lá vimos algumas lojas com roupas e acessórios mais diferentes específicos para esse público. Por isso mesmo, Harajuku também tornou-se um bairro localização conhecido no mundo pop artístico. Artistas como Gwen Stefani e Belle and Sebastian têm músicas se referindo aos jovens de Harajuku.
Apesar disso, o local mais visitado o ano todo é o Templo Meiji Jingu. Depois de caminharmos um pouco pelo Parque Yoyogi, um dos maiores de Tóquio, seguimos para o templo. O santuário Meiji foi erguido em homenagem ao Imperador Meiji e os japoneses acreditam que seu espírito está ali, tornando o local ainda mais sagrado para os xintoístas.
O santuário é visitado não só por turistas, mas especialmente por japoneses que ali vão em busca de paz e reflexão na sempre viva Tóquio. Realmente, o local traz tranquilidade. Afinal, o santuário conta com 700.000m² de floresta, o que por si só já faz com seja um local mais calmo e de relaxamento. Basta passar pelo gigante Torii na entrada e a agitada Tóquio cede espaço para a tranquila floresta.


Curiosamente, no meio da trilha que leva ao templo, há uma coleção de barris de saquê. Essa bebida tem sido, tradicionalmente, associada à uma conexão entre os deuses e o povo do Japão. Por isso, esses barris são oferendas às divindades consagradas nesse templo.

Depois de seguir a trilha (e já estávamos andando desde Shibuya!) finalmente chegamos ao templo que: estava em reforma! Então foi um tanto decepcionante, já que não tinha muito o que ver em razão da reforma. Por isso, definitivamente, foi um pouco de perda de tempo.


Andamos um pouco de um lado para o outro, vimos que era só aquilo mesmo, já um pouco cansados e muito famintos, decidimos seguir para Ginza e almoçar lá. Nossa primeira parada foi no shopping Mitsukoshi. Haviam dois andares dedicados a comida e foi ali mesmo que comi uma das minhas melhores refeições no Japão: um belo Yakisoba servido na chapa. Infelizmente, não sei o nome do restaurante, até porque estava em japonês, mas era um dos restaurantes bem no canto do 11o ou 12o andar. Comida maravilhosa e com preço amigo, além de um simpático atendimento.

Depois do almoço, era hora de perambular um pouco por Ginza, conhecida pelas lojas de marcas e por ser o bairro mais sofisticado de Tóquio. Lojas como Louis Vuitton, Channel, Rolex e muitas outras famosas e caras localizam-se em Ginza. Todavia, há também opções de lojas acessíveis ao bolso do turista. A sede da Shiseido, famosa marca de cosméticos japoneses está ali em Ginza, mas infelizmente estava em reforma.

Entretanto, o que eu realmente queria conhecer ali era a Uniqlo, loja conhecida por seus casacos ultra leves e compactos (capazes de caberem numa bolinha que vem com o próprio casaco), mas eficazes para o mais rigoroso inverno. O melhor de tudo: encontrei um casaco desses por metade do preço do que pagaria na Europa, por exemplo. O review completo desse casaco vai sair no post sobre as compras que fiz no Japão.
De toda forma, mesmo que seu interesse não seja compras, vale a pena passar pelo bairro, um dos mais icônicos de Tóquio e que também tem seus largos cruzamentos, luzes de neon, telões, agitação e lojas para todos os lados, algo tão característico da cidade que compõe.