Golden Circle

Esse é o passeio que todo turista que desembarca na Islândia faz. É o Cristo Redentor/Torre Eiffel da Islândia. Como já deu para perceber pelos posts anteriores, a Islândia oferece paisagens deslumbrantes e, como eu também já disse, parece que estamos em outro mundo dentro do nosso mundo! Por isso que o Círculo Dourado faz tanto “sucesso” entre os turistas. Em apenas um dia dá pra fazer um bate-e-volta e se ter uma amostra do que a Islândia é. Cachoeiras, placas tectônicas e gêiseres é o que te aguarda nesse dia!

O guia nos pegou no hotel e começamos o dia relativamente cedo. Bastou andar um pouco para fora da cidade, rumo ao centro do país, para começarmos a ver uma paisagem bem diferente do dia anterior em que fizemos o South Shore. Ao invés de terrenos e terrenos de lava, víamos terras verdes a perder de vista.

Nossa primeira parada foi a cachoeira Faxi. No percurso avistamos a Estação de Energia Geotermal de Nesjavellier, que é a segunda maior do país.

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Algum tempo depois chegamos na nossa primeira parada. A cachoeira Faxi estava incluída no roteiro da empresa de turismo que escolhemos como uma parada extra. A maioria das outras não passa por lá. Apesar de menor é bem bonita de se ver.

De lá seguimos para a cachoeira Gullfoss, a principal do dia. Embora seja muuuito grande, não é a maior da Islândia, mas é a mais visitada, em virtude de sua curta distância da capital e dos gêiseres. A força da água impressiona e das cachoeiras que vimos realmente era a mais impressionante.

O problema é que estava chovendo muito e a força da água nos jogava ainda mais água. Além disso, também ventava muito e fazia muito frio (algo próximo de 1º C, o que tornava a experiência um pouco sofrida. Ademais, exigia uma caminhadinha entre a van e a cachoeira. Ou seja, mesmo ficando pouco, ficamos ensopados, apesar de estarmos com roupas apropriadas.

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De lá percorremos mais 10 km e chegamos no Vale Geotérmico Haukadalur, onde ficam os famosos gêiseres. Você desce da van/carro/ônibus e já avista a terra explodindo água! Impressionante!

É ali também que fica o Geysir, o famoso gêiser que deu seu nome a todos os outros gêiseres. Em islandês geyser significa esguicho/ jorro. E é bem isso mesmo! Um gêiser é uma nascente de água/poça que entra em erupção de tempos em tempos, lançando uma coluna de água quente para o ar.Cada gêiser tem uma profundidade inimaginável e o choque do lençol freático com lavas vulcânicas faz com que a água entre em ebulição e exploda na terra! É demais!

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O Geysir apenas explode quando há forte atividade vulcânica, como erupções e terremotos. E é por isso que geólogos de todo o mundo o observam cuidadosamente, a fim de melhor entender nosso planeta. Todavia, bem perto dele está o Strokkur, que explode a cada 5/10 minutos.

Ficamos perto do Strokkur e o vimos explodir algumas vezes. Tentamos gravar, como está no vídeo abaixo, mas assim que gravamos isso e achamos que havia acabado ele explodiu mais forte, atingindo uns 30 m de altura, mas nisso já havíamos desligado a câmera. =/

Tentamos outras vezes, mas como estava chovendo e tínhamos tempo marcado para almoçar e voltar para a van, não deu pra ficarmos lá. Essa é minha reclamação desse tour que fizemos. Achei meio corrida essa parada especificamente, e que é a mais interessante talvez. Se tivéssemos tido mais 15 ou 20 minutos não teríamos tido nenhuma inconveniência.

De lá seguimos para o Þingvellir National Park, local em que é possível ver as placas tectônicas da América e da Europa. Há um desfiladeiro no parque em que fica justamente a falha geológica que separa as duas placas. Também é por isso que a Islândia tem uma alta atividade vulcânica.

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É muito louco tocar em um paredão e saber que esse é o continente americano e dar mais cinco passos e tocar no outro paredão que é o continente europeu. Nós, nerds assumidos, adoramos! Curiosamente, o local também tem importância histórica, já que ali se reunia o antigo parlamento.

Essa foi a última parada do dia e depois voltamos rumo à capital.

Círculo Dourado na prática

Já disse em outro post  que havia pensado em alugar um carro em um primeiro momento, mas que desisti em razão das condições climáticas. Nesse dia, o tempo estava bem ruim e choveu quase que o dia todo. Em algumas fotos dá pra ver que estou completamente molhada, especialmente nas cachoeiras. Afinal, como disse, mesmo meu casaco sendo impermeável e a prova de vento, há limite para tudo nessa vida né! Se você for no inverno como nós fizemos, o clima estará terrível possivelmente e fazer um day trip com um grupo pode não ser ruim.

Procurei uma empresa que tivesse passeios em grupos pequenos, preferencialmente em van ou micro-ônibus, e acabei optando pela Your Day Tours, que atendia esse requisito. Todavia, esse dia não foi tão bom quanto o South Shore (que falei nesse post aqui).

O guia não era tão simpático no início e não dava tantas informações (Kevin, mas que era um nome falso q ele deu pelo nome dele em islandês ser impronunciável). Vai ver ele estava com sono porque depois ficou mais simpático e foi muito interessante ouvir a história da mãe dele que resolver se candidatar a presidência da Islândia. Também teve o lance de que achei o almoço corrido, já que o restaurante estava lotado, muita chuva e não conseguimos ver os gêiseres como queríamos. Chegamos cedo em Reykjavik e mais 20 minutos ali no almoço teriam feito toda a diferença.

Essa impressão pode ter ficado também porque o guia do dia anterior (Ævar) era fantástico e a simpatia em pessoa! Enfim, a empresa cumpriu a função e ruim o tour não foi, mas nesse dia não teve nenhum diferencial e qualquer outra teria dado certo. Se o tempo estiver bom, até acho que compense mais alugar um carro.

De toda forma, seja com van, ônibus, carro alugado, ou como for, se um dia você for à Islândia, o Golden Circle é um dos passeios imperdíveis!

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